segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

2010: Jader, o PMDB e os anéis do poder




As duas últimas semanas foram de fortes emoções na política paraense.



Ao longo delas, sobressaiu-se, novamente, o formidável jogador que é Jader Barbalho.



Mais uma vez, ele mostrou o porquê de ser o político paraense de poder mais duradouro da nossa história recente.



A lâmina que Jader colocou sobre o pescoço de Duciomar não apenas abalou profundamente as pretensões daquele ao Senado Federal.



Na verdade, quase lhe permitiu colocar as mãos na cobiçadíssima Prefeitura de Belém, com o seu turbinado caixa e capacidade de influência sobre um quarto do eleitorado paraense.



Tal perspectiva, aliás, permanecerá factível ao longo do próximo ano, devido à batalha jurídica que apenas começou.



Daí, também, o escarcéu em torno da posse-que-não-houve de Priante – e que todos, inclusive Priante, sabiam ter tanta validade quanto o diploma de Duciomar: o que importava, na verdade, era maximizar o estrago.



Foi um risco? Foi sim, pela não-descartável possibilidade de vitimização de Duciomar.



Mas, um risco muito bem calculado.



Afinal, é difícil vitimizar alguém como Duciomar.



Além disso, o grupo de comunicação dos Barbalho possui boa penetração, na capital e no interior.



E, o que é ainda mais importante: a população, ao fim e ao cabo, não entende patavina de legislação.



O que o eleitor médio sabe é que Duciomar está cassado – e só.
E isso funciona como um veneno.



Porque mesmo que Duciomar consiga se manter na PMB, ao longo do próximo ano, já perdeu, certamente, o voto do eleitor que não quer perder o próprio voto.



E esse é um sentimento fortíssimo e determinante em qualquer eleição.



Ao impeachment prático de Duciomar e à debilitação do bloco PR/PTB, vieram se juntar outros dois fatos importantes.



O primeiro, a definição da candidatura tucana ao Governo do Estado – e a escolha, como já era esperado, recaiu sobre o ex-governador Simão Jatene.



O segundo foi a entrega da Secretaria de Obras (Seop), pelo peemedebista Francisco das Chagas, o Chicão.



Mas, embora esses dois fatos tenham ocorrido no mesmo dia, é melhor não tentar somar dois mais dois, porque a conta resultará, invariavelmente, em cinco ou sete.


II




Quem imagina que a entrega da Seop e de vários outros organismos estaduais pelo PMDB sinaliza a impossibilidade de uma aliança entre o PMDB e o PT em 2010, corre o risco de se decepcionar amargamente.



Análises conjunturais e alianças políticas não são feitas em cima de querências ou torcidas, mas, de absoluto pragmatismo.



O que se leva em conta não é se fulano é bom bonito e gostoso, ou se sicrano é honesto e até simpático a mim.



O que se leva em conta é apenas e tão somente o que se tem a ganhar – e a possibilidade efetiva de ganhar.




O resto é simplesmente isto: o resto.



Então, pondo de lado o fígado (e, especialmente, o coração, que esse é terrível a qualquer análise política), vamos observar a configuração desse instigante tabuleiro paraense.




III




Mais que ao PSDB a definição da candidatura tucana ao Governo do Estado fortalece o PMDB.



E por quê?



Porque Jatene, por ser um candidato viável e com o qual o PMDB pode, de fato, se coligar, é a perna que faltava ao PMDB para emparedar o PT e a governadora Ana Júlia Carepa.



Até aqui o PMDB estava manco.



Dizia que se ia embora, mas, não tinha efetivamente para onde ir.



É mais ou menos como a mulher que diz ao marido: se não me queres, tem quem queira.



Mas, até que apareça o Ricardão, a hipótese não chega a incomodar.



Agora, no entanto, há o “Ricardão-Jatene”, robusto, bem apessoado, de alma, corpo e tudo o mais arregaçado.



Daí a manchete garrafal, com foto igualmente garrafal, do jornal Diário do Pará, acerca da paz tucana.



Foi quase como se dissesse: tai, maninho, o “Ricardão”!...



E é bem possível que só agora, depois de tamanho exibicionismo, o PT esteja de fato a pensar: e agora, José?



A hipótese de Jader ao Governo sempre foi um blefe. E um blefe daqueles que nenhum jogador experimentado é capaz de acreditar.



A situação só seria diferente se ele conseguisse colocar as mãos na Prefeitura de Belém.



Aí, a sua liderança carismática e esse todo compacto que é a militância do PMDB se juntariam a uma máquina poderosa, em termos de recursos financeiros e em termos de eleitorado potencial.



Mas, sem a PMB, Jader teria de disputar as eleições ao Governo em igualdade de condições com os tucanos, e em condições inferiores aos petistas.



Seria um risco altíssimo, devido à altíssima rejeição que possui, e que contamina até pessoas de seu grupo e aparentados.



E Jader, pelos inúmeros rolos e inimizades, não pode correr riscos. Especialmente, riscos altos.



Agora, porém, com a candidatura de Jatene, o PMDB rejuvenesceu – ganhou, por assim dizer, um botox básico.



Resta saber até que ponto o PSDB tem condições de passar da condição de amante eventual a de maridão...




IV




Jatene é, de fato, um candidato formidável.



Um intelectual brilhante, com história e desenvoltura frente às multidões, debates e programas televisivos.



Penso até que Jatene é, de fato, uma produção coletiva dos tucanos paraenses, que sempre souberam aproveitar as suas melhores idéias e nunca se importaram que ficasse no fundo da rede – aliás, muitas vezes, até incentivaram essa característica, porque sempre foi ela a permitir que o conjunto pudesse, afinal, trabalhar.



Ele tem um estilo diametralmente oposto ao de Almir.



Na verdade, é quase um Zelig: se transformará em ateniense, diante dos atenienses; em espartano, diante dos espartanos. E até, eventualmente, em persa, diante dos persas.



Tem, portanto, uma inteligência interpessoal muito acima da média.



O que faz com que consiga estabelecer um diálogo eficaz tanto com um empresário, quanto com o seu José e a dona Maria lá da Terra Firme ou da Vila da Barca.



É uma qualidade e tanto a um político, especialmente quando ela abrange, também, o palanque eletrônico.



Não bastasse isso, Jatene é um técnico poderoso, com domínio poucas vezes visto da máquina pública.



E se isso não seduz o eleitor médio, seduz os formadores de opinião.



Além disso, ator nato que é, Jatene também sabe fazer chorar.
Ou, como se diz, despertar nos eleitores um “borbulhão de emoções”, sempre que isso se faz necessário.




V




Qual, então, a grande dificuldade de Jatene?



São várias.



A primeira, dinheiro; a segunda, máquina; a terceira, decorrente das duas primeiras, expectativa de poder; a quarta – e não menos importante – Almir Gabriel; a quinta, o próprio Simão Jatene, ou a imagem de Simão Jatene aos seus correligionários.



Por incrível que pareça, a primeira e, por conseguinte, a terceira, talvez sejam as menos complicadas.



Jatene tem, sim, condições de obter um bom financiamento de campanha e, assim, por sua figura e meios, irrigar a expectativa de poder.



Não serão, certamente, os “meios” aos quais os tucanos se habituaram em doze anos de poder.



Mas, certamente, serão bem menos piores aos enfrentados em 1994.



Bem mais complicadas serão a quarta e a quinta dificuldades: Almir Gabriel e o próprio Simão Jatene.



Almir, porque não se sabe, exatamente, até onde poderá ir.
Se, simplesmente, deixar o PSDB, já será um estrago. No entanto, será o menos pior.



É certo que, com isso, Jatene terá de lidar, na campanha, com as acusações de trairagem.


Mas, até pela distância, isso talvez que possa ser contornado junto ao eleitorado.


Pior será se Almir decidir ficar no partido e aprontar na convenção, em junho do ano que vem.


Ou se sair e, mesmo assim, resolver dar uma entrevista bombástica em plena campanha.


Nessas duas hipóteses – o enfrentamento na convenção e a entrevista bombástica – é que o bicho pode, de fato, pegar.


A quinta dificuldade – o próprio Simão Jatene – é ainda mais complexa.


Jatene, afinal – e por razões múltiplas que não cabe aqui analisar – dá mostras de apetência pelo poder.


Afinal, investiu um bom durepox para juntar um partido fracionado; engoliu em seco e foi à luta, a ceder o necessário à paz tucana; vestiu, até não poder mais, as sandálias da humildade, diante de um irascível Almir; correu o estado até o inimaginável Anajás.


Ao contrário de 2006, parece, enfim, uma liderança política à altura da própria capacidade.


E, no entanto, permanece a dúvida: será Jatene capaz de impor-se a si mesmo, para enfrentar a próxima campanha, que será duríssima?

Sim, porque até agora a coisa toda fluiu bem ao seu estilo: vai-se a Anajás, mas, dorme-se na Doca de Souza Franco. Ou, para desopilar, na fazenda de Castanhal.


Mas, Jatene estará disposto a dormir, tomar banho e tomar café em Anajás?


Ou, a dormir em Rurópolis, almoçar em Placas, reunir com lideranças em Brasil Novo e jantar em Altamira?


Terá Jatene tal disposição?


Vejam: não estou falando em capacidade física, porque isso ele tem, sim.


Estou é a falar em disposição – e mais: naquela coisa do “ninguém me obriga, mas, eu vou, porque eu sei que é importante”.


Nesse ponto – e por culpa dele mesmo – Jatene permanece uma incógnita.


Porque a apetência por namorar, pescar e tocar violão pode até ser uma bênção no governo, para o conjunto da equipe que quer e precisa trabalhar.


Mas, numa campanha – e dificílima – tal característica pode se transformar, simplesmente, no principal inimigo.



Leia à noite: o que deseja o PMDB?

Um esclarecimento necessário



Este blog não está a disputar nada com ninguém.



Tenho, aqui, um espaço muito característico, um cafofo.



Gosto de informação e de análise política. E quem vem aqui gosta disso também.



Porque é isto a Perereca: política, política e política.



Se as pessoas querem fazer amigos e influenciar pessoas, não tenho nada a ver com isso.



Lá por eu ser mulher não quer dizer que tenha, apenas, de preparar os acepipes e a bebida.



Não tenho culpa – e nem me vou “culpar” – por ter capacidade de análise política.



Se há homens que não gostam disso, paciência.



Foi-se o tempo em que me “corrigia” para me amoldar às querências masculinas.



Aliás, bem vistas as coisas, nunca me amoldei, de fato, às querências masculinas.



É por isso que estou sozinha, depois de três casamentos e umas quantas amancebações.



Gosto muito de ser repórter. E de saber que tenho o raro feeling de repórter – o feeling que faz a diferença entre os bons repórteres e aqueles que nunca passarão de repórteres pasteurizados.



Por isso, este blog não é apenas um livro de atas ou o panegírico ao Senhor Diretor.



Ou, ainda, o fiel cumpridor das sombrias decisões de um marqueteiro qualquer, que quer porque quer “render” um fato.



Este blog, enfim, traz o fato aos leitores tal como ele é, independente das conveniências de A, B ou C.



Assim é que este blog já antecipou várias mexidas no tabuleiro político paraense.



E até já deu um furo dentro do furo: noticiou, em primeira mão, o lançamento da pré-candidatura de Jatene, ontem, domingo, na Assembléia Legislativa.



Justamente porque não se atém a conveniências, soube buscar o que era, de fato, a notícia.



O resto é lári-lári e dor de cotovelo.



Ou, o que é bem pior, desrespeito aos leitores, que não merecem ser ludibriados por fatos administrados em conta-gotas, só para maximizar o marketing deste ou daquele candidato.



Sorry, mas só sei fazer jornalismo assim: primeiro, jogo a coisa, a informação, a notícia às pessoas. Divido isso com a sociedade.



E só depois é que me ponho a perguntar: por que, meu Deus? Por quê?



Tenho tal apreço pela informação que estou aqui, quase que exilada neste blog.



Que é, de fato, muito bem freqüentado – daí o olho gordo de alguns – mas, que tem um impacto muito reduzido em relação aos jornalões.



Pra mim, informação não é pertença minha ou de um dono de jornal, mas, de toda a sociedade.



As pessoas têm o direito de saber; precisam saber.



E esse seria o juramento profissional que, se pudesse, formada, faria: levar ao leitor a informação, independente do que quer que seja.



Detesto hipocrisia, tenho ojeriza à hipocrisia – essa coisa de ficar tentando demonstrar independência quando se tem até a alma aprisionada por determinados interesses de terceiros.



É por isso que, aos 49 anos, estou gramando: pego um dinheiro daqui, outro de acolá.



Vendo um espaçozinho aqui, outro acolá - e vou levando.
Não tenho nem INSS, nem 13 salário.



Mas, tenho o que é muito mais importante, a minha consciência.



E esse meu compromisso com todos vocês de trazer a informação como ela é, independente dos interesses de quem quer que seja.



FUUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!

Pra vocês: Pagu!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Guerra à vista II


Também tem essa nota engraçadíssima, postada ontem pelo Na ilharga, sobre o almoço da cúpula paraense dos tucanos na casa de Mário Couto, no residencial Parque Verde:




“Muy amigos


Provável prato a ser servido hoje pelo senador-contraventor a Zenaldo Coutinho Jr. e Flexa Ribeiro, no almoço em homenagem ao "pescador": traíra no molho de tucumã. Para a sobremesa, compota de chuchu com sorvete de jambo verde.

Após o regabofe, demonstrando toda sua generosidade, Flexa colocará à disposição de Zenaldo uma scherezade para contar todas as histórias das 10001 noites, enquanto o deputado espera para assumir a presidência do partido. Esses tucanos são tão solidários”.

Tem mais aqui: http://nailharga.blogspot.com/

Guerra à vista!


Malino, malino o blog Ananindeua Debates ataca os tucanos, neste sábado que antecede o lançamento da pré-candidatura de Simão Jatene ao Governo do Estado.


A guerra na web já começou.


Aqui:
http://www.ananindeuadebates.blogspot.com/

PMDB e PT se estapeiam também nacionalmente




Lá como aqui (leia a postagem “Jader reúne com Ana e PMDB prepara CPIs contra o Governo”
http://pererecadavizinha.blogspot.com/2009/12/jader-reune-com-ana-e-pmdb-prepara-cpis.html ) PT e PMDB voltam a se estranhar e a se estapear em público.



Leia as duas postagens abaixo, ambas do sempre-pra-lá-de-bacana blog do Josias:





PMDB 'exige' palavra de Lula para desfazer mal-estar



“Segue aceso o pavio que queima no PMDB desde que Lula sugeriu que o partido deveria encaminhar a Dilma Rousseff uma lista tríplice de vices.

O Planalto agarrou-se aos panos quentes. O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e a própria Dilma tocaram o telefone para Michel Temer.
Por ora o único nome do PMDB para a vaga de vice, Temer mastigou em privado as declarações de Lula. Não conseguiu engoli-las.

A água fria de Franklin e de Dilma não bastou para arrefecer a fervura que o blog detectara na noite de quinta e noticiara na madrugada de sexta.

O pedaço governista do PMDB exige uma palavra de Lula. Chega-se mesmo a dizer que, sem ela, o caldo da aliança pode entornar.

Em viagem ao Peru, Lula mandou dizer que telefonará para Temer ao longo do final de semana. Ouça-se um grão-pemedebê amigo do presidente da Câmara:

“O telefonema do presidente, se vier, será um bom começo. Mas talvez não baste...”
“...O veneno da lista tríplice foi destilado em público. O antídoto também precisa ser servido à luz do dia, com Sol a pino”.

E se Lula não telefonar? “Bem, nesse caso o PMDB talvez se sinta à vontade para procurar parceiros que o tratem com mais respeito".


A postagem anterior a que Josias se refere está aqui



“Frase de Lula sobre vice espanta Temer e irrita PMDB


Uma declaração feita por Lula surpreendeu Michel Temer e deixou em polvorosa toda a cúpula do PMDB.

O partido mergulhou numa atmosfera de pré-crise.

De passagem pelo Maranhão, Lula sugeriu que o PMDB indique três alternativas de candidato a vice-presidente.

Submetida à lista, a presidenciável Dilma Rousseff escolha o nome de sua preferência.

O comentário ganhou a web. E provocou uma troca instantânea de telefonemas entre os pemedebês que negociam a aliança com o PT.

Líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves produziu uma ironia que resume o que vai na alma do sócio majoritário do consórcio governista:
“Achamos natural que o PMDB apresente três nomes. Mas vamos aguardar que o PT nos apresente os outros dois, para ver como fica o nosso apoio”.

O comentário de Lula soou numa entrevista a duas emissoras de rádio maranhenses. Por ironia, uma delas, a Mirante, pertence à família do grão-pemedebê José Sarney.

Lula disse na entrevista que, como maior partido da aliança, o PMDB tem todo o direito de “exigir” a posição de vice. Mas emendou:
"O correto não é nem o PMDB impor um nome só. O correto é o PMDB discutir dentro do PMDB, indicar três nomes para a ministra Dilma para que ela possa escolher. Isso é que nem casamento...”
“...Quem vai casar com o vice é a candidata, e você não pode empurrar para ela alguém que não tem afinidade com ela porque aí será discórdia total".

Presidente da Câmara e fiador do acordo pré-nupcial que o PMDB firmou com o PT, Michel Temer tomou-se de espanto.

Temer é apresentado pelo pedaço governista do PMDB como o nome do partido para subir ao altar do lado de Dilma.

Em privado, o deputado disse aos companheiros de legenda que pretende procurar Lula. Sentiu-se pessoalmente atingido.

Está menos preocupado com a posição de vice, que nunca reivindicou publicamente. Inquieta-o a inconveniência do momento.

A frase de Lula chega num instante em que Temer considera-se alvejado por um par de “infâmias”.

Foi ao noticiário como beneficiário de um suposto repasse ilegal de verbas feito pela Camargo Corrêa, investigada na Operação Castelo de Areia.

Depois, foi citado, junto com outros pemedebês, num dos vídeos do panetonegate. Dessa vez como destinatário de uma fatia do bolo tóxico do DEM-DF.

Num instante em que busca reparação judicial pelas ofensas à sua honra, Temer é abalroado pelo comentário de Lula. Daí, sobretudo, o incômodo.

Os operadores do PMDB consideram que a frase de Lula é ainda mais "inaceitável" porque não faria justiça ao comportamento de Temer.

Diz-se que, além de empenhar-se pela consolidação do acordo PMDB-PT, o deputado evita apresentar-se como vice.

De fato, sempre que questionado sobre a matéria, o presidente da Câmara retira do bolso do colete uma resposta padrão:
“Vice não é candiato, é circunstancia política", repete Temer. "Depois da consolidação da aliança, será preciso verificar qual o nome que soma mais para a candidata à Presidência”.

A julgar pelo teor dos telefonemas trocados na noite passada, o PMDB espera que Lula repare, nas próximas horas, o “estrago” que sua frase produziu.

Do contrário, o mal-estar pode descambar para a crise. Na visão do provedor do “noivo” de Dilma, a metáfora do casamento é via de mão dupla.

Ouça-se o que disse ao blog um pemedebê com assento no coolegiado que negocia a aliança em torno de Dilma:
“Se a noiva pode escolher o pretendente, o noivo também pode exigir ao pai dela que apresente outras filhas porque a escolhida não agradou”.

O interlocutor do repórter lembrou que Dilma, levada à vitrine há quase dois anos, ainda não ultrapassou a barreira dos 20% nas pesquisas.

De resto, realçou o fato de que o PT protela a resolução de encrencas regionais que conspiram contra a aprovação da aliança na convenção do PMDB, em junho.

Menciona as praças onde ardem as principais fogueiras: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

O conselho de sábios que tenta pôr de pé a aliança pró-Dilma reúne-se pela enésima vez na semana que vem, provavelmente na quarta-feira.

Os líderes que representam o PMDB nesse colegiado vão à reunião com o pavio mais curto. Ameaçam explodir caso Lula não ajeite as coisas até lá.

Receia-se que Lula esteja interessado em empinar o nome do presidente do BC, Henrique Meirelles, como candidato a companheiro de chapa de Dilma.

Um dos pemedebês ouvidos pelo repórter saiu-se com uma metáfora à Romário. Evoca a condição de cristão novo do neo-pemedebê Meirelles.

“Ele acabou de entrar no ônibus. Não pode querer sentar na janelinha. O nome do Meirelles não soma um níquel na convenção do PMDB”.


http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/



Requião: com lista, Lula diz "vade retro, Satanás" ao PMDB



Ainda sobre o tititi nacional entre o PT e o PMDB, a Perereca afanou da Terra Magazine a postagem abaixo:




“Diego Salmen



O presidente Lula disse, na última quinta-feira, 10, que o PMDB deveria oferecer uma lista com três nomes para que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, escolhesse o candidato à vice-presidência para sua chapa na disputa eleitoral de 2010. Lula, no entanto, pode ter calculado mal o impacto dessa declaração.

A Terra Magazine, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), não deixou de se manifestar sobre a fala. "Eu acho, com absoluta objetividade, que o Lula na verdade se assustou e descartou uma indicação da cúpula do partido", diz. "O que ele disse foi: 'vade retro, Satanás'".

Requião tem interesse direto na confusão. Em 21 de novembro, teve sua pré-candidatura lançada por representantes de 15 diretórios estaduais da sigla. Para ser oficializada, porém, ainda deve ser submetida à votação em convenção partidária, a ser realizada em junho de 2010.

Nesta sexta-feira, 11, o PMDB divulgou nota oficial rebatendo Lula. "O PMDB, maior partido do Brasil, não vê como devida a intromissão de terceiros, por mais respeitáveis que sejam, em assuntos de sua exclusiva competência interna", afirma o documento.

Depois de mencionar o escândalo de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda ("nesse Natal, panetone é de graça"), Requião diz que o PMDB "tem que sair da mala e ser recolocado no coração do povo brasileiro".

Que mala, governador?
- Me refiro a mala, retangular, com alça ou sem ela.

Hoje a agremiação se vê fracionada em três alas. A primeira delas defende a aliança com o PT nas eleições do ano que vem, e é liderada pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), provável vice de Dilma.

Outra facção, com Orestes Quércia (SP) à frente, defende o apoio à candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Por fim, há os que, como o senador Pedro Simon (RS), reivindicam candidatura própria - personificada na figura do governador paranaense.

"O PMDB ter indicado um candidato por meio de um jantar, sem uma consulta à institucionalidade, pode ser o abraço do sucesso ou o beijo da morte para o PT", critica Requião, em referência à reunião que selou a aliança entre os dois partidos para o pleito do ano que vem.


http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4153474-EI6578,00-Requiao+com+lista+Lula+diz+vade+retro+Satanas+ao+PMDB.html

70% dos brasileiros não querem saber de política





Do blog do Ferrnando Rodrigues:




“Pesquisa Vox Populi, encomendada pelo PT, faz radiografia da cabeça do eleitor
Só 4% acham relevante o partido político do candidato na hora de votar






Uma extensa pesquisa de opinião conduzida pelo instituto Vox Populi, encomendada pelo PT, mostra que a imensa maioria dos eleitores não está nem aí para assuntos políticos. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados em todo o Brasil não conversam regularmente sobre política.




Trata-se de um desinteresse cristalizado. O resultado é muito semelhante em levantamentos anteriores. Em maio de 2008, segundo o Vox Populi, 65% relatavam não terem conversado sobre política –pelo que explica o relatório, em período recente ao da pesquisa. Em maio deste ano, o percentual foi de 66%. Agora, no estudo realizado de 31 de outubro a 5 de novembro, em 170 municípios, a taxa bateu em 69%.




Esse número explica em parte a razão de tantos escândalos políticos se sucederem e os eleitores aparentemente não se interessarem pelo tema. Em telejornais nas redes de TV aberta, a política é considerada um “matador de audiência”. Quando o locutor anuncia uma reportagem de Brasília, de conteúdo relacionado ao Congresso ou ao governo em geral, o número de TVs sintonizadas sempre despenca.




A pesquisa Vox Populi à qual o blog teve acesso ajuda a desvendar um pouco a alma do eleitor brasileiro. Apesar de a ampla maioria (69%) dizer não conversar sobre política, 19% dizem ter interesse pelo assunto. Outros 31% respondem ter “mais ou menos” interesse por política. Mas expressivos 54% dizem não ter nenhum ou só pouco interesse.




O instituto faz um cálculo interessante para mapear quem de fato se interessa por política no Brasil.




Trata-se do cruzamento dos que dizem ter conversado sobre política com os que também se apresentam como interessados pelo assunto. O resultado é que apenas 12% são considerados formadores de opinião entre os eleitores brasileiros”.




Comentário da Perereca: não perca essa matéria que está pra lá de bacana. A íntegra está aqui:


http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2009-12-06_2009-12-12.html#2009_12-12_07_45_47-9961110-0


Acesso a internet cresce 75%, mas 100 milhões ainda estão fora da rede



No jornal O Globo, a reportagem de Fabiana Ribeiro sobre o impressionante crescimento da internet e a também impressionante exclusão digital do Brasil.



“RIO - Apesar do acesso à internet ter melhorado no Brasil, cresceu 75,3% entre 2005 e 2008 , o país ainda vive um apagão digital: 104,7 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade não usam a grande rede, 65,2% do total, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) 2008 divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

- Ainda existe um contingente grande de pessoas sem internet, estamos abaixo do nível de acesso de outros países, mas observamos um forte crescimento, especialmente entre os grupos com menor escolaridade e menor renda. Um dos caminhos para esse aumento de acesso foi o das lan houses - disse Maria Lúcia Vieira, gerente da Pnad, destacando que ainda há diferenças regionais fortes.

- Esse maior acesso à internet e ao celular mostra uma maior democratização da informação no país. Melhorias na distribuição de renda contribuíram para aumentar o poder de compra das pessoas, fazendo com a população tivesse mais acesso a esses bens - acrescenta o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo.

Mas o gerente da PME lembra que a inclusão digital é maior em países como Chile, Argentina e Colômbia.

- Estamos muito aquém de países que investiram em avanço em escolaridade, como a Coréia, que usou a educação como forma de inclusão digital - conclui.

Quase um terço dos que não usam a internet dizem não querer fazê-lo

Durante as entrevistas da pesquisa, os três principais motivos citados para não usar a internet foram: não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar (31,6%) e não ter acesso a um computador (30,0%). No Norte e no Nordeste, a razão mais citada foi não saber utilizar a Internet, 38,7% e 40,1%, respectivamente.

A proporção de pessoas que disseram não acessar a internet porque não tinham acesso a computador (30,0%) reduziu em relação à pesquisa de 2005 (37,2%), bem como a atribuição disso ao custo elevado do computador (9,1% em 2005 e 1,7% em 2008).

Já o percentual de pessoas que não usavam a internet porque não achavam necessário ou não queriam foi o que mais aumentou (de 20,9%, em 2005 para 32,8%, em 2008). Cresceu também o percentual de pessoas cujo motivo declarado foi não saber utilizar a Internet (de 20,6%, em 2005 para 31,6%, em 2008).

Alagoas (48,3%), Rondônia (43,5%) e Acre (47,5%) tiveram os maiores percentuais de pessoas que não utilizaram a internet porque não tinham acesso a computador.

Já no Rio de Janeiro o principal motivo foi não achar necessário ou não querer (45,1%).

Os que não acessaram a internet porque não achavam necessário ou não queriam e os que não sabiam utilizar a internet apresentavam idades médias mais elevadas (44,1 e 45,2 anos, respectivamente) do que aqueles que alegaram os demais motivos. Os estudantes que não utilizaram a rede apresentaram como principal motivo não ter acesso ao computador (46,9%).



Sudeste domina o pedaço; Norte e Nordeste na rabeira


Na mesma reportagem, os números também refletem as desigualdades regionais, é claro.


Diz ela a certa altura:

“ Houve um aumento de 75,3% no número de pessoas que usam a internet no Brasil nos últimos três anos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Domícilos (Pnad) divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2008, 56 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade acessaram a internet por meio de um computador pelo menos uma vez nos três meses anteriores à realização da pesquisa, contingente que representava 34,8% dessa população. E 2005, o percentual era de 20,9%, equivalente a 31,9 milhões de pessoas.

Apesar da melhora, o Brasil ainda vive um apagão digital: 104,7 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade não usam a internet, 65,2% do total.

A pesquisa apontou ainda que a maioria dos brasileiros acima de 10 anos de idade (53,8%), ou seja 86 milhões de pessoas, tem celular para uso pessoal. Em 2005, eram pouco mais de um terço (36,6%) com o aparelho, ou 56 milhões de pessoas.
Sudeste tem maior percentual de acesso à internet

O aumento no acesso à internet no Brasil se deu tanto para os homens (de 21,9% em 2005 para 35,8% em 2008) quanto para as mulheres (de 20,1% para 33,9%).

As regiões Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%) registravam os maiores percentuais de usuários, e as regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%), os menores. Em 2005, esses percentuais eram os seguintes: Norte (12,0%), Nordeste (11,9%), Sudeste (26,2%), Sul (25,5%) e Centro-Oeste (23,4%).

Entre as unidades da federação, Distrito Federal (56,1%), São Paulo (43,9%) e Rio de Janeiro (40,9%) tinham os maiores percentuais de pessoas que acessaram a internet. Alagoas (17,8%), Piauí (20,2%) e Maranhão (20,2%) apresentaram os menores”.

No Norte, mais da metade dos internautas acessa a rede em lan houses


Tem aqui mais um trecho da reportagem:

“Dos 56 milhões de pessoas que acessaram a internet em 2008, 47,5% o fizeram de mais de um local, sendo que o mais citado foi a própria casa (57,1%) durante a Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segundo local de onde mais se teve acesso à internet no Brasil foi o centro público de acesso pago ou lan house (35,2%), que em 2005, ficava em terceiro lugar, atrás do local de trabalho (31,0% em 2008). No Norte e Nordeste, o centro público de acesso pago foi o local de onde mais as pessoas acessaram a Internet (56,3% e 52,9%, respectivamente).

Das pessoas que tiveram acesso somente em um local (52,5% do total), 45,9% o fizeram do domicílio em que moravam; 29,5% de um centro público de acesso pago; 12,1% do local de trabalho; 4,8% do estabelecimento de ensino; 0,8% de um centro público de acesso gratuito e 6,9% de outro local.

Dos que acessaram a internet de casa em 2008, 80,3% o fizeram somente através de banda larga; 18,0% unicamente por conexão discada e 1,7% através das duas formas. Em relação a 2005, o aumento da conexão por banda larga foi bastante expressivo: naquele ano o percentual havia sido de 41,2%”.


A íntegra está aqui
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/12/11/brasil-ainda-vive-apagao-digital-104-7-milhoes-de-pessoas-nao-usam-internet-915154815.asp

E aqui tem o site do CDI, o Comitê para Democratização da Internet: http://www.cdi.org.br/

Jader reúne com Ana e PMDB prepara CPIs contra o Governo




O PMDB já tem engatilhados três pedidos de CPI contra o Governo do Estado: um para o Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, e outros dois envolvendo as secretarias estaduais de Transportes e de Meio Ambiente (Setran e Semma), essa última sob investigação da Polícia Federal.



Todas estão à espera de uma decisão do PMDB, acerca de seu próprio destino: se irá ou não para a oposição à governadora Ana Júlia Carepa.



Ainda não há um prazo-limite para que as CPIs deixem a gaveta onde se encontram guardadas.



Mas, a verdade é que os peemedebistas andam muito, muito irritados, especialmente com o chamado núcleo duro do Governo, integrado pela Democracia Socialista (DS), a tendência petista a que pertence a governadora Ana Júlia Carepa.



A irritação do PMDB – vejam só – já atinge até o pragmático e sempre-frio Jader Barbalho.



Na manhã de ontem, Jader e Ana Júlia sentaram para um café da manhã, à convite dela, é claro.



Conversa vai, conversa vem, Ana ofereceu a Jader a Secretaria de Transportes (Setran), “de porteira fechada”.



E, ao final, pediu a Jader “um presente de Natal”: a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo pretende contrair, e que virou um estica-encolhe na Assembléia Legislativa.



O pedido teria irritado Jader, até pelos fatos que antecederam o café e a almejada “prenda” natalina.



Anteontem, quinta-feira, diz-me uma fonte, Governo e PT articularam uma reunião das lideranças das bancadas partidárias na AL.



A intenção era incluir o pedido de empréstimo na pauta de votações do começo da semana que vem.



O PMDB, no entanto, aparou a bola no ar e impediu essa inclusão – uma malinagem decorrente da neurose que tomou conta do “casamento” entre petistas e peemedebistas.



E foi à luz dessa manobra fracassada que Jader e os peemedebistas interpretaram a amabilidade de Ana Júlia e o “presente” que solicitou.



“É achar que a gente é idiota”, disse um peemedebista de alto coturno.



“Ela (Ana) telefonou para o Jader ontem à tarde (na quinta-feira), logo depois disso, para marcar o café da manhã. Lá, conversou um monte de abobrinhas, prometeu a Setran e, depois, fez o pedido. E eu já até brinquei dizendo que eles (o Governo) estão nos oferecendo a Setran só agora no inverno. Porque, quando chegar o verão, pegam de volta”, completou.



Tiririca, a fonte chegou a afirmar que, para o PMDB, a brincadeira acabou: “Ou nos dão o devido valor, o devido espaço, ou vamos partir pra cima, vamos nos colocar na oposição na AL. E já temos três CPIs engatilhadas”.



No café da manhã, Jader e Ana também conversaram sobre a Vice-Governadoria, que o PMDB pleiteia, entre outros acepipes, para apoiar a reeleição da governadora.



Mas Ana teria pedido a “compreensão” de Jader, uma vez que pretende que o cargo seja ocupado por um integrante do bloco PR/PTB.



A Vice, hoje, parece ser, de fato, o pomo da discórdia entre petistas e peemedebistas, já que o PT mantém a promessa de uma das vagas ao Senado para o PMDB – nesse caso, para o próprio Jader.



“É importante que a Vice fique com o bloco PR/PTB” – diz uma fonte do Governo – “Inclusive o leque de alianças tem de ser o mais amplo possível, até para ajudar a eleger o Jader e o Paulo Rocha para o Senado”.



Na versão governista, aliás, o café da manhã teria sido “muito positivo” e Jader teria até reafirmado à governadora a intenção de manter, em 2010, a aliança vitoriosa das eleições de 2006.



No entanto, diz-me a fonte palaciana, não foi marcada nova reunião ou, ao menos, uma data para a resposta de Jader à oferta/pedido de Ana Júlia.



“Ele ficou de conversar com a bancada do PMDB”, contou o petista.



O fato por si já é estranho. E soa ainda mais esquisito quando se leva em conta o ânimo dos peemedebistas.



“Hoje, nós não queremos mais nada do governo, só respeito. Quando passarem a respeitar a nossa inteligência, voltaremos a conversar”, disse um deles.



Chicão deixa Seop, mas cargo continua à disposição do PMDB


Ao que parece, a saída de Francisco das Chagas, o Chicão, da Secretaria Estadual de Obras (Seop) tem a ver, sim, com as relações travosas entre o PT e o PMDB, mas, é um caso à parte nessa nova rodada de negociações do casal-problema da política paraense.




A exoneração dele foi decidida antes do café da manhã entre Ana e Jader, mais precisamente no dia anterior, quando um resoluto Chicão sentou com o morubixaba peemedebista, para avaliar a situação.


Seriam dois os motivos da decisão.

O primeiro, a intenção de Chicão de se recandidatar a deputado estadual no ano que vem – e ele já teria até comprado um ônibus para as suas andanças pelo interior.

O segundo, o enorme descontentamento em relação à escassez de recursos da Seop.

“O Chicão é um sujeito muito calmo, mas, já vinha em sofrimento, há algum tempo, na Seop. 2009 foi um ano muito difícil para o governo todo (em virtude da crise). E o governo ainda resolveu priorizar as secretarias comandadas pelos irmãos Maurílio e Marcílio Monteiro. Não bastasse isso, ainda secaram a Seop”, conta um parlamentar.

Segundo ele, dos R$ 46 milhões colocados no orçamento da Seop para investimentos neste ano, o governo contingenciou R$ 42 milhões. E, dos R$ 4 milhões restantes, só liberou, até o mês passado, R$ 700 mil.

Por conta disso, a penúria da secretaria era tamanha que Chicão teve de suspender vários contratos de prestação de serviços, inclusive para o fornecimento de combustível. Na verdade, teria ficado sem dinheiro até para pagar as contas de água e luz.


Dinheiro carimbado e irritação


A gota d’água para Chicão teria sido, no entanto, um episódio complicadíssimo, na semana passada.

Chicão recebeu telefonemas de três empreiteiras que lhe informaram sobre o repasse iminente, pelo governo, de R$ 1,9 milhão à secretaria, exclusivamente para o pagamento delas.

Dois dias depois, telefonou-lhe o secretário estadual de Governo, Edilson Rodrigues, informando o repasse e a destinação.

Como fizera em relação aos empresários, Chicão tentou argumentar que não poderia entregar o dinheiro às empreiteiras, porque havia dívidas mais antigas e urgentes a serem quitadas.

O resultado foi um diálogo ríspido.

Edilson teria dito que não repassaria o dinheiro, caso Chicão não o destinasse às empreiteiras.

Chicão teria, então, respondido: “Faça como quiser”.

E o fato é que o dinheiro acabou, mesmo, bloqueado.

Ontem, Chicão entregou o cargo através de uma carta de três páginas, em formato A4, na qual relata esse episódio, a escassez de recursos e o esvaziamento da secretaria.

A carta deve ser publicada na edição do Diário do Pará de hoje. Nela, um irônico Chicão chega a sugerir a extinção da Seop.

A Seop, no entanto, permanecerá à disposição do PMDB, embora o partido, a priori, não pretenda indicar ninguém para o cargo. “O problema é encontrar quem queira ir para lá”, diz-me um peemedebista.

Furo bombástico e surpresa

A saída de Chicão foi noticiada, na tarde de ontem, em primeira mão, pelo blog do Marcelo Marques, o Bacana.


Segundo aquele blog, Chicão assumirá a vaga de deputado na AL. Com isso, Dr. Soares deixará a Casa. Parsifal Pontes permanecerá na liderança da bancada.

Na noite de ontem, o governo, ainda surpreso, tentava minimizar o episódio.

“Li a carta e não acho que seja bombástica. O que me pareceu é que isso não tem a ver com problemas de política, mas, com as dificuldades que ele (Chicão) enfrentou, por problemas da crise econômica. Tudo o que está na carta diz respeito à gestão”, afirmou à Perereca o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty.

Ele negou que o contingenciamento da Seop decorra de questões políticas: “Isso aconteceu devido à crise, mesmo. Aqui na Casa Civil, o contingenciamento atingiu 70% e eu fiquei sem dinheiro até para pagar passagem de avião”.

Observou que só será possível “descontingenciar” recursos da Seop após a liberação do empréstimo de R$ 366 milhões que o governo tenta aprovar na AL, “simplesmente porque não há dinheiro”.

Disse que ainda não conversou com Edilson Rodrigues, para ouvir a versão dele acerca do episódio narrado na carta de Chicão. E cogitou que o que pode ter acontecido é a priorização natural de determinadas obras. “Pode ser que tenha sido uma determinação para tocar uma obra”, arriscou.

Puty informou que apesar de Chicão dizer que o seu pedido de exoneração é irrevogável, a governadora Ana Júlia Carepa tentará conversar com ele, por telefone, para demovê-lo da idéia, antes mesmo de retornar de viagem – ela viajou ontem para a Dinamarca, para uma conferência das Nações Unidas.

Na semana que vem, já de retorno a Belém, Ana sentará com Chicão. “Há boas perspectivas para a Seop e não há interesse que ele sai”, afiançou Puty.

Até lá, o lugar dele será ocupado por um “pro-tempore, um adjunto, mas continua a vaga aberta do PMDB”, garantiu o chefe da Casa Civil.

Vice: o pomo da discórdia

Nos bastidores do Governo, dizia-se ontem que a saída de Chicão tem muito mais a ver com as suas pretensões eleitorais.

“Faz tempo que ele ameaça sair. Uma vez a Ana até ligou para ele para saber por que ela só sabia das coisas pelos jornais, uma vez que isso já havia até saído na imprensa”, contou um assessor palaciano.

Segundo a fonte, “isso não é sinal de nada, embora, certamente, o PMDB venha a alegar isso. Pelo contrário: as conversações entre o PMDB e o PT, tanto aqui, quanto em Brasília, estão bastante adiantadas”.

Outro integrante do governo disse que os problemas com Chicão “e outros secretários-candidatos” tiveram início quando o dinheiro, em função da crise, começou a rarear, e o governo foi obrigado a centralizar as prioridades.

“Muitos secretários-candidatos foram abrindo obras em vários locais. E aí, quando o dinheiro foi reduzido, muitos deles entraram em pânico, especialmente diante dessa centralização”, confidenciou.

O fato é que o cabo de guerra entre o PT e o PMDB vai prosseguir, tendo como cerne a Vice-Governadoria, na chapa à reeleição de Ana Júlia, no ano que vem.

Tanto o PMDB quanto o Governo negam que os peemedebistas tenham, alguma vez, transformado a Secretaria de Saúde (Sespa) em cavalo de batalha.

Mas ambos admitem que a Vice é a carta da hora, na mesa de negociações.

E, segundo uma fonte governista, Ana não vê problemas na cessão da Vice ao PMDB – mas desde que isso aconteça no bojo de uma discussão, “num contexto mais amplo”, a fim de que também o PR possa ser contemplado nessa aliança.

Líder do PMDB bombardeia Governo




Na madrugada de hoje, sábado, o líder do PMDB na AL, deputado Parsifal Pontes, postou em seu blog informação sobre o café da manhã de Jader com Ana Júlia.

Significativamente, o título da postagem é “Antes Só”. Ei-la:

“Esta sexta-feira, 11, começou na manhã de quinta-feira, em uma reunião mal orquestrada na sala presidencial do Palácio da Cabanagem.

Eu soube da verdadeira intenção da dita reunião na véspera, e preparei o diapasão para conter a sinfonia.

Não tendo havido o sucesso pretendido na articulação ludicamente premeditada, Sua Excelência, a Governadora do Estado, resolveu colocar o plano B em execução: convidou o Deputado Jader Barbalho para um café da manhã, hoje, 11, na sua residência.

Posta a mesa e feitos os salamaleques de praxe, a Governadora jogou a tarrafa: não intuiu que o peixe que ela tentava por na malha, tem muitos anos de correnteza.

Eis um dos problemas mais sérios do Governo: pensar que os outros não pensam.
O café que deveria afinar a orquestra acabou quebrando as cordas do piano.

Ainda não mudou a sua neurologia, o Governo, a respeito daqueles que pretende tomar como aliados: acha que os conquistará com empregos.

O PMDB já disse, com todas as letras, e em todos os tons: cargos e órgãos devem ser consequência de espaço político e cumprimento de compromissos políticos e partidários.

A carta de demissão do ex-secretário de Obras, Deputado Francisco Melo, entregue hoje à Governadora, que será publicada amanhã, em o Diário do Pará é uma pequena amostra do tratamento que o Governo dispensa aos seus aliados.

A este tipo de companhia, prefere o PMDB andar sozinho”.


A íntegra da carta de Chicão está aqui: http://pjpontesslides.blogspot.com/2009/12/carta.html


Aproveite e leia também a seguinte postagem de Parsifal, sobre o cabo de guerra da aprovação do empréstimo do Governo pela AL: http://pjpontes.blogspot.com/2009/12/esquizofrenia-catatonica.html

PSDB reúne pré-candidatos de 2010 neste domingo





Após um trabalho intenso de debates e atentamente acompanhado por toda população paraense, o PSDB irá reunir prefeitos, vereadores e lideranças políticas e comunitárias do Estado.




A reunião começará às 8h30 deste domingo e marca o anúncio do pré-candidato tucano para disputar o Governo do Estado.




O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente regional do partido e que irá concorrer para a reeleição, confirma que o senador Mário Couto e o ex-governador Simão Jatene chegaram a um acordo.




“O partido está mais forte e unido e conta com o desejo da população, que é apresentar uma proposta que coloque o Pará de volta ao rumo certo. Isso só pode ser feito com união. E estamos todos juntos com o nome de Simão Jatene, que tem o apoio de todos os parlamentares”, afirma Flexa Ribeiro.



O senador Mário Couto reafirmou o comprometimento em buscar o entendimento e a força do partido para recolocar o Pará nos eixos. “Tenho feito um amplo trabalho como senador, que é reconhecido por todos. E sei avançar e recuar na minha atuação política. Todo e qualquer movimento meu é pensando no Pará. Por isso, estou apoiando integralmente a candidatura de Simão Jatene, pois estaremos todos juntos ano que vem. Temos esse dever com a população do Pará”, disse Couto.




Agradecido, Simão Jatene disse que é um dever cívico do PSDB encampar essa tarefa de buscar o melhor para o Estado. “Tenho a convicção de que todos aqui no PSDB devem muito para todo cidadão paraense. E temos um projeto de fazer um Governo que não pensa apenas no poder, governando para A ou B. Temos uma proposta de governar para fazer. É um dever e um compromisso nosso resgatar esse trabalho que o Pará tanto precisa e merece”, destacou Jatene.




A reunião na Alepa é aberta e começará às 8h30, no auditório João Batista. Sobre a candidatura de Flexa Ribeiro, Mário Couto e Jatene confirmam que o trabalho desenvolvido pelo parlamentar em Brasília é fundamental.




“Ele tem todas as condições e tem realizado um belíssimo trabalho, em todas as regiões do Pará. Ele só não será candidato a senador se não quiser”, destaca Jatene. Para Mário Couto, o partido estará junto também para trabalhar em favor do nome de Flexa Ribeiro.




“Uma campanha depende de esforço, de união e de mostrar trabalho. Não é só fazer promessa. Por isso, temos muito que mostrar tanto na disputa pelo Governo do Estado como o importante trabalho do Flexa Ribeiro no Senado”, disse Couto.






(Fonte: Ascom/Senador Flexa Ribeiro)



Terra Legal: MPF ameaça ir à Justiça contra Ministério






Caso o programa Terra Legal descarte vistoria, comunidades tradicionais podem ser prejudicadas, dizem procuradores da República







O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou notificação ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) informando que pode ir à Justiça caso o MDA mantenha a intenção de não realizar vistorias em áreas a serem regularizadas pelo programa Terra Legal. O MPF adverte que a ausência das vistorias pode prejudicar interesses de comunidades quilombolas e de outras comunidades tradicionais. O MDA tem 30 dias para atender ao pedido do MPF.



Na recomendação, os procuradores da República Marcel Brugnera Mesquita e Daniel César Azeredo Avelino argumentam que a substituição da vistoria das áreas por uma simples consulta a órgãos públicos, proposta do Terra Legal, pode provocar a titulação de posses individuais em territórios de comunidades tradicionais ainda não tituladas.



“Das mais de 3 mil comunidades quilombolas no país, o poder público federal expediu até o momento apenas 105 títulos de propriedade de terras de remanescentes de quilombo, não tendo obtido o registro imobiliário de muitos deles, nem providenciado, na maior parte dos casos, a retirada dos ocupantes não-quilombolas destas áreas”, criticam os procuradores da República, que em seguida complementam: “a inexistência até o momento de qualquer reconhecimento da ocupação dos territórios étnicos pelas comunidades tradicionais não permite infringir seu direito à terra através da titulação a terceiros de áreas que se sobreponham a esses territórios”.




A recomendação cita estudo feito pelo analista pericial em antropologia do MPF Raphael Frederico Acioli Moreira da Silva. Analisando a situação de comunidades quilombolas e de outras comunidades tradicionais no Pará cujo território é ameaçado pelo programa Terra Legal, o antropólogo conclui que “a escassez de informações [sobre essas comunidades] deve ser entendida como um alerta para a diversidade de situações de ameaças que pairam sobre os territórios e modos de vida desses grupos, que nos últimos anos têm lutado contra a invisibilidade pública de suas trajetórias como formadores da sociedade brasileira.”




Na recomendação, o MPF exige que se realize vistoria prévia à regularização fundiária das ocupações incidentes em imóveis rurais de até quatro módulos fiscais situados em áreas da União e das ocupações incidentes em terras públicas da União situadas em áreas urbanas, de expansão urbana ou de urbanização específica, localizadas no Pará. Outra exigência é que seja realizada vistoria prévia em todos os municípios em que foram identificadas comunidades tradicionais no Estado.




Os procuradores da República também querem que o MDA realize investigações em cada um dos municípios paraenses em busca de informações sobre a existência de comunidades tradicionais, com o objetivo de evitar a sobreposição de títulos individuais em territórios dessas comunidades.




Íntegra da recomendação:
http://tinyurl.com/recomendacao-terra-legal



(Fonte: Ascom/MPF-PA)





Twitter:
http://twitter.com/MPF_PA

Cassação, tortura e temporários no “Jogo Aberto”




O assunto do momento em todas as rodas de Belém é a cassação do diploma do prefeito Duciomar Costa e sua manutenção no cargo graças a uma liminar.


E agora, ele sai ou fica? Quais os próximos passos dessa briga que mexe com o mundo jurídico dentro e fora do Pará e atiça as paixões políticas?


Você vai saber de tudo no “Jogo Aberto” deste sábado, de 2 às 4 da tarde, pela Rádio Tabajara FM 106.1, que pode ser sintonizada, além do rádio, no celular ou pelo endereço
www.radiotabajara.com.br


O programa também vai tratar de direitos humanos e de tortura, mostrando como essa prática monstruosa ainda prevalece no Brasil.


Depoimentos de juristas e defensores de direitos humanos revelam como o castigo físico para obter confissão de presos ou de pessoas subjugadas é prática que sobrevive ao longo dos séculos. Até policiais são torturados em treinamentos da própria polícia.


José Emílio de Almeida, presidente da Associação dos Concursados do Pará, estará ao vivo no programa para dizer que a luta dos aprovados nos concursos públicos realizados pela administração estadual, parece ter se transformado num eterno drama.


Os mais de seis mil aprovados nos concursos da Seduc, Secult, Sepaq, Sespa, Emater, Susipe, Detran, Hemopa, etc., dão como certa a intenção da governadora Ana Júlia Carepa em manter os temporários ocupando os seus lugares, para garantir parte dos votos que precisa para ser reeleger em 2010.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Couto vai mergulhar “de corpo e alma” na campanha de Jatene




O almoço da cúpula tucana, hoje, na casa do senador Mário Couto, no Residencial Parque Verde, em Marituba, começou por volta de uma da tarde e se estendeu por duas horas.


Nele, Mário Couto antecipou o anúncio que fará no domingo às bases tucanas: vai apoiar a candidatura do ex-governador Simão Jatene ao Palácio dos Despachos, no ano que vem.


A imprensa esteve presente ao almoço e entrevistou o senador sobre a paz tucana. Daí que já é pública tal decisão. E ele teria dito, mesmo, que vai mergulhar “de cabeça, corpo e alma” na campanha de Jatene.


O blog soube que Couto conversou nesta semana com o ex-governador Almir Gabriel esse acordo.


Na conversa, Almir teria “ficado neutro”, diz-me uma fonte: teria dito, apenas, que iria pensar no assunto.


Em outra versão, Almir não teria se manifestado é quanto à possibilidade de comparecer, no domingo, ao lançamento oficial da pré-candidatura de Jatene.


No almoço de hoje estiveram presentes, além de Mário Couto e Simão Jatene, o presidente regional do PSDB, Flexa Ribeiro, os três deputados federais do partido – Nilson Pinto, Wandenkolk Gonçalves e Zenaldo Coutinho – e metade de sua bancada estadual: os deputados José Megale, Tetê Santos, Manoel Pioneiro, Ana Cunha e Bosco Gabriel.


Mas, os cinco deputados estaduais que não compareceram tinham justificativas plausíveis.


Ítalo Mácola e Alexandre Von estão viajando pelo interior. Suleima Pegado está às voltas com o casamento da filha. Bira Barbosa estava sendo submetido a uma intervenção cirúrgica em São Paulo. E André Dias também está doente.


E, segundo o senador Flexa Ribeiro, todos estão com Jatene.


“Hoje, o partido tem um pré-candidato apoiado por todos os prefeitos, diretórios, comissões provisórias e por suas bancadas. Ele (Jatene) é uma unanimidade no PSDB e no estado do Pará”, disse o senador.


Ele contou que o almoço de hoje “foi mais uma reunião dos parlamentares, mostrando a união de todos nós em torno da pré-candidatura de Jatene, que vamos lançar formalmente no domingo, com as lideranças do partido”.


Flexa sapateou, sapateou e acabou admitindo que ainda não falou com Almir Gabriel, para conhecer a reação dele sobre a escolha de Jatene.


Essa, aliás, é a grande incógnita: ainda nesta semana dizia-se, nos bastidores que Almir deixaria o partido, caso a escolha do PSDB recaísse sobre Jatene.


Amigos ao longo de trinta anos, Almir e Jatene romperam publicamente no primeiro semestre deste ano.


No entender do tucanão, Jatene teria feito “corpo mole” à sua campanha ao Governo do Estado, em 2006, quando foi derrotado pela petista Ana Júlia Carepa.


De lá para cá, Jatene e o senador Mário Couto, apoiado por Almir, se envolveram num cabo-de-guerra pela indicação tucana à disputa ao Governo do Estado, em 2010.


Depois, numa reviravolta do novelão tucano, Couto abriu mão de sua candidatura em favor de Almir.


E, pelo menos até esta semana, era dado como certo que Almir não arredaria pé dessa disputa.


Hoje, durante o almoço da cúpula tucana, os três únicos oradores – Flexa, Couto e Jatene – reafirmaram o respeito que têm por Almir e que querem que ele participe da campanha de Jatene.


Flexa acredita que Almir apoiará Jatene, até porque ele sempre disse que só seria candidato caso não houvesse um entendimento entre Jatene e Mário Couto.


É o mesmo argumento de uma fonte tucana e, também, do deputado federal Wandenkolk Gonçalves. E a colocação que teria sido feita a Almir por Mário Couto: a de que já não existe necessidade da apresentação do nome dele, Almir, para a pacificação tucana.


A expectativa gira, agora, em torno disso. E até da possibilidade de Almir comparecer ao lançamento da pré-candidatura de Jatene, o que caracterizaria a reunificação partidária.


Wandenkolk avalia que o entendimento entre Jatene e Mário Couto se pautou pelo discurso histórico dos tucanos paraenses de que o Pará se sobrepõe a quaisquer interesses pessoais.


“Chegou a hora de transformarmos isso numa prática. O projeto é coletivo, não tem dono”, disse o deputado.


Ele considera que o fato de esse almoço ter sido realizado na casa de Mário Couto foi “emblemático” para mostrar o apaziguamento no ninho tucano.


A partir de agora, salientou, Jatene está credenciado pelo PSDB para sacramentar as alianças necessárias à eleição de 2010, que admite Wandenkolk, “será dificílima”.

Pré-candidatura de Jatene será oficializada no domingo



O almoço de hoje entre o ex-governador Simão Jatene e o senador Mário Couto foi, na verdade, o lançamento informal da pré-candidatura de Jatene ao Governo do Estado.

O anúncio formal dessa pré-candidatura será feito no domingo, no encontro em que estará presente toda a base partidária, da capital e do interior.

“Vamos comunicar para as lideranças do partido que o PSDB terá Jatene como candidato, na nossa convenção, em junho do ano que vem”, disse o senador Flexa Ribeiro, presidente regional dos tucanos, acerca desse encontro de domingo, que acontecerá pela manhã, na Assembléia Legislativa.

Mas, como o blog antecipou há pouco, ainda não se conhece a posição oficial do ex-governador Almir Gabriel, acerca da escolha de Jatene.

Almir, como se sabe, também postula ou postulava a candidatura tucana ao Palácio dos Despachos.

Flexa disse que Almir acompanhou todo o processo de negociação entre Mário Couto e Simão Jatene.

Segundo ele, nas conversas entre Couto e Almir, esse último teria aceitado o fato “com tranqüilidade”.

“Ele tem conhecimento desse entendimento”, afirmou Flexa.

Mas, ele também acabou admitindo que ainda não conversou com Almir, para saber de sua reação, uma vez que o tucanão se encontra em São Paulo.

“Vou falar com ele (Almir) na semana que vem, pois ele virá passar o Natal aqui (em Belém)”, informou.

E disse, ainda, mais adiante: “estamos fazendo todo o esforço para que ele (Almir) esteja conosco”.

Com a definição da pré-candidatura de Jatene, os tucanos começarão, agora, as negociações da aliança interpartidária, com vistas a 2010.

Segundo Flexa, Jatene não descarta nem mesmo negociações “com a ala do PT que quer apoiá-lo. E tem muita gente (entre os petistas) que vai votar na gente”.

O blog busca mais informações.

Paz tucana



O preço do acordo fechado entre o ex-governador Simão Jatene e o senador Mário Couto foi leonino: Mário deverá levar a presidência da Assembléia Legislativa para a filha Cilene, que deverá ser candidata a deputada estadual no ano que vem, além de duas importantes secretarias: Transportes e Proteção Social.


É claro que os termos do acordo não foram anunciados no almoço que terminou há pouco, na casa de Mário Couto, no Residencial Parque Verde, ao qual esteve presente toda a cúpula dos tucanos paraenses.

Lá, apenas se falou sobre a paz tucana, que, apesar de sacramentada hoje, foi decidida, na realidade, em uma reunião em Brasília, há cerca de duas semanas, entre Jatene, Couto e os presidentes nacional e regional do PSDB, respectivamente, Sérgio Guerra e Flexa Ribeiro.

O apoio de Mário Couto a Jatene deve ser anunciado no domingo, num grande encontro pela manhã, na Assembléia Legislativa, para o qual estão sendo convocadas todas as lideranças estaduais tucanas. Há, inclusive, ônibus fretados vindos do interior do estado.

O blog ainda não conseguiu confirmar a posição de Almir, embora haja informações de que teria sido previamente informado da movimentação.

O blog volta logo com mais informações.

E volta, é claro, não apenas com as informações oficiais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Carlos Santos, o reverso de Deus





Do blog do Zé Carlos (
http://zecarlosdopv.blogspot.com )




E a Perereca pede licença ao nobre ex-deputado para assinar embaixo:




"Obras e propagandas




Quem estava assistindo televisão ontem à noite, esperando o capítulo de “A Cinquentinha”, ficou com a sensação que uma aliança PSDB/PMDB pode até dizer que criou o mundo em cinco dias, um a menos que Deus.


A propaganda do PSDB exibe muitas obras de estradas, hospitais, centro de convenções, centro de lazer. Depois vem a propaganda do PMDB onde Jader aparece fazendo uma relação ainda maior de obras que o seu Partido realizou em todo o Pará.


Como as inserções são exibidas uma seguida da outra não tem como não somar as realizações dos dois partidos, o resultado é um volume tão grande de obras que assusta qualquer ser vivente.


O PSDB quando assumiu, disse que havia recebido o caos, um Estado quebrado, sem estradas, sem obras públicas e ainda devendo muito e com muitas folhas de pessoal por pagar, além de empréstimos de curto prazo em aberto nos diversos bancos da cidade.


O PMDB de Jader diz que mudou a cara do Pará e fez um revolução em Estradas, Delegacias de Polícias, Hospitais e deixou o Estado com saldo positivo.


Como Jader não mente, querem que a gente leia a história é assim: O PMDB e Jader fizeram do Pará um brinco, depois, como Jader teve que deixar o Governo para concorrer a uma vaga para o Senado e, assim, continuar trabalhando muito pelo povo do Pará, como sempre fez, foi obrigado a entregar o Governo a seu vice, o irresponsável e inepto Carlos Santos.


Carlos Santos passou nove meses destruindo estradas, prédios públicos e endividando o Pará, antes de entregar ao tucano Almir Gabriel. Só assim para ser verdade a propaganda.


PT apresentará Dilma na TV como 'mulher que faz'



Da Agência Estado



"SÃO PAULO - O programa do PT que irá ao ar hoje à noite em cadeia nacional de rádio e TV apresentará a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como uma mulher que faz, embora sem usar esse rótulo. Preocupado com a imagem de Dilma, ainda desconhecida do grande público, o partido quer mostrar sua candidata à Presidência como a gerente da equipe, que tem capacidade administrativa, mas também se aflige com os problemas sociais.


Produzido pelo marqueteiro João Santana, o programa exibirá ministros petistas em torno de Dilma, para que ela apareça como a capitã do time. A estratégia é associá-la a iniciativas na área social e a projetos como o Minha Casa, Minha Vida.
O problema encontrado pelo Planalto até agora é combinar a imagem de gerente com a simpatia necessária aos candidatos, aliada a um discurso mais político, que traduza os números para a vida real. Em conversas reservadas, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitem que falta uma "pitada de emoção" em Dilma.


Na TV, a propaganda petista baterá na tecla da comparação entre o Brasil de agora e o da gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002. Além disso, o PT tentará aproximar Dilma do público feminino, fatia do eleitorado em que seu desempenho é aquém do desejável. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo".