quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Carta aos evangélicos: ouçam a voz do Bom Pastor!


 


Meu irmão em Cristo, que Deus me ilumine enquanto escrevo estas linhas, e que Ele toque o seu coração.

Jesus disse que as ovelhas conhecem a voz do seu pastor, assim como o pastor conhece cada uma delas.

Elas sabem o quanto o pastor é bondoso, misericordioso, e cuida delas.

E se uma delas se perde, ele sai pelos montes, na noite fria e escura, procurando por ela.

Ele não sossega enquanto não a encontra, eis que sabe o perigo que ela está correndo naquela escuridão.

E quando a encontra, em vez de açoitá-la, em vez de condená-la, em vez de gritar: “por que te perdeste pelos montes?”, ele a envolve em seus braços, ele a coloca em seus ombros, e todo feliz, todo contente, ele a leva de volta, para que ela permaneça bem juntinho dele.

O Bom Pastor, o Verdadeiro Pastor, Aquele que morreu por nós naquela cruz, é manso e humilde de coração.

E é exatamente assim que Ele quer que sejam as suas ovelhas: mansas e humildes de coração.

O Bom Pastor, o Verdadeiro Pastor, não quer que as suas ovelhas sejam como lobos ferozes, famintos, cruéis, capazes de perseguir, e até de devorar, outras ovelhas.

O que Ele quer é que as ovelhas amem umas às outras, consolem umas às outras, cuidem umas das outras.

O Bom Pastor, o Verdadeiro Pastor, jamais pregou a violência.

Jamais nos mandou perseguir, torturar e matar os nossos irmãos.

Mas você, meu irmãozinho, preferiu confiar nos homens, em vez de confiar na Palavra do Filho de Deus.

Você preferiu ouvir a voz de falsos pastores, a voz de homens que pregam o ódio e a violência.

Esses falsos pastores se uniram a criminosos, para tentar instalar uma ditadura no Brasil.

Uma ditadura para prender, torturar e matar milhares de irmãos brasileiros.

São eles que estão convidando você para essas manifestações, em 7 de setembro.

Alguns até dizem a você que essas manifestações serão pacíficas.

Mas escondem que no meio dessas manifestações estarão bandidos armados, dispostos a tudo para invadir o STF e o Congresso Nacional.

Eles sabem, sim, que tudo isso poderá terminar em agressões físicas, e até em mortes.

Mas mentem para você porque estão dominados pelo pai da mentira!

Ouça a voz do Bom Pastor, do Verdadeiro Pastor, enquanto há tempo, meu irmãozinho.

Não se deixe enganar pelo ódio e maldade que esses falsos pastores semeiam no seu coração, para arrastar a sua alma para o abismo!

Jesus disse que o grande mandamento, aquele que resume toda a Lei!, é amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao nosso irmão como amamos a nós mesmos.

Jesus amou a todos, se preocupou com todos, curou a todos, sem discriminar ninguém.

Quando soldados romanos e guardas do Templo foram prender Jesus, um de seus discípulos sacou a espada e cortou a orelha de um daqueles perseguidores.

E o que foi que Jesus fez, meu irmãozinho?

Ele também saiu ferindo e matando os soldados e os guardas?

Ele ao menos agradeceu ao seu discípulo por aquele gesto violento?

Não! Jesus tocou naquele rapaz e curou-lhe a ferida.

E também disse ao seu discípulo: “guarda essa espada, porque aquele que vive pela espada, morrerá pela espada!”

Jesus não quis nem saber se aquele rapaz estava ali para prendê-Lo, e se depois poderia até açoitá-Lo e pregá-Lo numa cruz.

Tudo o que Jesus fazia e dizia transbordava o Amor que sentia por todas as criaturas, fossem elas quem fossem!

Ele era incapaz de fazer o mal. Era incapaz de apoiar ações violentas.

Era incapaz de ver alguém sofrendo e não fazer nada por aquela pessoa, mesmo que ela O estivesse perseguindo.

Quando Jesus estava naquela cruz e muitos zombavam Dele, nem mesmo assim Ele pagou o mal com o mal.

Nem mesmo assim Ele foi capaz de amaldiçoar aquelas pessoas!

Jesus reuniu todas as Suas forças e orou por elas!

Ele levantou a voz e clamou a Deus: “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem!”

O Bom Pastor, o Verdadeiro Pastor, ainda que sofrendo dores terríveis, ainda assim, Ele não odiou aquelas ovelhas tão perdidas.

Ele teve misericórdia delas.

Ele se preocupou com elas.

Ele as amou, mesmo quando zombavam da Sua dor!

Foi este o exemplo que Jesus nos deixou: Amor a Deus, amor ao próximo. Preocupação com aqueles que sofrem. Ajuda aos necessitados. Misericórdia até por aqueles que nos fazem mal.

O cristianismo, meu irmão, é a Revolução do Amor, e não da espada!

Ser cristão não é seguir as palavras ditas por homens, e muito menos por fariseus cheios de ódio!

Ser cristão é seguir o exemplo de Nosso Senhor e Salvador!

E tudo o que se disser contrário a isso provém do maligno, e não de Deus!

Se você, em vez de confiar nos homens, tivesse lido os Evangelhos, saberia disto: saberia identificar os falsos pastores, os lobos em pele de cordeiro, as figueiras amaldiçoadas que nada têm a oferecer nem mesmo ao Criador, porque os seus corações são duros como a pedra!

Eles têm olhos, mas não vêem! Eles têm ouvidos, mas não ouvem!

E as suas bocas só falam de maldade e violência, porque é disso que o coração deles está cheio!

Que a luz do Espírito Santo lhe ilumine, meu irmão, para que você escute a voz do Verdadeiro Pastor.

Que o Senhor lhe abençoe e lhe guarde.

Que o Senhor faça resplandecer o rosto Dele sobre você.

Que o Senhor tenha misericórdia de você, de mim, e do nosso Brasil.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Bolsonóquio, o inimputável

 


 

Bolsonaro é presidente da República, mas não é responsável pela crise que estamos vivendo.

Ele é uma pobre vítima dos políticos, do STF e da Rede Globo.

E também dos reptilianos, ET Bilu, mula-sem-cabeça e saci-pererê.

Todas as pessoas, todas as forças do Brasil e do Universo, reais e imaginárias, fazem de um tudo para atrapalhar o governo dele.

Não, Bolsonaro não é um egoísta incompetente, que permite o avanço da inflação, do desemprego e da fome, porque está se lixando para o povo brasileiro e só pensa em se reeleger, para escapar à prisão.

Não, ele e os filhos nunca realizaram "rachadinhas", que é o roubo de dinheiro público através de funcionários fantasmas, que lhes entregavam os salários recebidos dos cofres públicos.

Não, o seu governo nunca esteve envolvido em maracutaias, para superfaturar até vacinas.

Ele não tem qualquer responsabilidade pela morte de mais de meio milhão de brasileiros na pandemia.

Afinal, ele sempre andou de máscara.

Nunca disse à população que a Covid é só "uma gripezinha".

Nunca realizou aglomerações.

Sempre disse para a população ficar em casa, porque assim daria para evitar milhares de mortes e recuperar mais rápido a Economia.

Nunca fez propaganda de remédios sem efeito contra essa doença, como é o caso da cloroquina.

Nunca ameaçou governadores e prefeitos que tentavam proteger a população.

Nunca pensou apenas em se reeleger.

Até brigou com o Congresso, que não queria dar um auxílio de R$ 600,00 aos mais pobres.

Até moveu céus e terra para ajudar as pequenas empresas, evitando que quebrassem, em vez de dar mais de R$ 1 trilhão aos donos dos bancos.

Sujeito hipersensível, e não um psicopata defensor das milícias e da tortura, cansou de consolar as famílias dos brasileiros mortos pela Covid, e jamais afirmou: "E daí?", "Não sou coveiro!", "Todos vamos morrer um dia!", “Vão ficar chorando até quando?”.

Não! Quem disse isso foi o Lula, que até tossia em cima das pessoas que iam visitá-lo na cadeia.

O mesmo Lula que nunca se preocupou com os pobres, nunca deu Bolsa Família, nunca defendeu os serviços públicos, nunca impediu a venda da Petrobras e dos Correios, nunca defendeu os direitos dos trabalhadores, nunca conteve o avanço da inflação.

Aliás, na época do Lula, o gás custava mais de R$ 100,00, a gasolina passou de R$ 7,00 e as pessoas faziam fila para conseguir ossos, porque comer carne virou coisa de rico.

Ou você já se esqueceu?

Então, repita comigo: Bolsonaro é apenas uma pobre vítima inocente.

Porque os verdadeiros culpados dessa crise somos eu e você, caro leitor.

Afinal, somos nós que insistimos em viver no Brasil real, verdadeiro, em vez de nos mudarmos para o Brasil das fake news presidenciais.

 

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Leia a matéria da Carta Capital sobre o discurso de Bolsonóquio, ontem (18), em Manaus, no qual, mais uma vez, mentiu e tentou transferir à imprensa e aos governadores a responsabilidade pela inflação e pelo seu desastrado combate à pandemia: https://www.cartacapital.com.br/politica/em-manaus-bolsonaro-culpa-governadores-e-jornalistas-pela-inflacao-e-mente-sobre-decisoes-do-stf/?fbclid=IwAR0K6Jpe2iRHyPLwaq5s4Cg0pdentdMAU5d_i4WH4sgNLx07hGIwYKAiFck

As trevas. Lá e cá.

 


 

O Talibã e os bolsonaristas, com o seu fanatismo religioso, têm indisfarçáveis semelhanças.

Em ambos os casos, a sociedade tem de se submeter a um Estado religioso, cujas leis, ainda por cima, são baseadas na leitura distorcida de textos sagrados.

Em ambos os casos, as escolas também só podem ensinar essa visão distorcida; tudo o mais deve ser proibido.

Em ambos os casos, os seus militantes podem fazer o que bem entendem: ameaçar, humilhar, espancar, matar, mutilar, e todos têm de se curvar à sua "ditadura sagrada".

Em ambos os casos, as mulheres perdem totalmente os direitos sobre os seus corpos e as suas vidas; devem total submissão aos homens e sofrem restrições de acesso até à Educação.

Lembro de Edir Macedo dizendo que não permitiu que as suas filhas cursassem uma faculdade, para evitar que tivessem mais estudo do que os seus futuros maridos, aos quais deveriam obedecer.

Lembro dos pastores flagrados humilhando e espancando as suas esposas, ou abusando sexualmente de outras mulheres, e até de adolescentes.

Lembro das estatísticas mostrando a grande violência contra mulheres de lares evangélicos, e das denúncias de que elas são orientadas, por suas igrejas, a suportar tais agressões.

Lembro da união dessas seitas a traficantes de drogas, para ameaçar, espancar e até matar os seguidores de religiões de origem africana.

Lembro do quanto exploram famílias pobres, obrigando-as a lhes entregar até o dinheiro do aluguel ou da comida.

Lembro de todo o ódio que semeiam e de seus atentados contra a Democracia.

E a única diferença que encontro entre o Talibã e eles é que o Talibã já conseguiu tomar o poder, para impor a sua vontade, à toda uma população, através do terror.

 

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Foto: ′′O desaparecimento da mulher′′, da fotógrafa iraniana Shadi Ghadirian