Foi só há poucos dias que percebi que falta bem
pouquinho para 2014.
Que coisa, né?
E havia (como ainda há) tanta gente pensando que tudo é eterno...
E havia (como ainda há) tanta gente pensando que tudo é eterno...
Nestes quatro anos, sob o governo desse chefe de
quadrilha que é Simão Jatene, este blog quase foi sepultado vivo.
E, o que é pior: “coleguinhas” que, na verdade, não
são jornalistas, mas, apenas lobistas com diploma ou registro de jornalista,
colaboraram muitíssimo para isso.
E é preciso fazer esta diferença: jornalista é
aquele que quer a informação para repassá-la ao distinto público.
Lobista da comunicação é aquele que quer a
informação apenas para negociá-la em troca de dinheiro, cargos, ou sabe-se lá o
quê.
E, infelizmente, neste governo do chefe de quadrilha
que é Simão Jatene, os lobistas dão as cartas no jornalismo do Pará.
Mas, voltemos à sina deste blog e desta blogueira.
Em mais de 30 anos de profissão nunca me vi em
situação financeira tão aflitiva quanto a que tenho enfrentado.
E houve momentos que, confesso, imaginei que não conseguiria
ultrapassar tamanho deserto.
Vi-me sozinha como jamais imaginei que algum dia
ficaria.
Sim, porque esses lobistas que hoje dominam a
comunicação no Pará, saem por aí a satanizar todas as pessoas que se recusam a
ser iguais a eles.
E como a maioria das pessoas adora dividir o mundo
em anjos e demônios, você acaba se vendo profundamente só.
O problema é que sempre gostei de solidão – e isso
desde a infância.
Sempre gostei profundamente da minha companhia. E
sempre descobri coisas prazerosas para fazer sozinha.
Nos últimos meses, por exemplo, plantei árvores,
flores e ervas.
E descobri o prazer enorme – indescritível! – de ver
a vida (a bem dizer) a brotar das minhas mãos.
Encantei-me com a dança de borboletas e passarinhos.
E me vi a exaltar a grandeza de Deus, diante dessa coisa
fantástica que é a Vida.
Quer dizer: longe de conseguirem me fazer mal, como
pretendiam, esses lobistas só conseguiram é me fazer parar para apreciar um mundo
que até então desconhecia.
(E imagino que, neste momento, esses sujeitos devem
estar a se roer de ódio, porque são pessoas secas, horríveis por dentro, eis
que pretendem sempre se dar bem, mesmo que à custa da miséria de milhões.)
Confesso ao leitor que não sei de onde me vem a
capacidade de renascer das cinzas.
Enquanto todos permanecem caídos, sempre consigo me
reerguer.
E de espada em punho – o que é melhor ou pior, sei
lá...
Nos últimos meses, no entanto, travo uma batalha
tremenda comigo mesma, eis que encontrei a paz, entre passarinhos e borboletas,
mas sei que tenho de voltar à guerra, porque sei que é preciso que muitos outros
possam, um dia, usufruir dessa mesmíssima paz.
É uma batalha terrível, porque é contra mim mesma –
e não contra esses lobistas, que se imaginam tão poderosos.
Todos os dias, tenho de tentar me lembrar que existe
um mundo ( e um universo) para além do meu pomar.
E que os pulgões, cochonilhas, ácaros, fungos e
lagartas que agridem este meu paraíso são congêneres da miséria que infesta o
cotidiano do meu povo.
O meu povo, que morre nas filas de hospitais
imundos.
O meu povo, que ainda desconhece o próprio poder...
E é isso que me impele a retornar a este blog – não que
eu queira; sinceramente, eu não quero.
Mas sei que tenho nessa luta, infelizmente, um papel
importante.
A Perereca da Vizinha é um dos poucos blogs
acreditados que consegue furar o bloqueio milionário da informação no estado do
Pará.
Por ser lido em outros estados e até países – e, no
mais das vezes, por formadores e replicadores de opinião.
Daí a impossibilidade de continuar, apenas, com o
meu manjericão, e alecrim, e graviola, e cupuaçu.
E infelizmente, diga-se de passagem.
Aos coleguinhas, que nunca se conformaram com a
fragorosa derrota de 2006, tenho a dizer apenas: vamos jogar a negra.
Novamente, vocês estarão sentados em milhões e
milhões de propaganda e com um exército de duzentos ou trezentos jornalistas.
Eu, novamente, sem dinheiro, e sem nem mesmo aquele
jornal forreca que era o Diário do Pará.
Mas, sinceramente, não tenho medo, porque preparei
um mundo de surpresas para vocês...
Nesse tempo inteiro, enquanto regava as minhas
plantas, dei asas a minha, como direi, enorrrrme imaginação...
Porque no momento em que a sociedade brasileira
passa a limpo a sua História, em busca de evolução, em busca de equidade, os jornalistas
não podemos nos considerar acima do bem e do mal.
Todos temos de prestar contas a essa sociedade - inclusive os lobistas, que hoje se dizem
jornalistas, por conta de um registro profissional ou de um diploma de
comunicação.
E temos de prestar contas porque somos, em primeiro
lugar, cidadãos.
Então, vamos para um novo round dessa guerra pela
informação.
Mas não esperem que me repita com a “Fortuna”, o “Linha
de Passe”, ou até mesmo o Skank.
Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês
não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”?
E vamos, quem sabe, jogar até com a interveniência
de quem realmente deveria mandar nesse jogo: o povo.
Pra todos nós:
















