terça-feira, 4 de dezembro de 2012

“Procurador secreto” do Caso Megale nega que tenha se recusado a se identificar e diz que houve equívoco de assessor do MP. Ele recebeu ofício de Azevedo em maio, mas ainda não abriu investigação porque esteve doente. Promete, no entanto, que dará prioridade ao caso a partir de 10 de dezembro.


O subprocurador Marco Antonio das Neves (de terno escuro): equívoco do assessor e prioridade para o Caso Megale a partir do próximo dia 10.


Acabou o mistério: é o subprocurador da área Jurídico-Institucional da Procuradoria Geral de Justiça, Marco Antonio Ferreira das Neves, quem está com a denúncia sobre o suposto envolvimento do deputado José Megale (PSDB) em fraudes licitatórias na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). 

O fato foi confirmado, ontem, à Perereca da Vizinha, pelo próprio Marco Antonio.
 
No entanto, ele negou que tenha se recusado a se identificar ao blog, no último dia 27, como afirmou um assessor de Comunicação do Ministério Público Estadual.

 “Houve algum equívoco da Assessoria de Comunicação. Eu disse ao rapaz (o assessor de imprensa): pode dizer que o caso está comigo e explique que eu estive doente e de férias. Em momento algum eu disse: não informe o meu nome. Eu autorizei, sim, o rapaz a divulgar o meu nome”, afiançou.

Marco Antonio disse, também, que o Caso Megale lhe foi encaminhado em maio deste ano, pelo subprocurador da área administrativo-financeira, Jorge Rocha, que se declarou impedido de examinar a questão.

No entanto, ele ainda não abriu procedimento investigatório.

Aliás, garantiu que nem mesmo leu o ofício 045/2012, que foi enviado, em 13 de maio, ao procurador geral de Justiça, Antonio Barleta, pelo promotor Arnaldo Azevedo, da área criminal, que investiga as fraudes na Alepa.

No ofício, Azevedo apontou fortes indícios do envolvimento de Megale em fraudes licitatórias, que beneficiaram empresas da família de Daura Hage, ex-integrante da Comissão Permanente de Licitação da Alepa; e em irregularidades em favor da empresa MAC Martins, pertencente a um ex-funcionário do gabinete do deputado.

O caso foi enviado por Azevedo ao PGJ porque Megale tem foro privilegiado.

“Da análise dos referidos títulos (Nota do blog: são os cheques assinados por Megale) surge a inegável ligação entre José Megale e Daura Irene Xavier Hage, na medida em que os cheques assinados e indevidamente pagos pelo Banpará, às empresas da família de Daura Hage, dizem respeito a processos licitatórios comprovadamente fraudados, cuja homologação dos processos licitatórios e assinatura dos empenhos foi efetivada por José Megale, autorizando o pagamento de obras, serviços e aquisição de bens nunca realizados ou entregues aquela Casa de Leis, conforme se depreende dos documentos constantes às folhas 303, 305, 307 e 309 a 354”, escreveu Azevedo.

E acrescentou: “Tais fatos colocam a figura do Deputado José Megale no cenário das fraudes existentes nos procedimentos licitatórios da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, que encontra-se em apuração perante o Juízo da 9ª Vara Penal da Capital”.

Além disso, afirmou o promotor, a empresa MAC Martins, que prestava serviços à Alepa, pertencia a um ex-funcionário do gabinete de Megale.

E os serviços prestados à Alepa pela MAC Martins foram “requeridos ou solicitados” pelo próprio deputado.

(Leia a reportagem “Um ‘mistério misterioso’: que fim levou a investigação sobre o envolvimento do deputado José Megale nas fraudes da Alepa?: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/um-misterio-misterioso-que-fim-levou.html )

No entanto, em entrevista à Perereca da Vizinha, o deputado negou as acusações e garantiu que à época em que assinou esses cheques, como vice-presidente da Alepa, não tinha conhecimento de que eles beneficiavam empresas da família de Daura Hage.
(Leia aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/megale-nega-envolvimento-nas-fraudes-da.html)


Mais de um mês internado, inclusive em UTI


Marco Antonio explicou que enfrentou graves problemas de saúde: entre maio e junho, passou mais de um mês internado, inclusive, oito dias numa UTI, e teve de se submeter a duas cirurgias, em decorrência de uma apendicite aguda.

Em agosto, por recomendação médica, ainda deveria estar convalescendo, mas decidiu voltar ao trabalho.

Até o final de setembro, atuou em vários procedimentos.

Mas, no início de outubro,  entrou de licença-prêmio até o próximo dia 10 de dezembro, até porque é um dos candidatos ao cargo de procurador geral de Justiça.

“Não houve intenção de procrastinar ou de manter sigilo sobre esse caso”, disse o procurador, ao explicar, ainda, que analisa os casos que lhe são encaminhados por ordem de chegada, e que são várias as demandas que tem nas mãos, embora não soubesse quantificá-las de cabeça.

 “Além das demandas da capital, tenho, também, as do interior, tudo submetido ao Conselho do MP, do qual participo. E lá são duas sessões semanais, que demoram o dia inteiro. Mesmo assim, neste ano, já atuei em vários casos complexos, que têm de ser analisados com cuidado. Neste ano, já até denunciei um promotor”, contou.

Disse que não pode se manifestar, ainda, sobre o Caso Megale, já que permanece de licença.

Mas prometeu dar prioridade ao assunto, tão logo reassuma as suas funções.

“Logo, logo vamos resolver isso. É bom para todos que se resolva logo”, observou.

Apesar da insistência do blog, o procurador enfatizou que não pode antecipar o que fará com o ofício de Azevedo – se abrirá investigação ou arquivará o caso.

“Não posso antecipar nada, porque não conheço o fato. Tudo o que sei é o que li nos jornais”, disse, afiançando, ainda, que nem após as notícias divulgadas pela imprensa, em maio e  na semana passada, leu o ofício do promotor.

Ele explicou, ainda, que o ofício de Azevedo é a notícia de um fato que o promotor julgou relevante encaminhar ao PGJ, já que Megale possui foro privilegiado.

Argumentou, no entanto, que os fatos eventualmente narrados no ofício refletem a opinião de Azevedo, enquanto ele, Marco Antonio, tem de formar a própria opinião. “Respeito a opinião dele, mas, vou ler a documentação”, disse.

Marco Antonio também informou que não houve uma portaria específica de nomeação dele para o Caso Megale, mas, uma cadeia natural.

Como o procurador geral de Justiça, Antonio Barleta, se julgou impedido (ele tem um parente entre os investigados por fraudes na Alepa), e também o primeiro subprocurador, Jorge Rocha, se julgou impedido, o caso acabou, naturalmente, nas mãos de Marco Antonio, que é o segundo subprocurador.

“Não existe uma portaria específica, mas uma delegação normal e já há uma portaria geral para isso”, disse.

No último domingo, o jornal Diário do Pará publicou reportagem sobre o Caso Megale, cuja demora nas investigações foi objeto de reportagem exclusiva da Perereca, no último dia 28.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sindifisco quer fechamento de unidades abandonadas pela Sefa no interior do Pará. Falta água, banheiro e até luz em algumas dessas “choupanas”. Só não falta mesmo é a fotografia de Jatene...


A unidade da Sefa na ponte rodoferroviária de Marabá: à luz de velas.


Uma caravana de diretores do  Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA) percorreu de segunda-feira, 26, a sexta-feira, 30, dez unidades da Secretária da Fazenda (Sefa) no Sul e Sudeste do Pará. 

Os sindicalistas encontraram ambientes que não representam minimamente a administração pública, muito menos extensões dignas do órgão estatal encarregado da arrecadação tributária do segundo Estado brasileiro que mais cresce em ICMS.
 
Casebres, lugarejos, choupanas, quebra-galhos são termos que bem descrevem o cenário de algumas das unidades da Sefa.

Esse retrato do abandono administrativo, que se arrasta por décadas no Pará, impedindo os auditores e fiscais de receitas do Estado de operar em condições de trabalho decentes, será a base do pedido que o Sindifisco-PA vai oficializar, nesta semana, ao secretário da Fazenda, José Tostes Neto, para que feche sumariamente unidades impróprias à missão da Sefa. 

“O abandono nos bolsões afastados dos centros urbanos relega os servidores do Fisco a vergonhosas condições de trabalho”, relatou nesta segunda-feira, 3, o presidente do Sindicato, Charles Alcântara, que liderou o grupo de sindicalistas.

Sem número suficiente de agentes habilitados para fiscalizar os tributos estaduais, água, banheiros e muito menos padrão institucional, as unidades mais abandonadas impõem aos servidores do grupo de Carreiras da Administração Tributária (CAT) condições insalubres de trabalho e degradam a imagem do próprio Estado.

O contribuinte em trânsito que chega a uma unidade dessas não reconhece ali a presença estatal e duvida até da autoridade fiscal. Há unidades em que a única coisa que lembra o governo é a fotografia do governador Simão Jatene na parede.

Além de reivindicar o fechamento das unidades, o sindicato vai sugerir que o Fundo de Investimento Permanente da Administração Tributária do Estado do Pará (Fipat), criado pela Lei Orgânica sancionada neste ano, seja operacionalizado já no início de 2013 para que seus recursos possam ser investidos em logística para o Fisco no interior do Estado.

O caminhoneiro Lino Ramalho, na profissão há 3 anos, usa a ponte rodoferroviária de Marabá e é atendido pela Unidade de Execução de Controle de Mercadorias em Trânsito (Uecomt) - Ponte Rio Tocantins, a estrutura deveria ser outra para atender o contribuinte. 

“Era para ser uma coisa melhor para atender a gente. Pelo menos um lugar para lavar o rosto e para sentar enquanto espera. Aqui não tem nada, né?”, reclama.

O que existe lá para atender o caminhoneiro Ramalho é um trailer antigo, visivelmente desgastado, com a marca da Sefa deteriorada. 

Não é o pior, porém. 

A “unidade” da Sefa funciona, às vezes, à luz de vela, colocada em cima de uma lata.

Quando falta a energia, não há nada que se possa fazer para impedir a interrupção do trabalho. 

De conforto para os servidores, nem se fala por lá, a não ser para embalar novas queixas contra a ausência de investimentos para a infraestrutura das unidades que deveriam ser estratégias ao Estado.

 A situação encontrada pelo sindicato na Uecomt-Boa Vista, no município de Piçarra, no sudeste paraense, é degradante. 

Funcionando com apenas dois servidores em regime de plantão quinzenal, a unidade é de madeira, o atendimento é feito por uma janela, não há informatização. Portanto, não está em rede com a secretaria. 

As Uecomts São Geraldo, Ferrovia e Carne de Sol e a Coordenação Executiva de Controle de Mercadorias em Trânsito (Cecomt)-Carajás também não estão distantes da classificação de condições de trabalho indignas.

“Não podemos aceitar que órgãos públicos funcionem em situações tão deploráveis. É responsabilidade do Estado. O sindicato defende melhorias das condições de trabalho. Mais do que isso, queremos o fechamento das unidades e redistribuição dos servidores”, anunciou Charles Alcântara sobre as medidas que o Sindifisco toma nesta semana para pressionar pela reversão do quadro hostil aos servidores. 

“Imagine o que o Fisco do Pará - que hoje já é o segundo maior arrecadador do Brasil - poderia fazer para agregar receita se pudesse trabalhar apoiado por logística integral do Estado”, prevê Alcântara.


Sindicato percorreu mais de 2,4 mil quilômetros 

O percurso sindical pelas dez unidades foi iniciado pelo presidente Charles Alcântara e Valter leite, do Conselho Fiscal, na segunda-feira, 26, quando desembarcaram de avião em Araguaína (TO) e, de lá, por 250 quilômetros de estrada esburacada, seguiram para o primeiro compromisso, em Conceição do Araguaia, no Pará. 

Cinco funcionários da Coordenação Executiva de Controle de Mercadorias em Trânsito (Cecomt) receberam a direção sindical. 

A jornada, à qual se juntaram nos dias finais, em Marabá, os diretores Luiz Otávio Moraes (Comunicação) e Raimundo Pegado (Administração e Finanças), revelou também péssimas condições em importantes trechos da malha viária do Estado.

Na terça-feira, 27, o grupo se deslocou para Redenção, onde se reuniu com oito servidores ativos e aposentados da Coordenação Executiva Especial de Administração Tributária (Cerat). 

Mais uma vez, os servidores dividiram com os dirigentes da entidade sindical as experiências, dificuldades e necessidades percebidas no município.

“Eu sou sindicalizado desde o início do sindicato. Eu acho muito boa a presença do sindicato aqui, pois dá oportunidade de resolver problemas e dúvidas que a distância às vezes dificulta”, testemunhou na reunião o aposentado José Carvalho Magalhães.

Partindo de Redenção - desta vez por 350 quilômetros da quase intrafegável BR-155 -, a comitiva chegou a Marabá, à noite.

Na quarta-feira, já com as presenças de Pegado e Moraes a equipe, também integrada pela assessoria de comunicação, reuniu com 18 servidores da Cerat-Marabá e com seis trabalhadores da Cecomt-Carajás. 

No quarto dia, o percurso contou até com travessia de balsa pelo rio Araguaia para visita à Uecomt-Boa Vista. 

Nesse mesmo dia, também foram visitadas as Uecomts São Geraldo, Ferrovia e Ponte Tocantins. 

No fim do dia, houve ainda reunião com o grupo de apoio lotado na Cecomt-Carajás, a quem o sindicato manifestou sua solidariedade. 

“Nós não somos a favor do desvio de função. Acreditamos que somente os servidores do CAT estão legitimados para fiscalizar. Entretanto, para tal função, precisamos de equipe valorizada. Esperamos que o trabalhador do grupo de apoio seja reconhecido em sua função”, disse o presidente do sindicato.

No quinto e último dia da operação de interiorização sindical, a equipe foi a Itinga, na divisa com o Maranhão, reunir com os servidores do Fisco. 

Às 14h de sexta-feira, o grupo de diretores foi recebido por quatro fiscais lotados nessa unidade. 

No retorno, os dirigentes ainda visitaram a Uecomt-Carne de Sol. 

Nessa peregrinação, a caravana do Sindifisco-PA percorreu cerca de 2.430 quilômetros nas duas regiões do Estado.


(Fonte: Ascom/Sindifisco/Pará, com título e modificações do blog)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Opinião: Cadê a Comissão de Ética do Senado? Advogado desmente Mário Couto e desmonta “achincalhe fabricado” contra o juiz Elder Lisboa, que bloqueou os bens do senador.


Mário Couto: acusação contra juiz não “colou”



A sociedade paraense precisa que o juiz Elder Lisboa, da 1 ª Vara da Fazenda de Belém, se disponha a engolir muitos arus nos próximos anos. 

Só assim conseguiremos punir os responsáveis por um rombo, na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), que pode ter chegado a mais de R$ 200 milhões (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/fraudes-na-alepa-podem-ter-lesado-os.html).

Há duas semanas, o jornal O Liberal publicou entrevista na qual o senador Mário Couto Filho (PSDB) afirmava que o advogado Paulo Hermógenes dos Santos Guimarães havia tentado lhe extorquir R$ 400 mil, a mando do juiz Elder Lisboa, segundo lhe teria dito o causídico (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/paulo-hermogenes-tem-relacao-de-longa.html).

Mário Couto até declamou que ficou “indignado” com a proposta, embora tais práticas – chantagens, pagamento de propina, lavagem de dinheiro, tráfico de influência – façam parte do cotidiano daqueles que se dedicam ou se dedicaram ao submundo (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/03/nos-tempos-da-bicharia.html).

Hoje (30), o jornal Diário do Pará confirma, em reportagem de capa, aquilo que qualquer cidadão paraense medianamente informado já sabia: o juiz Elder Lisboa nunca tentou extorquir nem mesmo um chavo do senador Mário Couto Filho (http://www.diarioonline.com.br/noticia-228210-mario-couto-e-desmentido-por-advogado.html).

Ou seja: como definiu primorosamente a Amepa, a Associação dos Magistrados do Estado do Pará, tudo não passou de um “achincalhe fabricado” (http://pjpontesleituras.blogspot.com.br/2012/11/nota-de-repudio-e-solidariedade-ao-juiz.html).

Ontem, informa a reportagem do Diário do Pará, em depoimento ao promotor de Justiça Nelson Medrado, o advogado Paulo Hermógenes dos Santos Guimarães desmentiu, enfaticamente, o ilustre senador da República.

Hermógenes afirmou que nem mesmo conhece pessoalmente o juiz Elder Lisboa, ou qualquer assessor dele, e que jamais foi procurado pelo magistrado, para intermediar pagamento de propina pelo senador.

A suposta “parruda”, aliás, bastante humilde em relação à capacidade financeira do senador (aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/bacamarte-no-tucupi-mario-couto-pede.html E aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/o-enigma-do-santa-cruz-de-cuiarana-o.html ) se destinaria a excluir Mário Couto de dois processos, nos quais é acusado de envolvimento em fraudes que teriam provocado um rombo de R$ 16 milhões na Alepa – só nessas duas denúncias.

O advogado negou, também, que tenha cobrado propina do senador em nome de qualquer outra pessoa - ou até mesmo para ele, Hermógenes.

É verdade, segundo disse, que ele e Couto andaram tomando uns birinaites (uísques, para os mais finos, ou para um novo connaisseur: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/09/de-bicheiro-connaisseur-mario-couto.html).

Conversaram sobre política, financiamento de campanha, e até sobre os processos contra o senador(assunto que teria sido puxado por Mário Couto) embora Hermógenes diga que não se lembra se teceu algum comentário sobre o caso, devido ao tempo decorrido desde então e aos muitos birinaites.

O advogado também confirmou a relação política de longa data entre a família dele e o senador (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/paulo-hermogenes-tem-relacao-de-longa.html).

E o importante, de tudo isso, é o seguinte: Hermógenes não sustentou as pesadas acusações contra Elder Lisboa, que Mário Couto pretendia usar para levantar suspeições contra o magistrado e, assim, afastá-lo dos processos a que responde.

Conhecido pelo rigor e por uma conduta da qual se desconhece até mesmo suspeita de desonestidade, Elder Lisboa já até decretou o bloqueio dos bens do “todo poderoso”  senador (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/justica-bloqueia-bens-de-mais-39.html), o senhor de Cuiarana (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mulher-processa-senador-do-psdb-pa-por-racismo,926445,0.htm).

Em suma: Elder Lisboa é um juiz com aquilo roxo.

Bem diferente, portanto, do magistrado que permitiu que prescrevesse, e até desaparecesse, o processo a que Mário Couto respondeu, na década de 1990, por contravenção e corrupção ativa, junto com outros capos do jogo do bicho no Pará (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/o-enigma-do-santa-cruz-de-cuiarana-o.html).

Se serve de consolo ao cidadão Elder Lisboa, atingido em sua integridade de forma até obscena, não é a primeira vez que Mário Couto se utiliza do mandato de senador, e até da tribuna do Senado, para tentar enlamear aqueles que investigam as fraudes na Alepa.

Ele fez o mesmo, há alguns meses, com outro servidor público que também tem aquilo roxo: o promotor de Justiça Nelson Medrado.

Na tribuna do Senado, Couto enxovalhou o promotor, igualmente conhecido pelo rigor e pela conduta insuspeita.

Por isso, é preciso que a Comissão de Ética do Senado da República investigue Mário Couto, cujas pressões sobre aqueles que apuram as fraudes na Alepa são absolutamente incompatíveis com o comportamento que se espera de um Senador.

(Aliás, o comportamento de Couto não é incompatível  “apenas” em relação a isso: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/11/incrivel-escritorio-de-mario-couto-em.html?utm_source=BP_recent).

Assim, a Perereca recomenda vivamente ao juiz Elder Lisboa e ao promotor Nelson Medrado: tomem uma bela dose de Maracujina.

Respirem fundo, engulam os “arus”. Ou, como na campanha recentemente lançada pelo Ministério Público, “Contem até 10”.

Não se metam a processar, por dano moral, quem quer que seja. Não deixem o mínimo espaço para que peçam o afastamento de vocês dos  processos da Alepa.

A sociedade paraense conhece muito bem os senhores – e também conhece muitíssimo bem o senador Mário Couto Filho.

E espera que os senhores, com essa reconhecida firmeza, ajudem a acabar com a vergonhosa impunidade que campeia neste estado.

No entanto, este blog também acredita na necessidade de que alguma entidade ou grupo de cidadãos colete assinaturas para pedir que a Comissão de Ética do Senado investigue o comportamento de Mário Couto.

Porque não é possível que esse cidadão continue a se utilizar – e impunemente - do mandato de senador e até da tribuna do Senado da República, para pressionar o Ministério Público e o Poder Judiciário do estado do Pará, contra a apuração de um dos maiores escândalos deste país.

FUUUUUUIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!