sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nós e os bois...

Dá o que pensar e deixa um travo de amargura o artigo “Fechando a Porteira”, do deputado estadual Parsifal Pontes, em seu charmosíssimo site (http://www.parsifal.org).



Diz ele, a certa altura: “Não devemos sentir o gosto de uma vitória dos ecologistas sobre os produtores rurais, neste episódio do embargo da carne bovina de origem ambientalmente desastrosa.



Na realidade, a derrota é de todos nós, que temos perdido o talento das transformações que o mundo vive.



Não conseguiu ainda, o Pará, desvencilhar-se de um século remoto, onde reina certa brutalidade versada em empreendedorismo”.



Dêem um pulo lá!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Na Berlinda




De um anônimo, na caixinha do post “Rejeição”, sobre a enquete que o blog colocou no ar:



ONDE ESTÁ A FORÇA DO MÁRIO?






Essa oposição ao Mário Couto é agressiva, utiliza muitas palavras de baixo calão, e o pintam muito compulsivamente como se ele fosse a pior coisa. A pergunta é: por que fazem isso? Vejamos:



Os mesmos que insistem que o Senador não é honesto nunca falam do(a):
1- oPTei pela madeira legal e Hangar de Ana Júlia;
2- Cerpa de Jatene;
3- Mensalão do Paulo Rocha;
4- Carros, cuecas e dólares do PT;



Nunca falam do Jáder nem do Dudu, mas insistem compulsivamente em tentar marcar Mário Couto.



Mário Couto é um político de primeira linha, ele não é dependente de esquemas de Orlys ou coisas do tipo, ele faz as coisas acontecerem e deve ser por isso que tem tanta gente aqui o perseguindo, deve ser por interresse ilegítimo de alguns e por etnocentria de outros, porque:



O Mário Couto como Estadual, foi Presidente da Assembléia por 2x seguidas. Prestem atenção: Presidente!. Ele fez um bom trabalho na Assembléia? Se não tivesse feito não teria saído de lá e entrado diretamente pra história como o Senador mais votado do Pará.



E no Senado? Como ele tem se saído nestes dois anos e meio de mandato?



Ele tem a aprovação maciça dos que votaram nele e dos que não votaram também, é quase unanimidade entre o povo que assiste a TV Senado.



Todos aprovam o trabalho dele. Todos concordam com o que ele diz e sabem que não deve ser fácil estar sustentando quase sozinho a oposição a este desgoverno no Pará, porque os outros não estão fazendo mesmo oposição, os outros estão se aposentando, fazendo acordos, indo para os Gs da vida, negociando recursos.



O Mário Couto não! O Mário Couto chutou o pau da barraca! É quase o único, naquela arena, batendo a mesa e levantando o seu dedo.



Conta com a parceria do Flexa e do seu partido, mas cadê o eco na câmara? Cadê o eco na Assembléia? Ele só tem eco nos eleitores e é por isso que nós queremos ele para nosso Governador.

O Pastor!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rejeição




ENQUETE



A Perereca coloca no ar, hoje, a enquete ao lado: em quem você NÃO votaria, de jeito nenhum, para governador(a) do Pará, no ano que vem?





São seis possíveis candidatos. E o blog quer saber qual deles é o mais rejeitado pelos internautas.




A enquete termina no próximo dia 19, às 19 horas.




Participem, mas só vale votar em um deles.




A próxima enquete será sobre a intenção de voto dos internautas.




Diploma

Supremo adia julgamento
do diploma de jornalismo




Por causa do julgamento dos casos Goldman e mensalão, o Supremo Tribunal Federal adiou a análise do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a segunda vez que isso acontece. No dia 01/04, o recurso também não foi discutido por falta de tempo.



A assessoria do STF informa que não existe previsão para que a questão seja novamente incluída na pauta. A expectativa era que o julgamento fosse ao menos iniciado, por esse motivo, estudantes e representantes de sindicatos de todo o País viajaram para Brasília para acompanhar a sessão plenária.



“Quando marcarem uma terceira data a gente vem de novo”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.



A obrigatoriedade do diploma está temporariamente suspensa desde o final de 2006, quando o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, acatou liminar do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza.



Durante a transmissão da sessão plenária desta quarta-feira na Rádio Justiça, o repórter afirmou que, informações de bastidores dão conta que seis dos onze ministros se posicionaram, não oficialmente, contra a exigência do diploma.



(Fonte: Portal Comunique-se)

Ao PSDB. Sem palavras!...

TCC







Barata, Perereca e Outros Bichos





Será no próximo dia 17, às 21 horas, na Unama, a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Barata, Perereca e Outros ‘Bichos”, do blogueiro e concluinte de Jornalismo Pedro Loureiro de Bragança.




Nele, Pedro analisa os blogs jornalísticos paraenses, a partir de quatro dessas experiências: o “Quinta Emenda”, de Juvêncio Arruda, “Espaço Aberto”, de Paulo Bemerguy, “Blog do Barata”, de Augusto Barata, e “A Perereca da Vizinha”, desta que vos fala.




A defesa do TCC de Pedro será o ponto alto do I Encontro Acadêmico de Blogueiros Paraenses, organizado pela comunidade do Orkut que congrega os blogueiros locais.




A idéia é incentivar o contato e a troca de experiências entre os que fazem, lêem ou estudam esse fenômeno de comunicação que são os blogs.




Além do TCC, o evento também contará com uma palestra, às 20 horas, de Luciano Santa Brígida e de Marcos Barbosa, que analisarão a cobertura do Fórum Social Mundial na internet.




O título do trabalho é uma referência ao livro “Barata, Passarinho e outros bichos”, de Odacyl Catete.




A “Bitácora do PedroX” pode ser acessada no endereço
www.pedrox.com.br



Daqui os parabéns e o muito obrigada da Perereca



MPF




Procuradores da República
pedem que Lula vete a MP 458




Documento assinado por 37 procuradores que atuam na Amazônia alerta para graves conseqüências jurídicas e sociais da MP





Procuradores da República que atuam na região Amazônica enviaram hoje um ofício ao presidente Lula alertando para “problemas jurídicos e conflitos sociais que podem ser agravados em caso de sanção integral do texto” da Medida Provisória nº 458/2009, aprovada no último dia 03 de junho pelo Congresso Nacional.



Os 37 signatários do documento se dizem “irresignados com o formato assumido pela MP” e atacam: “o tratamento dado à questão fundiária na Amazônia pelo referido diploma legal beira a insensatez” e “representa na prática mais um incentivo à invasão e ao desmatamento de novas áreas”.



Obrigados por determinação constitucional a defender os direitos de clientes da reforma agrária, ribeirinhos, índios e quilombolas e cumprindo tal obrigação na parte do Brasil que mais registra conflitos fundiários, os procuradores alertam para o fortalecimento dos grileiros que ameaçam os territórios das populações tradicionais, se o presidente confirmar na íntegra o texto aprovado pelo Senado.



Os procuradores – atuando no Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Roraima – consideram as falhas da MP insanáveis e afirmam que são “uma ameaça aos 20 anos de trabalho do Ministério Público Federal na defesa da dignidade e dos direitos dos povos da região”.



No texto endereçado a Lula é citado o exemplo das terras pelas quais foi assassinada a missionária Dorothy Stang, em Anapu. A área, de 1.500 hectares – exatamente o limite dos lotes que, pela MP, podem ser concedidos gratuitamente a ocupantes ilegais – foi disputada durante anos, até a morte da freira.



Consumado o crime, como não havia nenhum dispositivo legal para favorecer os grileiros, a área foi transformada em um assentamento de trabalhadores rurais. Para os procuradores, se a MP 458 já estivesse em vigor na época, os acusados pela morte de Dorothy teriam saído vitoriosos.



Veja abaixo os nomes dos signatários do ofício ao presidente Lula



1-Alan Rogério Mansur Silva
2-Álvaro Lotufo Manzano
3-Ana Carolina Oliveira Tannus Diniz
4-Ana Karízia Távora Teixeira
5-Ana Paula Fonseca de Góes Araújo
6-Analícia Ortega Hartz Trindade
7-André Casagrande Raupp
8-André Sampaio Viana
9-Anselmo Henrique Cordeiro Lopes
10-Antônio Carlos Marques Cardoso,
11-Bruno Araújo Soares Valente
12-Claytton Ricardo de Jesus
13-Damaris Rossi Baggio de Alencar
14-Daniel César Azeredo Avelino
15-Daniela Caselani Sitta
16-Ercias Rodrigues de Sousa
17-Felício de Araújo Pontes Júnior
18-George Neves Lodder
19-Gustavo Nogami
20-Heitor Alves Soares
21-Heitor Soares
22-Igor Nery Figueiredo
23-João Gabriel Morais de Queiroz
24-José Augusto Torres Potiguar
25-José Cardoso Lopes
26-Laura Gonçalves Tessler
27-Marcel Brugnera Mesquita
28-Marcia Brandão Zollinger
29-Mário Lúcio Avelar
30-Raquel Teixeira Maciel Rodrigues
31-Reginaldo Pereira da Trindade
32-Ricardo Gralha Massia
33-Rodrigo Golivio Pereira
34-Rodrigo Luiz Bernardo Santos
35-Rodrigo Timoteo da Costa e Silva
36-Ubiratan Cazetta
37-Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani



(Assessoria de Comunicação do MPF
www.prpa.mpf.gov.br)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Flexa






DESMENTIDO







O senador Flexa Ribeiro, presidente estadual do PSDB, telefona ao blog para desmentir episódio relatado no post “Racha2”.





Flexa garante que não é verdadeira a informação de que teria sido agredido, ao telefone, pelo senador Mário Couto. “Esse episódio nunca aconteceu”, afirmou.




Flexa esclareceu, também, que não está negociando, com quem quer que seja, a sua reeleição.




“Como presidente do partido, não estou buscando a reeleição, mas, a unidade partidária, para que possamos retomar nosso projeto de governo, que foi interrompido”, observou.




“A minha relação com ambos (Mário Couto e Simão Jatene) é muito boa; não permite esse tipo de tratamento”, acrescentou o senador, acerca das ofensas que lhe teriam sido dirigidas por Mário Couto.




A Perereca esclarece que o episódio foi relatado ao blog por um parlamentar, que garantiu ter ouvido o relato do próprio Mário Couto.




De qualquer forma, peço desculpas aos leitores e, principalmente, ao senador Flexa Ribeiro.



E aproveito para agradecer a gentileza e a atenção do senador.



segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pitstop

Taí: reconheço que elevei o jogo à estratosfera, ao publicar a Callas e a Habanera. Me perdoe: é que amo a Habanera. E mais ainda naquela voz sublime. Mas, taí: tô descendo o jogo. E como descendo!...Pra ti!






Gipsy Kings - Baila me

Pensando, pensando...



Em 2006, como todos sabem, apoiei a candidatura da minha xará, Ana Júlia Carepa.


E senti enorme alívio com o resultado das urnas.



Afinal, todos os que estávamos na linha de frente daquela batalha sabíamos o inferno que nos aguardava, caso Almir Gabriel tivesse conseguido vencer as eleições.



O pavor que sentiam os tucanos era, portanto, o mesmíssimo que sentíamos - sem tirar nem por.



Lembro, no entanto, que nem todo esse alívio permitiu que a minha alegria fosse completa.



Tive de andar a confortar – e até a defender – amigos tucanos que estavam atarantados com aquela derrota.



Emprestei o ombro a muita gente. Tentei levantar o ânimo de tantos outros. E sei que muitos dentre nós agiram assim, também.



Afinal, é humana essa empatia diante da dor alheia...



Estranhamente, porém, em meio ao desespero que se abateu sobre os arraiais tucanos, em 2006, não se ouviu uma só palavra de consolo, vinda, justamente, de quem mais deveria consolar: o grande líder Almir Gabriel...



Pouco depois da derrota nas urnas, Almir deixou o Pará a bordo de um silêncio acachapante.




Em sua dor – que lhe parecia, talvez, a única do universo... - não se lembrou de dizer um simples obrigado aos eleitores que depositaram nele o voto e a esperança.



Não disse um mísero obrigado aos militantes tucanos que se mantiveram nas ruas até o fim.



Almir, simplesmente, se foi.




Como se não tivesse nada a ver com a tristeza de seus companheiros.




Como se a incerteza que muitos sentiam em relação até mesmo à sobrevivência não lhe dissesse respeito.




Como se não tivesse nada a ver com o sonho que, uma vez, os fez sonhar...




Almir, simplesmente, se foi.



Feito um comandante que resolvesse ir plantar flores na Martinica, deixando seus exércitos exangues, no campo de batalha.




Mas, com o passar do tempo, os tucanos paraenses foram conseguindo, ainda que aos trancos e barrancos, se reorganizar.



Ao longo de três anos, recolheram os feridos, consolaram os desesperados, se ajudaram como podiam!...; com o quase-nada que havia a repartir...



Dividiram-se em núcleos de ação, definiram estratégias – algumas delas verdadeiramente impressionantes do ponto de vista de um partido que nunca caminhou com as próprias pernas...



E, a partir de todo esse esforço, de toda essa solidariedade, conseguiram apoquentar, todo santo dia, a governadora petista...



Não deram trégua um só minuto a minha xará!... – num jogo limpo, democrático, de altíssimo nível, diga-se de passagem.



E quem acompanha esse jogo fica com a impressão de que o PSDB amadureceu muito mais, como partido, nestes três anos de deserto, do que em doze anos de Poder...



Neste final de semana, um deputado tucano contou-me que o partido já vem até discutindo o próprio papel.



Não como mero apêndice de um governo – mas, como uma legenda, integrada por milhões de cidadãos, que têm as suas propostas, os seus anseios, as suas críticas e querem fazer valer isso, em qualquer governo que seja.



E eu confesso que senti um orgulho danado dos tucanos paraenses, que, em tão pouco tempo, conseguiram conquistar esse “plus” em relação aos democráticos companheiros petistas, com seus trinta anos de luta partidária...




Por isso, creio que o PSDB se prepara para representar, no ano que vem, uma verdadeira ruptura histórica no estado do Pará.



Para congregar, de fato, todos os que querem transformar, de verdade, este estado.



Sem ódio, sem perseguições, com o livre e salutar funcionamento das instituições; com o apoio de militantes de todas as cores – eis que esse partido, geneticamente democrático, visceralmente democrático, tem de ser, de fato, um brilhante arco-íris...



Lamento, profundamente, que o nosso líder, doutor Almir Gabriel, tenha preferido as suas orquídeas em Bertioga, a todo esse processo de amadurecimento do PSDB paraense.



Talvez até porque as orquídeas não se movem, nem falam.



Enquanto que nós, nem tão belos, mas tão humanos, somos capazes de dizer: não senhor!...



Lamento, como disse um anônimo neste blog, que Almir, que concebeu um projeto de desenvolvimento para este estado seja o mesmíssimo a enterrá-lo.




E só posso é me lembrar do que dizia, há uns 10 anos, a alguns amigos: que o final do doutor Almir seria idêntico ao de Antonio Lemos – sozinho e amargurado...



A Almir restou, apenas, o ódio – e o ódio que ele sequer consegue enxergar...



Apesar da enorme sapiência, o nosso maior líder tornou-se um cego da amargura.



Pois, que outra explicação se pode encontrar para que alguém que pregou tanto a ética e a honestidade possa, de repente, querer eleger o Mário Couto?



Por que, então, não eleger logo o Jader?



Não é para aloprar?...







II





Só quem é cego, doido ou mal intencionado não admite que o Pará e o Brasil avançaram – e muito – ao longo destes vinte anos de revezamento entre tucanos e petistas.



Uns criam indicadores sociais, os mais enlouquecidos possíveis.



Mas, o fato que está na nossa cara, quando abrimos a porta das nossas casas, é que a pobreza diminuiu, o latifúndio já não tem o poder que tinha e a questão social da segurança pública é tratada, exatamente, como questão social.




A preservação do meio ambiente transformou-se em pauta estratégica dos governos.



A democracia é debatida, no dia a dia, pela sociedade. Exemplo: o financiamento público de campanha.



Hoje em dia, já nem discutimos as cotas nas universidades públicas – mas, o corte dessas cotas; se racial, ou se por rendimentos.



Já não discutimos a eventual necessidade de doar cestas básicas ao miserável – mas, o retorno, para aquela família e para o corpo social, de tal doação.



Já superamos umas quantas discussões tremendas entre nós.



Outras, é verdade, ainda estamos no caminho de superar.



Sem que nos esqueçamos do respeito que tem de haver entre todos nós.




E eu creio que é até por isso que a sociedade brasileira está polarizada entre o PT e o PSDB.



A sociedade brasileira se vê em nós; se sente, verdadeiramente, representada por nós.



E é por isso que nunca me esqueci daquela frase do grande Fernando Henrique Cardoso – que vocês, petistas, chamam de FHC: a gente briga é pelo comando da massa atrasada.



Todos sabemos aonde queremos chegar – possivelmente, ao mesmíssimo lugar.



Não queremos – tucanos e petistas – esse desamparo do nosso povo.



Não queremos esta bestialidade que tomou conta do Brasil – em todos os sentidos: da ética até à sobrevivência mesma.




Queremos é a solidariedade, a paz, a igualdade: afinal, todos tivemos a mesmíssima matriz.



E é por isso, companheiros, que não me conformo com a postura do companheiro Almir Gabriel.




E eu estava até pensando hoje: os irmãos petistas devem estar se abrindo e dizendo: “Vocês pensavam que só a gente é que tem uma DS, é?”



É... A gente encontra esses calos, né mermo?...




Mas, companheiros, o Almir representa para nós o que o Lula representa para vocês.



E o que é que vocês fariam com o Lula se, de repente, ele pirasse?



Pois é... É nessa situação que a gente se encontra!...



Como administrar uma liderança desse porte que, de repente, perdeu o senso?



Eu, de minha parte, gostaria de ver a Ana e o Jatene se enfrentando em 2010.



Porque, qualquer que seja o resultado, e apesar dos erros de um e de outro, estarei mais tranqüila.



Recuso-me é a pensar na possibilidade de vitória do Mário Couto.



Porque, aí, penso, só restará a todos nós o caminho do aeroporto.



E, nessas horas, eu só queria era ter um paraíso em Bertioga, né mermo?



E, entre orquídeas e mais orquídeas, não estar nem aí para este cu de mundo que é o Pará.



Mas, voltei das “oropas”, depois de sete anos nas “oropa”.



E até hoje a minha filha me cobra: “por que me trouxeste pra cá?”



E eu tenho de explicar pra ela, todas as vezes, que entre as ruelas do Bairro Alto e de qualquer outro lugar só o que eu me lembro de sentir é um cheiro inebriante a tucupi...



E até hoje, quando tomo um tacacá, sinto como que se me recompusesse daquela falta, daquela ausência...



Nunca poderei ir-me embora daqui. Sou uma branca “acabocada”: não vivo sem tucupi, sem maniçoba, sem açaí.



E estou aqui a pensar no que é que a gente vai fazer para administrar aquele velho doido.



Que não assume culpa alguma.



Afinal, ele pensa, não foi culpa dele Eldorado; não foi culpa dele o Marcelo, não foi culpa dele a derrota de 2006.



Nunca é culpa dele.




Nunca!




E o pior é que a gente ama esse velho do fundo do coração.



O doutor Almir é alguém que nos deu um Norte, em termos da coisa pública, da administração da coisa pública.



Daí que a gente nem pode falar com ele cruamente.




A gente não pode nem ser mal, cruel com ele.



Porque a gente o ama.



Sabem, às vezes eu penso como seria bacana uma fusão ou uma aliança do PT com o PSDB.



Ás vezes eu acho que aí, sim, a gente avançaria, nesta droga de país, uns 500 anos em cinco.




Mas, aí eu me lembro da “massa atrasada”.




E do que ela representa eleitoralmente.



Com o seu ódio aos homossexuais, aos negros, ao aborto. Com o seu apreço pelos quartéis. E a vontade de dominar, a tudo que não seja considerado “normal”...



E aí eu penso que é melhor que a gente esteja separado, mesmo, porque damos a ilusão, a essa gente, de que pensamos diferente.



Vocês não imaginam, companheiros, a dor que é se livrar de um Lula.



Vocês não imaginam, companheiros, a dor que é se livrar de um Almir Gabriel!







FUUUIIIIII!!!!!!!



Racha2

Tucanos negam divisão



I


Campeão em sapateado de catita, o PSDB fez de tudo para esconder a gravidade da disputa interna que opõe o senador Mário Couto ao ex-governador Simão Jatene.


Mesmo na quinta-feira, já com a presença, em Belém, do presidente nacional do PSDB, para tentar apaziguar os ânimos, lideranças tucanas ainda tentavam minimizar a dimensão do problema.


“Não existe isso de ‘fumar o cachimbo da paz’; não há uma briga pessoal, mas, dois postulantes ao Governo”, disse-me um deputado estadual, “E a gente está discutindo isso com a maturidade que a democracia requer”.


Segundo ele, os tucanos têm clareza da importância de ambos – Jatene e Couto.

Mas, observa:


_Após as eleições, começamos a construir uma unidade partidária. Tínhamos de buscar uma liderança e fomos com o Jatene, pelo que ele representou para o Pará. Ele fez um governo sem apoio federal, que tentou até prejudicar a administração dele. E mesmo assim Jatene fez um governo competente, com marcas extraordinárias e terminou o mandato com altos índices de aprovação popular.


O deputado salienta que Jatene teve a possibilidade de se candidatar à reeleição e não o fez, “em função da unidade partidária”. Além disso, sustenta, Jatene representaria, hoje, a “esperança” da sociedade paraense, em função do “fiasco” da administração petista.


Essa, aliás, seria a convicção dos dez deputados estaduais tucanos, todos unidos em torno de Jatene.


“Não temos nada contra o Mário Couto”, disse o deputado, “Temos muito respeito por ele, mas, achamos que Jatene representa o sentimento da sociedade paraense”.


E arrematou: “Nosso candidato será um só, sem brigas; estaremos todos juntos, no ano que vem”.


Dono de uma competência técnica reconhecida até nos arraiais petistas, Jatene seria, hoje, o candidato predileto dos prefeitos tucanos & aliados. Teria, também, maioria entre os filiados do PSDB, incluindo os históricos.


Mas, e se, ainda assim, o senador Mário Couto mantiver a sua candidatura?


“Não há a menor hipótese de uma disputa na convenção”, afirmam dois emplumadíssimos tucanos. Segundo eles, o partido sequer trabalha com a hipótese de Couto e Jatene “baterem chapa” na convenção.


No máximo, confidencia um deles, haverá uma prévia partidária – um fato também inédito no PSDB paraense. “Mas, ainda esperamos um entendimento antes disso”, assinala.


E quanto ao ex-governador Almir Gabriel?


Um deles responde: “Almir é um nome respeitado por todos. Aqui e no Brasil, ele tem o reconhecimento da importância da liderança dele, do trabalho que fez. Ele tem de ser preservado disso”.


O outro tucano, com certa razão, pondera que nem é assim tão dramática a existência de dois pré-candidatos fortes ao Governo Estadual. “Ruim seria é se não tivéssemos nenhum”, observa.


O problema, então, parece ser o patamar em que se travará tal disputa – que deve se acirrar mais e mais daqui pra a frente.


Daí que esse tenha sido um dos pontos de pauta das reuniões do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, com Mário Couto, Almir Gabriel e Simão Jatene.


“A vinda do Sérgio Guerra foi exatamente no sentido de que a campanha interna seja feita num nível que permita definir o candidato e que os dois estejam juntos”, contou um tucano, “Nosso adversário está fora, não dentro do partido. É válida a postulação de um candidato, mas, temos de ter um trabalho de união. A discussão não pode conter ataques pessoais”.



II


Difícil, porém, é acreditar que Mário Couto mantenha essa disputa, no saudável patamar das competições democráticas.


Afinal, foi do senador que partiram ataques pesadíssimos contra Jatene, acusado, com todas as letras, de traição, durante um almoço, no sábado, no Residencial Parque Verde (leia o post Racha1).


Além disso, a própria agressividade de Couto desautoriza a imaginar que ele possa assumir, eventualmente, um perfil “paz e amor”.


“Há pouco tempo”, diz-me uma fonte, “o Mário estava no interior e o Jatene foi se encontrar com o Sérgio Guerra, em Brasília, sem que ninguém soubesse. A pedido do Flexa (senador Flexa Ribeiro, presidente estadual do PSDB) o Guerra se encontrou com o Jatene, no cafezinho do Senado. Mas, alguém viu e avisou o Mário. E ele, então, agrediu o Flexa, por telefone”.


Segundo a fonte, Couto teria dito, aos berros, ao conciliador e recatado Flexa Ribeiro: “Seu FDP!... Retiro a promessa da tua reeleição. Tu não vais te eleger nem a vereador!”.


Outro problema seria a tentativa de Couto de forçar uma decisão “de cima pra baixo”, no Pará. Quer dizer, vinda a partir da direção nacional do PSDB.


“O Mário já disse que, se até junho isso não estivesse decidido (a candidatura dele pelo PSDB paraense), ele pediria um ano de licença. Com isso, quem assume é o Demétrius Ribeiro (o primeiro suplente de Couto). E isso, eu creio, é para forçar as coisas, via Brasília”, contou a fonte.


Também segundo ela, já até haveria uma tendência pró-Couto na direção nacional do PSDB: “Ele (Couto) está permanentemente em Brasília e isso cria um vínculo com os parlamentares do partido”, observa.


E seria esse prestígio junto ao PSDB nacional que Mário Couto estaria se preparando para demonstrar, em seu casamento, no próximo dia 18, em Belém.


Couto estaria tentando trazer ao casório deputados e senadores do PSDB e até o principal pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra – desde sempre, a menina dos olhos de Simão Jatene...


Se isso acontecer, será um grande feito de marketing político.


Porque, mesmo que não tenha, realmente, o apoio de todas essas lideranças às suas pretensões ao Governo Estadual, o senador passará à opinião pública e aos correligionários interioranos a certeza desse prestígio.


Exatamente como aconteceu naquele almoço, no Residencial Parque Verde – do qual, na verdade, alguns dos duzentos convivas saíram é embasbacados com o tom das críticas de Couto a Jatene.


Difícil, também, é acreditar que Mário Couto desista de suas pretensões, mesmo que uma prévia do PSDB indique ampla vantagem a Jatene.


Não apenas pelo apoio incondicional do ex-governador Almir Gabriel.


Mas, também, porque, lá pelas tantas, talvez possa até contar com o apoio do “mui amigo” PT.


Como, aliás, já aconteceu nas “intervenções brancas” dos petistas em outros partidos – o que, quer se goste ou não, não deixa de ser inteligente e democrático...


De resto, é improvável que a direção nacional do PSDB resolva, de fato, queimar pestanas em torno do que é melhor para o Pará ou para o PSDB do Pará.


E isso não apenas em relação à direção do PSDB, mas, do PT, do PTB, do DEM – e de quaisquer outras legendas.


Porque daqui todos só se lembram, de fato, na hora de subtrair as riquezas.


E só.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Racha1


Racha entre Couto e Jatene ameaça PSDB ( I)



I

Sem rumo e sem dinheiro, após a derrota nas eleições de 2006, o PSDB corre o risco de chegar aos pedaços, nas eleições do ano que vem.


A temperatura da disputa interna que agita os tucanos pôde ser medida num almoço, no último sábado, na casa do senador Mário Couto, no Residencial Parque Verde.


Nele, Couto deixou claro que não arreda pé de sua candidatura ao Governo do Estado. E teria acusado de traição, com todas as letras, ao ex-governador Simão Jatene – o outro candidato que disputa a indicação tucana ao Palácio dos Despachos.


Na sua versão para o fracasso de 2006, que contou nos mínimos detalhes, o senador teria afirmado que Jatene traiu a ele, Mário Couto, e a Almir Gabriel, o candidato derrotado pela petista Ana Júlia Carepa.


E teria revelado, inclusive, um acordo de bastidores, no qual ele, Couto, seria o candidato do PSDB, nas eleições de 2010, caso Almir tivesse conseguido se eleger.


O senador também teria puxado do bolso do colete uma pesquisa de intenções de votos em que aparece como o vitorioso do próximo pleito.


Na pesquisa, não há, sintomaticamente, menção a Simão Jatene; os possíveis concorrentes são, apenas, a governadora Ana Júlia, pelo PT, e o ex-deputado federal José Priante, pelo PMDB.


Couto venceria “de lavagem” em todo o interior. Só perderia na capital, por 36% a 26%, para José Priante. Ana ficaria em terceiro, em Belém, com esquálidos 13%.


A pesquisa foi exibida num telão, no auditório da casa do senador. O almoço durou umas cinco horas, das 11 às 16.


Reuniu duzentas lideranças políticas de diversos partidos, entre prefeitos (30), vice-prefeitos e vereadores.


Mas, os “generais” foram parcos: apenas o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB; o deputado federal Nilson Pinto e a ex-primeira dama Socorro Gabriel, representando o ex-governador Almir Gabriel.


“Foi constrangedor”, disse um participante do encontro, espantado diante do nível a que chegou a disputa interna entre os tucanos. Outro chamou a atenção para a situação do também senador Flexa Ribeiro: “ele está numa situação muito delicada. Como presidente do partido, tem de ouvir todo mundo e não pode tomar o partido de ninguém”.


O almoço (um bufê que oferecia de filé a vatapá) seria, na verdade, a “entrada” ao prato principal: o casamento de Mário Couto, agora em junho, em Belém.


Nos bastidores políticos, as apostas são de que Couto transformará o casório num evento político, possivelmente com o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo Estadual.


O “casamento do ano”, é claro, deverá contar com a presença de Almir Gabriel, hoje, arquiinimigo de Simão Jatene.


II


Não se sabe como Jatene reagirá à agressividade de Mário Couto.


Para alguns, Jatene estaria disposto a “bater chapa” na convenção que escolherá o candidato do PSDB.


Mas, quem conhece de perto o ex-governador acredita que ele jamais entrará “em bola dividida”.


Aliás, Jatene já teria até cogitado, a pessoas muito próximas, a possibilidade de se filiar ao PMDB, para disputar o Governo pela legenda.


Tudo devido à crescente irritação com a postura de Almir, o principal avalista de Mário Couto.


No entanto, pensam alguns, o problema é que Jatene seria, hoje, o principal adversário dele mesmo.


Com um proverbial apreço pela pescaria e o violão, Jatene nunca foi muito afeito ao trabalho estafante e aos cabos-de-guerra intrapartidários.


Mesmo a sua candidatura, em 2002, foi um parto a fórceps.


Primeiro porque não aceitava ser visto como um simples postulante à candidatura ao Governo, embora que apoiado pelo então governador, Almir Gabriel.


Queria ser, antes, uma espécie de “Ungido”, um consenso “natural” inter pares...


Além disso, relutava em trocar os finais de semana, em algum lugar paradisíaco, pela estafante maratona de viagens interioranas.


Por isso, teve de ser praticamente “carregado nas costas”, ao longo de toda a campanha, por Almir Gabriel.


Essa postura de Jatene se estendeu aos quatro anos de sua administração – cujos finais de semana, aliás, se tornaram comentadíssimos nas cortes palacianas...


Daí a dúvida: sem Almir, com os cofres vazios e um partido dividido – quer dizer, num quadro inverso ao de 2002 – teria Jatene capacidade de se levantar do fundo de sua rede “macunaímica”, para, afinal, disputar a indicação e a eleição ao Governo do Estado?


Ou Jatene se encolherá em seu canto, pelo terror que parece sentir em relação a qualquer disputa?



III


É possível que, já a partir deste Verão, o PT inunde o estado com obras, numa cartilha bem semelhante a dos governos anteriores, que sempre deixaram as realizações para as proximidades do período eleitoral, tendo em vista a efêmera memória do eleitor.


É possível, também, que se derrame mais e mais dinheiro em propaganda, a partir do próximo semestre - um “modelito básico”, também semelhante aos anteriores.


Tudo temperado pelo quadro nacional, que pode, talvez, até trazer de volta um “sopro vermelho” sobre o País.


Daí que, apesar do desgaste, não dá para falar em “derrota certa” do PT, nas eleições ao Governo do Estado.


Até porque não há derrota ou vitória “certa” numa eleição.


Certo, mesmo, é que a desagregação tucana poderá facilitar, e muito, a reeleição petista.


E nesse sentido tem sido devastadora a ação do ex-governador Almir Gabriel.


Birrento e autoritário – características que parecem acentuadas pela idade - Almir estaria, hoje, exclusivamente movido pelo ódio a Jatene, com quem foi “unha e carne” ao longo de trinta anos, desde os tempos da Prefeitura de Belém.


O velho cacique tucano teria metido na cabeça que Jatene foi o principal responsável pela derrota de 2006.


Uma leitura, afinal, condizente com o perfil de Almir.


Mas que não encontra amparo numa análise fria daquele pleito, na qual quem emerge como o grande artífice da derrota tucana é, na verdade, o próprio Almir Gabriel.


Primeiro, por vetar qualquer possibilidade de acordo com a máquina de votos que é o PMDB.


Segundo, por insistir numa empreitada muito superior ao que lhe permitiria a idade avançada.


É certo que Jatene também colaborou para isso, com o seu espírito “tímido”, digamos assim, que não lhe permitiu a necessária firmeza para garantir a candidatura à reeleição.


Ontem, como pode ocorrer também agora, Jatene não quis entrar em “bola dividida”.


Em outras palavras, simplesmente “amarelou” diante da possibilidade de bater chapa com Almir, o que teria, certamente, resultados imprevisíveis para a unidade partidária. Mas, possivelmente, não tão desastrosos como aqueles que acabaram se configurando.


Mesmo assim, não há quem duvide de que foi Almir a cavar a própria sepultura.


Devido à megalomania de acreditar-se acima até mesmo desse inexorável general que é o Tempo.


Devido à proverbial arrogância que não lhe permitiu pendurar as chuteiras no momento certo, após dois mandatos de governador, profícuos em realizações.


E devido, também, a essa mania de fazer política de perseguição e de ódio, em relação aos eventuais adversários.


Não se descarta a possibilidade de que Jatene, nas eleições de 2006, tenha “jogado”, de fato, para derrotar Almir – especialmente se for verdadeiro esse acordo de bastidores, para a candidatura de Mário Couto, em 2010.


Talvez por uma questão mais política, tendo em vista o retrocesso que Almir representaria para o estado do Pará, devido a essa notória incapacidade de conviver com o contraditório.


Ou, talvez, por uma questão bem humana, bem pragmática: o ganho político intrapartidário de Jatene e de seu grupo, a partir da derrota de Almir.


Nada disso, porém, justifica a ação nociva de Almir, que parece preferir até a derrota do PSDB, desde que isso signifique o enterro da carreira de Jatene.


É como se pretendesse arrastar o ex-amigo para o túmulo.


Como espécie de bode expiatório aos próprios erros.


Inclusive, aqueles que resultaram na prisão de seu filho, Marcelo Gabriel.



IV


Mário Couto, que pleiteia a indicação tucana ao Governo do Estado, sempre foi um político complexo.


Sua principal qualidade é a determinação, para a conquista daquilo a que julga ter direito.


De resto, sempre passou aos agentes políticos a imagem de um amontoado de bazófias.


Ao longo de vários mandatos na Assembléia Legislativa, Couto protagonizou cenas deprimentes, por vezes, quase chegando ao pugilato.


Na Presidência da Casa, celebrizou-se por contratações milionárias, ainda hoje não devidamente esmiuçadas.


Uma performance política em tudo compatível com a trajetória do cidadão Mário Couto, suspeito, na juventude, de envolvimento em diversos ilícitos.


O hoje senador é, portanto, um imenso telhado de vidro. Tanto mais frágil diante do aperto do Judiciário e do olhar cada vez menos tolerante da sociedade.


Além disso, é improvável que as suas bravatas folclóricas possam surtir bom efeito, num debate televisivo.


É difícil que os eleitores engulam as grosserias que, certamente, “produzirá” contra a governadora – quer se goste ou não, mulher e carismática.


Daí a conclusão de que Mário Couto é o adversário dos sonhos do PT.


Porque é o oposto do frio e educado Jatene, com o seu raciocínio rápido e extraordinário domínio da máquina pública.


Couto terá vários e bons flancos para o ataque petista, especialmente numa campanha ao Executivo, na qual os pesos e as medidas do eleitor são muitíssimo diferentes daqueles usados nas eleições ao Legislativo.



V



O apetite de Mário Couto, o ódio de Almir Gabriel e a “timidez” de Jatene deixarão marcas profundas no PSDB, qualquer que seja a decisão dos convencionais, no ano que vem.


Até porque essa é a primeira grande divisão, de fato, na história dos tucanos paraenses.


E, ao contrário dos embates que sacudiram o PT, em 2006, aqui não se trata de nobres diferenças estratégicas à conquista do Poder.


O que há, no PSDB, é um amontoado de quizílias, em torno de ambições e fantasias pessoais.


É o velho líder que se transformou em alma penada, para escapar à responsabilidade de seus atos – mais ou menos como o “Maktub” que respondia, quando lhe indagavam acerca do massacre de Eldorado dos Carajás.


É o sujeito que representa o fundo do poço, em termos éticos, do PSDB no Pará. Mas que não se detém diante de coisa alguma. Até por imaginar o Estado, talvez, como simples banca a dominar.


É o cidadão que treme de medo, de ansiedade, cada vez que tem de se submeter a alguma prova. Como se a possibilidade de derrota não fosse coisa a lidar, todos os dias, ao longo da vida.


Os três, igualmente se lixando para o PSDB, desde sempre uma estrutura política fragilizada, porque sem massa, sem raízes nos movimentos sociais e que, por isso mesmo, demonstra enorme dificuldade em sobreviver longe do Poder.


Os três, por suas ações ou omissões, a engendrarem, talvez, mais uma acachapante derrota dos tucanos, no Pará.

Maria do Carmo




Desculpem, leitores, mas só agora vi o e-mail abaixo, encaminhado pelo gabinete do deputado Carlos Bordalo. É que estava concluindo o post que publicarei a seguir. Mesmo assim, até pela gentileza e atenção, publico a notícia que me foi enviada pela equipe do parlamentar.




Direto do Plenário: STF mantém
Maria do Carmo em Santarém




Por maioria de votos (6 a 4), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (4), que a promotora de Justiça licenciada Maria do Carmo Martins Lima pode exercer o cargo de prefeita de Santarém, no Pará, mesmo diante de determinação constitucional que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público.



Para seis ministros, Maria do Carmo tinha direito a se recandidatar ao cargo no pleito de 2008, já que havia sido prefeita da cidade nos quatro anos anteriores. Votaram assim os ministros Eros Grau, Marco Aurélio, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.



Maria do Carmo teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa Corte entendeu que ela não poderia participar das eleições de outubro de 2005 diante da entrada em vigor da Emenda Constitucional 45, em 30 de dezembro de 2004, que incluiu na Constituição Federal dispositivo que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público (artigo 128, inciso II, alínea ´e`).



Quatro ministros concordaram com o posicionamento do TSE e foram contra a reeleição da promotora licenciada diante da vedação constitucional criada em 2004. Esse foi o entendimento da ministra Ellen Gracie e dos ministros Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Celso de Mello.



Maria do Carmo contestou a decisão do TSE por meio de um Recurso Extraordinário (RE 597994). Nesta tarde, esse recurso foi provido.



(http://www.blogdobordalo.com/)


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Walter


Walter Bandeira
(31/08/1941 – 02/06/2009)



Que posso dizer de uma estrela?


Que palavra traduz, de fato, a grandiosidade de uma estrela?


A luz que nos incendeia.


A magia que nos faz flutuar...


Que posso dizer de uma voz que desperta todas as vivências...


E todos os desejos que escondemos nas profundezas de nós...


Que dizer do delírio a que conduz essa voz?


Como o pastor que conduz o rebanho.


Como a força que impele a viajar e viajar e viajar...


Que dizer de um ser de luz?


Que nos faz rir, que nos faz chorar...


Que nos faz SER!... Simplesmente, ser...


Essa coisa da qual nos esquecemos todos os dias.


Como se à vida fosse preciso esquecer a capacidade de se dar.


A possibilidade de abrir as nossas imensas asas de luz, para incendiar todo o universo ao redor...


Walter Bandeira, assim como todos os artistas, era um espelho a refletir a Humanidade em nós...


A luz dele como que resgatava a nossa própria luz.


Bem pouco o conheci como indivíduo, embora nos tenhamos cruzado, muitas vezes, nas esquinas da boemia.


Mas ficou-me o vozeirão inconfundível, o bom humor; a vida contagiante, a luz de seu olhar.


Por isso, hoje de manhã, pensei em escrever que quando morre uma estrela, morre, também, uma parte do Universo.


Mas aí pensei que isso não seria exato.


Porque as estrelas nunca morrem!...


As estrelas jamais se apagam...


As estrelas, como Walter, brilham para todo o sempre dentro de nós...











sexta-feira, 29 de maio de 2009

Hangar


Presidente do Conselho Administrativo
também fornece produtos ao Hangar




A empresária Thaís Montenegro, sócia da gráfica Delta, não foi a única integrante do Conselho de Administração do Hangar a fornecer serviços aquele centro de convenções.



Hoje, a reportagem descobriu que o próprio presidente do Conselho de Administração, o empresário Roberto Ferreira, também forneceu produtos ao Hangar.



Sócio da Sol Informática, Ferreira vendeu ao Hangar R$ 221.045,00, entre maio de 2007 e o mês passado.



Maior centro de convenções do Norte do País, o Hangar é uma estrutura pública cuja administração foi repassada à Via Amazônia, uma Organização Social (OS) presidida pela pedagoga Joana Pessoa, ex-concunhada e ex-assessora da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa.



Entre meados de 2007 e o final do ano passado, vários órgãos do governo estadual destinaram ao Hangar, através de contratos, mais de R$ 25 milhões, a maior parte sem licitação.



Na primeira reportagem dessa série sobre o Hangar, um procurador, um promotor de Justiça e dois advogados de grandes bancas de Belém consideraram incompatível esse duplo papel de empresários que, além de integrarem a cúpula do Hangar, também fornecem produtos ao mesmíssimo centro de convenções.



Não houve consenso quanto à existência de crime. Mas, eles foram unânimes em afirmar que essa prática atenta contra princípios constitucionais, como a moralidade e a impessoalidade, que norteiam a administração pública.






Ação entre amigos


Hoje, a reportagem ouviu mais um promotor e dois advogados, sobre o caso específico do presidente do Conselho de Administração do Hangar. Eles foram pelo mesmo caminho dos entrevistados anteriores.


“Isso fere o princípio da moralidade” – disse o promotor –“Não tem como: se ele (Ferreira) está vinculado ao conselho de um órgão, teria de estar isento da comercialização”.


E acrescentou: “Não importa o valor, ele não deveria participar desse processo de vendas. Isso fere de morte toda a seriedade da organização social. Se ele quisesse negociar com a OS, tinha de se afastar imediatamente”.


A reportagem perguntou ao promotor se o fato configura crime. Ele respondeu: “Não deixa de ser uma fraude. Embora não haja obrigatoriedade de processo licitatório, os princípios constitucionais são uma fonte muito forte do Direito. Eles são a base, são mais importantes, têm mais força que a própria Lei”.


O promotor apontou o trabalho social realizado pela empresa – a Sol Informática tem inúmeras ações nessa área, inclusive na recuperação de praças da capital e de incentivo a artistas paraenses. Mas, observou, “não há como não dizer” que o fornecimento de serviços pela empresa ao Hangar “não é irregular”.


E arrematou: “acredito, infelizmente, que é improbidade. Quando uma conduta afronta princípios constitucionais, entre eles o da moralidade, o caso já se enquadra em improbidade administrativa. Nem precisa haver o enriquecimento ilícito: basta ferir um dos princípios constitucionais da administração pública”.


Disse, no entanto, que não cabe uma ação popular, já que houve efetivamente o fornecimento dos produtos e inexistiu, pelo menos aparentemente, prejuízo ao erário. “A ação pode ser por improbidade e, talvez, até Penal”, explicou.


Um dos advogados ouvidos pela reportagem lembrou que quem exerce função pública não pode fornecer produtos ou serviços à administração pública. Observou que as OS não têm, apenas, uma natureza privada. E disse acreditar que a impessoalidade e a probidade administrativas “alcançam”, sim, as OS.


Outro advogado considera que a situação de Ferreira é ainda pior que a de Thaís Montenegro:


_ “Isso mostra que existe uma mesclagem moral. Ele (Ferreira) é presidente do Conselho e, ao mesmo tempo, fornecedor. Isso é, no mínimo, embaraçoso. Como é que vai se auto-investigar? Virou uma ação entre amigos!... Ou, como diz o ministro Marco Aurélio (ex-presidente do Supremo Tribunal Federal), ‘farinha pouca, meu pirão primeiro”.


Empresário nega acusações


Mas o empresário Roberto Ferreira nega quaisquer irregularidades na venda de produtos ao Hangar, pela Sol Informática.


“Creio que são coisas distintas” – disse Ferreira – “Se fosse um valor acima do que a praça vende, mereceria críticas. Mas, os preços estão até abaixo disso; vendi mais barato até para colaborar. E isso elimina qualquer hipótese de dizer que houve qualquer benefício”.


Segundo Ferreira, os produtos fornecidos ao Hangar ficaram 5% mais baratos do que os preços de mercado vigentes naquela época.


Ele também informou que o faturamento da Sol atingiu, no ano passado, mais de R$ 83,8 milhões, o que dá R$ 275 mil/dia, em média, considerados os 305 dias úteis do ano passado.


Observou que só um dia de faturamento da empresa é superior a tudo o que foi fornecido ao Hangar, nesses dois anos. E salientou: “Isso é muito pouco para sujar a minha imagem. Não preciso do Hangar e nem do trabalho que faço lá, para me destacar. Preciso disso é como cidadão, para contribuir para a sociedade”.


Ferreira também disse que a Sol realizou a convenção dela no Hangar e que pagou os R$ 6 mil do aluguel de uma sala, para o evento, “como qualquer cliente”.


Lembrou que a empresa recolhe, em média, R$ 457 mil por mês de imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


Além disso, apoiou, no ano passado, 147 projetos em diversas áreas (música, dança, teatro, literatura e obras sociais). E gastou com eles mais de R$ 250 mil, sem dedução de impostos.



EDITORIAL


A Mulher de César



Gostaria de dizer, em primeiro lugar, aos leitores deste blog, que a reportagem acima, embora curta, foi uma das mais angustiantes que já escrevi.


Primeiro pela extraordinária trajetória do empresário Roberto Ferreira, ex-engraxate, ex-mecânico de automóveis, ex-jornaleiro, ex-picolezeiro, que, como ele mesmo conta, não teve tempo sequer “de ser um rebelde”, tamanho o aperto financeiro que enfrentou ao longo da vida.


Segundo, porque a empresa que ele dirige, a Sol Informática, possui, efetivamente, um importante trabalho na área da cultura e da assistência social.


Além disso, o empresário forneceu todas as informações possíveis – as solicitadas ou não. Foi, em suma, extremamente transparente.


Quer dizer: parece-me que Roberto Ferreira é, de fato, um cidadão que faz por merecer o respeito de cada um de nós.


Talvez por isso, passei o dia inteiro com uma historinha a me martelar a cabeça.


Ela é mais ou menos assim.


Pompéia, esposa de Júlio César, era uma mulher digníssima.


O problema é que havia um sujeito apaixonado por ela, um tal de Clodius, que queria porque queria dormir com a bela Pompéia.


Certo dia, Clodius conseguiu se esgueirar até os aposentos de Pompéia.


No entanto, para seu azar, foi descoberto.


Foi um fuzuê danado em toda a Roma. E César acabou por se divorciar de Pompéia.


Tempos depois, alguém perguntou a ele, que, talvez, andasse meio que macambúzio: “Mas, vem cá, César, tu acreditas mesmo que a Pompéia te traía com aquele desqualificado do Clodius?


E César, peremptório: não!


Aí, o sujeito coçou a cabeça, coçou a cabeça e retrucou: “Então, por que, caramba, te separaste dela?


E César disse, então, uma frase que ficaria para a posteridade e que é mais ou menos assim: “Porque à mulher de César não basta, apenas, ser honesta; ela tem, sobretudo, de PARECER honesta!”.


É certo que o enorme faturamento da Sol, e até mesmo o que ela investe, todos os anos, em projetos sociais, desautorizam a pensar em enriquecimento ilícito, derivado desses poucos mais de R$ 220 mil que forneceu, em dois anos, ao Hangar.


O problema é que aqui não se discute o valor dessas transações – mas, a MORALIDADE delas.


Ora, o empresário Roberto Ferreira preside o Conselho de Administração de uma estrutura pública, na qual circulam milhões em dinheiro público.


E mesmo o dinheiro que ali entra, em torrentes, advindo da iniciativa privada, resulta da exploração de uma estrutura que pertence a todos nós (e, para se compreender bem isso, é o caso de se perguntar: que seria da Via Amazônia sem o Hangar?)


Por isso, não há, no Hangar, um mísero tostão que não tenha, geneticamente, origem pública.


Daí que, ao contrário do que acontece numa empresa privada, é preciso, sim, levar em conta, na gestão do Hangar, os princípios que norteiam a administração da “res” pública.


E, do ponto de vista da “coisa pública”, será moral que um administrador forneça produtos à estrutura que administra? Será impessoal a contratação de uma empresa que pertence a esse administrador?


O problema, parece-me, é a concepção viciada que temos daquilo que é público – e que, pelo visto, faz o cotidiano das relações no Hangar.


A “coisa” pública não é a quitanda de um compadre, na qual a gente pode mandar buscar um maço de cheiro-verde, para temperar o vatapá.


A coisa pública não é um pertence de um diretor, de um presidente, de um governador, de um prefeito, de um vereador ou de qualquer indivíduo – em si, por si.


A coisa pública, como o próprio nome diz, é algo que pertence a todos. A mim, a você, aos nossos filhos, aos nossos netos. Desde o cidadão que habita o humilde barraco da Terra Firme, até o dono da mansão bacana, lá em Batista Campos.


E eu fico pensando que esses R$ 220 mil podem não significar nada no faturamento de uma empresa como a Sol Informática.


Mas, podem significar MUITO para um cidadão, outro empresário do mesmo ramo, com uma empresa menor, mas que, infelizmente, não tem a sorte de pertencer ao Conselho de Administração do Hangar.


E eu fico pensando que, em se tratando da coisa pública, todos os cidadãos têm, sim, o direito de disputar contratos, em igualdade de condições.


Mas, não me parece que é de Roberto Ferreira ou mesmo de Thaís Montenegro que eu, cidadã, tenho de exigir tal compreensão.


Parece-me que quem tem de “meditar” acerca da moralidade e da impessoalidade públicas, é, justamente, o Poder Público.


Quer dizer: o Governo do Estado, por seus entes, o Executivo, o Ministério Público, o Judiciário, o Tribunal de Contas, a Assembléia Legislativa, que, no entanto, parecem ter estabelecido um pacto de silêncio em relação à LAMBANÇA que acontece no Hangar.


Quiçá, até, pelas poderosas verbas nas mãos do Executivo, que irrigam todos os demais entes desse arremedo de república em que vivemos.


E eu, cidadã, fico a pensar para que servem, diabos, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Judiciário, a Assembléia Legislativa, se, apesar de todas as prerrogativas constitucionais de que dispõem, são incapazes de dar um pio em relação a essa “malemolência”, para dizer o mínimo, do Executivo, em relação ao Hangar.


O que vemos, hoje, no Hangar – e que este blog, sabe-se lá até quando, está a mostrar – é, apenas, a ponta do iceberg.


E eu até dizia, hoje, a um promotor – que não considero só um promotor, mas, um amigo – que já estou até começando a sentir medo de mergulhar no Hangar. Porque, se a superfície está assim, avalie o que não acontece nas profundezas, né mermo? Eis que o exemplo que vem de cima se reproduz em todos os patamares, né mermo?


Sei, apenas, que o “odor” que vem de lá, não é nada agradável...


E já começa a arrastar para o epicentro de um escândalo, talvez monumental, até mesmo um cidadão da estatura de um Roberto Ferreira.


E eu, jornalista e cidadã – sobretudo, cidadã; orgulhosamente cidadã! – só posso é lamentar que seja assim.


Só posso é pedir que Deus nos ajude, quando, afinal, conseguirmos abrir aquela caixa de Pandora.


Para que, no fundo, reste, ao menos, a Esperança.



FUUUUIIIIIII!!!!!!!



(P.S: O Hangar sempre foi complicado.

Na época da construção, foram muitas as denúncias de superfaturamento.

E eu confesso que, depois de muito vasculhar na internet, nunca consegui encontrar UM só centro de convenções do Brasil que tivesse custado tanto: R$ 107 milhões.

Pelo contrário: achei centros uns R$ 30 milhões mais baratos e que faziam o Hangar parecer uma caixa de fósforos.

No entanto, não sei se houve “crime” ali – mas, com certeza, houve, sim, megalomania.

E, num estado miserável como o Pará, isso se torna muito, muito mais grave. Até porque a megalomania com dinheiro próprio é uma coisa; mas, com dinheiro público, é coisa bem diferente.

Depois, veio essa história de uma OS, para administrar o Hangar. E eu não consigo conceber, por mais que me ponderem acerca da necessidade de “flexibilizar” a legislação, para a contratação de técnicos mais bem pagos; eu não consigo conceber a licitude dessa excrescência chamada OS.

Se a Lei é incompatível com a realidade, com a “frieza” do cotidiano, então, que se mude a Lei. Mas, construir artifícios para, simplesmente, burlar a Lei não é democrático, não é lícito, não é “normal”.

Em nenhum Estado Democrático pode ser “normal” investir milhões em uma estrutura pública, para, enfim, entregá-la a um ente privado, mesmo que diz-que sem fins lucrativos.

E, mais ainda, quando não há qualquer controle, DE VERDADE!, sobre o que se aufere a partir do uso dessa estrutura e que, ao fim e ao cabo, é, sobretudo, PÚBLICO.

E aqui eu não me refiro só à Via Amazônia. Refiro-me a todas as OS, como, por exemplo, àquela que administra o Hospital Metropolitano, a outra que conheço, também, um pouco melhor.


Até hoje, creio, os alunos da Uepa, uma universidade pública e da qual os alunos advêm, na maioria, de escolas públicas, não possuem um hospital universitário.


E, no entanto, a faculdade de Medicina administrada também pela Acepa possui um curso pelo qual cobra R$ 3 mil por mês e no qual o hospital-escola é, justamente, o Metropolitano.


Pode isso? Sinceramente, pode isso?!!!


É verdade: pode ser que, no futuro, quando eu estiver meio que bilé; meio que “meuã”, como diria a minha mãe; algum grande doutor, de alguma grande Academia, possa, enfim, explicar-me isso, tendo em vista a minha rude, parca intelecção.


Mas, até lá, confesso que, simples cidadã, não consigo encontrar justificativa para isso.


Só sei que as coisas estão nesse pé desde os tempos dos tucanos e se estendem ao xifópago PT: a gente constrói, com milhões, uma estrutura pública e diz a uma OS ou a um empresário: toma que o filho é teu!


Como se fôssemos, todos, uns retardados. E como se fosse moral, honesto, fazer algo assim. Agora, FUUIIIIIII!!!!)