terça-feira, 20 de abril de 2010
Ana Júlia quebra o protocolo e vai ao encontro de Jader, para resgatar aliança com o PMDB
É possível que a governadora Ana Júlia Carepa tenha dado um passo decisivo para a repactuação da aliança entre o PT e o PMDB: na manhã de ontem, em companhia do deputado federal Paulo Rocha, ela atravessou os cem metros que separam a casa dela da casa do deputado Jader Barbalho, no condomínio Cristal Ville, e teve um longo bate-papo com o morubixaba peemedebista.
A notícia, sob o título “Adivinhe quem veio para o café?”, foi publicada na noite de ontem pelo blog do deputado Parsifal Pontes, do PMDB, e também no Espaço Aberto.
Diz o deputado na postagem:
“Hoje pela manhã o deputado federal Jader Barbalho gravava uma participação radiofônica. O seu assessor, Antônio José, entrou-lhe no gabinete e disparou:
- A governadora Ana Julia e o deputado federal Paulo Rocha estão aqui...
Jader Barbalho, entre incrédulo e surpreso:
- Aqui aonde, rapaz?!
Antônio José, em tom mais convincente, ratificou:
- Dr. Jader, eles estão aqui, na sua casa: na sala.
A governadora mora a menos de 100 metros do deputado Jader e, talvez convencida pelo deputado federal Paulo Rocha, resolveu afastar os interlocutores de fora das fronteiras do Pará.
Ao atravessar a pequena distancia física que separa a casa dela, da residência dele, Ana Júlia fez um gesto para encurtar a enorme distancia política que os dista.
Talvez, tenha sido este o gesto mais aprumado que a governadora tenha tomado no seu relacionamento com o PMDB: o outro seria mandar a criançada que a cerca para o abecedário, inclusive o doublé de articulista dominical.
A surpresa de Jader Barbalho ao se ver, não mais que de repente, com a governadora do Pará em sua sala, sem nada ter sido marcado, sensibilizou-o: refeito da contingência, recebeu-a com gentileza, como lhe é peculiar.
A conversa foi longa. Jader, comme il faut, mais ouviu do que falou. O deputado Paulo Rocha fez algumas observações.
Embora não muita coisa nova tenha sido tratada, permita-me o leitor, por questões estratégicas, e até protocolares, não revelar o teor da entrevista.
Mas, prometo que um dia brindar-lhes-ei com a completa crônica do episodio, que passará a ser um dos mais pitorescos da historia política do Pará”.
O link para a postagem está aqui, e vale à pena dar um pulo lá, até pelos muitos comentários que recebeu: http://pjpontes.blogspot.com/2010/04/adivinhe-quem-veio-para-o-cafe.html
Conversei, na noite de ontem, com Parsifal. Ele disse que a conversa de Ana e Jader durou de 40 minutos a uma hora, mas garantiu que nada de novo foi decidido, nem sequer a data do próximo encontro entre os dois.
Ana teria renovado ofertas já feitas a Jader – uma vaga ao Senado (a outra é de Paulo Rocha), até pelo fato de o cacique peemedebista ter dito ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, na manhã do último sábado, em Belém, que gostaria, de fato, de se candidatar a senador.
Ana também teria oferecido ao PMDB participação no Governo e na campanha, mas, sem entrar em detalhes.
Além disso, não teria tocado na Vice, embora tenha oferecido essa vaga publicamente ao PMDB, há cerca de dois meses.
Ana teria chegado a pé na casa de Jader e demonstrado, no início, certo nervosismo. Até porque, segundo me disse no início da noite uma fonte peemedebista, Jader já teria decidido não mais atender os telefonemas da governadora.
“Ela devia saber que o Jader estava em casa, porque os assessores mais próximos dele estavam lá. Aí, ela nem se preocupou em telefonar: foi lá. Entrou e se colocou na sala. E foi algo tão surpreendente que o Jader, no início, não acreditou: achou que era brincadeira do Antonio José”, contou Parsifal.
De tão supreso, Jader teria até comentado a assessores próximos: “No tempo de vida que tenho e acostumado a qualquer situação, fiquei uns 60 segundos sem saber o que ela dizia, tentando me recompor e pensando no que ia fazer”.
Parsifal afirma que também ficou surpreso com o fato: “Qualquer um ficaria. A coisa que ele (Jader) menos esperaria ela chegar na sala da casa dele e encontrar a Ana Júlia, sem que nada tivesse sido combinado”.
Ele jura, no entanto, que nem essa atitude da governadora conseguiu apaziguar os ânimos entre o PT e o PMDB – que andam pra lá de exasperados.
Mas, admite: “Ela quebrou a incomunicabilidade. Ela queria restabelecer o diálogo e quebrou aquela coisa de eles não se falarem”.
Perguntei a Parsifal o que ele achou, afinal, da ida de Ana à casa de Jader.
A resposta dele: “Achei uma atitude corajosa. Mas, é claro, isso também pode ser analisado como um gesto de desespero e uma atitude de quem quer realmente fazer essa coalização”.
O deputado lembrou que, ao ir ao encontro de Jader dessa maneira, “ela (a governadora) abriu mão do próprio rito do cargo. Foi uma coisa extrema, que deixa o Jader numa situação muito complicada, do ponto de visto político e pessoal”.
E analisa: “Ela resolveu agir. Se ela se colocasse a consultar os conselheiros dela, não tomaria essa atitude”.
Para ele, o gesto de Ana Júlia “pode ser o início da busca de uma autoridade da qual ela abriu mão, já que começou a ficar à mercê de interlocutores, o que demonstra fraqueza. Ela pode ter resolvido tomar as rédeas novamente. E como ela é a governadora, você acaba tendo de considerar as colocações dela, já que o resto – Puty e outros interlocutores - já não levamos a sério, até porque achamos que eles contribuíram para a deterioração do mandato dela, não apenas em relação a nós, mas, à Assembléia Legislativa como um todo”.
Perguntei a Parsifal se ele acredita que isso, afinal, abriu a porta para a renovação da aliança entre petistas e peemedebistas.
A resposta dele: “Não digo que isso vá levar à repactuação da aliança, mas, se tiver que levar, é por aí. O caminho seria esse, a governadora tomando as rédeas de seu governo. Se ela resolver ser governadora, fazer a articulação, é por aí o caminho para a repactuação com o PMDB”.
O deputado salientou que o PMDB já não aceita os interlocutores do governo e que as conversas mantidas com o PT, em Brasília, têm versado muito mais sobre a coalizão nacional.
E observou: “Agora, no momento em que ela (a governadora) arreda essa turma e se coloca como interlocutora, a conversa muda de figura. É uma demonstração de que ela quer tomar as rédeas do governo dela. E o problema sempre foi esse: ela entregou as rédeas do governo a esse pessoal, que não sabe fazer articulação política”.
Por “esse pessoal” leia-se assessores próximos da governadora, como é o caso de Cláudio Puty, Carlos Botelho, Maurílio e Marcílio Monteiro, todos integrantes da Democracia Socialista (DS), a corrente política de Ana Júlia; e todos, também, integrantes do chamado “núcleo duro” do Governo.
Perguntei ainda ao deputado se esse encontro com Jader, da forma como aconteceu, pode ter contribuído para a aprovação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo de R$ 366 milhões que o Governo Estadual pretende contrair junto ao BNDES, para repor as perdas decorrentes da crise financeira internacional, no ano passado (o empréstimo, aliás, tem gerado uma verdadeira queda de braço entre o Governo e os deputados estaduais).
Mas Parsifal garantiu que Ana Júlia só mencionou o empréstimo, sem entrar em detalhes.
E acrescentou: “Não é só tratar com o PMDB esse assunto. Isso tem de ser rearticulado na Assembléia. O fato de o PMDB apoiar pode facilitar as coisas, mas os partidos não ficarão a reboque de nós. Isso precisa de uma rearticulação total. E só ela (Ana Júlia) salva isso. Essa coisa de ficar querendo fazer pressão em cima dos deputados não resolve. A Assembléia Legislativa não é uma fábrica, um sindicato. É fazer o que o Lula fez, quando teve problemas no Legislativo: chamou para ele. Nem que o PMDB caminhe com ela (a governadora), tem outra questão a resolver, que é a rearticulação da base do governo”.
Na sua opinião, o que há de novo, de fato, é que Ana Júlia “tomou uma atitude. É como se ela tivesse parado de brincar e dissesse: a política aqui sou eu. Se foi assim realmente que ela pensou, o caminho é esse”.
Mas, embora cordial, essa não foi a melhor conversa entre Ana e Jader. Diz Parsifal:“Ele (Jader) nunca tratou a governadora de maneira indiferente, nem mesmo nos momentos piores. Mas já houve melhores (conversas), quando ainda estávamos em lua-de-mel, antes de ela tomar posse”.
Reunião
No começo da noite de ontem, já se podia notar certo otimismo em liderança petista ouvida pelo blog.
Apesar dos sucessivos atritos entre petistas e peemedebistas, que vêm se acirrando desde fevereiro, a informação era de que as conversas com Jader “estão avançando bem”.
“Vai ser surpresa. Ele (Jader) deve fechar com o PT”, afiançou a fonte.
Disse ainda não haver data para o fechamento da aliança, mas que isso “deve ser logo, logo”.
No meio da próxima semana, aliás, a previsão é de um novo encontro, em Brasília, entre Jader e a direção do PT.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Jatene em Salinas, no domingo
Simão Jatene bate ponto em Salinas, no domingo.
Vai participar da eleição e posse da diretoria da Associação dos Vereadores do Nordeste Paraense, que reúne 45 municípios da região. Nos últimos dois meses, Jatene já esteve em quase 20 municípios.
Tudo através da caravana “O Pará que Queremos”, promovida pelo Instituto Teotõnio Vilela.
Papo animado
Falar em Jatene: o tucano foi visto num papo animadíssimo com o deputado federal Lúcio Vale, filho do cap do PR paraense, Anivaldo Vale.
Foi no domingo, em Aurora do Pará, durante o aniversário de um ex-prefeito.
Jatene e Lúcio conversaram durante uns 40 minutos.
Quem viu garante que pareciam muito à vontade, um ao lado do outro..
Patrulhas mecanizadas para 100 prefeituras
Ao que parece, o Governo resolveu, finalmente, trabalhar no atacado.
No próximo 1 de Maio, o Mangueirão será palco de uma grande festa, com a entrega de mais de 500 máquinas, entre patrulhas mecanizada e kits agrícolas, além de caçambas e caminhões, a mais de 100 prefeituras paraenses.
A festança acontecerá pela manhã, no estacionamento do estádio, e são esperadas caravanas de todo o interior.
As patrulhas mecanizadas ajudarão a recuperar vicinais e, também, a incrementar a agricultura familiar.
Justiça volta a suspender leilão de Belo Monte
No jornal O Globo, há pouco, em reportagem de Gustavo Paul
“BRASÍLIA - A Justiça Federal de Altamira, no Pará, concedeu nesta segunda-feira mais uma liminar suspendendo o leilão da usina de Belo Monte, previsto para esta terça-feira. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que irá recorrer.
Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), tinha cassado a liminar concedida pela Justiça Federal do Pará que suspendia o leilão da usina de Belo Monte.
O leilão estava marcado para esta terça-feira, 20 de abril, mas o horário ainda não tinha sido definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)".
Mais aqui: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/04/19/justica-federal-da-nova-liminar-suspende-leilao-de-belo-monte-916382922.asp
..........................
Atualizado às 18h37
No site do Tribunal Regional Federal da 1 Região:
“Mais uma liminar suspende o leilão de Belo Monte
O juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira, concedeu há pouco a segunda liminar que manda suspender o leilão que selecionará as empresas que vão construir a Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu, sudoeste do Pará. O certame está marcado para esta terça-feira (20). Se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não suspender os efeitos do edital que autoriza o leilão, ficará sujeita à multa de R$ 1 milhão.
Além de suspender o leilão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terá que anular a licença prévia que expediu e não poderá emitir uma nova, até que a ação seja apreciada no mérito. Ainda cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
Na semana passada, o mesmo magistrado, ao apreciar outra ação civil pública também ajuizada pelo MPF, mandou suspender o leilão marcado para amanhã, sob o argumento de que ainda não foi regulamentado o artigo 176 da Constituição Federal. O dispositivo dispõe, no seu parágrafo 1º, sobre a pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais (inclusive os hidráulicos) em todo o País.
Na primeira ação, o MPF levantou questões de direito para mostrar que a construção da usina feria dispositivos da Constituição Federal. Na outra ação, com liminar concedida nesta segunda-feira, Campelo concordou com as alegações do Ministério Público de que houve infrações à legislação ambiental, inclusive a não consideração das contribuições colhidas nas audiências públicas durante a fase em que os estudos de impacto ambiental decorrentes da construção da hidrelétrica estavam sendo analisados.
“As audiências públicas servem para dar publicidade do teor do empreendimento e também, senão principalmente, tem a finalidade de colher críticas e sugestões das pessoas presentes interessadas. Por critério lógico, essas críticas e sugestões não podem ser desprezadas, porquanto se assim fosse não estabeleceria o normativo a expressa necessidade de oitiva dos interessados”, diz Campelo num trecho da decisão, que tem 50 laudas.
“Meras encenações” -O magistrado afirma ter ficado evidenciado, nos autos do processo, que as audiências públicas “se transformaram em meras encenações para cumprimento dos normativos legais, e, ainda pior, a equipe de analistas ambientais reconhece a exiguidade do tempo para examinar as sérias implicações que podem redundar em prejuízos irrecuperáveis de degradação do meio ambiente.”
Aqui, a íntegra da matéria e da decisão judicial: http://www.pa.trf1.gov.br/noticias/ver.php?id=853
“BRASÍLIA - A Justiça Federal de Altamira, no Pará, concedeu nesta segunda-feira mais uma liminar suspendendo o leilão da usina de Belo Monte, previsto para esta terça-feira. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que irá recorrer.
Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), tinha cassado a liminar concedida pela Justiça Federal do Pará que suspendia o leilão da usina de Belo Monte.
O leilão estava marcado para esta terça-feira, 20 de abril, mas o horário ainda não tinha sido definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)".
Mais aqui: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/04/19/justica-federal-da-nova-liminar-suspende-leilao-de-belo-monte-916382922.asp
..........................
Atualizado às 18h37
No site do Tribunal Regional Federal da 1 Região:
“Mais uma liminar suspende o leilão de Belo Monte
O juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira, concedeu há pouco a segunda liminar que manda suspender o leilão que selecionará as empresas que vão construir a Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu, sudoeste do Pará. O certame está marcado para esta terça-feira (20). Se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não suspender os efeitos do edital que autoriza o leilão, ficará sujeita à multa de R$ 1 milhão.
Além de suspender o leilão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terá que anular a licença prévia que expediu e não poderá emitir uma nova, até que a ação seja apreciada no mérito. Ainda cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
Na semana passada, o mesmo magistrado, ao apreciar outra ação civil pública também ajuizada pelo MPF, mandou suspender o leilão marcado para amanhã, sob o argumento de que ainda não foi regulamentado o artigo 176 da Constituição Federal. O dispositivo dispõe, no seu parágrafo 1º, sobre a pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais (inclusive os hidráulicos) em todo o País.
Na primeira ação, o MPF levantou questões de direito para mostrar que a construção da usina feria dispositivos da Constituição Federal. Na outra ação, com liminar concedida nesta segunda-feira, Campelo concordou com as alegações do Ministério Público de que houve infrações à legislação ambiental, inclusive a não consideração das contribuições colhidas nas audiências públicas durante a fase em que os estudos de impacto ambiental decorrentes da construção da hidrelétrica estavam sendo analisados.
“As audiências públicas servem para dar publicidade do teor do empreendimento e também, senão principalmente, tem a finalidade de colher críticas e sugestões das pessoas presentes interessadas. Por critério lógico, essas críticas e sugestões não podem ser desprezadas, porquanto se assim fosse não estabeleceria o normativo a expressa necessidade de oitiva dos interessados”, diz Campelo num trecho da decisão, que tem 50 laudas.
“Meras encenações” -O magistrado afirma ter ficado evidenciado, nos autos do processo, que as audiências públicas “se transformaram em meras encenações para cumprimento dos normativos legais, e, ainda pior, a equipe de analistas ambientais reconhece a exiguidade do tempo para examinar as sérias implicações que podem redundar em prejuízos irrecuperáveis de degradação do meio ambiente.”
Aqui, a íntegra da matéria e da decisão judicial: http://www.pa.trf1.gov.br/noticias/ver.php?id=853
Duas Postagens: a Link e o sujo e o mal lavado
Depois do Marcelo Bacana Marques (link ao lado) também pousa na Perereca o jornalista baiano Giorlando Lima, do blog Notas da Bahia.
Tudo na caixinha de comentários da matéria “O Angu da propaganda: Governo e DC3 negam subcontratação. Mas Digital confirma ligação entre Link e DC3”, publicada no último dia 14.
Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/04/o-angu-da-propaganda-governo-e-dc3.html
E na caixinha da postagem “O Sujo e o Mal Lavado”, entram na roda até Cilene Couto e Ronaldo Brasiliense. Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/04/o-sujo-e-o-mal-lavado.html
O blog agradece a todos, especialmente aos anônimos, que também têm trazido informações relevantes a tais debates.
Tudo na caixinha de comentários da matéria “O Angu da propaganda: Governo e DC3 negam subcontratação. Mas Digital confirma ligação entre Link e DC3”, publicada no último dia 14.
Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/04/o-angu-da-propaganda-governo-e-dc3.html
E na caixinha da postagem “O Sujo e o Mal Lavado”, entram na roda até Cilene Couto e Ronaldo Brasiliense. Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/04/o-sujo-e-o-mal-lavado.html
O blog agradece a todos, especialmente aos anônimos, que também têm trazido informações relevantes a tais debates.
Diário confirma notícia antecipada pela Perereca em fevereiro. Plim!Plim!
“O Jader será candidato à majoritária, decididamente – senador ou governador”.
A declaração acima é de uma boa fonte da Perereca e data de fevereiro deste ano.
Foi finalmente confirmada no jornal Diário do Pará, no último sábado, pelo próprio Barbalhão.
A íntegra da matéria está aqui. http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/02/extra-extra-jader-e-pt-reunem-na-terca.html
Trazia, inclusive, um “furo”: uma das primeiras reuniões em Brasília, se bem me recordo, entre Jader e Padilha.
Note que até já passou – e muito – a data prevista pelos petistas para recuperar o casamento com o PMDB.
Mas as declarações da fonte quentchura da Perereca continuam pra lá de atuais.
Por isso é que eu sempre digo: não deixe de entrar na Perereca. Mas, aprecie com moderação...
IAP discute identidades afroindígenas na Amazônia
O Instituto de Artes do Pará (IAP) dá prosseguimento ao projeto Saber da Fonte, que busca levar ao público pesquisas acadêmicas sobre o universo cultural da Amazônia.
Nesta terça-feira, dia 20, quem participa do projeto é Sarraf Pacheco, professor doutor em História Social.
Ele vai falar sobre matrizes culturais afroindígenas na palestra “No Rastro/ Resíduo da História: Linguagens e Identidades Afroindígenas no coração da Amazônia”. O evento começa às 18h30, no auditório do IAP (Nazaré, ao lado da Basílica).
A perspectiva desta apresentação é estimular entre o público a valorização de experiências de grupos de tradições orais africanas, indígenas e mestiças que se esparramaram, interagiram e conformaram marcas das identidades materiais e sensíveis amazônicas.
Segundo Sarraf Pacheco, rastros da presença indígena, africana e mestiça e suas trocas culturais, captados nos dois lados do arquipélago de Marajó – campos e florestas –, em referências presentes na historiografia amazônica, assim como em documentários, narrativas literárias e depoimentos orais, permitem discutirmos como outras linguagens comunicacionais foram canais por onde populações amazônicas de matrizes multiétnicas sabiamente inscreveram suas identidades e trajetórias.
De acordo com o pesquisador, a dinamicidade do processo cultural impede que essa cultura – formada por narrativas fantásticas, cantigas, chulas, rezas e benzeções -, por ser uma tradição oral, corra o risco de desaparecer ou sofrer modificações demais em relação às suas origens. A tendência, diz ele, é que uma cultura mais rica surja dessa interação.
“Inicialmente é preciso entender o caráter dinâmico das culturas populares. Nenhuma cultura consegue permanecer igual ao seu nascimento ou a sua dita primeira invenção. As modificações são processos que expressam a historicidade das práticas culturais. As populações marajoaras, por estarem situadas em espaços de grandes circulações de ideias, desde o período colonial, constituíram suas identidades em amplo processo de trocas culturais. As tradições orais marajoaras adaptam-se, recriam-se, abandonam o que não mais lhes interessa e constroem sua história”, ensina.
SERVIÇO
Projeto Saber da Fonte. Programação todas as terças-feiras do mês de abril, às 18h30, com entrada franca, no auditório do Instituto de Artes do Pará (Nazaré, ao lado da Basílica). Informações: 4006-2945.
(Fonte: Ascom/IAP)
Nesta terça-feira, dia 20, quem participa do projeto é Sarraf Pacheco, professor doutor em História Social.
Ele vai falar sobre matrizes culturais afroindígenas na palestra “No Rastro/ Resíduo da História: Linguagens e Identidades Afroindígenas no coração da Amazônia”. O evento começa às 18h30, no auditório do IAP (Nazaré, ao lado da Basílica).
A perspectiva desta apresentação é estimular entre o público a valorização de experiências de grupos de tradições orais africanas, indígenas e mestiças que se esparramaram, interagiram e conformaram marcas das identidades materiais e sensíveis amazônicas.
Segundo Sarraf Pacheco, rastros da presença indígena, africana e mestiça e suas trocas culturais, captados nos dois lados do arquipélago de Marajó – campos e florestas –, em referências presentes na historiografia amazônica, assim como em documentários, narrativas literárias e depoimentos orais, permitem discutirmos como outras linguagens comunicacionais foram canais por onde populações amazônicas de matrizes multiétnicas sabiamente inscreveram suas identidades e trajetórias.
De acordo com o pesquisador, a dinamicidade do processo cultural impede que essa cultura – formada por narrativas fantásticas, cantigas, chulas, rezas e benzeções -, por ser uma tradição oral, corra o risco de desaparecer ou sofrer modificações demais em relação às suas origens. A tendência, diz ele, é que uma cultura mais rica surja dessa interação.
“Inicialmente é preciso entender o caráter dinâmico das culturas populares. Nenhuma cultura consegue permanecer igual ao seu nascimento ou a sua dita primeira invenção. As modificações são processos que expressam a historicidade das práticas culturais. As populações marajoaras, por estarem situadas em espaços de grandes circulações de ideias, desde o período colonial, constituíram suas identidades em amplo processo de trocas culturais. As tradições orais marajoaras adaptam-se, recriam-se, abandonam o que não mais lhes interessa e constroem sua história”, ensina.
SERVIÇO
Projeto Saber da Fonte. Programação todas as terças-feiras do mês de abril, às 18h30, com entrada franca, no auditório do Instituto de Artes do Pará (Nazaré, ao lado da Basílica). Informações: 4006-2945.
(Fonte: Ascom/IAP)
Belo Monte: procurador pede recurso da PGR ao STJ
O MPF protocolou nesta segunda-feira, 19, recurso para que seja revista a decisão de suspender a liminar que impedia o leilão da Usina de Belo Monte, no Pará, expedida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) na última sexta-feira, 16.
No recurso, o procurador regional Renato Brill de Góes pede que a matéria seja avaliada com urgência em sessão da Corte Especial do tribunal. Fazem parte da Corte Especial 17 dos 26 desembargadores do Tribunal.
Foi encaminhada ainda solicitação à Procuradoria Geral da República para ajuizar recurso também no Superior Tribunal de Justiça. O pedido será avaliado pelo Núcleo de Tutela Coletiva da PGR, que fará a distribuição do processo para um dos subprocuradores gerais.
Veja a íntegra do recurso: http://www.prr1.mpf.gov.br/noticias/SLAT.Agravo%20regimental.%20AHE%20Belo%20Monte.pdf
(Fonte:Ascom/MPF)
FHC e o mito Luís Inácio
Vale pena ler aqui http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-04-01_2010-04-30.html#2010_04-19_08_16_36-10045644-019/04/2010
matéria postada por Josias de Souza sobre a entrevista de Fernando Henrique Cardoso.
Um pedacinho dela:
“Em entrevista concedida na noite passada, Fernando Henrique Cardoso aceitou a tese de que Lula tornou-se um “mito”.
Foi instado a comentar um raciocínio atribuído ao sociológico Hélio Jaguaribe: um mito só pode ser “contraposto” por outro mito.
“Não necessariamente”, disse FHC. “Às vezes não precisa contrastar o mito. Deixa o mito. Pelé foi um mito. Isso não impediu que houvesse o Ronaldo”.
Ele falou ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. Noutro trecho, FHC foi instado a explicar a impermeabilidade de Lula ‘Teflon’ da Silva.
Por que nada de ruim gruda no presidente? FHC listou dois motivos: “Primeiro, a situação econômica é boa. O segundo é que ele é muito bom pra comunicar”.
Acha que Lula é a cara do brasileiro? “De um certo tipo de brasileiro, sim”, FHC assentiu. “Mas ele tem um lado macunaímico forçado demais”, alfinetou”.
A entrevista na íntegra está aqui:
http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
Eternas discussões
Do leitor Tito Klautau:
"Prezados jornalistas.
Apesar de não conhecer pessoalmente a maioria de vocês, saibam que sou leitor assíduo (diário) de vossos blogs e colunas, pois os coloco entre as melhores fontes de informações sobre o Estado do Pará.
Estou escrevendo um texto procurando traçar um perfil das diversas atividades que meu Pai, Aldebaro Cavaleiro de Macedo Klautau, desenvolveu ao longo dos seus 75 anos de vida.
Ao ler o discurso por ele proferido, como orador da turma, na colação de grau dos advogados de 1929 da, então, Faculdade Livre de Direito do Pará, senti que muito do que foi dito naquela ocasião, poderia ser repetido hoje, pois estaria tratando de assuntos que ainda são constantes na vida dos brasileiros.
Como vocês estão postando matérias sobre as"baixarias" nas campanhas eleitorais, resolvi enviar, em arquivo anexo a este email, as duas primeiras páginas do discurso acima referido.
No discurso, feito há oitenta anos atrás, se mudarmos "palácio de Monroe" por "Praça dos Três Poderes", considero que atualizamos a fala de meu pai.
Concordam?
Abraços do Tito Klautau".
Abaixo, o discurso. E Tito tem toda a razão: é atualíssimo.
“A cadeia de São José, vergonhosa afronta à civilização dos povos cultos”
O Brasil atravessa uma fase de vida agitada, cheia de graves e terríveis apreensões.
A luta política domina todos os espíritos e todas as classes sociais se movimentam em torno do grande problema da sucessão presidencial. Alistar eleitores, conseguir adeptos a um ou outro candidato, é hoje a questão dominante no seio de nossas sociedades, e a preocupação maior de nossos dirigentes.
Grande motivo de júbilo para os corações patriotas!
O Estado brasileiro parece querer ressurgir, com dignidade e desassombro, de servilismo torpe a que já se ia acostumando.
Podemos, atualmente, dizer, com justa consolação: No Brasil já há luta eleitoral. É, na verdade, o primeiro passo para a almejada existência do livre exercício do voto. O povo, a grande massa constitutiva da nacionalidade nossa, procura compreender melhor o seu valor e se enche de vitalidade.
É digno de calorosos elogios o movimento que ora se desenrola no campo de nossa vida pol1tica. Desoladora, porém, é a atitude dos membros do Congresso Federal, circunscrevendo quase que completamente a sua ação a pueris discussões sobre as virtudes e os defeitos dos nomes ilustres, apontados ao sufrágio de seus concidadãos, nas próximas eleições de março vindouro.
Discursos eloqüentíssimos, orações que empolgam são proferidas nas Câmaras legislativas federais, sem outro interesse que amesquinhar os adversários e receber os aplausos apaixonados do povo curioso que vai ocupar as galerias.
Senhores. Outra e não essa é a missão de nossos parlamentares. A propaganda eleitoral deve ser feita em outros campos e por outros meios. Ai estão a imprensa e a tribuna popular.
O Congresso não foi criado para ser teatro de exibições, nem arena para ai se digladiarem, por interesses quase sempre pessoais, os nossos ilustres Licurgos.
Há tantos e tão urgentes assuntos a resolver no Brasil.
O de que mais precisamos não é encarado como o deveria ser pelo nosso poder legislativo.
Inteiramente esquecidos de seus deveres primordiais, estão muitos congressistas brasileiros.
Necessária se torna uma reação no sentido de transformar as sessões que se realizam no palácio de Monroe, em esperançosas fabricas do progresso da Nação. E isso só conseguiremos se os nossos legisladores, compenetrados da elevada missão que lhes conferiu o voto popular, elaborarem, para submeter as discussões de seus pares, projetos de relevante importância sobre as questões mais palpitantes, que afetam bem de perto a vida da nacionalidade.
A debatida e nunca solucionada questão de extermínio ao analfabetismo é ainda encarada pelos representantes do povo com uma indiferença pungentemente contristadora.
A instrução superior, principalmente, tende a se constituir, dentro em breve, um privilégio das classes protegidas da fortuna.
E, será assim, encarecendo e dificultando cada vez mais o ensino, taxando com exorbitância as contribuições escolares, que poderemos conseguir a diminuição da grande percentagem de analfabetos que, infelicitando a Nação, entrava o progresso do seu povo? Certamente que não.
Ao lado desse revoltante desprezo a que se acha lançada a alfabetização da nossa gente, assoma por sua capital importância, a desafiar as atenções de nossos governantes, o estado deplorável da quase unanimidade das prisões no Brasil.
(Vou pedir que o Tito mande o restante do discurso. Afinal, parece que toca em outra discussão atualíssima: o sistema carcerário)
"Prezados jornalistas.
Apesar de não conhecer pessoalmente a maioria de vocês, saibam que sou leitor assíduo (diário) de vossos blogs e colunas, pois os coloco entre as melhores fontes de informações sobre o Estado do Pará.
Estou escrevendo um texto procurando traçar um perfil das diversas atividades que meu Pai, Aldebaro Cavaleiro de Macedo Klautau, desenvolveu ao longo dos seus 75 anos de vida.
Ao ler o discurso por ele proferido, como orador da turma, na colação de grau dos advogados de 1929 da, então, Faculdade Livre de Direito do Pará, senti que muito do que foi dito naquela ocasião, poderia ser repetido hoje, pois estaria tratando de assuntos que ainda são constantes na vida dos brasileiros.
Como vocês estão postando matérias sobre as"baixarias" nas campanhas eleitorais, resolvi enviar, em arquivo anexo a este email, as duas primeiras páginas do discurso acima referido.
No discurso, feito há oitenta anos atrás, se mudarmos "palácio de Monroe" por "Praça dos Três Poderes", considero que atualizamos a fala de meu pai.
Concordam?
Abraços do Tito Klautau".
Abaixo, o discurso. E Tito tem toda a razão: é atualíssimo.
“A cadeia de São José, vergonhosa afronta à civilização dos povos cultos”
O Brasil atravessa uma fase de vida agitada, cheia de graves e terríveis apreensões.
A luta política domina todos os espíritos e todas as classes sociais se movimentam em torno do grande problema da sucessão presidencial. Alistar eleitores, conseguir adeptos a um ou outro candidato, é hoje a questão dominante no seio de nossas sociedades, e a preocupação maior de nossos dirigentes.
Grande motivo de júbilo para os corações patriotas!
O Estado brasileiro parece querer ressurgir, com dignidade e desassombro, de servilismo torpe a que já se ia acostumando.
Podemos, atualmente, dizer, com justa consolação: No Brasil já há luta eleitoral. É, na verdade, o primeiro passo para a almejada existência do livre exercício do voto. O povo, a grande massa constitutiva da nacionalidade nossa, procura compreender melhor o seu valor e se enche de vitalidade.
É digno de calorosos elogios o movimento que ora se desenrola no campo de nossa vida pol1tica. Desoladora, porém, é a atitude dos membros do Congresso Federal, circunscrevendo quase que completamente a sua ação a pueris discussões sobre as virtudes e os defeitos dos nomes ilustres, apontados ao sufrágio de seus concidadãos, nas próximas eleições de março vindouro.
Discursos eloqüentíssimos, orações que empolgam são proferidas nas Câmaras legislativas federais, sem outro interesse que amesquinhar os adversários e receber os aplausos apaixonados do povo curioso que vai ocupar as galerias.
Senhores. Outra e não essa é a missão de nossos parlamentares. A propaganda eleitoral deve ser feita em outros campos e por outros meios. Ai estão a imprensa e a tribuna popular.
O Congresso não foi criado para ser teatro de exibições, nem arena para ai se digladiarem, por interesses quase sempre pessoais, os nossos ilustres Licurgos.
Há tantos e tão urgentes assuntos a resolver no Brasil.
O de que mais precisamos não é encarado como o deveria ser pelo nosso poder legislativo.
Inteiramente esquecidos de seus deveres primordiais, estão muitos congressistas brasileiros.
Necessária se torna uma reação no sentido de transformar as sessões que se realizam no palácio de Monroe, em esperançosas fabricas do progresso da Nação. E isso só conseguiremos se os nossos legisladores, compenetrados da elevada missão que lhes conferiu o voto popular, elaborarem, para submeter as discussões de seus pares, projetos de relevante importância sobre as questões mais palpitantes, que afetam bem de perto a vida da nacionalidade.
A debatida e nunca solucionada questão de extermínio ao analfabetismo é ainda encarada pelos representantes do povo com uma indiferença pungentemente contristadora.
A instrução superior, principalmente, tende a se constituir, dentro em breve, um privilégio das classes protegidas da fortuna.
E, será assim, encarecendo e dificultando cada vez mais o ensino, taxando com exorbitância as contribuições escolares, que poderemos conseguir a diminuição da grande percentagem de analfabetos que, infelicitando a Nação, entrava o progresso do seu povo? Certamente que não.
Ao lado desse revoltante desprezo a que se acha lançada a alfabetização da nossa gente, assoma por sua capital importância, a desafiar as atenções de nossos governantes, o estado deplorável da quase unanimidade das prisões no Brasil.
(Vou pedir que o Tito mande o restante do discurso. Afinal, parece que toca em outra discussão atualíssima: o sistema carcerário)
Faleiro cai na blogosfera
Ex-líder do governo na Assembléia Legislativa, Aírton Faleiro é o mais novo blogueiro da praça. Aqui: http://airtonfaleiro.blogspot.com/
Ofir Loyola inaugura o melhor parque de radioterapia do Norte e Nordeste
O mais moderno Parque Radioterápico do Norte/Nordeste e um dos mais bem equipados do país será entregue nesta terça-feira, 20, pelo Governo Popular, no Hospital Ofir Loyola, referência em oncologia. Foram cerca de R$ 9 milhões em investimentos e o hospital inaugurará, também, a Divisão de Medicina Nuclear. Trata-se do maior investimento no setor em toda a história do hospital.
Serão entregues um tomógrafo simulador, uma braquiterapia e um acelerador linear (Varian 2100 C), que vão melhorar a qualidade de atendimento aos pacientes, um avanço histórico para o tratamento do câncer no Pará. Os equipamentos de última geração permitirão que o Ofir Loyola atenda entre 250 e 300 pacientes por dia. Isso representa o fim das filas para o tratamento de radioterapia no estado.
"Estes novos serviços consolidam o Ofir Loyola como centro de excelência em oncologia, com a mais alta tecnologia para diagnóstico e tratamento dos pacientes da rede pública", afirma o diretor geral do HOL, Dr. Paulo Soares.
Todos os novos equipamentos são importados e já passaram pela adequação às normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Em um espaço de 1.650 metros quadrados, o HOL vai concentrar três aceleradores, um cobalto, uma braquiterapia nova e dois simuladores.
Qualidade - Definido pelo Ministério da Saúde como o único Centro de Alta Complexidade em Oncologia da região Norte, o Hospital Ophir Loyola, prestes a completar 100 anos, está agora preparado para o futuro, oferecendo qualidade máxima em serviços.
O Governo do Estado contratou mais quatro médicos especialistas em oncologia, médicos que necessitam de alta qualificação, para atender a grande demanda de pacientes. O hospital contava com apenas três radioterapeutas. Com sete radioterapeutas, o hospital supera metas. A média atual de atendimentos é de 115 pacientes novos por semana, além dos que já estão em tratamento.
Atendendo 100% SUS, o HOL oferece assistência digna, especializada e integral aos pacientes na área de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. Antes mesmo de o Ofir Loyola inaugurar o parque radioterápico, o hospital já havia normalizado o atendimento de pacientes em radioterapia e segue convocando os pacientes da capital e interior do estado para a antecipação de consultas.
Medicina Nuclear
A Divisão de Medicina Nuclear, que também será inaugurada nesta terça no Hospital Ofir Loyola, representou um investimento de mais de R$ 1,6 milhão. O novo serviço dispõe de equipamentos como o Gama Câmara e se equivale à estrutura de grandes centros de excelência do Brasil para diagnóstico e tratamento de tumores malignos e outras doenças.
(Fonte: Secom, com informações da Ascom/HOL e pequenas modificações do blog. A foto é de Elcimar Neves).
Belo Monte: o saudosismo ultraconservador do PT
O PT tem de acabar com essa história de tratorar a sociedade brasileira.
Essa, aliás, é uma postura arrogante e autoritária que até desmerece a história de um partido que emergiu dos movimentos sociais.
É preciso “gastar cuspe”, convencer. Discutir Belo Monte democraticamente, com o conjunto da sociedade brasileira, em especial os amazônidas.
Mas, debater de verdade – e não num arremedo de audiências públicas, articuladas para dar um ar de legalidade a esse projeto.
Não pode o PT, por interesses simplesmente eleitoreiros, diga-se de passagem, ignorar a sociedade civil organizada, de cuja vitalidade, aliás, depende a própria Democracia.
E é preciso que o PT compreenda que não está a lidar com o falecido ACM ou com um Paulo Maluf da vida – mas, com cidadãos que se dedicam, há décadas, a defender os interesses coletivos.
Não basta dizer que Belo Monte não repetirá os erros do passado. É preciso provar tal assertiva.
E é preciso, também, parar com essa falácia de que os países do Primeiro Mundo, para se desenvolver, destruíram as suas florestas.
Ora, se é para retroagir, a repetir os erros do passado, por que nos indignarmos diante da invasão de países menos desenvolvidos, ou do extermínio de outras culturas?
Por que não explorarmos o trabalho fabril de mulheres e crianças?
Na verdade, essa insistência no binômio desenvolvimento/devastação, com a desculpa de que foi a base do desenvolvimento dos séculos anteriores, é argumento simplesmente insustentável.
E, paradoxalmente, no caso do PT, um saudosismo ultraconservador.
Porque tentar empurrar Belo Monte goela abaixo da sociedade brasileira é repetir, sem tirar nem por, os erros, a arrogância e o autoritarismo do regime militar.
É preciso parar Belo Monte e exaurir o debate.
É preciso respeitar a Democracia e os movimentos sociais.
Quem se opõe a Belo Monte não o faz no interesse próprio ou por querer “perpetuar a pobreza na Amazônia”.
O que se quer é encontrar formas menos nocivas de progresso.
Um progresso, afinal, compatível com o avanço tecnológico e a pujança democrática deste Terceiro Milênio.
FUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!
............................
Aqui, para quem quiser conhecer, a análise de vários especialistas sobre o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte.
http://www.internationalrivers.org/files/Belo%20Monte%20pareceres%20IBAMA_online%20(3).pdf
Entidades distribuem nota de protesto contra liberação de Belo Monte
Prelazia do Xingu, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Greenpeace e mais de 80 entidades, do Brasil e do exterior, emitiram nota de protesto contra a decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1 Região, Jirair Megerian, que cassou liminar a impedir o licenciamento e leilão da usina de Belo Monte.
Abaixo, a nota das entidades:
“Nota contra a decisão autoritária do TRF 1a Região no caso da usina de Belo Monte
Há trinta anos os povos indígenas, os ribeirinhos, os pequenos agricultores e todos os demais povos que vivem à beira do rio Xingu lutam contra a transformação do rio numa sequência de hidrelétricas. E o fazem porque sabem que sem ele não têm como sobreviver.
Há vinte anos a sociedade brasileira e internacional tomou conhecimento do absurdo plano elaborado durante o governo militar de instalar 6 grandes hidrelétricas no rio Xingu, e, na alvorada do regime democrático, conseguiu reagir para impedir que esse desastre ocorresse, e o projeto foi enterrado.
Há dez anos a Eletronorte, empresa estatal de energia, responsável pela construção das usinas de Balbina (AM) e Tucuruí (PA), dois dos maiores desastres socioambientais do país, voltou a apresentar um projeto para construir hidrelétricas no rio Xingu, alegando agora que seria apenas uma, denominada Belo Monte.
Mesmo sozinha, essa usina poderia provocar grandes impactos: uma área alagada maior do que a cidade de Porto Alegre (RS); a construção de gigantescos canais para desviar o rio de seu curso natural, equivalentes em dimensão ao canal do Panamá; o secamento de mais de 100 km do rio, onde vai passar menos de 20% da quantidade normal de água, com grande probabilidade de se criar um verdadeiro colapso ecológico numa região de altíssima biodiversidade, e que é local de moradia para centenas de famílias de indígenas e ribeirinhos, cujos direitos humanos seriam seriamente afetados pelo projeto.
E isso para construir uma usina que, apesar de custar muito mais do que os R$ 20 bilhões anunciados pelo Governo Federal – financiados com empréstimos e subsídios públicos, dinheiro do contribuinte brasileiro - vai funcionar a plena potência em no máximo 3 meses do ano, e que em outros 3 ou 4 meses não vai gerar nem 10% da capacidade instalada.
Há três anos a Eletronorte deu início ao licenciamento ambiental de Belo Monte, junto ao Ibama. Apesar do longo tempo em que desenvolve o projeto, elaborou estudos ambientais que não detalhavam as consequências da obra na vida das pessoas e dos ecossistemas da região.
Essa realidade foi apontada não só por um painel independente formado por 40 especialistas, como também pelos técnicos do Ibama, que, após meses analisando e reanalisando os estudos, pediram o aprofundamento de alguns pontos essenciais.
Como alguns deles demandariam mais vários meses de realização, a Eletrobrás apresentou meros arremedos, que no final de janeiro deste ano foram considerados insuficientes pelos técnicos do Ibama para se tomar qualquer decisão, pois grandes incertezas ainda pairavam no ar.
Assim mesmo a diretoria do Ibama, politicamente pressionada pela Casa Civil da Presidência da República, mas contrariando a legislação brasileira, deu aval para a obra em 1o de fevereiro, deixando para avaliar vários dos principais possíveis problemas socioambientais depois que a obra já estiver pronta (!).
O Ministério Público Federal, que sempre acompanhou o caso, preparou duas ações judiciais para evitar essa ilegalidade, reunindo estudos e argumentos que demonstrassem ao Judiciário o atropelo das regras estabelecidas.
O Juiz Federal de Altamira (PA) analisou durante uma semana os argumentos apresentados e, no dia 14/04, numa decisão amplamente lastreada na Constituição Federal e na legislação nacional, decidiu uma das ações, suspendendo a realização do leilão para concessão da usina, marcado para 20/04. A outra ainda está sendo analisada.
Apesar de todos os argumentos jurídicos, irrefutáveis, apresentados na ação do MPF e que fundamentaram a decisão do Juiz de Altamira; apesar das inúmeras evidências de irregularidades na licença concedida; apesar dos muitos anos em que esse projeto vem sendo debatido pela sociedade; apesar de ser de conhecimento público que essa será uma usina que custará muito ao país, mas que gerará relativamente pouca energia; apesar de ser função do Judiciário julgar com base na lei e nos fatos, o Desembargador Federal Jirair Megerian, Presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região, em menos de 24 horas, cassou a decisão que paralisava o leilão, sem analisar nenhum dos argumentos expostos na ação.
Alegou, apenas, que as populações indígenas afetadas não estavam ameaçadas porque “a emissão da licença prévia e a realização do leilão não implicam na construção imediata de Belo Monte”, ao mesmo tempo em que afirma que “a não realização do leilão traria graves prejuízos à economia pública”, pois atrasaria o início das obras da usina (!).
Não aceitamos que uma questão dessa importância seja decidida dessa maneira.
Não é possível que um juiz, por acreditar, sem nenhum fundamento, que a não construção da obra no prazo imposto pelo Ministério de Minas e Energia traria graves prejuízos econômicos ao país, feche os olhos para as várias ilegalidades do processo e coloque o respeito à lei como elemento secundário.
O Judiciário não pode se furtar a respeitar a lei, como nenhum outro órgão democrático pode.
Brasília, 19 de abril de 2010
Assinam:
Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS; Amigos da Terra – Amazônia Brasileira; Instituto Socioambiental – ISA; Prelazia do Xingu; Fundação Viver, Produzir e Preservar – FVPP; Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB; Conselho Indigenista Missionário – CIMI; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB; Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF; Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB; Movimento de Mulheres do Campo e Cidade do Pará; Movimento de Mulheres Regional Transamazônica e Xingu; Fórum dos Direitos Humanos Dorothy Stang Regional Transamazônica e Xingu; Movimento de mulheres Trabalhadoras de Altamira Campo e Cidade; Sindicato de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Porto de Moz; Comitê de Desenvolvimento Sustentável Porto de Moz; Sindicato das Trabalhadoras Domésticas Região Transamazônica e Xingu; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará -SINTSEP/PA; Fórum das Mulheres da Amazônia Paraense – FMAP; Grupo de Mulheres Brasileiras – GMB; Associação Floresta Protegida; Associação dos Indios Moradores de Altamira; Conselho Indígena de Altamira – COIA; Associação do Povo Indígena Juruna do Xingu; Associação do Povo Indígena Xikrin do Bacajá; Grupo de Articulação dos Direitos Indígenas de Altamira; Centro de Defesa dos Direitos Indígenas de Altamira – CDDI; União das mulheres indígenas da Amazõnia Brasileira – UMIAB; Associação Nacional de Ação Indigenista da Bahia; Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém – FAMCOS; Organização pelo Desenvolvimento da Amazônia com Direitos Humanos - ONDAS-DH; Fórum da Amazônia Ocidental – FAOC; Fórum da Amazônia Oriental – FAOR; Associação de Desenvolvimento da Agroecologia e Economia Solidária - ADA AÇAÍ; Centro de Educação e Assessoria Popular – CEAP; Conselho Municipal da Cidade de Porto Velho; Operação Amazônia Nativa – OPAN; Associação para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável – ADEIS; Grupo de Defesa da Amazônia – GDA; Organização Não Governamental Arirambas – ARIRAMBAS; Mana-Maní Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura; Rede Brasileira de Arteducadores; União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES); Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense – FMAP; Grupo de Mulheres Brasileiras – GMB; Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes – APACC; Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre, Belém/PA; Fundação Tocaia; Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais; Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé; Rede Jubileu Sul Brasil; Justiça Global; IBASE; Rede Brasileira de Justiça Ambiental; Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH; Instituto Brasileiro de Inovações Sociedade Saudável - IBISS-CO; Greenpeace-Brasil; Instituto Ambiental Vidágua; Comitê Independente por Justiça Ambiental - C.I.J.A; Forum Brasileiro de Economia Solidaria – FBES; Rede Alerta contra o Deserto Verde; Terræ Organização da Sociedade Civil; Iterei – Refugio Particular de Animais Nativos; Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas Águas Florestas e Montanhas Iguassu Iterei; Associação Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins - APA-TO; Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc; Amigos da Terra Brasil; Organização Universalista em Direitos Humanos – U.S.O.S.; Instituto Amazônia Solidaria e Sustentável – IAMAS; Associação Global de Desenvolvimento Sustentado; Grupo Ambientalista da Bahia – Gamba; Centro de Pesquisa e Assessoria Esplar; Frente Cearense Por uma Nova Cultura de Àgua; Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS; ABONG; Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana; Instituto Terramar; Forum Mudanças Climaticas e Justiça Social; Associação de Saúde Ambiental- TOXISPHERA; Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte – APROMAC; International Rivers, EUA; Amazon Watch – EUA; Asociación Interamericana para la Defensa del Ambiente – AINDA; Otros Mundos AC/Chiapas – México; Survival International”.
sábado, 17 de abril de 2010
Puty, Couto e Élida Braz no “Jogo Aberto”
O ex-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, será um dos entrevistados do programa “Jogo Aberto” deste sábado, na Rádio Tabajara FM 106.1, produzido e apresentado pelo jornalista Carlos Mendes e com participação do jornalista Francisco Sidou.
Puty disse que havia 90% de chance de ir ao programa, mas até o meio-dia não havia confirmado sua participação. Se aparecer, falará sobre temas como reeleição de Ana Júlia e a relação PT- PMDB.
O programa também exibe entrevista em que o senador Mário Couto faz polêmicas declarações sobre o governo estadual e sobre a governadora Ana Júlia Carepa.
Ao vivo, do estúdio, André Lobato, o Caveira, e sua mulher, Élida Braz, falam sobre a nomeação-demissão de Élida pelo governo em razão da repercussão do fato na imprensa local e nacional.
O julgamento do pedido de cassação do mandato do prefeito Duciomar Costa, feito pelo Ministério Público Eleitoral (procurador Ubiratan Cazetta) é outro assunto do programa.
Das ruas, o repórter Mário Filé ouve o povo sobre o julgamento do prefeito.
A Tabajara FM pode ser sintonizada no rádio, no celular ou pela Internet, no endereço http://www.radiotabajara.com.br/
Puty disse que havia 90% de chance de ir ao programa, mas até o meio-dia não havia confirmado sua participação. Se aparecer, falará sobre temas como reeleição de Ana Júlia e a relação PT- PMDB.
O programa também exibe entrevista em que o senador Mário Couto faz polêmicas declarações sobre o governo estadual e sobre a governadora Ana Júlia Carepa.
Ao vivo, do estúdio, André Lobato, o Caveira, e sua mulher, Élida Braz, falam sobre a nomeação-demissão de Élida pelo governo em razão da repercussão do fato na imprensa local e nacional.
O julgamento do pedido de cassação do mandato do prefeito Duciomar Costa, feito pelo Ministério Público Eleitoral (procurador Ubiratan Cazetta) é outro assunto do programa.
Das ruas, o repórter Mário Filé ouve o povo sobre o julgamento do prefeito.
A Tabajara FM pode ser sintonizada no rádio, no celular ou pela Internet, no endereço http://www.radiotabajara.com.br/
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O sujo e o mal lavado
Há umas duas semanas que ando profundamente incomodada com o nível acanalhado desta campanha eleitoral.
Não há discussão de programa, não há crítica consistente às políticas do governo.
Tudo se resume a baixarias, até com o recurso à mentira pura e simples.
Assim, a campanha vai se transformando numa enorme fuxicada, até com essa coisa imunda, ofensiva a todas as mulheres, de criticar Ana Júlia Carepa apenas por seus namorados ou pelo uísque que bebe.
O Pará tem, pela primeira vez em sua história, uma mulher no comando da administração pública.
E, verdade seja dita, não é uma mulher qualquer.
É uma mulher de raça, de guerra.
Uma mulher que não se contentou com um mero sobrenome, ou em ser uma simples dondoca.
Uma mulher que foi à luta, para conquistar o próprio espaço e o próprio nome.
Uma mulher que abriu caminho na política, que é um mundo dominado pelos homens.
Já era de se esperar, portanto, a reação virulenta de alguns homens que ainda ontem caíram de alguma árvore e nem se deram conta disso.
Já disse aqui e vou repetir: nunca vi essas vestais de Bataclan criticarem nem Jatene, nem Almir, nem Jader, nem Gueiros pelas amantes que tiveram e pela cachaça que emborcaram.
Nunca vi esses fariseus atirarem pedras em governantes homens – mesmo que esses governantes homens tenham transformado o Governo e o Estado num autêntico bordel.
Como era mesmo o nome daquela sobrinha com quem o Jader se casou? Como era mesmo o nome daquela amante a quem o Jatene deu um DAS bacana, e que tinha a idade da filha dele? Como era mesmo o nome daquela amante que o Almir pendurou na Assembléia Legislativa? Será que alguma dessas vestais de Bataclan sabe me dizer?
Ah, eu me esqueci!...Pra essas “Perpétuas de calças” esse negócio de sexo tem de ser ruim pra mulher. Porque mulher só pode fazer sexo é com a carteira deles, né mermo?
E ainda me vem esse bicheiro, esse porco, esse canalha desse Mário Couto – que só é senador no Brasil, onde o Senado virou habeas corpus de tudo que é contraventor – a falar mal do uísque (vejam só!) do uísque que a Ana Júlia bebe.
Esse fariseu, esse hipócrita, que, sabe-se lá quantas vezes, ficou de lambaio, enquanto o Almir emborcava garrafas e garrafas de scotch...
E ainda me vem o PSDB, que falava tanto em ética, a defender a imundície de um sujeito como o Mário Couto. O senador do bicho e da tapioca. O senador que até as pedras de Belém sabem muito bem como se elegeu...
E ainda me vêm os fiéis do PSDB – sim, porque, no Pará, o PSDB virou seita evangélica – a repisar a manicure, o piloto...
Mas será que esse partido virou uma simples central de fofocas, um simples tanque de lavadeiras? Mas será que esse partido, que ficou doze anos no poder, não tem proposta de governo?
E aí me vêm falar de nepotismo.
Sério, minhas queridíssimas vestais de Bataclan: quem é que, no Pará, pode falar de nepotismo? Os Barbalho? O Jatene?
Não que eu defenda o nepotismo – considero o nepotismo, sim, uma praga.
Mas, sinceramente: quem é que nesta nossa infeliz província pode falar mal da Ana Júlia e do governo por causa de nepotismo?
Mas aí alguém vai falar da nomeação da Élida Braz como assessora especial do governo.
E aí, embora revoltada, porque não entendo como se pode nomear a Élida Braz para uma assessoria de governo, serei obrigada a dizer: menos mal.
Ou vocês acham que há despautério maior do que o Carlos Santos como governador do estado?
Ou vocês acham que é “coisa menor” ter o Santino e o Vieira, por quatro longos anos, no comando da Segurança Pública do Pará?
Pra mim, o que existe claramente em tudo isso é aquela velha história do sujo que se põe a criticar o mal lavado.
Coisa que faz a festa dessas vestais de Bataclan, que nunca disseram um ai em relação ao Carlos Santos ou ao Santino e ao Vieira.
A política paraense precisa superar essa coisa infeliz de satanizar adversário ou ficar usando a vida alheia como mote de campanha.
Porque, se for passar a peneira na vida de cada um, não vai sobrar nem esta redatora.
Todos nós viemos da luta contra a ditadura – não há nenhum de nós que não tenha estado nesse front...
E o que a gente precisa é se respeitar mais.
O que a gente precisa é politizar o nosso eleitorado e quebrar com séculos de dominação, a bafejar o nosso povo e o nosso estado com a esperança de uma nova história.
Penso que o espelho, companheiros, é excelente conselheiro. Porque, ao nos revelar as rugas da Humanidade, nos torna, também, mais tolerantes.
Ou Jader, Jatene e Ana Júlia e todos os que possuem comando agem no sentido de segurar a galera, ou teremos uma das campanhas eleitorais mais sórdidas de todos os tempos.
O Pará não merece isso. O eleitor, o cidadão paraense, não merece isso.
Aliás, nenhum de nós, pela própria história de vida que construímos, merece isso também.
FUUUUIIIIIIII!!!!!!!!
Não há discussão de programa, não há crítica consistente às políticas do governo.
Tudo se resume a baixarias, até com o recurso à mentira pura e simples.
Assim, a campanha vai se transformando numa enorme fuxicada, até com essa coisa imunda, ofensiva a todas as mulheres, de criticar Ana Júlia Carepa apenas por seus namorados ou pelo uísque que bebe.
O Pará tem, pela primeira vez em sua história, uma mulher no comando da administração pública.
E, verdade seja dita, não é uma mulher qualquer.
É uma mulher de raça, de guerra.
Uma mulher que não se contentou com um mero sobrenome, ou em ser uma simples dondoca.
Uma mulher que foi à luta, para conquistar o próprio espaço e o próprio nome.
Uma mulher que abriu caminho na política, que é um mundo dominado pelos homens.
Já era de se esperar, portanto, a reação virulenta de alguns homens que ainda ontem caíram de alguma árvore e nem se deram conta disso.
Já disse aqui e vou repetir: nunca vi essas vestais de Bataclan criticarem nem Jatene, nem Almir, nem Jader, nem Gueiros pelas amantes que tiveram e pela cachaça que emborcaram.
Nunca vi esses fariseus atirarem pedras em governantes homens – mesmo que esses governantes homens tenham transformado o Governo e o Estado num autêntico bordel.
Como era mesmo o nome daquela sobrinha com quem o Jader se casou? Como era mesmo o nome daquela amante a quem o Jatene deu um DAS bacana, e que tinha a idade da filha dele? Como era mesmo o nome daquela amante que o Almir pendurou na Assembléia Legislativa? Será que alguma dessas vestais de Bataclan sabe me dizer?
Ah, eu me esqueci!...Pra essas “Perpétuas de calças” esse negócio de sexo tem de ser ruim pra mulher. Porque mulher só pode fazer sexo é com a carteira deles, né mermo?
E ainda me vem esse bicheiro, esse porco, esse canalha desse Mário Couto – que só é senador no Brasil, onde o Senado virou habeas corpus de tudo que é contraventor – a falar mal do uísque (vejam só!) do uísque que a Ana Júlia bebe.
Esse fariseu, esse hipócrita, que, sabe-se lá quantas vezes, ficou de lambaio, enquanto o Almir emborcava garrafas e garrafas de scotch...
E ainda me vem o PSDB, que falava tanto em ética, a defender a imundície de um sujeito como o Mário Couto. O senador do bicho e da tapioca. O senador que até as pedras de Belém sabem muito bem como se elegeu...
E ainda me vêm os fiéis do PSDB – sim, porque, no Pará, o PSDB virou seita evangélica – a repisar a manicure, o piloto...
Mas será que esse partido virou uma simples central de fofocas, um simples tanque de lavadeiras? Mas será que esse partido, que ficou doze anos no poder, não tem proposta de governo?
E aí me vêm falar de nepotismo.
Sério, minhas queridíssimas vestais de Bataclan: quem é que, no Pará, pode falar de nepotismo? Os Barbalho? O Jatene?
Não que eu defenda o nepotismo – considero o nepotismo, sim, uma praga.
Mas, sinceramente: quem é que nesta nossa infeliz província pode falar mal da Ana Júlia e do governo por causa de nepotismo?
Mas aí alguém vai falar da nomeação da Élida Braz como assessora especial do governo.
E aí, embora revoltada, porque não entendo como se pode nomear a Élida Braz para uma assessoria de governo, serei obrigada a dizer: menos mal.
Ou vocês acham que há despautério maior do que o Carlos Santos como governador do estado?
Ou vocês acham que é “coisa menor” ter o Santino e o Vieira, por quatro longos anos, no comando da Segurança Pública do Pará?
Pra mim, o que existe claramente em tudo isso é aquela velha história do sujo que se põe a criticar o mal lavado.
Coisa que faz a festa dessas vestais de Bataclan, que nunca disseram um ai em relação ao Carlos Santos ou ao Santino e ao Vieira.
A política paraense precisa superar essa coisa infeliz de satanizar adversário ou ficar usando a vida alheia como mote de campanha.
Porque, se for passar a peneira na vida de cada um, não vai sobrar nem esta redatora.
Todos nós viemos da luta contra a ditadura – não há nenhum de nós que não tenha estado nesse front...
E o que a gente precisa é se respeitar mais.
O que a gente precisa é politizar o nosso eleitorado e quebrar com séculos de dominação, a bafejar o nosso povo e o nosso estado com a esperança de uma nova história.
Penso que o espelho, companheiros, é excelente conselheiro. Porque, ao nos revelar as rugas da Humanidade, nos torna, também, mais tolerantes.
Ou Jader, Jatene e Ana Júlia e todos os que possuem comando agem no sentido de segurar a galera, ou teremos uma das campanhas eleitorais mais sórdidas de todos os tempos.
O Pará não merece isso. O eleitor, o cidadão paraense, não merece isso.
Aliás, nenhum de nós, pela própria história de vida que construímos, merece isso também.
FUUUUIIIIIIII!!!!!!!!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Justiça suspende leilão e licença de Belo Monte
A Justiça Federal determinou a suspensão da licença prévia da hidrelétrica de Belo Monte e o cancelamento do leilão, marcado para a próxima terça (20/04). O juiz Antonio Carlos de Almeida Campelo concedeu medida liminar (urgente) por ver “perigo de dano irreparável”, com a iminência da licitação.
A decisão é fruto da apreciação de uma das duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal tratando das irregularidades do empreendimento. Trata, especificamente, da falta de regulamentação do artigo 176 da Constituição Federal, que exige edição de lei ordinária para o aproveitamento de potencial hidráulico em terras indígenas.
“Resta provado, de forma inequívoca, que o AHE Belo Monte explorará potencial de energia hidráulica em áreas ocupadas por indígenas que serão diretamente afetadas pela construção e desenvolvimento do projeto”, diz o juiz na decisão.
Além de suspender a licença prévia e cancelar o leilão, o juiz concordou com as outras medidas solicitadas pelo MPF: que o Ibama se abstenha de emitir nova licença, que a Aneel se abstenha de fazer novo edital e que sejam notificados o BNDES e as empresas Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Vale do Rio Doce, J Malucelli Seguradora, Fator Seguradora e a UBF Seguros.
A notificação, diz o juiz, é “para que tomem ciência de que, enquanto não for julgado o mérito da presente demanda, poderão responder por crime ambiental”. As empresas também ficam sujeitas à mesma multa arbitrada contra a Aneel e o Ibama em caso de descumprimento da decisão: R$ 1 milhão, a ser revertido para os povos indígenas afetados.
O MPF aguarda ainda julgamento de outro processo, também da semana passada, em que questiona irregularidades ambientais na licença concedida à Belo Monte.
(Fonte: Ascom/MPF)
A decisão é fruto da apreciação de uma das duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal tratando das irregularidades do empreendimento. Trata, especificamente, da falta de regulamentação do artigo 176 da Constituição Federal, que exige edição de lei ordinária para o aproveitamento de potencial hidráulico em terras indígenas.
“Resta provado, de forma inequívoca, que o AHE Belo Monte explorará potencial de energia hidráulica em áreas ocupadas por indígenas que serão diretamente afetadas pela construção e desenvolvimento do projeto”, diz o juiz na decisão.
Além de suspender a licença prévia e cancelar o leilão, o juiz concordou com as outras medidas solicitadas pelo MPF: que o Ibama se abstenha de emitir nova licença, que a Aneel se abstenha de fazer novo edital e que sejam notificados o BNDES e as empresas Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Vale do Rio Doce, J Malucelli Seguradora, Fator Seguradora e a UBF Seguros.
A notificação, diz o juiz, é “para que tomem ciência de que, enquanto não for julgado o mérito da presente demanda, poderão responder por crime ambiental”. As empresas também ficam sujeitas à mesma multa arbitrada contra a Aneel e o Ibama em caso de descumprimento da decisão: R$ 1 milhão, a ser revertido para os povos indígenas afetados.
O MPF aguarda ainda julgamento de outro processo, também da semana passada, em que questiona irregularidades ambientais na licença concedida à Belo Monte.
(Fonte: Ascom/MPF)
Tucanos saem em defesa de Mário Couto
O PSDB acaba de divulgar nota em que rebate nota emitida pelo PT, ontem, em defesa da governadora Ana Júlia Carepa. Aqui http://pererecadavizinha.blogspot.com/2010/04/em-defesa-de-ana-pt-repudia-declaracoes.html
Abaixo, a íntegra do documento tucano.
Volto logo mais ou amanhã.
NOTA À IMPRENSA
O PSDB do Pará, diante da nota divulgada à imprensa pelo PT, vem a público dizer o que segue.
O senador Mário Couto cumpre rigorosamente o seu papel constitucional ao avaliar o governo Ana Júlia Carepa, e se o faz negativamente é porque, como representante do povo do Pará, reproduz o que pensa e sente a maioria da população.
O PT, repetindo comportamento já conhecido, não gosta de ser criticado e não aceita que a sua governadora seja avaliada por outros partidos. Mas deve reconhecer que o discurso do senador Mário Couto não é uma voz isolada, tanto que, na nota, o PT não arrisca uma palavra em defesa do governo. No dia-a-dia, em suas andanças em busca da reeleição, a própria governadora Ana Júlia Carepa tem sentido na pele a reação popular, conforme notícias da imprensa.
A mesma reação popular, a que o senador Mário Couto deu voz ao discursar no Congresso Nacional, é o reflexo do estado de abandono do Pará e das pessoas. O povo sente insegurança, convive diariamente com uma violência desmedida. A saúde está sucateada, crianças morrem na Santa Casa, os doentes de câncer vão se tratar em Teresina, o Ofir Loyola passou de referência nacional a hospital sem remédios nem equipamentos. O Pará é campeão em mortes pela gripe H1N1. As estradas estão destruídas. A educação está falida e os kits escolares vêm se somar aos muitos escândalos que rondam várias secretarias e órgãos do governo, conforme noticiado rotineiramente pela imprensa.
Esse é o retrato acabado do governo do PT, que, na oposição, sabe falar e criticar, sempre de forma irresponsável, mas, uma vez com o poder nas mãos, não sabe realizar. Ana Júlia e o PT tiveram tempo para cumprir suas promessas de campanha, mas até hoje nada fizeram. Iludiram os eleitores com discursos sobre mudanças, e só o que deixam são mudanças para pior.
É bem ilustrativo que, apesar de tantos atrativos, o Pará tenha perdido a Copa de 2014 para o Amazonas e, mais recentemente, o Grand Prix de Atletismo para o Rio, evento esportivo de grande envergadura, que já se realizava aqui no nosso Estádio Olímpico do Mangueirão desde 2002. Incompetência é o nome que se dá a isso. Esse governo não faz nada de novo. E sequer mantém o que já havia sido conquistado pelo povo.
Mas o PT, na tentativa de desvirtuar o debate, como é seu costume, fala em “preconceito” contra a mulher. Ora, o Pará está repleto de mulheres competentes em todos os níveis, inclusive em cargos de suma importância, e todas são devidamente reconhecidas. Os governos do PSDB tiveram inúmeras mulheres em cargos-chave, inclusive como vice-governadora, e todas bem avaliadas em suas funções.
O PSDB tem muito orgulho da história que construiu e das grandes lideranças que projetou e que, em doze anos de governo, deixaram marcas indeléveis e saudades na memória do povo, em realizações que engrandeceram o Pará e melhoraram a vida dos paraenses. Infelizmente, em quase quatro anos de PT, o Pará só fez andar para trás.
Por fim, o PSDB lamenta que o PT, no afã de defender sua governadora do indefensável, tenha resvalado para a baixaria. Esse é mais um traço do PT: o partido de Ana Júlia Carepa acha que pode falar de todos, mas ninguém pode falar dele.
O Pará está farto disso.
Belém, 14 de abril de 2010.
Senador Fernando Flexa Ribeiro
Presidente do PSDB do Pará
Abaixo, a íntegra do documento tucano.
Volto logo mais ou amanhã.
NOTA À IMPRENSA
O PSDB do Pará, diante da nota divulgada à imprensa pelo PT, vem a público dizer o que segue.
O senador Mário Couto cumpre rigorosamente o seu papel constitucional ao avaliar o governo Ana Júlia Carepa, e se o faz negativamente é porque, como representante do povo do Pará, reproduz o que pensa e sente a maioria da população.
O PT, repetindo comportamento já conhecido, não gosta de ser criticado e não aceita que a sua governadora seja avaliada por outros partidos. Mas deve reconhecer que o discurso do senador Mário Couto não é uma voz isolada, tanto que, na nota, o PT não arrisca uma palavra em defesa do governo. No dia-a-dia, em suas andanças em busca da reeleição, a própria governadora Ana Júlia Carepa tem sentido na pele a reação popular, conforme notícias da imprensa.
A mesma reação popular, a que o senador Mário Couto deu voz ao discursar no Congresso Nacional, é o reflexo do estado de abandono do Pará e das pessoas. O povo sente insegurança, convive diariamente com uma violência desmedida. A saúde está sucateada, crianças morrem na Santa Casa, os doentes de câncer vão se tratar em Teresina, o Ofir Loyola passou de referência nacional a hospital sem remédios nem equipamentos. O Pará é campeão em mortes pela gripe H1N1. As estradas estão destruídas. A educação está falida e os kits escolares vêm se somar aos muitos escândalos que rondam várias secretarias e órgãos do governo, conforme noticiado rotineiramente pela imprensa.
Esse é o retrato acabado do governo do PT, que, na oposição, sabe falar e criticar, sempre de forma irresponsável, mas, uma vez com o poder nas mãos, não sabe realizar. Ana Júlia e o PT tiveram tempo para cumprir suas promessas de campanha, mas até hoje nada fizeram. Iludiram os eleitores com discursos sobre mudanças, e só o que deixam são mudanças para pior.
É bem ilustrativo que, apesar de tantos atrativos, o Pará tenha perdido a Copa de 2014 para o Amazonas e, mais recentemente, o Grand Prix de Atletismo para o Rio, evento esportivo de grande envergadura, que já se realizava aqui no nosso Estádio Olímpico do Mangueirão desde 2002. Incompetência é o nome que se dá a isso. Esse governo não faz nada de novo. E sequer mantém o que já havia sido conquistado pelo povo.
Mas o PT, na tentativa de desvirtuar o debate, como é seu costume, fala em “preconceito” contra a mulher. Ora, o Pará está repleto de mulheres competentes em todos os níveis, inclusive em cargos de suma importância, e todas são devidamente reconhecidas. Os governos do PSDB tiveram inúmeras mulheres em cargos-chave, inclusive como vice-governadora, e todas bem avaliadas em suas funções.
O PSDB tem muito orgulho da história que construiu e das grandes lideranças que projetou e que, em doze anos de governo, deixaram marcas indeléveis e saudades na memória do povo, em realizações que engrandeceram o Pará e melhoraram a vida dos paraenses. Infelizmente, em quase quatro anos de PT, o Pará só fez andar para trás.
Por fim, o PSDB lamenta que o PT, no afã de defender sua governadora do indefensável, tenha resvalado para a baixaria. Esse é mais um traço do PT: o partido de Ana Júlia Carepa acha que pode falar de todos, mas ninguém pode falar dele.
O Pará está farto disso.
Belém, 14 de abril de 2010.
Senador Fernando Flexa Ribeiro
Presidente do PSDB do Pará
