quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Não se deixe levar pelo terrorismo do Trump: ele está enfraquecido e não invadirá o Brasil.




O que Trump quer é meter medo nos brasileiros. 

Porque o medo é um dos elementos determinantes, em qualquer ação ou reação animal.

Nós já estamos às voltas com as ameaças apocalípticas de certas “igrejas”.

E não podemos ajudar a espalhar, às vésperas das eleições, o medo de uma invasão norte-americana.

As ameaças do Trump não são fáceis de concretizar, como ele tenta fazer crer.

Não estamos no século 19 ou na Idade Média, que é a meta desses bebedores de detergente.

Já não é tão fácil invadir e dominar países, ou promover golpes militares sustentáveis.

Estamos vendo isso com a resistência iraniana.

Vimos isso com o Bolsonaro, cujo objetivo, desde que se elegeu, era um golpe militar.

E tudo o que conseguiu foi colocar contra ele o STF, o Congresso e a grande imprensa, todos desde sempre dominados pela direita, mas que se juntaram à resistência democrática.

Nem mesmo os militares se dispuseram a apoiar um golpe.

E não porque existam expressivas fatias militares “legalistas”, “nacionalistas”, ou sei lá o quê.

Eles não aderiram porque perceberam que não teriam apoio externo e acabariam presos.

Mas e agora, com o Trump como presidente, haverá esse apoio?

Isso dependerá do resultado das eleições de meio de mandato nos EUA, no próximo 3 de novembro, mas não só.

Apostei, e ainda aposto, que o Trump não terminará o mandato.

Penso que ele será afastado por um impeachment, ou até por outros meios.

Nos EUA, houve um processo semelhante ao brasileiro, e talvez até mais célere e de maiores proporções.

Muitos eleitores cativos e alguns senadores republicanos se voltaram contra Trump.

Juízes e militares começaram a resistir às suas ordens ilegais; governadores e prefeitos organizaram protestos enormes contra ele.

O próprio Trump, com as suas alucinações e histórico perverso, contribuiu para erodir o trumpismo: o escândalo Epstein o desgastou fortemente entre os eleitores e senadores republicanos.

Mas hoje o que parece estar sendo mais decisivo é o fracasso da guerra contra o Irã, o custo social da sua política econômica e as ações contra os imigrantes.  

Com a guerra contra o Irã, Trump pretendia uma poderosa cortina de fumaça contra o escândalo Epstein.

Mobilizou um exército com táticas convencionais, incursionou pela guerra híbrida, sonhou até com a invasão terrestre do Irã pelo exército israelense.

Mas tudo o que conseguiu foi a humilhante demonstração, ao vivo e em cores, de que nada disso funciona contra um sistema como o iraniano.

Um sistema muito bem armado e de comando repartido em células, em um território que parece geologicamente moldado para repelir invasores e, ainda por cima, dominado por muçulmanos fanáticos, que vêem na morte heróica o portão escancarado do paraíso.

Se tivesse meditado sobre o fanatismo cristão de suas bases e a expansão nazifascista também a partir de células, teria procurado uma cortina de fumaça menos problemática. 

Mas isso seria pedir demais a um sujeito com síndrome de deus.

Outro problema é a inflação. 

Causada não apenas pela guerra contra o Irã, mas também pela guerra tarifária contra o mundo. 

Naquele cérebro de minhoca, todos se curvariam ao seu império.

Mas o resultado dos tarifaços foi, sobretudo, o aumento dos preços dos alimentos e de outros produtos para os cidadãos norte-americanos, como teria previsto qualquer pessoa com um cérebro funcional.

Afinal, que comerciante deixaria de repassar o custo tarifário aos consumidores, ainda mais na “Meca” do capitalismo?

O terceiro problema são as violentas e indiscriminadas ações contra os imigrantes.

Já disse aqui: uma coisa é ouvir falar sobre os métodos nazifascistas. 

Outra, é vê-los empregados contra o seu vizinho, seu colega de trabalho, seu “irmão” da igreja, ou uma criança. 

Ainda mais quando essas imagens brutais chegam a milhões de pessoas em tempo real. 

E se isso afeta até mesmo um norte-americano “raiz” (se é que isso existe), imagine o que faz na cabeça dos milhões de eleitores latinos que votaram em Trump?

Muitos deles, crentes de que só seriam afetados os “criminosos”, quando, na verdade, aos olhos do nazifascismo, todo imigrante pobre é um “criminoso”, especialmente se for latino. 

Todos esses desastres devem impactar fortemente as eleições de meio de mandato. 

E as apostas são de que Trump perderá o controle do Congresso, com o risco real de um impeachment.

Então, ele corre contra o tempo, na tentativa de entregar o Brasil ao Flávio Rachadinha, seu “agente” de negócios imobiliários futuros.

Ele poderá até fazer incursões, junto com países latinos controlados pela direita, entrando aqui e ali no território brasileiro, como forma de provocação.

Mas não invadirá o Brasil, para tomá-lo.

Porque isso acabaria com qualquer chance de vitória dele nas eleições de meio de mandato.

Então, será preciso muita calma, na hora de responder às possíveis provocações.

Na verdade, o que o Trump e o Rachadinha querem é aterrorizar a população e incitar um golpe militar.

Mas com um Trump enfraquecido, quantos militares se meterão a dar um golpe?

Ainda mais neste momento, quando os destinos das democracias norte-americana e brasileira estão interligados, quem apostará no apoio dos democratas dos EUA a um golpe nazifascista no Brasil, se eles conquistarem o controle do Congresso?

Apesar dos interesses econômicos dos EUA, os democratas norte-americanos estão lutando pelo próprio pescoço.

O Brasil é o maior e mais influente país da América do Sul e um dos últimos que ainda resiste a essas hordas.

Que não são simplesmente “conservadoras” e “de direita”, mas nazistas e reacionárias.

Elas não querem “conservar” coisa alguma: querem destruir tudo, principalmente as conquistas iluministas.

São uma ameaça à república, à democracia e até à sobrevivência da espécie humana.

E isso os democratas norte-americanos já devem ter percebido.  

Mas e se o Trump ganhar as eleições de meio de mandato?

Bem, aí teremos realmente um assanhamento da milicada.

Mas ainda assim, haverá outros fatores a considerar.

Como a reação dos democratas e a postura dos republicanos. 

Afinal, trata-se de um país dividido ao meio, com uma grande quantidade de armas em circulação e com forças armadas que não se comportam como as brasileiras, diante de um sujeito como o Trump.

Além da questão dos EUA, há os interesses da China, para quem o Brasil é essencial à multipolaridade, além das democracias europeias, também a lutar contra essas hordas.

Vale sempre repetir: o Lula não é Nicolás Maduro.

Lula é uma das mais importantes lideranças sociais-democratas do mundo. 

Tanto assim, que, quando venceu as eleições de 2022, o Biden e os líderes dos principais países europeus se apressaram em reconhecer a vitória dele, para desencorajar qualquer tentativa golpista. 

II


Bem mais provável, a meu ver, é uma tentativa de impeachment do Lula, daqui a uns dois anos, ou a sangria do governo dele, pelos próximos quatro anos, para impor uma derrota acachapante às esquerdas, em 2030.


Mais ou menos como ocorreu no golpe contra a Dilma, só que agora sem o fenômeno Lula, que possibilitou a recuperação do poder pelas esquerdas em pouco tempo.  


Penso que as lideranças bolsonazistas sabem que dificilmente vencerão as eleições presidenciais deste ano.


E o que esperam é manter algum poder de barganha.


Porque esse engalfinhamento entre as lideranças da direita tradicional tende a se acentuar após as eleições.


E a “pacificação” só ocorrerá após a escolha de uma liderança que atraia os direitistas que se bandearam para a frente democrática, mas também mantenha os votos bolsonazistas.


Mais ou menos como aconteceu no estado de São Paulo, só que, desta feita, com menor influência dessas hordas.


Isso garantirá à direita tradicional, ou até à centro-direita, o apoio da quase totalidade da imprensa e dos tribunais superiores, que desenvolveram quase que uma ojeriza ao bolsonazismo, e também de boa parte dos empresários e partidos.


Para que isso dê certo é preciso que a direita consiga manter ampla maioria no Congresso Nacional.


Já para os bolsonazistas, o importante é eleger as suas lideranças mais barulhentas e com maior capacidade de mobilização, para que consigam negociar as suas pautas e mantenham alguma expectativa de poder.


Não creio que o objetivo da direita tradicional seja o impeachment de ministros do STF, para libertar os presos bolsonazistas.


Ela pode até imaginar o impeachment de ministros, mas para se livrar das investigações sobre o orçamento secreto e as emendas pix.


Para a direita tradicional, incluindo o Centrão, essas questões de costumes, de perseguição aos gays, às feministas, aos pretos, nunca tiveram maior importância.


Para ela, o que realmente importa é a privatização do Estado, a superexploração do trabalho, a dificuldade de acesso da população a uma Educação de qualidade, a apropriação das nossas riquezas, o desmantelamento dos sindicatos e dos movimentos que lutam pelo acesso à terra.


O que ela quer é “conservar” a desigualdade brasileira, para que os trabalhadores continuemos a sustentar uma cambada parasitária.


O que ela quer é fazer as suas negociatas em paz.


E para essa direita é muito mais fácil negociar o arquivamento de uma investigação, do que bater de frente com ministros do STF, que sempre foram seus apoiadores.


E se ela mantiver ampla maioria no Congresso, fará da vida do Lula um inferno muito maior do que nestes quatro anos, a fim de desgastá-lo.


Para que tenha condições de, eventualmente, afastá-lo, caso ele reaja à continuidade do sequestro orçamentário; ou para que ele chegue ao final de seu mandato com capacidade mínima de fazer o sucessor.


Essa parcela da direita tradicional que se aliou ao bolsonazismo nunca foi bolsonazista. 


Essa aliança foi apenas para sobrevivência política, em meio à onda reacionária que se espalhou na sociedade brasileira.


Quando foi que vocês viram, antes disso, algum direitista gritando “Deus, pátria, família”?


Eles “apenas” desidratavam as políticas públicas e deixavam que a sociedade brasileira, machista, racista e homofóbica, agisse livremente.


Então, a gente precisa, sim, reeleger o Lula e fazer a maior quantidade possível de senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais.


Mas também precisamos manter o sangue frio ante o terrorismo trumpista, para que possamos desconstruir essas ameaças e tranquilizar a população.


E, sobretudo, reconstruir as bases populares.


Porque governo de esquerda sem bases populares azeitadas não chega a lado nenhum.  


FUUUIIII!!!    



terça-feira, 28 de julho de 2026

Balão da “expectativa de poder” começa a esvaziar. E agora, “Doutor”?



As coisas começaram a desandar para um certo “Doutor”.

Ele resolveu se candidatar ao Governo e, até agora, “vendia-se” como “imbatível”.

Mas está chegando a Hora da Verdade.

E o problema é que ele construiu toda a sua pré-campanha em torno apenas da expectativa de poder.

É uma estratégia que atrai aliados e financiamento.

Mas que não se sustenta sozinha: em algum momento, o “balão” começa a esvaziar…

Na política, assim como na guerra, há três elementos bem mais importantes, essenciais para a sustentação de uma campanha: as “linhas de abastecimento”, a capilaridade e o discurso.

As “linhas de abastecimento” garantem os recursos para o prosseguimento de uma campanha.

Não por acaso, estão entre as primeiras estruturas na mira de qualquer exército competente: sem elas, mesmo comandantes que se julgam “invencíveis” acabam por naufragar. 

O dito “Doutor”, é verdade, até que tentou criá-las, em termos financeiros. 

Desde o início da sua trajetória política, tratou de construir uma poderosa empresa e de realizar alianças com empresários, em torno de contratos fraudulentos, para garantir um caixa 2.

No entanto, parece não ter levado em conta a reação dos adversários, que torpedearam as suas “linhas de abastecimento”, até interditá-las quase que completamente.

E com as pesquisas eleitorais começando a deslocar a expectativa de poder para os seus adversários, agora mesmo é que os recursos devem rarear.

Até porque, se o “Doutor” cultiva a fama de ser mais “temido do que amado”, os seus adversários também não possuem a fama de uma santa casa de misericórdia.

Pois é: política não é “Paciência”, que se joga sozinho. 

O outro elemento é a capilaridade, o conjunto de estrutura partidária, filiados e simpatizantes.

Os micro formadores de opinião que se distribuem por um território e ajudam a massificar o discurso político.

E isso os adversários do “Doutor” possuem, como nenhum outro exército do Brasil.

Eles estão em praticamente tudo que é canto, nas zonas rural e urbana.

E quando vem a “ordem unida”, deixam de lado as divergências locais e marcham como um corpo só.

Comícios, visitas, encontros, entrevistas locais são importantíssimos, é verdade, para uma campanha.

O discurso unificado, que vem de cima, também chega sem problemas, através dos palanques eletrônicos e virtuais.

Mas esse discurso precisa ser decodificado e levado aos grupos sociais, com os devidos destaques daquilo que mais interessa a cada um.

E sem os micro formadores de opinião, que “mastigam” e disseminam o discurso cotidianamente, não há campanha que se sustente.

Porque palavras o vento leva, se não forem devidamente fixadas pela repetição, entre os familiares, vizinhos, colegas, amigos, nas ruas, nas igrejas, nos mercadinhos, nos bares, e por aí vai.

Desconheço estratégias de campanha mais eficazes do que o corpo a corpo e os micro formadores de opinião.

Nelas residem proximidade, afetividade, autoridade gerada pelo respeito, e o essencial “olho no olho”, que nenhuma estratégia é capaz de imitar.

Nem mesmo as redes sociais são páreo para elas, ainda mais com a crescente desmoralização das redes minions, por suas mentiras e fama de lunáticas.

Mas para ambas as estratégias é preciso, justamente, capilaridade.

Ou seja: gente, muita gente, por todo o território, e estruturas partidárias em torno das quais essas pessoas podem se organizar. 

E quanto ao discurso?

Bem, esse também é um elemento essencial, tanto na política, quanto na guerra.

Ele “divide as águas”, “vende” um projeto de poder, arregimenta e anima aqueles que se identificam com ele.

Mas também em relação ao discurso, o “Doutor” parece que vai mal.

Ele ainda tentou emplacar o messianismo, o “herói salvador”, na vertente Davi contra Golias.

É, de fato, um discurso muito bom, quase imbatível, nas mãos de quem sabe e pode utilizá-lo.

Mas, novamente, ele parece não ter contado com a possibilidade de que o seu “Davi” acabasse estilhaçado a pedradas, que revelaram as suas maracutaias e imensa fortuna, “cositas” que o tornam tudo, menos “frágil”, “puro” e “indefeso".

Para mim, com a mudança de lado da expectativa de poder, a maior preocupação dos adversários do “Doutor” precisa se concentrar, sobretudo, nos debates e na campanha de rádio e TV.

É uma coisa que tem me preocupado muito, em termos nacionais: em 2030, já não haverá Lula.

E temo que um técnico, caso não seja muito bem treinado, tenha muita dificuldade em vencer um político populista, ainda mais nas circunstâncias atuais.

Campanhas eleitorais são feitas muito mais de emoção do que de razão.

Elas apelam ao sistema límbico, a área mais primitiva do nosso cérebro, no qual habitam os nossos pavores e anseios mais profundos.

É lá que habita toda a simbologia daquilo que aterrorizou ou confortou os nossos antepassados, desde que começaram a caminhar, há milhões de anos, pelas savanas africanas: o herói, a mãe, a luz solar, a escuridão, o caos, o paraíso…

As noites e noites na escuridão, o frio, a fome, o medo, as doenças, as guerras, a morte, mas também a esperança, deixaram marcas profundas em cada um de nós.

E é em cima delas, no inconsciente, que atua a propaganda política.

Seja transformando adversários em “satanases”, monstros, cavaleiros apocalípticos, seja prometendo uma terra sem males.

Políticos populistas são “doutores” nesses discursos de fácil assimilação e mobilização.

Possuem carisma, magnetismo, capacidade de se fazer acreditar e, sobretudo, raciocínio e linguagem simplificados.

E se um técnico se propõe a enfrentá-los, precisa, em primeiro lugar, deixar em casa o raciocínio e a linguagem da Academia.

Ao discursar ou ler um texto, precisa aprender a trocar as palavras difíceis por palavras do cotidiano, de domínio das massas.

Precisa aprender a utilizar exemplos, comparações, explicações bem “mastigadas”, que fazem com que as pessoas entendam até mesmo os temas mais áridos.

A Academia não elege ninguém; quem elege é o povo.

E o Brasil é um país onde mais de 60% da população possui, no máximo, o primeiro grau completo, e só 11% possuem uma graduação.

Um discurso, por mais belo que seja, não serve para nada, se ninguém o entender.

Já um discurso simples, fácil, tanto desconstrói os argumentos adversários, quanto faz penetrar as propostas na alma dos eleitores, gerando milhares de multiplicadores, ainda mais se bem temperado com a emoção. 

Esta é uma máxima que os técnicos-candidatos nunca devem esquecer: as pessoas só se mobilizam em torno de alguma coisa, se compreenderem do que se trata. Do contrário, entra por um ouvido e sai pelo outro.

É preciso, ainda, habituar-se a sorrir, mas também a sofrer com quem sofre, e sempre “olhar no olho”.

Não é à toa que os macacos humanos possuímos tantos músculos faciais e que a maioria de nós, incluindo até professores tarimbados, enfrenta tanta dificuldade ao gravar um programa eleitoral ou uma aula televisiva.

Os macacos humanos precisamos do feedback, via linguagem não-verbal, daqueles que nos ouvem.

E a maior fonte dessa linguagem, no corpo a corpo, ainda é o rosto.

E esse corpo a corpo, vale sempre lembrar, é essencial para as imagens dos programas de TV.

Então, é preciso treinar muito bem esses técnicos, até levando-os a maratonar discursos do Lula e de outros grandes comunicadores de massa.

Já em relação às propostas, esses técnicos precisam entender que adversários populistas, autênticos “vendedores de banha de cobra”, não podem ser combatidos apenas com o que a realidade indica como possível.

Mas isso, tenho certeza, o Lula e os adversários do “Doutor” sabem muito bem.


FUUUIIII!!!!!

domingo, 12 de outubro de 2025

TRABALHADOR VOTA EM TRABALHADOR!



Não há um prego neste mundo que não seja produzido por você e por mim, por todos nós, os trabalhadores.

Todos os produtos, todas as mercadorias, toda a riqueza do mundo, tudo é produzido por nós.

Somos nós que acordamos cedo e penamos nos ônibus cheios, todo santo dia.

Somos nós que trabalhamos 8,10, 12 horas por dia.

Mesmo assim, muitas vezes recebemos salários horríveis, que mal dão para comprar comida.

Moramos em casas alugadas, em ruas cheias de buraco e lama.

E quando adoecemos ou envelhecemos, muitas vezes somos descartados como se fôssemos lixo.

Nós produzimos toda a riqueza do mundo.

Mas quem fica com a maior parte dessa riqueza são os banqueiros, os grandes fazendeiros e os donos das grandes indústrias, que levam vidas de reis à custa do nosso suor.

Se você trabalha, por exemplo, em uma grande fábrica de ventiladores e produz 10 aparelhos por dia, o salário que o patrão lhe paga equivale ao valor da produção de apenas 6 ou 7 ventiladores.

O restante que o patrão não lhe pagou é o lucro dele.

Agora imagine milhares de trabalhadores produzindo milhões de ventiladores, e você terá ideia do tamanho desse lucro.

E o que dizer dos bancos, com seus juros altíssimos?

E o que dizer dos donos das grandes fazendas de gado, que pagam salário mínimo aos seus trabalhadores, ou até mantêm trabalhadores em condições parecidas com a escravidão?

E o que dizer dos grandes frigoríficos, que pagam 1 ou 2 salários mínimos aos seus trabalhadores, mas exportam milhares de toneladas de carne e recebem em dólar?

Mas enquanto banqueiros, donos de grandes fazendas e de grandes indústrias nos exploram desse jeito, muitos de nós não têm nem sequer consciência de que são trabalhadores.

Alguns trabalham por conta própria, não têm direito trabalhista nenhum, são superexplorados por grandes empresas, mas acreditam que são “empreendedores”.

Outros até conseguem comprar uma casinha e um carrinho, são chamados de “classe média” e metem na cabeça que são “quase” ricos.

Mas a verdade é que nenhum de nós pode parar de trabalhar, porque morrerá de fome.

Todos temos de rezar para continuarmos saudáveis, para que possamos continuar a vender a nossa capacidade de trabalho a alguma empresa.

Ou para que possamos continuar a trabalhar na pequena empresa que criamos, no pedacinho de terra que compramos, ou com as nossas motos, táxis e vans.

Para todos nós, todo dia é dia de batente.

E cada dia de batente é um “graças a Deus”.

Porque significa que teremos dinheiro para comprar comida e pagar o aluguel.

Precisamos entender que pertencemos à classe dos trabalhadores.

Vivemos nessa angústia para conseguir trabalho, mas somos explorados até o tutano, e o que ganhamos mal dá para viver.

Nossos interesses jamais serão os mesmos interesses desses banqueiros, grandes fazendeiros e grandes industriais, esses milionários e bilionários que dominam e atrasam o Brasil.

Nós queremos salários dignos, folgas e férias remuneradas, fim da jornada 6X1, melhores escolas e postos de saúde, água e saneamento, programas habitacionais, juros mais baixos, melhores condições de vida.

Já esses caras quanto mais nos exploram, maior o lucro deles.

E quanto mais estivermos na pobreza, mais dinheiro eles ganharão, porque será mais fácil encontrar trabalhador que faça o serviço de 2 ou 3, por um salário de fome.

Para eles não interessa um Brasil melhor, como o que temos agora: o que eles querem é um Brasil com milhões de desempregados na fila do osso e sem nenhum benefício social.

É por isso que precisamos votar em trabalhadores, para defender os nossos direitos e interesses.

De nada adianta votar só no Lula para presidente: é preciso também NÃO votar em candidatos do PL, PP, PSD e União Brasil.

Porque esses partidos (PL, PP, PSD e União Brasil) defendem apenas os interesses dos banqueiros, fazendeiros e grandes empresários.

E querem acabar com os nossos direitos e nos manter na pobreza, para que sejamos explorados ainda mais.

Agora mesmo, os deputados federais desses partidos votaram contra o aumento de impostos para os bilionários, banqueiros e Bets, essas casas de apostas que viciam e destroem famílias.

Agora mesmo, os deputados federais desses partidos estão fazendo de tudo para obrigar o Governo a cortar gastos de Saúde, Educação, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.

Eles querem que o Governo tire do povo, para que bilionários, banqueiros e Bets não paguem impostos sobre os seus enormes lucros.

Esses deputados se lixam para o povo brasileiro, não estão nem aí para você, querem apenas o seu voto.

Então, fique esperto: Trabalhador vota em Trabalhador.

Vota em Lula para presidente, mas também vota em candidatos de partidos que lutam pelos nossos direitos e interesses.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Carta que enviarei ao povo americano, para alertar que é ele quem sofrerá com a tentativa de Trump de proteger Bolsonaro




 Fiz a carta abaixo para enviar a pessoas e veículos de comunicação dos EUA e postar nas redes sociais de lá. Ainda preciso conseguir alguém que traduza para o inglês. Se você quiser e puder, traduza e envie também.


“Você sabia que o seu hambúrguer, café e suco de laranja ficarão mais caros, porque Donald Trump está tentando obrigar o Brasil a anistiar uma organização criminosa?


Querido americano:


Nos próximos meses, três dos produtos que você mais ama (café, hambúrguer e suco de laranja) ficarão mais caros.

E tudo porque Donald Trump resolveu proteger o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Trump ameaça tarifar as exportações do Brasil para os EUA em 50%, caso a Suprema Corte brasileira não suspenda o julgamento de Bolsonaro.

Bolsonaro é acusado de chefiar uma organização criminosa, que cometeu vários atentados terroristas, para derrubar a nossa Democracia.

O Brasil é quem exporta para os EUA grande parte do café, carne bovina e suco de laranja que você consome, além de outros produtos.

Essa tarifa provocará aumento de preços, e mais inflação e desemprego, nos EUA.

Porque quando produtos são tarifados, os comerciantes dos EUA pagam mais caro por eles.

Assim, os comerciantes aumentam os preços de venda para você.

E se esses produtos ficam tão caros que ninguém mais compra, os comerciantes podem até fechar as portas e demitir trabalhadores.

Então, quem mais sofre com essas tarifas é você e todo o povo americano.


Quem é Bolsonaro e quais os seus crimes?


Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, em 2018.

Mas, em 2022, perdeu a reeleição e não se conformou com a derrota.

Entre 2022 e 2023, a organização criminosa de Bolsonaro realizou vários atentados terroristas, para derrubar a Democracia brasileira.

Em 24 de dezembro de 2022, véspera do Natal, eles tentaram explodir uma bomba, no aeroporto internacional de Brasília, capital do Brasil.

Mas Deus teve misericórdia de nós e a bomba falhou.

Do contrário, centenas de inocentes, incluindo mulheres e crianças, teriam morrido ou ficado feridos.

Também em dezembro de 2022, em Brasília, eles tocaram fogo em veículos e tentaram invadir a sede da nossa Polícia Federal (equivalente ao FBI de vocês).

E em 8 de Janeiro de 2023, eles invadiram as sedes dos nossos “Três Poderes” (equivalentes à Casa Branca, Capitólio e Suprema Corte).

Eles quebraram as sedes dos nossos Três Poderes e espancaram policiais, com barras de ferro.

Queriam provocar o caos, para que as nossas Forças Armadas decretassem uma ditadura militar, com Bolsonaro como ditador.

Mas nós conseguimos defender a nossa Democracia.

E desde 2023, estamos julgando esses terroristas. Vários já foram condenados e estão presos.

Só que agora fomos surpreendidos com as ameaças de Trump, para proteger Bolsonaro, o que é um atentado à nossa Soberania e Democracia.


Para proteger Bolsonaro, Trump mente para você.


Na carta ao Brasil, em que nos ameaçou com essa tarifa de 50%, Trump disse que Bolsonaro é vítima de uma “caça às bruxas”.

Mas isso não é verdade.

Nossa Polícia Federal e o nosso Ministério Público (o equivalente ao Departamento de Justiça de vocês) obtiveram milhares de provas contra Bolsonaro e a organização criminosa dele, incluindo confissões, áudios e vídeos.

Todos os acusados estão tendo amplo direito de defesa.

E as condenações deles têm sido por ampla maioria dos votos da nossa Suprema Corte (até 9 contra 2).

Trump também acusa a nossa Suprema Corte de violar “a liberdade de expressão dos norte-americanos”, porque ela multou empresas proprietárias de redes sociais, que operam no Brasil.

Mas a verdade é que as nossas leis são diferentes das leis de vocês.

O Brasil multa as redes sociais que não apagam postagens que incentivam crimes, como pedofilia, terrorismo, narcotráfico, racismo, nazismo; ou que divulgam fake news, que já provocaram até linchamentos aqui.

Ou você acharia certo se uma emissora estrangeira de TV incentivasse o consumo de fentanil, nos EUA, com a desculpa de que, na opinião dos anunciantes dela, fentanil faz bem?

Trump também afirma que os EUA possuem um “déficit” no comércio com o Brasil.

Mas isso não é verdade.

Nos últimos 15 anos, os EUA exportaram para o Brasil US$ 410 bilhões a mais, do que importaram de nós.

Então, querido americano, essas histórias de “déficit”, “violação da liberdade de expressão” e tantas outras inventadas por Trump são apenas para enganar você.

O que ele realmente quer é proteger Bolsonaro, ainda que à custa do sofrimento do povo americano.

Dois integrantes da organização criminosa de Bolsonaro, que estão nos EUA, afirmam que têm amplo acesso à Casa Branca.

E que Trump só recuará nessa tarifa de 50%, se o Brasil anistiar todos esses terroristas, principalmente Bolsonaro.

Assim, por causa de um bando de criminosos, é você quem sofrerá com os preços mais caros do café, hambúrguer, suco de laranja.

Isso sem falar no desemprego e na inflação”.

terça-feira, 15 de julho de 2025

O povo norte-americano precisa saber que comerá o pão que o diabo amassou, só porque o Trump resolveu proteger um bandido de estimação.



Queria pedir 5 minutinhos da atenção de todos os que acompanham o meu blog e redes sociais.

Como todos sabem, os terroristas internacionais Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo estão chantageando o Brasil, com a ajuda do Trump.

Querem obrigar o Brasil a anistiar um bando de terroristas neonazistas, comandados por Jair Bolsonaro, que tentaram acabar com a nossa Democracia.

Só que o tarifaço de 50% sobre as nossas exportações, prometido pelo Trump, não prejudicará apenas a nós, mas também ao povo dos EUA.

Ele tornará mais caros alguns dos alimentos mais consumidos pelos norte-americanos: café, hambúrguer, suco de laranja, entre outros.

E pode até gerar demissões e o fechamento de empresas.

E os norte-americanos precisam saber disto: que pagarão mais caro por esses produtos e que podem até perder empregos, só porque o Trump resolveu proteger um bando de terroristas, principalmente o chefão deles, Jair Bolsonaro.

E que Trump age em conluio com os terroristas internacionais e traidores da pátria, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que ameaçam o Brasil, em suas redes sociais, para que o nosso país se curve a essa absurda interferência na nossa Suprema Corte.

A gente precisa se mobilizar, para defender o Brasil. 

A gente tem muito mais poder nas mãos do que imagina.

Se cada um de nós contatar 5 ou 10 cidadãos dos EUA, através de emails e mensagens; se conseguirmos contatar políticos, artistas, rádios, TVs, jornais dos EUA, inundando as redes sociais deles com materiais sobre essas ameaças e os crimes desses terroristas, há boas chances de que o povo norte-americano fique sabendo que comerá o pão que o diabo amassou, porque Trump resolveu proteger uma organização criminosa.

Precisamos preparar uma carta ao povo norte-americano, perguntando se eles querem sofrer tudo isso por causa de um bando de terroristas.

Temos que mostrar pra eles o que esses criminosos fizeram: a tentativa de explodir uma bomba no aeroporto de Brasília; a tentativa de invasão à sede da PF, em Brasília, com a destruição de vários veículos; a invasão dos prédios dos Três Poderes, com o espancamento até de policiais; o plano para assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos e um ministro da nossa Suprema Corte. E tudo isso sob o comando de Jair Bolsonaro.

Precisamos mostrar aos norte-americanos que o Brasil é deficitário nessa relação comercial com os EUA.

E que o único motivo pra esse tarifaço é o fetiche de Trump por um terrorista.

Precisamos mostrar pra eles as mercadorias que mandamos pra lá, os percentuais que elas representam nas importações deles, e o quanto elas subirão de preço.

Precisamos lembrá-los que o Trump prometeu não se envolver em guerras, mas resolveu declarar guerra comercial a uma nação parceira, amiga, só para proteger um bandido.

Precisamos enviar emails, inclusive, aos promotores e juízes dos EUA, dizendo-lhes: os próximos na mira do nazismo serão vocês.

Precisamos perguntar ao povo americano como ele se sentiria, se o presidente de um país estrangeiro os ameaçasse, tentasse destruir a Democracia deles, para obrigá-los a soltar um bando de terroristas condenados.

Temos de inundar as redes sociais norte-americanas com esse material.

E expor as fotografias de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, para que as pessoas, nos EUA, saibam quem eles são.

E iniciar um grande movimento para que os norte-americanos peçam a expulsão desses dois criminosos dos EUA.

Não dá para ficarmos apenas olhando, enquanto esses bandidos, esses chantagistas, tentam destruir o Brasil.

É hora de mostrarmos a esses nazistas, traidores da pátria, o poder de mobilização do povo brasileiro, em defesa do Brasil.

Se você quiser e puder, compartilhe esta postagem.

Muito obrigada.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Só povo na rua pode deter máquina do retrocesso, formada pelo Centrão e o nazifascismo


 

Esqueçam: o Congresso Nacional não vai parar de sabotar o governo.

A única chance das esquerdas é colocar o povo nas ruas.

É preciso entender que o cerne dessa disputa é o poder que a bandidagem do Centrão alcançou, com o golpe de 2016.

São mais de R$ 50 bilhões em emendas, sem qualquer controle social.

Uma montanha de dinheiro que esses parlamentares podem usar para toda sorte de crimes contra o erário.

Podem se beneficiar e beneficiar comparsas impunemente.

Governar à parte a sua "república particular", na qual o "Direito" é o do coronelismo.

Viraram um sobrepoder, provavelmente o sonho desde sempre do Centrão, que nunca foi democrático, muito pelo contrário.

Já provaram que podem até mesmo derrubar presidente, à revelia da Lei.

Não, não se trata de espécie de "parlamentarismo paralelo".

Mas da transformação de um Poder em uma organização criminosa.

Um tipo de "conquista" que esses coronéis defenderão com unhas e dentes, mesmo que para isso tenham de ensaiar um novo golpe.

Eles emparedam o governo para tentar extorquir dinheiro e ainda mais poder.

E, principalmente, para frear as investigações comandadas pelo ministro do STF, Flávio Dino.

Se conseguirem alguma coisa, aliviarão a barra momentaneamente.

Mas, lá na frente, começarão tudo de novo.

Porque o que lhes interessa é um governo subserviente, cúmplice das suas falcatruas.

É, portanto, uma tremenda ilusão, fatal até, acreditar na possibilidade de negociação com o Centrão.

Ainda mais quando ele já percebeu (e isso era apenas questão de tempo) que os seus interesses serão mais bem resguardados por um nazifascista limpinho e cheiroso, que até sabe usar um guardanapo.

Há quem acredite que a Dilma caiu por não saber "negociar" com esses caras.

Mas a verdade é que não há como "negociar" com um tumor maligno.

Não, essa não é uma simples disputa de poder que possa ser travada em gabinetes e corredores palacianos.

É uma guerra contra um projeto de poder escravocrata, que deu as mãos a um projeto de poder misógino, homofóbico, racista e de profunda intolerância religiosa.

Porque, ao fim e ao cabo, Centrão e nazifascistas perceberam o quanto se entendem e completam, sob as bêncãos dos "deuses" da Faria Lima.

E se jamais terão o sangue azul daquelas bandas, podem ao menos ser os seus pets de luxo, seguindo em paz com as suas negociatas.

Só o povo nas ruas, a lutar por seus direitos, conseguirá deter essa máquina de retrocesso, robusta em poder financeiro e midiático.

As esquerdas precisam construir alternativas de comunicação para além das redes sociais e da grande imprensa.

Precisam recuperar a capacidade de falar com as massas e mobilizá-las.

Precisam, em suma, sair dos gabinetes refrigerados e recuperar a sua própria história.

 

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Leia também:

Um projeto de desurbanização do Brasil?: https://pererecadavizinha.blogspot.com/2021/11/um-projeto-de-desurbanizacao-do-brasil.html

Meditações sobre o universo mítico dos minions: https://pererecadavizinha.blogspot.com/2021/01/meditacoes-sobre-o-universo-mitico-dos.html

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Jorginho Mello, senhor de escravos, ops, governador de Santa Catarina, recua da proposta de criar um país só com o Sul do Brasil. Foi a única ideia, de toda a vida dele, que serve pra alguma coisa!




Mas por que parou? Parou por quê? A porta da rua é serventia da casa, ora essa!

De quebra, ainda podia levar junto "di grátis" o Sudeste.

E a gente só brigaria por uma parte do Centro-Oeste, por causa do coitado do Pantanal.

Já imaginou um novo Brasil, feito majoritariamente pelo Norte e Nordeste, com as nossas riquezas, a nossa diversidade e o nosso povo trabalhador?

Já imaginou a gente não tendo mais de sustentar esses estrupícios, escravocratas, nazifascistas, ignorantes, negacionistas?

Essas criaturas que só entendem mesmo é de exploração, motosserra, veneno e agromorte?

Um bando de destruidores de florestas e rios.

Um bando de empresários lalaus, que acham que roubar é só botar revólver na cara dos outros.

Com a nossa criatividade e sem o domínio dessas criaturas, rapidinho a nossa Ciência se tornaria uma das mais avançadas do mundo!

E ia chover turista nesse novo Brasil!

Todo mundo querendo conhecer as nossas praias, de mar e de rio, a nossa culinária extraordinária, as nossas florestas, a nossa alegria.

Ia ter dinheiro e projetos para a exploração racional das nossas riquezas, pra tudo que é lado.

Avalia o quanto esse novo Brasil seria desenvolvido - e mais humano, e mais digno, e mais justo.

Um Brasil inteirinho social-democrata, com o MST no comando do Ministério da Agricultura, pra nos livrar do envenenamento a que esses escravocratas nos expõem, todo santo dia.

Viveríamos muito mais do que eles. E com muito mais saúde.

Até porque teríamos um SUS arretado.

Coisa que eles não teriam lá, já que privatizariam tudo.

Vacinas? População totalmente vacinada!

Porque negacionismo, com a gente, daria logo cadeia, pra evitar que algum babaca expusesse a nossa população ao risco de morte.

Como, aliás, fez o Jorginho senhor de escravos, ops, governador, lá em Santa Catarina.

Haveria fartura de comida, e bolsa família, pra quem precisasse.

Porque a gente sabe o quanto doem a fome e a miséria a que esses escravocratas nos destinaram, ao longo destes séculos.

Mas acredito que nem careceria de bolsa família.

Porque teríamos enorme quantidade de empregos, com bons salários, para toda a nossa população.

Além do mais, como somos um povo solidário, sem a ganância desses pilantras, rapidinho a gente dividiria o pão com quem precisasse.

Cotas? Mas aonde já que a gente precisaria de cotas!

Teríamos um sistema de ensino, um dos melhores do mundo, construído na base da cooperação e da equidade.

Com pontos extras não pra essa babaquice de "mindset", mas para a inclusão e a solidariedade.

Teríamos escolas públicas e gratuitas pra todo o nosso povo, desde o fundamental até a universidade.

Teríamos bolsas de doutorado pra China, pra Rússia, Japão, "zoropas". E até pros esteites. Pós-Trump, é claro.

Cursos técnicos, inserção no mercado de trabalho, programas de incentivo à graduação de mães solo, idosos, portadores de deficiência.

Até porque a gente tem amor à Educação e ao Conhecimento, e não à ignorância, como esses escravocratas que se orgulham de excretar pela boca.

Trabalho exaustivo? Mas aonde! Nossa jornada seria de 4X3!

Leis antirracismo? Mas quando já!

Aqui não teria racista, não! Racista ia ser tudo extraditado pra lá.

Nosso povo não tá nem aí pra esse negócio de cor de pele.

Até porque, como a gente estuda, a gente sabe que cor de pele é simples adaptação ambiental.

Encantaríamos o mundo com os nossos falares, as nossas crenças, a nossa riqueza de religiões.

Teríamos uma pujante indústria cinematográfica, para narrar as nossas lendas, "causos", visagens.

Estados Unidos, Europa, Ásia nos colocariam no topo das paradas de sucesso, com a nossa musicalidade.

Carimbó misturado com lambada, música clássica, rock, forró! Já pensou?

E a nossa Literatura, mano? Diante dos nossos gigantes, até Machado de Assis tremeria de medo.

E lamentaria não estar vivo, pra poder viver nesse novo Brasil.

Como teríamos um currículo escolar parrudo, com Filosofia, Sociologia, História, Lógica e Ciências desde a alfabetização, além de participação política arretada, nas escolas, nos bairros, nos sindicatos, aqui também não haveria nem "coroné" e nem Centrão.

Até porque, seria cláusula pétrea constitucional: pra ser candidato, só com pelo menos 10 anos de trabalho comunitário e alta pontuação em projetos em favor da coletividade.

Além disso, se fosse pego roubando dinheiro público, comprando votos, legislando em causa própria ou tentando extorquir o governo, ficaria inelegível pro resto da vida, além de passar 30 anos no xilindró.

Égua, que a gente precisa dizer pra esse nazistão de Santa Catarina continuar com a campanha dele.

Vai que cola, né?

E desde já me voluntario pra organizar a festança: São João e Carnaval um mês seguido!

Com muita maniçoba, tacacá, acarajé, moqueca, mingau de milho, cachaça e cerveja, que ninguém é de ferro.

Ah, e os irmãos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que não quiserem saber desses nazifascistas, podem vir pra cá também.

Porque o Norte e o Nordeste, manos, como diria o poeta, sempre serão um enorme coração.


FUUUIIII!!!!!


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Nordeste Independente

terça-feira, 3 de junho de 2025

Serginho Palmquist




Serginho não era exatamente aquilo que costumamos chamar de “pessoa”.

Pessoas sentem raiva, ódio até.

Fazem intrigas, fuxicam, invejam.

E são capazes de palavras cortantes, apenas para machucar.

Mas não me lembro de ver o Serginho com raiva de alguém.

Ou disposto a ferir alguém.

Não me lembro de vê-lo, nem sequer uma vez, a destilar canalhices, como se fossem provas de “inteligência”.

Havia nele uma integridade e uma alegria de viver muito raras.

Uma paz meio zen.

Um desapego de fama, dinheiro, poder, status.

Coisas pelas quais muitos até pisam no pescoço da própria mãe.

Era generoso e gentil com todo mundo.

Não de maneira falsa, hipócrita, como a gente vê tanto por aí.

Mas com um sorriso, um olhar, um abraço tão amorosos, que dava para sentir que vinham de dentro da alma.

Era como se aceitasse todos como eram, em vez de procurar nos outros meros reflexos de si mesmo.

Mais parecia um espírito cintilante, com uma leve camada corporal.

Não havia nada de fisicamente atraente no Serginho.

A não ser, para quem gosta, aquele jeito meio hippie: calça jeans surrada, chinelos e bolsa de couro, cabelos até os ombros.

Foi assim que o conheci, em 1980, quando trabalhamos no jornal A Província do Pará.

E confesso que me apaixonei perdidamente.

Égua do sujeito inteligente, culto, educado.

Um cavalheiro à moda antiga.

Mas com uma cabeça e um styling do século XXXI.

Irresistível. Simplesmente, irresistível.

Sei lá quantas vezes enchemos a cara, nos bares da vida.

Dividimos gostos, segredos, sonhos, frustrações.

Creio que éramos dois alucinados socialmente administráveis.

Inconformados com valores e costumes, mas sem que conseguíssemos nos insurgir, de fato, contra esta sociedade.

Éramos dois “hippies” apenas nas roupas e no jeito largadão.

Mas jamais escandalizaríamos a fina flor da burguesia, como em Hair.

Porque, bem lá no fundo, queríamos, sim, aceitação social.

Mas se o tempo une, também separa.

Veio a maturidade e as nossas escolhas nos levaram a caminhos opostos.

Há anos já não nos víamos, quando, ontem, o Serginho partiu.

Não para uma aventura mochileira, como tantas que viveu, ou algumas que eu vivi.

Mas para outra dimensão, uma jornada incorpórea.

Que, no caso dele, deve ser um mergulho na mais pura luz.

Jamais esquecerei a primeira vez que meus olhos pousaram naquele rapaz.

Tão diferente, mas tão familiar, como se fosse uma parte oculta de mim.

Nunca tivemos nada físico – não que eu não quisesse.

Mas, em verdade, eram as nossas almas que pareciam se encaixar perfeitamente.

Enlaçadas por sonhos e crenças juvenis, que de há muito deixei para trás.

Pena que não nos vimos uma última vez.

Que não rimos juntos uma última vez.

Mas sei que o meu amigo, que tanto me ensinou sobre mim mesma, agora está em paz. 


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O Pastor, Madredeus


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Machismo e manipulação politiqueira do diploma no Jornalismo paraense.



 I

Vocês sabem o que havia em comum entre os jornalistas Frank Siqueira, Euclides Farias, Ronald Junqueiro e João Carlos Pereira?

Nenhum possuía diploma de Jornalismo.

No entanto, nenhum foi alvo das “raivinhas” de alguns diplomados, como acontece comigo.

Conheci o Frank Siqueira em 1980, quando fui trabalhar no jornal “A Província do Pará”.

Ao que me disse, era técnico em Contabilidade, o equivalente ao Ensino Médio.

Mesma escolaridade do Euclides Farias, que chegou a frequentar a Faculdade de Letras, mas não se formou.

Conhecemo-nos em meados da década de 1980, quando trabalhamos, como repórteres, no jornal O Liberal.

Mesma época e jornal em que conheci o João Carlos Pereira, então um “foca”, que era formado em Letras.

Já o Ronald Junqueiro, salvo engano, era formado em Administração e iniciou a carreira jornalística na década de 1970, na TV Liberal.

É óbvio que não quero me comparar a esses monstros do Jornalismo.

E isso, em verdade, nem é relevante.

O que importa é qual o CRITÉRIO para o exercício dessa profissão.

É o diploma específico?

É qualquer diploma de nível superior?

Ou é qualquer escolaridade, desde que se trate de um homem?

Ora, no primeiro caso, nenhum desses quatro jornalistas se enquadrava.

No segundo, o Frank Siqueira e o Euclides Farias não se enquadravam.

Da mesma forma que outros jornalistas homens, que exerceram ou ainda exercem essa profissão, sem quaisquer problemas.

Então, por que é que eu, que possuo tempo igual ou maior de exercício profissional, sou alvo de tamanha discriminação?

Na verdade, toda essa “raivinha” contra mim foi propagada por um grupelho de jornalistas tucanos.

Tudo devido às reportagens investigativas que publiquei sobre os governos do PSDB, e que nunca foram desmentidas.

Uns até protestaram – vejam só! - quando me filiei ao Sinjor, há uns 15 anos, ao mesmo tempo em que reivindicaram a sindicalização de jornalistas homens sem diploma, “aceitáveis” aos tucanos.

Sinal de que a preocupação nunca foi o diploma de Jornalismo.

Mas sim a manipulação machista e politiqueira desse documento, para tentar me banir da profissão.

No entanto, o que mais me surpreende é que tantos jornalistas adiram, tão facilmente, a comportamentos medievais.

Alguém grita: olhem, uma bruxa!

E todos correm para queimar o espantalho, o satanás da ocasião.

E não só.

Como parte fundamental dessa “caça à bruxa”, esses filhotes de Torquemada iludem os coleguinhas com a “PEC do Diploma”.

O graal que garantirá aos diplomados fartura de empregos.

Com robustos salários e maravilhosas condições de trabalho.

Afinal, a “PEC do Diploma” expulsará a “serpente”, a “ignorante”, a “despreparada”, a “sem-ética” (como esses tucanos passaram a me classificar, depois que deixei o governo deles...) que “ousou” invadir o espaço sagrado dos diplomados.

É assustador que tantos coleguinhas se deixem enganar por magias, assombrações e o clássico antropológico do “nós” e “eles”.

Tenho 64 anos e completei, no mês passado, 45 de Jornalismo.

Comecei como estagiária, em março de 1980.

E em 1º de Maio daquele ano – sem parentes importantes ou amigos influentes – fui contratada como repórter, porque perceberam o meu potencial para essa profissão.

Trabalhei na Província, no Liberal, no Diário do Pará, na Rádio Cultura, em assessorias de imprensa de vereador, deputado, senador e Governo do Estado; criei um blog de Jornalismo Investigativo, o primeiro a emplacar reportagens nas manchetes dos grandes jornais paraenses.

E agora vejo esses meninos e meninas, que ainda não tinham nem nascido quando comecei a trabalhar como jornalista, tentando me expulsar dessa profissão.

E ainda por cima, manipulados por um punhado de abutres.

Ao longo desses anos, houve gente que ligou para diretor de órgão público, pedindo a minha exoneração de Assessoria de Imprensa, por não ser diplomada; gente que protestou contra a minha filiação ao Sinjor; gente que foi contar a diretor de redação que não possuo diploma de Jornalismo.

Desconheço qualquer jornalista homem, com igual escolaridade e tempo de profissão, que tenha passado por isso.

 

II

Na verdade, restam bem poucos jornalistas formados a ferro e fogo nas redações...

Oriundos de uma época em que o Jornalismo era movido à coragem, garra e tesão.

Um tempo em que era bem mais perceptível a compreensão de que não somos meros digitadores, como tão bem resumiu Martin Baron.

Mas profissionais que precisam esquadrinhar as muitas versões dos fatos, em vez de se contentarem com meras palavras.

Afinal, todo Jornalismo é investigativo.

A notícia é o confronto entre evidências, documentos, fatos, e não meros dizeres ou querências.

É a estruturação lógica de fatos devidamente apurados e contextualizados, de maneira a que faça sentido, e o distinto público possa acompanhar o seu desenvolvimento.

É o discurso de uma cosmovisão: a nossa.

O que é um impeditivo radical à mitológica “neutralidade”.

Eis que é essa cosmovisão a determinar até mesmo a maneira como enxergamos este ou aquele fato; as vozes que trazemos para dentro de uma matéria; as palavras que escolhemos para a construção textual.

 

III

Nós, os não-diplomados, praticamente desaparecemos dos grandes veículos não apenas porque a maioria se aposentou ou morreu.

Mas porque as empresas passaram a exigir, cada vez mais, o diploma de Jornalismo, para a contratação.

Como, aliás, previu o STF, em 2009, ao derrubar a exigência do diploma, para o exercício profissional.

Tivemos uma ruptura da transmissão intergeracional de conhecimentos, que ajudou a formar os jornalistas, ao longo de décadas.

Isso empobreceu as redações; guindou jovens, prematuramente, a posições de comando.

E também tornou praticamente impossível alguém se iniciar nessa profissão, sem antes passar por uma faculdade. 

Não, tudo isso não decorreu do “cerco” dos diplomados à entrada de não-diplomados nas redações – e é muita ingenuidade dos coleguinhas, se pensam assim.

Isso foi uma decisão das empresas, para baratear custos e aumentar o controle sobre as redações. 

No entanto, mesmo que ainda existisse essa corrente intergeracional, não acredito que alguém conseguisse iniciar-se, hoje, nessa profissão, sem um curso superior.

Técnica, teoria e a própria Sociedade se tornaram demasiado complexas. 

Creio que nem mesmo os quatro grandes, que citei no início desta postagem, ousariam uma incursão dessas. 

É, o tempo voa...

 

IV

Então, se os não-diplomados praticamente desaparecemos das redações, cabe perguntar: como estão o mercado de trabalho, o Jornalismo e tudo o mais que diziam que aviltávamos?

Há mais empregos, melhores salários e condições de trabalho?

Os jornalistas possuem mais poder sobre o conteúdo dos noticiários?

A qualidade e a ética melhoraram?

O Jornalismo avançou, ou está se tornando, cada vez mais, mero entretenimento?

Os jornais estão repletos de notícias importantes e grandes reportagens, ou de anúncios, releases, calhaus e matérias pagas?

É angustiante que jornalistas não se façam perguntas básicas, para a análise dos maremotos que enfrentamos.

Que deixem de lado os fatos e prefiram acreditar em vendedores de banha de cobra.

Mas como nunca fui candidata à “dulcíssima e frágil donzela”, insistirei, sempre, em dizer aquilo que os que sonham não querem ouvir.

 

V

Os problemas do nosso mercado de trabalho e da nossa profissão nunca advieram desta disputa que só serviu para dividir a categoria: o “ter ou não diploma”.

Se adviessem, teriam desaparecido, ou ao menos diminuído, com o quase desaparecimento dos não-diplomados das redações, ao invés de assumirem proporções inimagináveis há 50 anos.

Em primeiro lugar, precisamos entender que somos uma categoria singular e estratégica.

Trabalhamos com uma das principais fontes do Poder, base de todas as transformações sociais: a informação.

Ao sistema em que vivemos, interessa que soframos uma espécie de esmagamento intelectual, a fim de que sejamos intelectuais pela metade.

Apenas o necessário para a produção do noticiário.

Mas sem o mínimo de condições materiais para pensar, ler, estudar e desenvolver o senso crítico.

É por isso que somos, desde sempre, pessimamente remunerados – no Brasil e, possivelmente, na maior parte do mundo.

Para que tenhamos de nos dividir entre dois, três, quatro empregos ou serviços, trabalhando de domingo a domingo, da manhã à noite, se quisermos levar para casa um rendimento minimamente digno.

Nossas energias e a nossa capacidade intelectual têm de ser devidamente drenadas na luta pela sobrevivência.

-Para evitar o confronto a que levaria o senso crítico: a ideologia que nos foi introjetada versus as nossas origens, experiências e pertença a uma classe social.

-Para que sejamos mais dóceis à reprodução do discurso do sistema.

-Para que não percebamos o poder que podemos somar à luta dos trabalhadores, graças ao nosso domínio técnico da coleta e uso da informação.

É nessa situação de esmagamento intelectual em que vive a quase totalidade da categoria.

Mas como se não bastasse a exploração decorrente da nossa singularidade, há a exploração estrutural do Capitalismo.

E são as crises e transformações desse sistema que estão levando, há décadas, à dramática redução dos postos de trabalho nas empresas jornalísticas, com a exploração ainda mais acentuada daqueles que ficam.

Tudo é mercadoria.

Inclusive a informação e eu e vocês, em nossa força de trabalho.

Tudo objetiva o lucro dos donos do capital econômico.

E a corrida tecnológica alucinante, necessária à sobrevivência desse sistema, prepondera até mesmo sobre a nossa sanidade, ao levar ao limite a própria adaptabilidade humana.

 

VI

Infelizmente, não existem fadas, milagres e nem mesmo assombrações: este é um mundo tão somente humano.

E o Capitalismo, de certa forma, é o espelho dos predadores que somos...

Com ou sem diploma, os “passaralhos” continuarão, assim como os péssimos salários.

E se essa categoria conseguisse enxergar essa disputa de maneira menos apaixonada, já teria percebido isso.

De um lado, as grandes empresas de comunicação continuam a enfrentar dificuldades para recompor os seus lucros.

De outro, temos o encolhimento do nosso mercado formal de trabalho, ao mesmo tempo em que milhares de graduados em Jornalismo são lançados nesse mercado, a cada ano.

Não é preciso ser expert em Economia ou Administração, para perceber que, nesse contexto, não há como esperar melhorias nos salários e condições de trabalho das grandes empresas, nos próximos anos.

Ainda mais com o avanço da IA, que está levando à substituição de jornalistas por robôs, no Brasil e em outros países.

É a percepção de todos esses fatores a fazer com que muitos jornalistas migrem para assessorias de imprensa e outras atividades.

E que se busque reserva de mercado para atividades que estão a surgir na internet, mas que, às vezes, apresentam precariedade ainda maior do que as redações.

Sem falar que, muitas vezes, nem Jornalismo propriamente são.

Então, o que fazer?

Penso que em vez de gastar energias com bodes expiatórios, é preciso construir alternativas sustentáveis de Jornalismo independente.

É preciso ir mais além, nas experiências que temos hoje.

Quem sabe através de pequenas cooperativas, com Jornalismo Nômade, Jornalismo Fast News, Jornalismo à escolha, com enlaces internacionais, inclusive financeiros.

Para explorar não apenas segmentos como o Turismo, mas situações sociais, políticas, econômicas, em vários pontos do mundo, até sob o olhar de jornalistas de várias nacionalidades.

Ou, quem sabe, até buscando a aprovação de um fundo público de Comunicação, com repasses compulsórios, sob pena de improbidade administrativa, para financiar veículos jornalísticos alternativos.

Afinal, a sociedade precisa encarar o Jornalismo como aquilo que de fato é: um serviço público fundamental; um direito de todos os cidadãos.

Não acredito em soluções individuais. Mas apenas coletivas. E, de preferência, internacionais.

Nos próximos anos, é provável que tenhamos uma redução ainda mais dramática dos postos de trabalho, nas grandes empresas.

Mesmo quem souber pensar, ler e escrever muito bem terá dificuldade para se manter nelas, a fazer Jornalismo.

A aposta delas deverá ser, cada vez mais, no entretenimento, no espetáculo.

A nossa tem de ser na Sociedade.

Que, certamente, quererá do Jornalismo muito mais do que o Capitalismo está tentando lhe oferecer.


FUUUIIIII!!!!!