sábado, 5 de novembro de 2016

A "sentença" da Amepa: solidariedade a Milton Nobre e “punição exemplar” à Perereca.







A Associação dos Magistrados do Pará (Amepa) divulgou nota de solidariedade ao desembargador Milton Nobre, em decorrência da carta aberta que escrevi: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2016/11/carta-aberta-ao-desembargador-milton.html 

A nota foi publicada, ontem (4), no site da entidade. Não foi, porém, encaminhada ao blog. 

Mesmo assim, vou transcrevê-la.

Lamento, no entanto, esse corporativismo insano, daquela que é uma das mais importantes categorias de uma República.

A nota afirma que o que escrevi é “descabida enxurrada de falsas acusações e alucinações desmedidas”, a demonstrar desrespeito à coisa pública e à magistratura.

Em primeiro lugar, tudo o que está naquela carta é, sim, verdadeiro. E todos estão carecas de saber disso. A única novidade é que isso foi dito em alto e bom som. Daí, possivelmente, a viralização da postagem.

Em segundo lugar, quem desrespeita a coisa pública e a magistratura é o doutor Milton Nobre, ao utilizá-las em prol de interesses inconfessáveis.

Em terceiro lugar, o doutor Milton Nobre nem juiz exatamente é, já que ingressou na magistratura através de uma janela legal.

Os nossos verdadeiros juízes penam que nem condenados, para passar em concursos públicos concorridíssimos.

Depois, ainda vão comer poeira, lá no interior, muitas vezes  sem condições mínimas de trabalho e segurança, e esmagados por centenas de processos.

No entanto, na hora da ascensão ao topo da carreira, em geral não são eles os premiados, mas aqueles que possuem um padrinho forte.

Ou, ainda, esses “corpos estranhos”, que caem de paraquedas no nosso Judiciário, em muitos casos, apenas para partidarizá-lo.

Mais: quem macula a “imagem” da magistratura paraense não é a minha carta, como afirma a Amepa: é o doutor Milton Nobre e os seus comparsas.

São esses maus magistrados, frutos podres que, aliás, existem em qualquer categoria, que estão a destruir não só a “imagem” do Judiciário paraense, mas a própria crença dos cidadãos na justiça.

E isso é que deveria ser a principal preocupação da Amepa, já que tal crença é a própria razão de ser do Poder Judiciário, e o sustentáculo do cumprimento das leis, bem mais do que qualquer coerção.

Além do mais, que é essa “imagem” que dista anos-luz da realidade?

Talvez, em outras circunstâncias, pudesse até ser chamada de arte. Mas, no caso, é puro delírio.

O ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, foi acusado de compra de votos, pelo Ministério Público, em 2008, e só foi cassado por seus crimes em 2014, quando já nem prefeito era.

Quantos processos existem assim, em nosso Judiciário? 

E quantos crimes acabam até impunes, em decorrência de prescrição, depois de mantidos anos e anos sob as nádegas de algum desembargador?

E o que dizer das acusações do próprio CNJ contra vários magistrados paraenses, e que incluem até mesmo a venda de sentenças?

Então, é o caso de se perguntar: em que universo paralelo vive a Amepa, afinal?

E que ridículo apelo à piedade é esse, acerca de “machucados de alma”? Terão os dirigentes da Amepa faltado às aulas de Lógica?

E que história é essa de “agressão gratuita e desnecessária”, quando o que se está a denunciar é um problema gravíssimo, um verdadeiro câncer que vem consumindo o nosso Judiciário?

Pena que a Amepa busque apenas intimidar, até antecipando a sua "sentença", em vez de se juntar àqueles que querem, desesperadamente, passar a limpo esse Poder magnífico, verdadeiramente extraordinário.

Isso, sim, é que seria defender a honra da magistratura, que vale infinitamente mais do que esse tolo corporativismo. 

Mas o pior é uma associação de magistrados insinuar que tenho “salvaguardas do crime organizado”, sem ao menos ter a coragem, a decência, de assinar embaixo do que busca disseminar, à semelhança das comadres que passam o dia a fofocar nas janelas.

Tal comportamento não é apenas pusilânime: é indigno de uma entidade que diz representar a magistratura.

Eu, a “desequilibrada”, assinei embaixo de cada uma das acusações que fiz. Não me escondi atrás de meias palavras, ou do anonimato.

Mas a Amepa, que se pretende tão “honrada”, não é capaz nem sequer de assumir abertamente tão grave acusação.

Talvez até porque já saiba que não encontrará provas da sua futrica nem na Terra, nem nos Céus, nem no Inferno. 

Leia a nota da Amepa:

“NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE 

‘Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco’
(Carlos Drummond de Andrade)

A Associação dos Magistrados do estado do Pará – AMEPA, entidade que congrega os juízes estaduais, por meio de seu presidente, vem externar irrestrita solidariedade ao Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre, ao tempo em que demonstra veemente REPULSA à ignóbil carta aberta subscrita por uma pessoa identificada como Ana Célia Pinheiro, espalhada em rede social na presente data:

A descabida enxurrada de falsas acusações e alucinações desmedidas assacadas a um Desembargador como se deu nessa missiva, demonstra que vivemos tempos de absoluto desrespeito com a coisa pública e com os que sacrificam suas vidas para o exercício funcional, em especial à magistratura.

Na atualidade, pessoas que se escondem no anonimato das redes de computadores ou mesmo expõem seus nomes, certamente porque salvaguardadas pelo crime organizado ou por um destempero que beira a insanidade, não vislumbram limites para despejar um sem número de xingamentos e impropérios, como se estivessem no livre exercício de um direito.

As palavras contidas no verdadeiro arrazoado do crime subscrito por essa pessoa maculam não apenas a imagem de um magistrado, mas toda a magistratura paraense.

Uma nota somente da Associação dos Magistrados não poderia resumir a relevância pública do Des. Milton Nobre e toda sua contribuição ao Poder Judiciário, como também ao estado do Pará e na divulgação nacional dessa unidade da federação.

O Desembargador Milton Nobre é o decano da corte paraense. Ex-Conselheiro Federal da OAB. Ex-Presidente do Tribunal de Justiça, Ex-Presidente do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil e Ex-Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, entre outras tantas funções que já ocupou em sua extensa e promissora carreira jurídica, incluindo o magistério.

Em décadas dos mais relevantes serviços prestados jamais registrou qualquer desvio de conduta, tampouco fora ofendido de maneira tão abjeta.

As afirmações feitas contra o Desembargador representam profundo golpe no respeito ao Poder Judiciário. A apuração do caso deverá ser a mais rígida possível e todas as alegações desta desequilibrada hão de sujeitá-la à responsabilidade nos termos da lei civil e criminal.

Aliás, que esse episódio de agressão indevida, gratuita e desnecessária a um magistrado sirva para alertar à sociedade de que o exercício da judicância é uma atividade de extremo risco e sujeita quem a escolhe a sofrer dissabores que machucam a alma.

Tornou-se rotineiro qualquer pessoa apontar o dedo em riste e desqualificar juízes, como se ouvir falsas acusações fizesse parte das condições para o exercício laboral. Não o são e tais calúnias devem desafiar a mais exemplar punição.

A AMEPA lamentando de forma profunda esse triste acontecimento e como tem feito a cada ataque à magistratura estadual, faz a defesa de seu associado e atuará para coibir atos atentatórios à honra do Desembargador que construiu sua honrosa carreira à custa de dedicação e estudo.

Belém, 03 de novembro de 2016

HEYDER TAVARES DA SILVA FERREIRA
Presidente da AMEPA”

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Amigo de Milton Nobre responde ao blog. E ameaça com “medidas restritivas”.





Recebi o comentário abaixo, do Walber Monteiro, de há muito ligadíssimo ao desembargador Milton Nobre. Já está liberado na caixinha que acompanha a postagem anterior, mas resolvi trazê-lo à berlinda: 

“Depois de ler as sandices que escrevestes sobre o Milton Nobre, só posso depreender que enlouquecestes de vez. Sempre te vi como anormal, pelos comportamentos inusitados que costumas ter com as pessoas, inclusive as que procuraram, no passado, te ajudar (como o Orly Bezerra).
Creio que deverias ser internada e com “camisa-de-força”, em razão dos despautérios que assacas contra não apenas um homem que construiu sua vida e seu sucesso exclusivamente por seus méritos, entre os quais a honradez e a honestidade, mas contra todo o Poder Judiciário do Pará a quem rotulas de “prostíbulo” e de “quadrilha”.
Não tenho pena de ti, nem compaixão. Necessitas de urgentes cuidados médicos e de psquiatras e de providências acauteladoras que evitem, de futuro, que os meios de comunicação social de que usas para tuas infâmias e calúnias sejam utilizados para denegrir imagens e criar, junto ao público que ainda te prestigia, falsos conceitos sobre pessoas e instituições que merecem respeito. WALBERT MONTEIRO”. 

A minha resposta: 

Não entendi, Walber: se tudo o que escrevi são “sandices”, “calúnias”, “infâmias”, por que o alvoroço?

Ora, como dizia a minha finada mãe, quem se mete com doido acaba é na camisa-de-força, e o doido, na porta do hospício, rindo da cara do sujeito.

Então, estou perplexa com a tua reação. E, especialmente, com a tua ameaça velada de “medidas restritivas” contra mim.

O que é que vocês vão fazer: tirar meu blog do ar? Tentar me impedir, judicialmente, de acessar a internet?

É bobagem, meu amigo!

Como já disse, agora não tem acordo, não tem dissimulação, não tem lári-lári, não tem nada.

Se tentarem me impedir de acessar a internet em casa, vou pra um ciber ou pra casa de um amigo; crio um site no exterior.

Vai ser até bacana porque vai todo mundo acessar a Perereca da Vizinha, pra ver o que é que este blog tem de tão impressionante, que fez até tremer nas bases o mais poderoso magistrado do Pará.

O problema é que coloquei o dedo na ferida, né, Walber?

O meu voo de camicase acertou bem no centro desse esquema de corrupção e tráfico de influência no TJE, né?

Não tenho nenhuma expectativa de escapar ilesa, meu amigo – até porque, como já disse, foi um voo de camicase.

Sei o que me espera, mas vou logo avisando: vocês vão ter que me prender ou me matar.

Se me prenderem, vou ser presa política, de consciência.

Estarei, portanto, na belíssima companhia de muitos dos que lutaram por Democracia, Justiça, Liberdade, em todo o mundo.

Se me matarem... Mano, isso aí é com Deus, porque maior do que Ele, ninguém.

Se Ele achar que já deu pra mim, Ele vai dizer: vem-te embora! E eu irei toda feliz, pros braços Dele.

Mas se Ele achar que ainda tenho que permanecer por aqui, vocês podem mandar os seus melhores pistoleiros, que não me acontecerá coisa alguma.

Ao contrário de vocês, que falam tanto por aí no nome Dele, eu quase nem falo Nele.

Mas a minha fé no Senhor meu Deus é inabalável!

Portanto, façam o que bem entenderem.

E sei que vai ser rápido, né?

Porque amanhã mesmo, quem sabe, o teu patrão, o Milton Nobre, já esteja com uma liminar encomendada nas mãos.

O que, aliás, só vai é confirmar tudo o que escrevi.

E vai virar um caso com repercussão nacional, meu caro. E quem sabe assim, finalmente, o CNJ faça alguma coisa, pra acabar com essa corrupção que tomou conta do Judiciário paraense.

E só lamento é que não tenham sido os muitos e honrados magistrados desta terra, a dar um pontapé no teu patrão.

E antes que me esqueça, Walber, explica aí a história da Vivenda.

Abs

.......
Leia a postagem da Perereca "Carta aberta ao desembargador Milton Nobre": http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2016/11/carta-aberta-ao-desembargador-milton.html
E se puder copie, distribua e guarde, antes que tirem do ar. 

Carta aberta ao desembargador Milton Nobre






Em primeiro lugar, eu queria lhe parabenizar, doutor Milton Nobre, porque o senhor conseguiu, de fato, uma proeza: transformar o Judiciário paraense no prostíbulo mais arreganhado de todos os tempos.

Sob o seu comando, esse Poder magnífico, que é o Judiciário, transformou-se em mero capacho desse chefe de quadrilha que é o governador Simão Jatene.

Tornou-se, portanto, um mero fantoche da corrupção política e do crime organizado.

Nenhum processo contra essa quadrilha, por maior que seja o crime que cometa, consegue prosperar neste estado, devido a sua ação nefasta.

No entanto, todos os cidadãos mais bem informados sabem que é o senhor quem coordena essa  rede de corrupção e tráfico de influência que hoje domina o Judiciário paraense, através da distribuição de benesses aos bandidos togados da sua marca, pelo governador.

Todos sabem que o senhor manipula a distribuição de processos, para que eles acabem nas mãos dos meliantes que integram a sua organização criminosa.

Todos sabem, mas ninguém fala, já que todos morrem de medo do senhor.

Porque de nada adiantarão provas, advogados ou o que quer que seja: ao fim e ao cabo, a sentença em um eventual processo será escrita pelo senhor, e alguma magistrado de quinta categoria apenas a assinará.

Hoje, o Judiciário paraense, sustentado pelos milhões de impostos dos cidadãos, serve apenas aos seus interesses e às quadrilhas que dominam este estado.

Os processos que o senhor determina, tramitam com celeridade impressionante, digna de uma Suécia. Já aqueles que o senhor não quer que andem, são simplesmente travados por algum de seus comparsas.

Corajosos e honrados juízes de primeiro grau, ainda tentam fazer Justiça, insurgindo-se contra a sua máfia.

Mas no Desembargo, o seu controle é quase total: um ou outro desembargador é que ainda busca, cada vez mais solitariamente, honrar a toga que veste.

Imagino como tamanho poder não lhe provoca quase um orgasmo, não é, doutor?

Imagino como o senhor se imagina “bom” e “puro”, ao papar uma hóstia, enquanto milhares de pessoas são assassinadas em nossas ruas, devido a sua psicopatia.

E eu creio que ao ver religiosos como o senhor, a papar hóstias ou a gritar aleluias, Deus deve é sentir uma tremenda ânsia de vômito.

Sei que ao publicar esta carta, doutor Milton, o senhor e a sua gangue transformarão a minha vida em um miserável inferno, até o fim dos meus dias.

Sei, também, que estarei sozinha; que muitos se afastarão de mim, como se portadora de algum vírus; e que outros tantos, a seu serviço, farão de tudo para destruir a minha reputação.

No entanto, depois de muito pensar, acabei concluindo que não há maneira de acabar com as quadrilhas que se apoderaram deste estado, sem antes desarticular a organização criminosa que o senhor comanda.

Nunca tive “vocação” para heroína, doutor Milton.

Sou é uma sobrevivente – e me orgulho disso.

Mas nestes últimos dias, ao refletir sobre a minha vida, percebi que não tenho rigorosamente nada a perder, ao enfrentar abertamente a sua gangue.

Vou fazer 56 anos. E como vivi desbragadamente, se Deus me conceder mais quatro, terei é que me dar por satisfeita.

Além disso, quando o Senhor meu Deus me chamar, voltarei pra Ele apenas com o meu espírito, que, por sinal, nem sequer me pertence, mas a Ele, como tudo o mais no Universo.

Processe-me, doutor Milton, como, aliás, já o fez, e o senhor me arrancará quase nada, já que o pouco que acumulei ao longo da vida não vale nem R$ 2 mil.

Mande me prender, e eu continuarei a pensar e a escrever, para que todos saibam, no presente e o futuro, o bandido que é o senhor.

Mande me matar através dos jagunços da quadrilha do seu comparsa, Simão Jatene. Mas tenha certeza de uma coisa: só partirei daqui quando Aquele lá em cima determinar, porque nem o senhor nem ninguém é mais poderoso do que Ele.

Vamos, portanto, jogar o “phoda-se”, doutor Milton, até o derradeiro fôlego de cada qual.

Eu contra o senhor e toda essa bandidagem togada que empesta este estado.

Desta feita, sem acordos, sem sorrisos, sem dissimulações.

Vamos jogar de maneira crua, tratando o senhor da maneira que merece, porque assim, quem sabe, desperte o sonolento CNJ.

O que não dá mais é pra suportar o triunfo dos seus crimes, à custa de milhares de vidas, em todo o estado do Pará.

FUUUIIIIII!!!!!!

Pensando, pensando...