terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A conspiração reptiliana!




Pensei, pensei e concluí: o Brasil tá vivendo uma experiência lisérgica dos reptilianos.

Essas pragas nos puseram num universo paralelo, pra nos obrigar a assistir a um monte de adaptações tresloucadas de tudo que é filme e novela.

Qual a finalidade?

E eu sei lá, mano! Eu por acaso entendo alguma coisa de psicologia reptiliana?

Só sei que o negócio tá brabo. E tá colocando tudo que é escritor, diretor e roteirista humano no chinelo.

Tem “Meu Pé de Goiabeira” (ué, não era laranja-lima?), “DEUS NOS ACUDA!”, “Bozo Santeiro”...

Bozo Santeiro? Mas se isso daí não é o próprio fake news, ô criatura! A facada que não houve, o kit que foi sem ter sido, o herói que nunca foi herói coisíssima nenhuma!

E o Bozo Amado? Sucupira pegando fogo e os abestados gritando: “mito!”, “mito!” “mito!”

Tem até programa impróprio pra menor de 69.

Tipo quando a Escrava Pat tasca no Leôncio Filho: “Eu mereço mais do que esse teu pinto xexelento!”

Égua, que foi em rrriba do Precioso!...Ui!...

E o pobre do Leôncio Filho já deve de ter encomendado uma lupa e um monte de Viagra...

Vai virar sócio da Pfizer!...

E tem até batalhão defendendo o xexelento: “É duro, sim!”, “Não é pequeno, não!”

O exército do pinto mole!

A que ponto a gente chegou, né?

E a doida da goiabeira?

Cuspida e escarrada a mãe da Carrie, a Normal!

Parece até paciente de o Alienista de Igarapé-Miri: “A maçã inventou o Coiso; o Coiso inventou a Goiaba; a Goiaba inventou a visão do inferno, que sou eu!”.

Bando de alucinados! Tudo com gala seca na cabeça!...

E aquele pastor com pinta de Os Dez Mandamentos de Brokeback Mountain?

Ganhou o troféu “Perpétua de Ouro”, o “Manjuba Embalsamada”.

Brilhante atuação no filme “Os 300 Guarda-Cus”!

Égua, que já virou inté profissão, mermão!

Tem registro profissional, carteira assinada, décimo terceiro e nem vai entrar na reforma da Previdência!

Guarda-Cu é um trabalho estressante, ô xente!

Sujeito tem de vigiar o cu alheio 24 horas por dia!

Num faz mais nada na vida: é só pensando no cu do outro!

E o ministro Turmalina? Não parece o menino de O Décimo Sentido?

_“Eu vejo notas e empresas fantasmas”
_E quando você vê isso?
_O tempo inteiro...”

E toca a fazer tatuagem!

Vai acabar pior que o Noturno em os Y Mutantes.

E o núcleo “científico-filosófico” de Os Reptilianos, a Missão?

A Terra é plana!!!

As fotos dela foram forjadas pela Nasa!!!

Sistema solar? Galáxias? Gravidade? Evolução das espécies?
Tudo invenção desses cientistas ateus!

Prova disso é que a Austrália non ecziste e o Sol e a Lua é que giram em torno da Terra, capiche?

Galileu, Copérnico, Newton, Darwin, tudo um bando de despreparados!

Bacanas mesmo são o Silas Malafaia, o Olavo de Carvalho e o ET Bilu – não necessariamente nessa ordem!

E você aí achando que a gente ia “só” perder todos os direitos trabalhistas e entregar o Brasil pros “isteites”, né?

Se segura, mano, que esta é uma viagem alucinante rumo ao Paleolítico.

E guentaí, que vou perguntar pro pastor se posso citar a velocidade da luz.

FUUUUIIIIII!!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Perereca bate novo recorde no Facebook: mais de 45 mil pessoas. E emparelha, novamente, com a tiragem dos maiores jornais do Pará. Obrigada, leitores!





O blog A Perereca da Vizinha atingiu um novo recorde. Até a noite desta segunda-feira, 14/01/2019, a postagem “A Maior Praga do Pará” já havia alcançado 45.821 pessoas, na página que mantém no Facebook. Veja aqui 

A postagem teve 7.449 envolvimentos, 698 comentários, 403 compartilhamentos (alguns meus) e mais de 1,6 mil reações.

O alcance orgânico da publicação foi de 31.921 pessoas. Outras 13.900 foram atingidas através de dois anúncios pagos por esta blogueira, que somaram R$ 33,00.

Essas 45.821 pessoas superam, provavelmente, a tiragem dos maiores jornais do estado (Diário do Pará e O Liberal), em um dia de semana.

O recorde anterior da página da Perereca no Face era da reportagem “Empresa ligada a Carlinhos Cachoeira recebeu R$ 427 milhões do Governo do Pará”, de julho de 2016, que atingiu 34 mil pessoas.  Leia aqui 

Aquela foi a segunda vez que o blog alcançou um público equivalente à tiragem dos maiores jornais do estado: a primeira ocorreu com a reportagem “Incrível! Prefeito de Belém tem mais assessores do que prefeito de São Paulo”, de fevereiro de 2015, com 28.224 pessoas.  Veja aqui 

Então, eu gostaria agradecer, a cada leitor, pela atenção, pelo carinho, pela confiança que você tem neste blog.

Muito, mas muito obrigada, do fundo do meu coração!

Sem você, nada disso seria possível: todas as reportagens e opiniões publicadas por este blog cairiam no vazio.

É você o artífice dessa vitória, que é da informação e da sociedade paraense como um todo.

Até hoje, muitas das reportagens publicadas pela Perereca, que até viraram notícia em veículos nacionais de comunicação, nunca foram reproduzidas por veículos locais.

E só a sua combatividade, o seu compromisso, caro leitor, é que fez com que elas alcançassem um grande número de pessoas, aqui no Pará.

Então, muito obrigada a você que lê, comenta e compartilha as postagens deste blog, em todas as redes sociais e até por email.

Obrigada, também, aos jornais do interior, que tantas vezes já reproduziram as reportagens deste blog.

Que Deus abençoe e ilumine cada um de vocês!

Valeu, gente!

....

Veja outras reportagens da Perereca que também atingiram milhares de pessoas, no Facebook:

_ “Pará tem 10 vezes mais funcionários na Casa Civil do que São Paulo” (25.080 pessoas): https://www.facebook.com/AnaCeliaPinheiroPererecadaVizinha/posts/1076798422383662:0 

_“Empresa que paga postos de gasolina de Beto Jatene recebe R$ 214 milhões do Governo do Estado. Postos do filho do governador faturam R$ 5 milhões abastecendo carros do Governo” (23.872 pessoas): https://www.facebook.com/AnaCeliaPinheiroPererecadaVizinha/posts/1124782247585279 

_ “Jatene gasta mais em viagens do que em materiais de consumo para unidades de saúde. R$ 170 milhões torrados em 2014, no maior gasto em viagens do Governo do Pará dos últimos 16 anos” (18.194 pessoas): https://www.facebook.com/AnaCeliaPinheiroPererecadaVizinha/posts/962384313825074:0 

_“Percentuais de investimento do Pará são os piores da Região Norte. Estado perde até para o Piauí e o Maranhão” (15.712 pessoas): https://www.facebook.com/AnaCeliaPinheiroPererecadaVizinha/posts/568900239840152:0 

_“Incrível! Gasto per capita de Zenaldo em propaganda supera em 6 vezes o do Governo Federal” (15.476 pessoas): https://www.facebook.com/AnaCeliaPinheiroPererecadaVizinha/posts/1066227346774103:0 


.....  

Pra vocês!

domingo, 6 de janeiro de 2019

Meninas vestem rosa, meninos vestem azul!



Ao contrário do que muito boa gente acredita, a frase acima, proferida pela ministra Damares Alves, não é uma questão “menor”.

Para quem ainda não entendeu: não se está a tratar de mera indumentária, cor de roupa, mas de padrões comportamentais.

As mulheres cor de rosa de Damares são pouco mais que bonecas infláveis.

Como naquela música de Chico Buarque, não têm gosto ou vontade, nem defeito, nem qualidade.

Vivem apenas em função de um homem e da família.

Tudo aquilo que eventualmente expressem são meros caprichos infantis, que os seus “tutores” atenderão ou não, de acordo com os comportamentos mais ou menos dóceis que apresentem.

São as “belas, recatadas e do lar”, o padrão que vem sendo repisado para nós com cada vez mais ênfase, a fim de que “deixemos dessas coisas de feminismo” e nos recolhamos à “santidade” de nossos lares.

De igual forma, no mundo azul e rosa de Damares não há lugar para os gays: são “aberrações da natureza”, que devem ser “curados” ou “convertidos”.

Ninguém deve ligar a mínima se forem humilhados, espancados ou até assassinados: afinal, “procuraram”.

E se quiserem sobreviver, sem “cura” ou “conversão”, terão de esconder a sua “gayzisse” do olhar da sociedade e, se possível, a viver bem longe das famílias dos “cidadãos de bem”.

É que no estranho universo de muitos e muitas Damares, no qual a Terra é plana e tudo se mostra invertido, viver uma vida plena, longe do armário, não é direito, mas, “um privilégio inaceitável”.

O que as esquerdas ainda não entenderam (daí estarem mais perdidas do que cego em tiroteio) é que no centro dessa crise que o Brasil atravessa não está uma questão econômica ou político-partidária.

O xis da questão é cultural: é o machismo.

É o medo pelas mudanças estruturais que invadem os lares, as famílias, e que veio se somar ao medo que toma conta das ruas, em função da violência urbana.

Os eleitores de Bolsonaro não moverão uma palha, se ele privatizar até o ar que respiramos.

Não estão nem aí para as terras indígenas e quilombolas, para o meio ambiente e para a eventual extinção da Justiça do Trabalho.

Por incrível que pareça, estão dispostos até mesmo a abrir mão de direitos trabalhistas, desde que se recomponham os papeis tradicionais da “família brasileira”.

E não apenas os homens pensam assim: muitas mulheres apoiam Bolsonaro pelo mesmíssimo motivo.

No entanto, há gradações nesse eleitorado.

Há desde os que pretendem a “supressão” dos gays e a total submissão das mulheres, até os que defendem algum respeito às mulheres (desde que “direitas” e “femininas”); e que apresentam alguma tolerância aos gays, desde que sem o “privilégio” de uma existência plena.

A indignação que varreu as redes sociais diante da fala da ministra não é, portanto, uma coisa de “esquerdistas infantis”.

Pelo contrário: a estereotipia radical da ministra e a ação das redes sociais fizeram muito mais para sacudir essas pessoas do que todas as postagens das esquerdas, somadas, até aqui.

É que o medo à liberdade se chocou com outra força gigantesca: o medo de um aprisionamento à moda Talibã.

À empatia e à solidariedade tão humanas somou-se o medo animal de uma invasão ao “território” privado.

E, por um breve momento, não foi apenas o “bandido”, o “petista”, o “comunista” o ameaçado: mas ele, o “cidadão de bem”.

No Brasil, milhões de lares são chefiados por mulheres, o que acaba por construir uma outra imagem da mulher acerca de si mesma: sai a fêmea frágil e indefesa; entra a fêmea autônoma e batalhadora.

A força do exemplo que contagia vem, também, daqueles lares nos quais as mulheres conquistaram uma relação de igualdade com o seu parceiro, e até daquelas que vivem sozinhas, sem marido ou filhos.

Vem de todas aquelas que descobriram que, apesar de todos os preconceitos, de todas as discriminações, são capazes, sim, de garantir o próprio sustento e de ser felizes sozinhas, já que cercadas por toda uma rede de relacionamentos: amigos, familiares, colegas de trabalho, namorados, paqueras.

Uma rede às vezes mais rica e satisfatória do que aquela que tiveram ou que teriam em um casamento.

O fato de o ideal das mulheres ir se deslocando do “cavaleiro de armadura brilhante” (o “príncipe” da Damares) em direção à conquista da independência financeira e à expressão de uma vontade própria tem feito “desaparecer o chão” aos homens (e a muitas mulheres também).

É que nos encontramos, todos, em pleno processo de reconstrução de identidades: todo o “velho” é questionado. E o “novo” que bate à porta ameaça as hierarquias.

Talvez seja essa “falta de chão” a explicar, aliás, o nojo, o ódio, que os gays, especialmente os de sexo masculino, provocam em muitos desses homens: o “efeminado” fragiliza ainda mais a certeza da supremacia física, que embasa a dominação.

O “efeminado” abre mão desse poder, para tornar-se semelhante ao dominado.

Em vez de penetrar, é penetrado.

Tem as suas entranhas invadidas pelo pênis, que, no imaginário masculino, é um totem paradoxal: tem o poder de garantir todo o poder e glória a quem o possui, ao mesmo tempo em que contamina, inferioriza, degrada, quem o recebe.

Tanto assim que é necessário todo um ritual de cânticos, bênçãos e incensos, para “santificar” a penetração...

As incertezas advindas dessa reconstrução identitária também explicam o ódio às feministas, reduzidas a monstros-fedorentos-de-sovacos-peludos, cujas principais diversões são defecar pelas ruas e se masturbar com crucifixos.

Neste Brasil assombrado por tantos “demônios”, que transformaram milhões de cidadãos em uma espécie de bebedores compulsivos de ayahuasca, as feministas estariam empenhadas em castrar esse santo graal que é o pênis ereto, ao redor do qual todo o universo tem de girar.

O pênis ereto, que faz do homem o senhor de todo o prazer e de todos os corpos que penetra. A vara, o cajado, o bastão, que lhe confere o poder de dominar o lar e o próprio mundo.

Que ninguém se iluda, portanto, a acreditar que a fala da ministra foi apenas manobra diversionista. Não foi.

Os grandes alvos dos eleitores de Bolsonaro são os gays e as feministas. E toda e qualquer mulher independente, e todo e qualquer ser humano que não se adeque aos padrões comportamentais da “família brasileira”.

O próprio ódio ao PT não passa de derivação: o que essas pessoas odeiam não é o PT em si. Mas o fato de identificarem os governos desse partido como os “autores” dos direitos conquistados por mulheres e gays.

O crime de feminicídio; o sexo não consentido visto como estupro, mesmo em se tratando do marido; a ameaça de ainda maior flexibilização do aborto; o casamento gay, a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais, tudo isso, nas cabeças dessas pessoas, atingiu o limite suportável – e por “obra” do PT.

Até a corrupção é mera desculpa, para não assumir os reais motivos que levaram a essa revolta: basta ver o pouco caso que essas pessoas fazem dos escândalos cabeludos que envolvem os Bolsonaro, o motorista Queiroz e tantos outros desse governo, para se perceber que elas, em verdade, não estão nem aí para a corrupção.

Elas apenas pegaram carona na ação orquestrada dos inimigos do PT, para ajudar a afastar o partido que julgam responsável por “tudo isso que está aí”: o “tutor” sendo preso por feminicídio, ao matar “merecidamente” a tutelada que o abandona, trai ou simplesmente questiona; o marido, o “senhor”, sendo acusado de estupro, apesar de a Bíblia “determinar” que a “serva”, a esposa, tem de fazer de um tudo para agradar o marido; “vagabundas” acusando “homens de bem” de assédio e até de estupro, apesar de andarem por aí “com a bunda à mostra”; homens se deitando e até se casando com homens, a “conspurcar” o padrão macho-fêmea que “Deus abençoou”.

Então, a fala de Damares era para ser, em verdade, mais um grito de guerra, para animar a galera bolsonarista. Uma espécie de proclamação da "nova era", como ela mesma disse.

O revertério só ocorreu porque o radicalismo invadiu o básico do básico do “território” privado, assustando as alas moderadas dos eleitores bolsonaristas.

E é nessas alas que é preciso investir, para mostrar o que aguarda a sociedade brasileira, caso não consigamos frear esses xiitas.