quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Melô do Perobal. Ou uma letra à procura de um compositor.


As musas me inspiraram uma letrinha pra este quentíssimo verão de 2014. 

Chamei-a de “Melô do Perobal” e queria vendê-la pra jingle de algum candidato. 

No entanto,  falta a música. 

Será que você pode me ajudar?


Ei-la: 


E lá vem ele mas
É só pra te roubar!...
E lá vem ele mas
É só pra te enganar!...
E lá vem ele mas
É só pra te roubar!
E lá vem ele mas
É só pra te enrolar!

Não para, não para, não para, não para, não pode parar de roubar!
Não para, não para, não para, não para, não pode parar de pescar!
(bis)

Até agora foi só enganação
Não tem saúde, emprego, educação
Assim um pobre já nem pode viver
E ele quer mais!...
É mais pra nos fo...

Não para, não para, não para, não para, não pode parar de roubar!
Não para, não para, não para, não para, não pode parar de pescar!
(bis)

(Gritado com a plateia, duas vezes:
Vai, vai, Maria vai!
Esconde a louça que esse traste inda quer mais!
Vai, vai, Maria vai!
Chama a polícia que essa praga não me sai!)

Não para, não para, não para, não para, não pode parar de roubar!
Não para, não para, não para, não para, não pode parar de pescar!
(3X)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Gastos com viagens internacionais aumentam 360% no Governo Jatene. Integrantes da comitiva da viagem do governador a Paris gastaram por dia na capital francesa mais de 1 salário mínimo – ou mais do que recebe a maioria da população paraense por um mês inteiro de trabalho. Solenidade de entrega de certificado ao Pará durou apenas 60 minutos, mas viagem de Jatene&cia durou mais de uma semana. Em 3 anos, viagens internacionais do Governo já consumiram quase R$ 2 milhões.

A estonteante Paris, capital da França...


...E Melgaço, no Pará, o município de pior IDHM do Brasil: viagem do governador  Jatene a Europa para receber pedaço de papel provoca ira da oposição.


 
É um vidão maravilhoso, regado a muito Moët&Chandon – e quem paga é você, desalentado contribuinte.

Na semana passada, o tucano Simão Jatene, que governa o Pará, estado que possui o terceiro pior  Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, viajou até a esfuziante Paris, a 7.412,43 km de Belém, a capital do estado, para receber um pedaço de papel: o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de que o Pará é área livre da febre aftosa.

É verdade que o certificado é importantíssimo para que o estado (dono do quinto maior rebanho do país) possa turbinar ainda mais as suas exportações.

Mesmo assim, a viagem de Jatene provocou espanto: afinal, até agora ninguém conseguiu encontrar um só motivo administrativo de peso para que o governador viajasse a Europa, para receber um documento que poderia ser enviado pelo correio (ou até mesmo por email).

Daí as especulações oposicionistas de que o real motivo da viagem seria a gravação de imagens televisivas, para a campanha de reeleição de Jatene. Em outras palavras: uso da máquina para propaganda eleitoral.

O deslocamento a Paris provocou gastos com diárias e passagens aéreas para o governador e pelo menos mais 7 pessoas: os secretários de Comunicação e de Agricultura, Daniel Nardin e Andrei Castro; o diretor-geral da Adepará (Agência de Defesa Agropecuária), Sálvio Freire, e mais dois diretores da instituição, Ivaldo Santana e Gláucio Galindo; o  tenente-coronel Cesar Mello (ajudante de ordens de Jatene); e o assessor especial Mário Moreira.

E embora tudo tenha sido pago com dinheiro público, ninguém ainda sabe dizer ao certo quanto custou.

No entanto, é bem possível que a visitinha à capital francesa tenha consumido pelo menos R$ 80 mil.

E como a solenidade de entrega do certificado durou apenas 60 minutos, isso quer dizer que a despesa ficou em R$ 1.333,33 por minuto para os cofres públicos paraenses – ou muito, mas muito mais do que os R$ 0,33 centavos que Jatene investe por dia, por cidadão do Pará.

E mais: a maioria da comitiva de Jatene recebeu por dia, para gastar em Paris, mais de 1 salário mínimo – ou mais do que recebe a esmagadora maioria da população paraense por um mês inteiro de trabalho. 


R$ 80 mil e uma semana de viagem para apenas 60 minutos. 

Segundo o portal Transparência Pará, só as diárias de cinco integrantes da feliz comitiva (o secretário de Agricultura, Andrei Castro; o assessor especial Mário Moreira e os servidores da Adepará Sálvio Freire, Ivaldo Santana e Gláucio Galindo) ficaram em R$ 33.583,48. Mas ainda faltam as diárias do secretário de Comunicação, Daniel Nardin, e do ajudante de ordens, que até ontem, estranhamente, não constavam no portal.

No entanto, caso Nardin e o ajudante de ordens tenham recebido, cada um, o mesmo que o secretário de Agricultura (que foi o menos aquinhoado: apenas R$ 5.232,20), só aí os gastos com diárias devem ter ficado em mais de R$ 44 mil – sem contar as despesas de alimentação e hospedagem do governador.

Assim, é muito provável que só com alimentação e hospedagem essa viagem a Paris tenha custado aos cofres públicos mais de R$ 50 mil.

Já as passagens aéreas de Jatene e dos outros 7 integrantes da comitiva devem ter ficado, mesmo a precinhos camaradas, em mais de R$ 30 mil: no site da CVC, o pacote mais em conta para 6 pessoas, de Belém a Paris em classe econômica, com paradas e duração de uma semana (ida em 7 de junho e retorno no dia 14) fica em R$ 23.779,49 – ou cerca de R$ 4 mil por passageiro.

Outro problema é a duração da viagem: a entrega do certificado ocorreu no último dia 29, durante uma cerimônia que durou apenas uma hora (veja abaixo a programação da assembleia geral da OIE).

Mesmo assim, o tour do governador&comitiva pela badaladíssima Paris se estendeu, ao que parece, por mais de uma semana (ele recebeu autorização da Assembleia Legislativa para se ausentar do país entre 24 de maio e 1 de junho. Além disso, as diárias dos integrantes da comitiva já publicadas no portal da Transparência se referem, em geral, a uma viagem de 23 a 31 de maio).

E mais: a Perereca vasculhou os sites dos governos de 7 outros estados que receberam, junto com o Pará, no dia 29, esse certificado de área livre de aftosa (Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte).

No entanto, não há notícia do comparecimento de qualquer  governador àquela solenidade, a exceção de Simão Jatene. 

Todos os demais estados mandaram a Paris, quando muito, o secretário de Agricultura. Os demais integrantes das comitivas estaduais foram  empresários e lideranças do setor agropecuário, que não tiverem, pelo menos até onde se sabe, passagens, alimentação e hospedagens pagas com dinheiro público. 


Um aumento de 360% em viagens internacionais. 

O pior, porém, é que a viagem de Jatene a Paris é apenas a ponta de uma inexplicável gastança em viagens internacionais.

Só nos últimos três anos, os gastos com viagens internacionais já consumiram mais de R$ 1,9 milhão.

Pior: enquanto as despesas totais do Governo com diárias, passagens e locomoção cresceram 32,42% entre 2010 e o ano passado, os gastos só com viagens internacionais aumentaram, no mesmo período, 360,82%. Isso mesmo: 360,82%.

E tudo isso em um estado que, além de possuir alguns dos piores indicadores sociais do Brasil e de amargar a lanterninha de investimentos da Região Norte, ainda vive anunciando cortes de gastos – o que quase sempre atinge, apenas, os ganhos do funcionalismo público, como aconteceu, há alguns meses, com a Gratificação de Tempo Integral (GDI).

Veja a tabela preparada pela Perereca com os gastos de viagens do Governo do Pará. Os dados foram extraídos dos balanços gerais do Estado e dos balancetes de dezembro de cada ano. Os percentuais de aumento foram calculados pelo blog (se quiser conferir, divida o novo valor da despesa pelo antigo, diminua 1 e multiplique por 100): 


 
“Transparência” opaca 

Como a “transparência” do Governo do Pará é de uma opacidade impressionante, o pagamento das diárias a Paris segue a mesma regra.

Assim, segundo o portal da Transparência, o secretário de Agricultura, Andrei Gustavo Leite Viana de Castro, recebeu R$ 5.232,20 em diárias, para 9 dias de viagem (de 23 a 30 de maio e mais 2 de junho – quer dizer, teria bancado do próprio bolso os dias 31 e 1).

Mas veja só que esquisito: esses R$ 5.232,20 divididos por 9 resultam em diárias de R$ 581,35 – ou bem menos do que receberam os diretores da Adepará e até o assessor especial de Jatene, Mário Moreira.

Moreira recebeu 10 diárias (de 23 de maio a 1 de junho), que somaram R$ 7.586,96 – ou R$ 758,69 cada.

O diretor-geral da Adepará, Sálvio Carlos Freire da Silva, recebeu 8 diárias para Paris que somaram R$ 7.094,40 (R$ 886,80 cada), além de uma diária de R$ 324,00 para Fortaleza (Ceará), de onde seguiu até Paris. A duração da viagem, incluindo Fortaleza, foi de 23 a 31 de junho.

Já os diretores da Adepará Ivaldo Santos de Santana e Gláucio Antonio Rocha Galindo receberam, cada um, 8 diárias para Paris que somaram R$ 6.384,96 (ou R$ 798,12 cada), além de uma diária de R$ 288,00 para Fortaleza, de onde seguiram até Paris. O período da viagem, incluindo Fortaleza, foi de 23 a 31 de junho.

Aqui, as diárias de Andrei Castro:

 
Aqui, as de Mário Moreira:



 
Aqui, as de Sálvio Freire da Silva:



 Aqui, as de Ivaldo Santos de Santana:

 


Aqui, as de Gláucio Galindo:




E confira a programação da 82 assembleia geral da OIE, na qual ocorreu a entrega dos certificados de área livre de aftosa a 8 estados brasileiros, entre eles o Pará. Veja, na página 3, que a solenidade de entrega dos certificados, no dia 29 de maio, durou apenas 60 minutos (das 17 às 18 horas): https://drive.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12Y0NURWxxZElBR1U/edit?usp=sharing 

E aqui os balanços gerais do estado e alguns dos balancetes usados pela Perereca nesta reportagem.

O BGE de 2010:


O BGE de 2011:



O BGE de 2012:



Os números do balancete de dezembro de 2010 referentes a viagens internacionais:





Os números do balancete de dezembro de 2013 também referentes a viagens internacionais:

 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Extra! Extra! Suposta troca de emails entre Ronaldo Brasiliense o Orly Bezerra revela indícios de uso de dinheiro público para a reeleição do governador Simão Jatene. Emails foram violados, afirma Brasiliense, que não nega autenticidade de documentos publicados pelo jornalista e blogueiro Paulo Leandro Leal. È a mais explosiva polêmica da blogosfera paraense.


Orly, Brasiliense e Jatene: dinheiro público estaria turbinando campanha de reeleição (foto do blog Vionorte)



Um comentário anônimo postado em um blog pode complicar a situação do jornalista Ronaldo Brasiliense, da Griffo Comunicação, do marqueteiro Orly Bezerra e do próprio governador Simão Jatene, que é candidato à reeleição, em outubro próximo.

O comentarista, que escreve como se fosse Brasiliense, admite que são verdadeiros os emails publicados pelo também jornalista Paulo Leandro Leal, no blog Vionorte.

“(...)Meu sigilo de correspondência eletrônica (e-mail) foi quebrado de forma criminosa e com um interesse claramente definido: tentar descobrir ilegalidades nas minhas relações com o governo do Estado”, diz o comentarista.

E acrescenta: “Mas o que se viu é que de 9.395 emails existentes na minha caixa de mensagens, foram selecionados menos de vinte, todos diretamente ligados de alguma forma ao governo do Pará e à sua publicidade, e ao senador Jader Barbalho (...)”. 


Uma bomba na blogosfera 

O comentário, que foi postado no blog do deputado Parsifal Pontes,  é mais um ingrediente da mais explosiva polêmica da blogosfera paraense: a suposta violação de emails trocados pelo jornalista Ronaldo Brasiliense com o marqueteiro Orly Bezerra, dono da Griffo Comunicação, a agência de propaganda que detém a maior fatia da conta de publicidade do Governo do Pará.

Nos emails, há fortes indícios de utilização de dinheiro público na campanha de reeleição de Jatene.

O principal deles é um Pedido de Inserção (PI) da Griffo Comunicação, para a publicação de anúncios do Governo do Estado no jornal O Paraense, que é dirigido por Ronaldo Brasiliense.

O jornal, cujo único anunciante parece ser o Governo, rasga elogios ao governador Simão Jatene. Ao mesmo tempo, publica reportagens contrárias ao pré-candidato oposicionista, Helder Barbalho, e ao pai dele, o senador Jader Barbalho (PMDB), dentre outras lideranças oposicionistas.

O Pedido de Inserção, que tem o número 019397, destina R$ 35 mil da verba de publicidade do Governo para dois anúncios de página inteira no jornal O Paraense – um tabloide quinzenal, de tiragem não revelada e que costuma circular apenas em períodos eleitorais e pré-eleitorais.

O jornal tem o preço de capa de R$ 1,00, mas também é distribuído gratuitamente em vários pontos da capital do Pará. 

Veja a PI publicada pelo blog Vionorte (clique em cima dela para ampliar):




Nos emails, aparentemente autênticos, Ronaldo Brasiliense chega a enviar ao marqueteiro Orly Bezerra as reportagens contrárias a candidatos oposicionistas que acabara de publicar em O Paraense e que pretendia reproduzir na coluna “Por Dentro”, que mantém nas edições dominicais do jornal O Liberal, um dos principais veículos de comunicação do estado.

É o caso da matéria segundo a qual o pré-candidato oposicionista ao Senado, Paulo Rocha (PT), pode estar inelegível, em decorrência da Lei da Ficha Limpa.

Ela foi publicada em O Paraense na edição de 1 a 15 de abril deste ano.

Mas, em 1 de abril, Brasiliense teria enviado um email ao marqueteiro, pedindo-lhe opinião sobre essa matéria, que pretendia reproduzir no jornal O Liberal do dia 6 – o que de fato ocorreu.

Nessa edição de O Paraense, que tem 16 páginas, além da matéria de capa e de contracapa sobre a possível inelegibilidade de Paulo Rocha, há duas páginas de anúncios do Governo do Estado e sete páginas de matérias elogiosas ao Governo Jatene, seis delas com fotos do governador.

Na edição de 15 a 30 de abril (e que teria sido a destinatária dos anúncios de R$ 35 mil do PI 019397), das 16 páginas de O Paraense duas são de anúncios do Governo do Estado; 3, além da capa, são de reportagem sobre o “escândalo do Banpará” e o suposto envolvimento do senador Jader Barbalho em um desvio de R$ 10 milhões naquele banco; e duas são de uma entrevista com o vice-governador Helenilson Pontes, que é pré-candidato ao Senado, com o apoio de Jatene.

De quebra, há uma foto do governador Jatene, com nota elogiosa na coluna “Na Planície”, também assinada por Brasiliense, na página 3; uma reportagem sobre a possibilidade de outra puxadora de votos do PT também estar inelegível - a ex-governadora Ana Júlia Carepa; e um editorial de página inteira criticando a presidenta Dilma Rousseff, que é do PT.

E da mesma forma que a matéria sobre a possível inelegibilidade de Paulo Rocha, a reportagem sobre os 30 anos de impunidade do escândalo do Banpará, publicada em O Paraense, teria sido encaminhada por email, para palpites de Orly Bezerra, em 23 de abril.

Aliás, ao que parece, Orly também teria recebido o texto que viria a ser publicado por Brasiliense sobre o escândalo do Banpará no jornal O Liberal de 27 de abril, já que comenta o fato de Jader ter chegado jovem ao Governo, o que pode ocorrer, também, com o seu “pimpolho” (a reportagem publicada por Brasiliense em O Liberal abre justamente fazendo essa relação).

Em outra edição de O Paraense, de janeiro deste ano, mas que não aparece na troca de emails, o esquema é semelhante: das 16 páginas, duas são de anúncios do Governo do Estado; a contracapa é sobre denúncia ajuizada pelo Ministério Público contra Helder Barbalho, por campanha eleitoral extemporânea; duas páginas são sobre a entrega, por Simão Jatene, do “maior pacote de obras da história”; outra  é sobre a defesa de Jatene de uma nova política para a Amazônia; duas, com fotos de Jatene e Aécio Neves (pré-candidato tucano à Presidência da República), criticam o adiamento  da votação do marco da mineração; o editorial de página inteira critica Dilma; na coluna Na Planície há nota elogiosa a Jatene e mais uma foto de Aécio; e a capa traz duas manchetes: a denúncia contra Helder e o pacote de obras de Jatene. 


Violação de sigilo e propaganda eleitoral com dinheiro público 

Os emails foram publicados pelo jornalista Paulo Leandro Leal no blog Vionorte, no último 13 de maio.

Paulo alega que recebeu o material de uma fonte e que não houve violação dos emails.

Segundo ele, o jornalista Ronaldo Brasiliense teria estado em uma lan house, na cidade de Santarém, mas se esqueceu de fechar o email. A fonte de Paulo seria a pessoa que usou esse computador logo depois de Brasiliense e que, ao perceber o conteúdo explosivo dos emails, resolveu copiá-los.

O caso foi reproduzido por outros blogs, mas só ganhou repercussão de fato hoje, quando foi parar no blog do deputado Parsifal Pontes, um dos mais acessados do Pará.

Desde então, comentários assinados por um certo Ronaldo Brasiliense, ou supostamente postados por ele, ameaçam processar meio mundo, por violação de correspondência e dano moral.

“Já esperava que a repercussão do ato criminoso - a violação de correspondência sem autorização judicial - viria do senhor. Aumenta o rol dos que serão processados”, postou um comentarista, que se identificou como Ronaldo Brasiliense, no blog do Parsifal.

Mas o deputado sustenta que o caso não é tão simples.

“Com certeza o senhor está enganado com o autor da violação que, de fato, cometeu um ato sujeito à processo, embora seja de controversa questão alcançá-lo: o senhor abriu a sua correspondência e espalhou pelas calçadas as cartas abertas. Mas isso, caso o senhor insista em expor mais ainda a sua privacidade, será assunto para debates jurídicos extensos”, escreveu o deputado, em resposta ao comentarista.

E foi pouco depois de uns dois emails assinados pelo suposto Brasiliense, que chegou ao blog do deputado o email anônimo no qual um internauta (que escreve como se fosse Brasiliense) reconhece a autenticidade do material publicado por Paulo Leandro Leal.

É claro que é preciso apurar se houve ou não violação da correspondência de Brasiliense e se os emails são, de fato, verdadeiros.

No entanto, assim como os direitos individuais à privacidade e à imagem, também o direito coletivo à livre escolha dos representantes, por meio de eleições limpas, é garantido pela Constituição.

Assim, é preciso, também, apurar o suposto envolvimento de Brasiliense, Jatene e Orly Bezerra em uma possível tentativa de macular as próximas eleições através do abuso de poder econômico, uso da máquina, utilização de dinheiro público na campanha de reeleição do atual governador.

O caso promete.

Com a palavra, o Ministério Público. 

Leia aqui a postagem do jornalista Paulo Leandro Leal sobre a suposta troca de emails entre Ronaldo Brasiliense e Orly Bezerra: http://www.vionorte.com.br/2014/05/bastidores-do-poder-relacao-nada.html 


E aqui a postagem do blog do deputado Parsifal Pontes e o comentário que pode complicar a vida de Brasiliense:http://pjpontes.blogspot.com.br/2014/05/blog-do-oeste-do-para-revela-e-mails.html#comment-form 




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A Perereca volta ainda esta semana, ou mais tardar na segunda-feira, para incendiar a blogosfera. Mas voltará em novo blog: o blog da Ana Célia. Aguarde!