Ban

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Delegado promovido ao comando da Polícia Metropolitana seria réu em processo criminal, sob acusação de tortura e roubo.

Informa a coluna Repórter Diário, do jornal  Diário do Pará de hoje: o delegado Roberto Teixeira de Almeida, que estava no comando da Divisão de Polícia Administrativa (DPA), assume, na próxima segunda-feira, a Diretoria de Polícia Metropolitana.
 
Ocorre que, ontem, um anônimo deu a dica, a Perereca foi conferir e é verdade: há um delegado da Polícia Civil chamado Roberto Teixeira de Almeida que é réu em um processo por “roubo majorado” e que envolve, inclusive, acusação de tortura.

 
O processo é o de número 0004029-80.2010.814.0401, que tramita na 4 Vara Criminal de Belém, e que tem audiência de instrução e julgamento marcada para o próximo dia 15 de fevereiro.

 
Apesar do nome idêntico, a Perereca não pode afirmar que se trate do mesmo delegado, já que ainda não falou nem com a Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual, nem com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil.

 
Agora, se for o mesmo delegado, o fato de ele assumir o comando da polícia metropolitana – e até mesmo de ter estado no comando da DPA -  é um absurdo impressionante.

 
É verdade que ele pode muito bem ser inocente das acusações. Mas tais acusações são tão graves, que é preciso que primeiro ele seja inocentado, pra depois assumir algum cargo de direção na Polícia Civil.

 
O blog tenta contato, neste momento, com a Assessoria de Comunicação do Palácio dos Despachos.

 
E pede aos leitores que tiverem mais informações sobre esse caso que entrem em contato através do email: anaceliapinheiro@hotmail.com. A fonte, se o desejar, não será identificada.


(Atualizada às 14h33:
A Assessoria de Comunicação da Polícia Civil não soube informar ao blog se o Roberto Teixeira de Almeida que foi indicado para a Direção de Polícia Metropolitana é o mesmo desse processo.
Mas disse desconhecer que exista outro delegado da Polícia Civil com esse mesmo nome.

O assessor disse, porém, que não tem como entrar em contato hoje com o delegado Roberto Teixeira de Almeida, que estaria no interior do estado).
 

Leia a notícia que foi publicada em 26 de fevereiro do ano passado pelo portal das ORM (os grifos são do blog):
 
Policiais são denunciados por crime de tortura


O crime de tortura motivou o Ministério Público da capital, por meio do promotor de justiça Franklin Lobato, a oferecer denúncia contra um delegado e três policiais militares. O fato ocorreu em 1997. As vitimas, dentre as quais um advogado, foram espancadas e tiveram objetos roubados pelos policiais na seccional do Comércio, em Belém. O MP requer que a OAB acompanhe todo o procedimento.

 
A denúncia é contra o delegado de policia civil Roberto Teixeira de Almeida, o tenente PM Marcelo Chuvas Simonetti, e os PM Ricardo Ricardo da Silva Vaz Teixeira e Ricardo Nascimento da Trindade. As vítimas foram Franciney Góes Cardoso, Dener Francisco Góes Cardoso, Sandra Lúcia Góes Cardoso e Marcelo Rodrigues Bastos.


Na denúncia, o MP requer que Corregedoria da Policia Civil e Militar instaurem procedimentos administrativos preliminares para apurar os fatos e que enviem ao juízo a qualificação dos acusados. E que seja encaminhado o laudo de exame pericial do corpo de delito realizado nas vítimas e decretada busca e apreensão da identidade da vítima Franciney e seu relógio. Ainda que a OAB seja notificada para acompanhar todos os termos do processo.

 
Os fatos - Na madrugada do dia 22 de novembro de 1997, a vítima Franciney retornava de um evento na Av. Doca de Souza Franco, quando foi informado que seus irmãos Dener e Sandra estavam presos na Seccional do Comércio.


Souberam ainda que o relógio de propriedade de Franciney, que estava com seu irmão, com pulseiras em ouro de 22 quilates, havia sido roubado pelo PM Trindade e entregue ao tenente PM Simonetti.
 
Acompanhado de sua esposa, Franciney foi até a seccional e solicitou informações. Como não obteve, mostrou a carteira da OAB, que foi colocada no bolso do delegado. A insistência levou a vítima a ser violentamente espancada pelo delegado e pelos policiais, na sala e depois dentro da cela.

 
O delegado de plantão informou que Franciney estava preso por ter desrespeitado um policial. A esposa da vítima, também advogada, exigiu que o marido fosse transferido para outro local e conseguiu falar com seu esposo. Este pediu que ela procurasse os conselheiros da OAB, que foram até a seccional.


Mesmo assim, foi lavrado um auto de flagrante acusando Franciney de crime de lesão corporal contra o delegado Roberto Teixeira e a delegada Nilma de Almeida, além de desacato à autoridade, fatos não cometidos pela vítima.


A vitima foi levada ao IML na UTI móvel da OAB. No lugar do exame de corpo de delito, os policiais o levaram para uma solicitação de exame de dosagem alcoólica e toxicológica, fato que revoltou a vítima, que se recusou a fazê-lo. Os advogados entraram em contato com a esposa de Franciney para que providenciasse, perante o delegado, requisição para o exame de corpo de delito e levasse a carteira vermelha da OAB para que o ofendido não fosse fichado criminalmente. Horas depois, conseguiram a requisição e o exame foi realizado.

 
Depois, retornaram à delegacia e tiveram que pagar R$1660,00 em dinheiro para manter se livres, ainda sendo arbitrada fiança de R$480 para a vítima Dener, R$350 para Sandra e R$830 para Marcelo Bastos, que também foi espancado como as outras vítimas, embora não tivesse sido enquadrado em nenhum crime.

 
Posteriormente, soube-se que prisão das vítimas havia sido motivada pelo fato de Marcelo Rodrigues chamar a PM para solucionar um problema com seu carro que estava impossibilitado de sair do estacionamento, devido a outro veículo que estava bloqueando a saída.

12 comentários:

Anônimo disse...

Amiga Celia, vc é de mais vc faz muito bem a sociedade, com suas reportagem investigativas fundamentadas em genero,numeros e graus, espero que o desgoverno de Jatene de ajuste pois é inconcebivel,que esse delegado bate pau venha a ser diretos metropolitano, pos era pra tar afastado de suas funçoes a bem do serviço publico,pos é pago para proteger e nao ofender, um cara desse nao tem condiçoes moral de ser diretor nem da casa dele, parabenizo sua coragem e que Deus te proteja.

Anônimo disse...

Deverias ouvir o outro lado, coisa que não fazes nunca! Além de não postar as mensagens dos anônimos que te criticam. Cadê o bom jornalismo que alardeias?

Anônimo disse...

Acorda Amor

Chico Buarque

Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão

Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão

Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer

Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão
(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)

Anônimo disse...

Esse tenente agora é Major PM e foi presenteado com o Comando do 21ª BPM em Marituba, de onde foi retirado o Ten Cel PM Jefferson Oficial mais antigo e ao que me consta sem bronca com justiça.

Ana Célia Pinheiro disse...

Anônimo das 6:15: você acha que ouvir a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil não é ouvir o outro lado? Que incomodar o assessor em pleno sábado, para tentar falar com o delegado, não é tentar ouvir o outro lado? Então, o que é ouvir o outro lado pra você?

Anônimo das 8:42: obrigada. Vou tentar checar a sua informação.

Anônimo das 2:44: obrigada. No entanto, divirjo um pouco de você. Não sei se esse delegado deveria ser afastado a bem do serviço público, até porque nem sei quem é. Mas penso que ele não deveria ocupar nenhuma função de chefia, enquanto esse caso não fosse esclarecido. Ele pode, afinal,ser inocente. Mas as acusações são graves demais. Abs

Anônimo disse...

O delegado ROBERTO TEIXEIRA que foi conhecido como "Robertino PT" porque foi do PT, bandeou-se para os "tucanos" quando ALMIR foi governador e foi um menino bem comportado do então super-scretário (Defesa e Seg. Pública) PAULO SETTE CÂMARA, ficando cedido da Polícia Civil à SEGUP por vários anos.
Quando Almir saiu e Sette também, que a pasta da segurança ficou com MANOEL SANTINO, o ROBERTINHO ex-PT voltou à PC e foi premiado com um alto cargo, Diretor do DPI e depois Corregedor Geral.

Anônimo disse...

O ROBERTINHO PT (EX) tão logo Ana Júlia assumiu o governo do Estado, perdeu o cargo de Corregedor Geral. E como era ex-PT, temendo retaliação, resolveu dar um tempo, tendo ficado escondido de "licença médica" durante os 4 anos do governo petista.
Se ANA JÚLIA tivesse sido reeleita ele ainda estava "doente", gerenciando suas caçambas de transportar areia, barro e aterro.
Mas, com a volta do Governo tucano, ele se apresentou recebendo de cara a direção da DPA, onde não se faz inquérito e apenas fiscalização nos bares, boates, dançarás e expede-se ALVARÁS.
Agora vai de diretor Metropolitano.
Política na Polícia funciona assim, de Delegado de Polícia para "Delegado de Política".

Anônimo disse...

Se for botar guizo em Delegado ladrão, ninguém dorme na RMB! É delegado dono de posto, com carros de luxo, com apê de um milhão e ninguém diz nada!

Anônimo disse...

Este guizo deve ser colocado também,nos juízes,políticos,engenheiros donos de construtoras ,médicos e na Presidente da republica que da 1 bilhão para Cuba tendo tanta miséria para consertar no Brasil,dinheiro vindo de impostos pagos por todos nos.

Anônimo disse...

Se for botar guizo em todo ladrão que mora no Pará, o mundo não dorme!

Anônimo disse...

Perreca,
Veja só o absurdo, o Delegado magalhaes, da Policia civil, de Tucurui, que exerce o Cargo de Superintendente, com um DAS 4, permanece apenas Dez dias em Tucurui, e 20 dias em Belem. Assim, é bacana.

Anônimo disse...

Cara Perereca,´vá fundo nestas investigações pois muita coisa está obscura.O promotor pegou este barco andando, há outros envolvidos e responsáveis por essa farsa que tem por interesse proteger criminosos e denegrir a imagem da Justiça e do Ministério Público.