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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Major Wolgrand pede proteção ao MP: assalto à casa dele visaria bem mais que roubo


O major Walbert Wolgrand está hospedado na casa de parentes, enquanto procura um novo lugar pra morar. Além disso, deve protocolar, hoje, pedido de proteção pessoal, no Ministério Público Estadual.
Tudo devido a um assalto ocorrido na casa dele, na última quarta-feira, com características que não seriam de um simples assalto.
Segundo o major, que se notabilizou pelas insistentes denúncias contra supostas irregularidades na Polícia Militar do Estado, os quatro assaltantes sabiam exatamente a quem pertencia a residência.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado por Wolgrand, eles teriam dito à empregada, de nome Edivalda, que se encontrava sozinha na hora do assalto: “Calma que não é nada com você. O Wolgrand vai chegar armado. Estamos esperando por ele, que vamos matar ele. A hora que ele chegar a gente vai matar ele”.
Edivalda também foi agredida com uma coronhada na testa. Os quatro estavam fortemente armados.
A sorte do major, aposentado compulsoriamente durante os 12 anos de tucanato que se estenderam até 2006, é que, na hora do assalto, ele tinha muito o que fazer: além de dar aula, estava às voltas com um trabalho, na escola onde leciona (ele é formado em Filosofia e em Direito).
Outra coisa intrigante, segundo o major, é que os assaltantes passaram uma hora dentro da casa dele, mas só levaram objetos de menor valor  -  com destaque para um notebook, um pen drive e diversos documentos.
“Só assalto não foi, com certeza. Logo que eles entraram,  perguntaram por mim. Depois, ficaram perguntando à empregada se eu já estava vindo pra casa”, conta o major.
Também segundo ele, todos sabiam o nome dele, Wolgrand.
O major acredita na possibilidade de que o assalto esteja relacionado às denúncias que faz, em seu blog (http://blogdowolgrand.blogspot.com/ ) e fora dele, contra supostas irregularidades na PM.
Não é a primeira vez que enfrenta esse tipo de problema: em 2006, Wolgrand teve de pedir proteção ao MP, depois de um telefonema anônimo e ameaçador.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom dia, Célia,
Interessante a história.
Gostaria de saber se foi o própio MAJ WOLGRAND que lhe repassou estas informações ou você soube por terceiros.
Isto precisa ser apurado e preciso fazer contato com ele para saber de mais detalhes.
Abraços.