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domingo, 20 de janeiro de 2008

Santarém



Sobre o Hospital de Santarém




Queridinhos:



Tá certo que ando meio balada, que tô me despedindo do Diário, enrolando a bandeira e coisa e tal.


E que até estou mandando uns sinais de fumaça pro lado daí, né mermo?


Mas, há certas coisas que não dá pra engolir.


Me desculpem, mas, não dá!...


Essa história da tal da procuradora da República, Carmen Sant’anna, querer dizer que irregularidades foram cometidas em Santarém devido à ruptura do contrato com a OS Maternidade do Povo, para a gestão do Hospital de Santarém, é o fim da picada!


Pô!... Pera lá!...


Com base em que a douta procuradora acredita na tal da experiência afirmada - no papel - pela tal da OS?


Como é que ela pode referendar a continuidade de um contrato que a própria Sespa, em alentado parecer, mostrou ser ilegal?


A douta procuradora fez, de fato, o dever de casa?


Leu o processo da Sespa, ou, simplesmente, quis fazer um “agá” com a língua mátria – mas, às custas dos lesos dos contribuintes?


Mas, que lári-lári é esse já?


Os procuradores da República já estão se prestando a isso, é?


Conheço a advogada que comandou a dispensa da OS Maternidade do Povo.


É séria, honesta, competente, “rata” em licitação.


Além disso, entre todas as irregularidades do contrato com a OS Maternidade do Povo, pelo que me disse a Sespa, havia uma incontornável – porque, simplesmente, imoral!


Pelo que me disse a Sespa, o então presidente da OS, que assinou o contrato, era, também, assessor, DAS, da Secretaria.


Quer dizer: é só Mateus, aos meus, é? Mermo que com dinheiro público, é?


É o meu pirão primeiro, né mermo?, ainda que com dinheiro de imposto, com o dinheiro de cada um de nós...


Mas, para que é que existe a 8.666/93?


Essa lei e todas as demais não valem um chavo, até para o douto Ministério Público, o “fiscal da lei”, é?


Então, para que serve o Ministério Público?


Mas, para mim, esse caso é de facílima solução.


Se estivesse no lugar do secretário de Saúde, Halmélio Sobral, chamaria a douta procuradora, para uma reunião pública.


Com um montão de gente. E, se possível, acompanhada pelo Corregedor do órgão - se é que existe isso, porque isso já tá começando é a parecer com a casa da mãe joana, né mermo?...


E diria: Então, maninha, você tá dizendo que tá tudo certo nesse contrato, né mermo? Que fizemos mal em rompê-lo, né mermo?


Então, maninha, façamos o seguinte: Tá aqui um documento, retomando esse contrato, porque tava tudo bonitinho, né mermo?


Mas, vamos - eu e você - assinar isso daqui... Você, também, vai assinar dizendo que tava tudo bacana...


Você vai pegar essa sua mãozinha bem tratada, lindinha, com os não sei quantos mil que ganha, e assinar dizendo que isso daqui tava tudo “certinho”...


Aí, né mermo maninha?, você vai poder dizer que as dispensas de licitação que foram efetivadas, em função dessa ruptura contratual, não estavam corretas...


Quero é ver se a doutora Carmen Sant’anna assina!


Quero é ver!...

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