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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Hospital Jean Bitar deixa um rastro de indagações. Desapropriação de maternidade consumiu R$ 40 milhões e incluiu até coador de café. Em SP, Intermédica pagou R$ 30 milhões por hospital. No RJ, desapropriação ficou em R$ 6 milhões.

Santa Mônica: desapropriação custou R$ 6 milhões (foto: jornal O Fluminense)

Maternidade SacreCoeur, em SP: R$ 30 milhões

Hospital Jean Bittar, no Pará: R$ 43 milhões (foto: Agência Pará)

 A história toda é muito, muito esquisita, devido, principalmente, à falta de transparência.
 
No dia 09 de setembro deste ano, através da publicação do decreto 167 no Diário Oficial do Estado, o governador Simão Jatene desapropriou o Hospital e Maternidade do Bebê, em Belém, para transformá-lo no hospital público Jean Bittar.

As justificativas para a transação foram, de fato, consideráveis. A principal, a necessidade de desafogar o Hospital Ofir Loyola, para que se dedique apenas aos pacientes com câncer.

Além disso, ainda segundo o governo, a desapropriação foi uma maneira mais rápida e mais barata de ampliar a quantidade de leitos hospitalares da rede pública estadual.

Tudo, portanto, nos trinques e nos conformes, não fosse por um pequeno problema: até hoje não se sabe qual o critério que levou à escolha especificamente do Hospital e Maternidade do Bebê para essa “desapropriação”, que envolveu uma bolada em dinheiro público.

De acordo com as notícias veiculadas pela imprensa, o investimento no Jean Bittar chegou a R$ 43 milhões, entre aquisição do prédio e de equipamentos.

E a desapropriação de tudo o que havia no Hospital e Maternidade do Bebê, num pacote fechado, incluiu, curiosamente, até cestas de pão, farinheiras e lixeiras plásticas, um bebedouro que não funcionava e, por incrível que pareça, um inusitado coador de café.

(É, caro leitor: até um coador de café... Se você não acredita, veja aqui, nas páginas 5 a 15 do primeiro caderno do Diário Oficial do Estado de 09 de setembro: http://ioepa.dominiotemporario.com/2011/09/09/09.09.caderno.01.pdf ).

Também não se sabe se o Governo do Estado realizou algum levantamento de preços, para justificar os R$ 40 milhões pagos pelo prédio, mobiliário e equipamentos do hospital.

De igual forma, se desconhece qualquer estudo a demonstrar que a compra de um hospital sai realmente mais barata do que a construção.

Sim, porque, na prática, a desapropriação da Maternidade do Bebê foi isto mesmo: a aquisição daquele hospital com tudo dentro, sem qualquer tipo de concorrência.

Daí a pergunta: será que o governo não temeu a possibilidade de essa desapropriação ser encarada como uma tentativa de driblar a 8666/93, a chamada Lei das Licitações?

Três sócias e uma batalha judicial

Hospital e Maternidade do Bebê é o nome de fantasia da Clínica do Bebê (S/S ou S/C) Ltda,  CNPJ 83.366.500/0001-79, no caso da matriz, e 83.366.500/2000-50, da filial.

No site da Receita Federal consta que a matriz,  aberta em 29 de julho de 1993, ficava justamente na Jerônimo Pimentel, 543 (entre Dom Romualdo de Seixas e Coelho), onde nasceu, agora, o Hospital Jean Bittar.

Já a filial, aberta em novembro de 1997, funcionaria até hoje na rua dos Mundurucus, 2629.

A empresa não possui débitos previdenciários, nem está inscrita na dívida ativa da União. Mas, ainda segundo a Receita Federal, possui débitos de tributos federais, porém, com exigibilidade suspensa.

No decreto de desapropriação, Jatene menciona quatro imóveis: os números 537, 543, 267 e 271 da rua Jerônimo Pimentel.

O número 543, como já se viu, era da Maternidade /Clínica do Bebê. 

Mas também os números 537, 267 e 271 pertenciam àquela empresa, como se pode constatar pelo acórdão 74328 do Tribunal de Justiça do Estado, publicado em 04 de novembro de 2008.

Trata-se da apelação cível 200830075774 – um processo movido por uma ex-sócia que pleiteava indenização.

O acórdão resgata um pouco da história da Maternidade/Clínica do Bebê até àquela data; os valores envolvidos na compra do terreno e na construção do prédio; e refere, também, quem seriam as suas proprietárias: as médicas Neuza Lobato Rodrigues Vieira, Lury Iwasaka Neder e Maria do Perpétuo Socorro Dahás Jorge de Souza.

Ou, como são mais conhecidas nas notinhas das colunas sociais: Neuza Rodrigues, Socorro Dahás e Lury Neder.

O acórdão está aqui:

Não se sabe, porém, se, de 2008 para cá, outros sócios foram admitidos na empresa.

A Perereca ainda não teve tempo (nem meios) para verificar a constituição societária da Clínica do Bebê, no cartório do 2 Ofício de Títulos e Documentos, onde estaria registrada.

Mas, no começo deste ano, colunistas sociais de Belém noticiaram a inauguração, em 11 de fevereiro, do Hospital e Maternidade do Bebê, na Jerônimo Pimentel, “com apartamentos vips e tecnologia de ponta”.

Em todas as notinhas, Socorro Dahás, Lury Neder e Neuza Rodrigues aparecem como as proprietárias da empresa.

Hospital Santa Mônica, no RJ: desapropriação ficou em R$ 6 milhões

Hospital em Rondônia: R$ 65 a R$ 80 milhões e o triplo do tamanho do Jean Bittar
  
Em princípio, o Estado pode declarar de utilidade pública, para fins de desapropriação, qualquer bem tangível. 

Em geral, no entanto, desapropriações não são bem vistas pelos empresários, que, muitas vezes, as consideram uma intervenção indevida no direito de propriedade.

Em geral, também provocam muita, muita confusão, porque a indenização oferecida pelo Estado é quase sempre muito baixa.

Veja-se o exemplo da desapropriação, em maio de 2009, do hospital Santa Mônica - um prédio de 11 mil metros de área construída, três blocos e seis andares, no centro de Niterói.

Na época, a Procuradoria do Rio de Janeiro avaliou o imóvel em cerca de R$ 6 milhões e o governador Sérgio Cabral chegou a dizer: “Não sei se os proprietários vão aceitar, mas nós vamos desapropriar”. 

No Pará, no entanto, não se tem notícia de qualquer reclamação dos donos da Maternidade do Bebê, talvez até pelo valor fixado para a indenização.

E esse é outro problema: por mais caros que sejam os equipamentos hospitalares e o metro quadrado de um hospital, ainda assim, R$ 40 milhões é muito, muito dinheiro, mesmo nesse setor.

Veja-se o exemplo de São Paulo, governado pelo tucaníssimo Geraldo Alckmin.

Matéria do portal do Estadão, no último 10 de outubro ( http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,saude-investe-r-40-milhoes-em-modernizacao-de-hospitais-estaduais-,783519,0.htm) relata um investimento de R$ 40 milhões, em São Paulo, para a reforma de prédios e a aquisição de móveis e equipamentos em 40 hospitais.

Tomógrafos, ultrassons e aparelhos para UTI e pronto socorro estão entre os itens que poderão ser comprados.

No Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, que receberá R$ 4 milhões, o dinheiro dará, inclusive, para a compra de um aparelho de angiografia, para um laboratório de cateterismo cardíaco; ventiladores pulmonares de alta complexidade; monitores para carros de anestesia do centro cirúrgico, entre vários outros aparelhos, além de equipamentos de informática e mobiliário.

Com bem menos do que isso (R$ 30 milhões) a Intermédica inaugurou agora em setembro, no bairro da Consolação, em São Paulo, o Hospital e Maternidade SacreCoeur, com 104 leitos, 20 deles de UTI (adulto e neonatal) e equipamentos de Raios X, Ultrassom e Tomografia Computadorizada.


É claro que há hospitais bem mais caros do que a Maternidade do Bebê. Mas tais estabelecimentos são, em geral, verdadeiros gigantes.

No vizinho estado de Rondônia, o Hospital São Daniel Comboni, inaugurado agora em 8 de outubro, teria custado ou R$ 65 milhões ou R$ 80 milhões, conforme a fonte da informação (uma boa matéria está aqui, no portal Amazônia da Gente (http://www.amazoniadagente.com.br/wp/?p=6727 ).

Mas o São Daniel possuiria 23 mil metros quadrados de área construída, ou seja, o triplo dos 7.192, 50 metros quadrados da Maternidade do Bebê.  

Além disso, o São Daniel tem 200 leitos de internação, 20 deles de UTI, e casa de apoio para hospedar até 120 pessoas – contra os 115 leitos do Jean Bittar. 

No São Daniel há unidades de Cardiologia e Oncologia (com três centros cirúrgicos) e setor de hemodiálise. 

Outras notícias dão conta de que possui, também, equipamentos para exames de mamografia, tomografia e ressonância magnética, além, é claro, de serviço de radioterapia. 

Hospital do Trauma: R$ 100 mi para 22 mil metros e até heliponto (foto: Paraíba Hoje)

Em julho deste ano, Campina Grande, na Paraíba, já havia inaugurado outro gigante: o Hospital do Trauma,  um investimento de R$ 100 milhões, com 22 mil metros quadrados de área construída, 242 leitos (30 deles de UTI), estacionamento com 516 vagas, heliponto, centro de diagnóstico e atendimento em várias especialidades.

Em abril, o estado do Ceará inaugurou, em Juazeiro do Norte, o Hospital Regional do Cariri, para atender 44 municípios: foram R$ 105 milhões em investimentos, para  27.126 metros quadrados de área construída e quase 250 leitos, 20 deles de UTI; além de exames de ressonância magnética, mamografia e tomografia computadorizada, por exemplo.  

E a questão é: quanto custou o prédio?

No último 10 de agosto, o jornal O Liberal divulgou matéria informando que a desapropriação da Maternidade do Bebê estava orçada em R$ 39 milhões e que, em 60 dias, o Jean Bittar, com até 150 leitos, estaria em pleno funcionamento.

“Nós não vamos ter nenhum custo com equipamento, porque o imóvel será entregue pronto para o funcionamento. A desapropriação é uma forma mais rápida e econômica, diante da necessidade que hoje existe de criação de novos leitos na rede de saúde pública estadual", teria dito o secretário especial de Governo, Sérgio Leão. Aqui:

Porém, não é bem assim.

Em primeiro lugar, não é crível que uma maternidade possuísse os equipamentos necessários ao atendimento que será oferecido pelo hospital Jean Bittar, que realizará, inclusive, cirurgias de parede abdominal, gástrica, fígado e pâncreas, vias biliares e intestino, além de atuar, na clínica médica, em Nefrologia, Endocrinologia, Pneumologia e Cardiologia.

A própria lista de tudo o que foi desapropriado na Maternidade do Bebê, aliás, mostra isso.

E uma notícia da Agência Pará, a central de informações do Governo do Estado, publicada em 02 de outubro (Aqui: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=85615) também aponta nessa direção.

Diz ela, à certa altura, que, para o Jean Bittar atuar em tais áreas, o governo comprou oito leitos para a UTI adulto e sete de pronto atendimento, além de equipar sete salas de cirurgia, dez consultórios, os serviços de endoscopia, diagnóstico por imagem e o laboratório clínico. Menciona, inclusive, ao final, que havia um tomógrafo em fase de aquisição.

A matéria também lista os novos leitos oferecidos pelo Jean Bittar: 80, entre cirurgia geral e clínica médica; mais 23 de UTIs adulta, pediátrica e neonatal; 7 de pronto atendimento e 5 no berçário, num total de 115.

Em outra matéria da Agência Pará, publicada pelo jornal Diário do Pará, diz-se que o governo investiu no hospital R$ 43 milhões, entre aquisição do prédio e de equipamentos. http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-143190-GOVERNO+INAUGURA+HOJE+HOSPITAL+COM+80+LEITOS.html

Ora, são R$ 4 milhões a mais do que os R$ 39 milhões informados pelo secretário de Governo, Sérgio Leão, ao se referir apenas à desapropriação.

E, se para proporcionar ao Jean Bittar toda essa gama de atendimentos complexos, o Governo gastou apenas R$ 4 milhões em equipamentos, a pergunta que fica é: afinal, quanto custou ao contribuinte apenas o prédio da Maternidade do Bebê? 

A Perereca volta daqui a pouco

43 comentários:

Anônimo disse...

Célia em se tratando de saúde eu acho que o valor não importa veja no meu caso, por exemplo, que passei por uma fase que me deixou seqüelas!
Lembrei que Ptolomeu em 150 d.C. falava que a terra era o centro do universo e que tudo girava em torno dela, foram precisos cerca de 1.400 anos para esta teoria ser rebatida por Nicolau Copérnico provando para a humanidade que o Sol sim era o centro.

Eu, Simplesmente eu, descobri em apenas três dias, após mais 50 anos, que ambos
estavam redondamente enganados: o centro do universo é o cú. Isso mesmo, o cú!

Operei de hemorróidas em caráter de urgência algumas semanas atrás neste dito hospital. No domingo à noitinha, o que achava que seria um singelo peidinho,
quase me virou do avesso.

“É difícil, mas vamos ver se reverte”, falou meu médico.

Reverteu merda nenhuma, era mais fácil o Lula aceitar que sabia do
mensalão do que aquela lazarenta bolinha (?) dar o toque de recolher.

Foram quase 2 horas de cirurgia e confesso não senti nadica de nada,
nem se me enrabaram durante minha letargia!

Dez dias de hospital, passei bem embora tenham tentado me afogar
com tanto soro que me aplicaram, foram litros e litros; recebi alta e
fui repousar em casa.
Passados os efeitos anestésicos e analgésicos, vem a “primeira vez”.

PUTA QUI PARIU!!! Parece que você ta cagando um croquete de figo
da Índia, casca de abacaxi, concha de ostra e arame farpado.

É um auto-flagelo.

Por uns três dias dói tanto que você não imagina uma coisinha
tão pequena e com um nome tão reduzido (cú) possa doer tanto.
O tamanho da dor não é proporcional ao tamanho do nome, neste caso,
cú deveria chamar Cubrovosky, Tegucigalpa, Nabucodonosor.

Passam pela cabeça soluções mágicas:

Usar um ventilador! Só se for daqueles túneis aerodinâmicos.

Gelo! Só se eu escorregar pelado por uma encosta do Monte Everest.

Esguichinho d’água! Tem que ser igual a da Praça da Matriz, névoa seguida de jatos intercalados, não de ducha.

Descobri também que somos descendentes diretos do babuíno, porque você fica andando como macaco e com o cú vermelho;

Qualquer tosse, movimento inesperado, virada mais brusca o cú dói, e como!

Para melhorar as “idas” à privada, recomenda-se dieta na base de fibras,
foi o que fiz: comi cinco vassouras piaçaba, um tapete de sisal e sete metros de corda.

Agora sei o sentido daquela frase: “quem tem medo de cagar não come!”
Perdi 4 quilos; 3,5 de gordura e 0,5 de cú.

Tudo valeu, agora já estou bem, cagando como manda o figurino, não preciso pensar para peidar, o cú ficou afinado em ré menor, uma beleza!

A foda é que usei Modess por 10 dias em que fiquei internado após a cirurgia e hoje to com medo de sentir falta dele! Imagine o que eu não teria passado se tivesse usado um hospital mais barato do tipo R$ 1,99 , onde usam OB para diminuir o custo de manutenção?
Resumo gastaram uma grana mas eu conseguir tratar de minha bundinha, mantendo a única prega que me restava!
Ronaldo B. Totó do “O”

luiz gonzaga rodrgues disse...

perereca ate onde eu sei essa clinica pertencia a mulher do arogante dono ou ex da empresa de vigilancia norsegel chamado marcelo loureiro um poco de bocalidade ele se acha imortal eu sei porque trabalhei la nessa empresa

Anônimo disse...

Transparência é tudo, falta explicar porque a UTI neonatal não está funcionando se estava tudo pronto.Se há poucos leitos hospitalares privados conveniados com o SUS não teria sido mais barato e com resultados imediatos propor esse cadastramento ás proprietárias e Ministério da Saúde? E os valores pagos pelos equipamentos e mobiliários foram cotados por alguma tabela oficial e considerando a depreciação decorrida entre a inauguração e a compra pelo Estado? Resta à SESPA prestar esses esclarecimentos.

Anônimo disse...

Parabéns pela matéria, Perereca quando sai a campo arrasa. AGORA RESTA AGUARDAR AS EXPLICAÇÕES e não deixar o assunto morrer.

Anônimo disse...

De onde saiu essa grana? Pra quem encontrou "terra arrasada", tem sido literalmente uma festa,né (os Terruás que o digam) Quero só ver se vão finalizar a Santa Casa.

Thomaz disse...

Perereca, concordo com o anônimo das 09:00. Temos mais um novo hospital para atender a população. Quanto tempo levaria para um novo hospital? E o valor disso? Quantas vidas seriam perdidas nessa espera? Sou a favor de que em questão de saúde, tudo vale, depois vá atrás do culpado ou do dinheiro para pagar. Abs e parabéns pelo espaço.

Anônimo disse...

Em 10 meses o hospital um hospital foi entregue, e foi totalmente transparente o processo. O hospital é novo e totalmente equipado, foi uma solução rápida para a saúde.

Anônimo disse...

Festa mesmo é levar quatro anos pra construir laje, e deixar o povo a ver navio.

Anônimo disse...

Esse comentario da hemorroida só pode ser gozação com o Ronaldo e Orly

Anônimo disse...

Égua, coador de café por quarenta milhões. Chega de tanta roubalheira.
Walter Prata

Anônimo disse...

Perereca,
salvo engano, tem uma médica que trabalha na santa casa, que se chama Neila Dahás, e que exerceu no Governo passado do Jatene e com certeza exerce nesse atual, cargos de Direção naquela casa de saúde.
Antonio marcos

Anônimo disse...

Perereca,
Os Tucanos, precisam pagar as contas da campanha, custou muito caro a eleição do Lorota.
Vanildo Dias

Anônimo disse...

Amigo. assim, é muito fácil, comprar apartamentos de Luxo, para familiares.
Jeca tatu

Anônimo disse...

Pior, é que o Ministério, a tudo assiste, nada faz, para parar essa bandalheira.
Tiberio Lima

Anônimo disse...

parabens. precisava mesmo que alguém pusesse o dedo nesta ferida que cheira a bandalheira

Anônimo disse...

Valei-me Nossa senhora, os tucanos, voltaram, com muita sede de dinheiro.
Andre bras

Anônimo disse...

Procure saber quanto custou o Hospital Metropolitano, seis vezes maior do que esse que foi desapropriado por 41 milhões de reais.

Anônimo disse...

Como foi feita a avaliação do prédio, equipamentos e mobiliário? QUAIS OS CRITÉRIOS TÉCNICOS EMPREGADOS? Simples de esclarecer.Não se discute o "porque" ,já que a rede hospitalar estadual é inferior às necessidades. Mas o "como" foi a precificação precisa ser esclarecido.

Anônimo disse...

41 milhões pra salvar a última prega do cu das 09:20? O jatene salvou a prega dele e arrombou o cu do povo. Enquanto isso o MP continua com cara de bunda.

Anônimo disse...

Desculpe, mas você pode estar confundindo alhos com bugalhos. Aí, a sua denúncia carece de credibilidade quando se vai aos finalmente. Há um fundamento básico em qualquer comparação: as circunstâncias. Você mostra uma foto de um prédio gigante no Rio de janeiro dando a impressão que esse prédio custou R$ 6 milhões quando desapropriado. Todo mundo tá careca de saber que nenhum imóvel no Rio com essa característica custa somente isso. Aliás, em qualquer lugar que se preze: a não ser que seja na conchichina.
E onde fica? É preciso se localizar o imóvel, ver o preço do metro quadrado na área, as características da construção, o acabamento da obra, as dependências e finalmente o que tem dentro dela para ser valorizado. Desde tipo de luminárias, forro, piso, equipamentos e até o coador de café, como emblematicamente você coloca. Tudo tem um preço de mercado em função do estado em que cada bem se encontra.
Daí é fácil você, tão investigativa, avaliar, com as suas palavras e análises, se houve ou não superfaturamento como já insinuas na sua abordagem. Digo isso se realmente for essa a sua intenção: reportar a verdade. Do contrário será mais uma mera peça de uso político em função dos interesses das mais diversas facções políticas partidárias. E eu não quero acreditar quer você esteja a serviço de qualquer uma delas, não é mesmo?

Anônimo disse...

"Temos mais um novo hospital para atender a população." "Em questão de saúde, tudo vale" "O hospital é novo e totalmente equipado, foi uma solução rápida para a saúde" Esses ANONIMOS são ingênuos assim, de verdade ?? Ninguém, nem a autora da matéria, está discutindo a importância de um hospitl para a sociedade, mas a FORMA como a coisa foi feita... Os valores gastos... Como diz a matéria, quase toda desapropriação é mal negócio para o particular. E essa ?? Porque ninguém chiou ?? Foi tão bom assim pra os donos do Hospital ??

Anônimo disse...

OS TUCANOS, são muito mbons de mídia e de fachada. É claro que é bom e necessário ampliar vagas em hjospitais públicos, mas é preciso seriedade com as verbas públicas. por que não houve licitação?, a assembléia tomou conhecimento antes dessa "negociação"?... o TCU vai aprovar essas contas?. O MP vai fiscalizar?... são tantas perguntas! qual a ligação entre os donos do hospital e os tucanos?... Tu ainda terás muito trabalho Perereca!

Anônimo disse...

Se o hospital já existia e funcionava, então no estado não foram criadas novas vagas para atender a população (público ou privado), a população continuou a mesma, as vagas continuaram as mesma, só o dinheiro que mudou de dono, e a conversa pra boi dormir do governador para enganar os paraenses.
Perereca, você deveria entrar por mérito no Ministério Público, parabéns!

Anônimo disse...

Acredito que a saúde não pode esperar, se o governo tem a possibilidade de desapropriar legalmente um hospital para atender a população porque esperar para construir um ? Esperamos pela Santa Casa da Ana Júlia e o que tivemos foram apenas 4 lajes em 4 anos.

Eduardo A. disse...

Esse governo é trapaceiro mesmo, sempre favorecendo seus amigos. Está na cara que tem pilantragem no meio: CADEIA NELES!!!!

Anônimo disse...

Muito boa a matéria. Parabéns.

Anônimo disse...

Pra começar, quanto foi a cotação da farinheira de plástico que consta na listagem publicada no Diário Oficial? Gente ,vale a pena ler no link que a Perereca informa no texto o detalhamento de itens,só que não tem os valores de avaliação.

Anônimo disse...

Perereca ,isso que você revela justifica até CPI para que a sociedade entenda esse processo de compra em valor tão alto e não constante do orçamento estadual deste ano.A comparação feita com outros estados reforça a necessidade de termos esclarecida essa avaliação de prédio, equipamentos e objetos tão prosaicos como farinheira de plástico,coador de café e pratos usados.

Anônimo disse...

Tai perereca quando tu levar uma casetada já tem para onde ires, afinal perereca velha tambem entra no casete ou apenas baixa o pau?

Ana Célia Pinheiro disse...

Anônimo das 7:53:

Por incrível que pareça, a desapropriação do Santa Mônica, em 2009, ficou, sim, em cerca de R$ 6 milhões.

Se você não acredita, vá ao Google e digite: desapropriação do hospital Santa Mônica, Niterói.

De qualquer forma, deixo aqui três links pra você recortar e colar no navegador:

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/05/14/cabral-anuncia-desapropriacao-de-hospital-particular-em-niteroi-755865755.asp

http://lgschmitt.blogspot.com/2008/07/prdio-do-antigo-hospital-santa-mnica-no.html

http://bibliotecamedicinauff.blogspot.com/2011/10/antigo-hospital-santa-monica-sera-uma.html

O que dizem essas notícias? Que, em 2008, os donos do Santa Mônica chegaram a anunciar a venda dele por R$ 18 milhões, mas que Sérgio Cabral bateu o martelo da desapropriação em R$ 6 milhões.

Na época, o Governo do Rio de Janeiro pretendia investir R$ 50 milhões no Santa Mônica, para transformá-lo num grande centro de transplantes ou de neurocirurgia.

E veja bem, anônimo: estamos a falar de um centro de referência em transplantes ou em neurocirurgia no Rio de Janeiro - e não em uma unidade de saúde em Bujaru.

Na época, o Sérgio Cabral até afirmou que esses R$ 50 milhões ficariam proporcionalmente mais em conta do que se ele investisse em um hospital público, que não recordo o nome. Isso porque o tal hospital público, além de ser menor, estava com a sua estrutura toda comprometida e só a reforma exigiria uns R$ 30 milhões.

Já neste ano, 2011, o Governo do Rio anunciou outro destino para o Santa Mônica: ele será transformado em um grande centro de diagnóstico por imagem, com ressonância magnética, tomografia computadorizada etc..., um projeto orçado em R$ 25,5 milhões – de onde é possível deduzir que a reforma do prédio em si não deve ficar assim tão cara, já que o centro deverá ter equipamentos caríssimos e em boa quantidade, eis que a população do Rio de Janeiro é muito maior que a de Bujaru.

Outra coisa: você se fixa no Santa Mônica, mas deixa de lado todos os demais exemplos citados na reportagem, como é o caso daquela maternidade inaugurada neste ano, em São Paulo, com um investimento de R$ 30 milhões – e por uma operadora de plano de saúde que deve ser, digamos assim, “um pouquinho melhor” que a Codeb, até para conseguir sobreviver numa cidade do tamanho de São Paulo.

Então, a meu ver, quem mistura alhos com bugalhos é você, que parece ter ficado irritado com a reportagem deste blog, quando o correto seria você escrever para o Sérgio Cabral e para aquela empresa de São Paulo, reclamando dos preços desses hospitais.

Pro Sérgio Cabral você poderia escrever mais ou menos assim: “seu FDP, por que é que você desapropriou o Santa Mônica só por R$ 6 milhões? Não vê que isso deixou a gente aqui no Pará numa situação aflitiva?”

Já pra empresa paulista você poderia perguntar: “Mas cadê o superfaturamento? Por que é que quando é pra vocês não tem superfaturamento?”

De resto não sei que “circunstâncias” tão extraordinárias seriam essas que você invoca, para tentar invalidar as comparações feitas na matéria.

Todos os hospitais citados na matéria são grandes unidades de saúde, que devem ter sido construídas dentro de determinados padrões, as exigências do setor.

Ou será que até hospital já tem de ter piso de mármore de Carrara, vidro belga e borboletário com ar condicionado?

Ou será que as “circunstâncias” a que você se refere era o Bom Ar que eventualmente se jogava nos banheiros da Maternidade do Bebê?

Quanto ao coador de café, você há de convir que esse é, de fato, um “causo” espantoso.

Eu, pelo menos, desconheço qualquer outra desapropriação no Brasil, e talvez no mundo, em que se tenha desapropriado até coador de café – e usado, ainda por cima.

Aliás, com a quantidade de quinquilharias que há naquela lista de bens desapropriados, mais valia ter pegado 500 mangos e mandado encher uns cinco carrinhos lá na Belém Importados.

Com certeza que sairia muito mais barato. E, além disso, seria tudo novinho em folha.

Abs,

Ana Célia Pinheiro

Point disse...

Ao Tucano das 10:05
Não foram quatro lajes em quatro anos, e nao ficou pronto simplesmente porque vcs, tucanos, emperraram o emprestimo que tinha sido aprovado em todos os estados que tinham direito, pois nao era simplesmente um emprestimo, era uma compensação por perdas decorrente das politicas tributarias impostas pelo governo federal, e com esse dinheiro a nova Santa Casa ja estaria pronta, e por um preço muito menor comparativamente falando do que esse escandalo de vcs nessa clínica, que agora virou "hospital" . Superfatura obras é uma coisa que vcs tucanos sabem fazer muito bem, e exemplos temos varios, tipo Hangar, Hospitais Regionais (todos), Borboletario, Estação das Docas, enfim, nenhuma obra de grandeorte feitas pelos tucanos nos doze anos que eles passaram no poder escapou dessa sina, dessa roubalheira!

Anônimo disse...

Percebi, dona jornalista, que a senhora não quer o debate, mas claramente que as suas idéias e suposições prevaleçam. Não sou tucano, nem defensor desse governo, muito menos lhe ataquei no comentário. Apenas fiz considerações, o que parece que lhe deixou furiosa. Mantenho as minhas ponderações, já que a sua resposta não altera em nada o que eu disse.
Da próxima vez, por favor, contenha-se e procure, pelo menos, respeitar o contraditório.
a) anônimo das 07:53

Anônimo disse...

Categoria faz ato público nesta sexta [04], na frente do Fórum da Capital.

Trabalhadores da rede estadual de educação, em greve desde o dia 26 de setembro, vão ao Fórum da Capital, esperar uma resposta da Justiça, visto que o Governo do Estado, não aceitou nenhuma das propostas apresentadas pelo magistrado Elder Lisboa, que acatando pedido do Governo Jatene julgou a greve abusiva, sentenciando antes mesmo de ouvir a outra parte interessada, a categoria.

A expectativa da categoria em receber um parecer favorável da justiça, talvez desmitifique o que foi publicado em um jornal de grande circulação em Belém, que antevia a sentença do juiz. Por isto, a presença de toda a categoria será um fator importantíssimo para que consigamos continuar no nosso movimento reivindicando melhores condições de trabalho e valorização profissional.

Na última audiência de conciliação os interlocutores do governo não avançaram nas proposições que resolvesse o impasse, pois mesmo apresentado os estudos técnicos o governo não apresentou os dele para se contrapor aos argumentos apresentados pelo sindicato e não avançou nas propostas.

A categoria iniciou a greve cobrando a implantação do PCCR imediato da categoria e o pagamento do Piso Salarial definido por lei federal, além de outras reivindicações visando a valorizando os trabalhadores em educação, assim, como a reforma imediata das escolas. Essas reivindicações são de cunho administrativo, se o Governo Jatene administrasse o Estado do Pará com base na legislação, hoje dificilmente teríamos uma greve destas proporções na rede estadual de ensino, enfatiza Antonio Netto, Coordenador de Comunicação do sindicato.

Assim, os trabalhadores em greve, só aceitam sair do movimento caso seja cumprida a Lei do Piso Salarial e a implementação do PCCR na integra, sem prejuízos aos trabalhadores que estão sendo prejudicados com a nova forma de realizar os cálculos salariais.

A Coordenação Estadual do Sintepp, independente da resposta da Justiça do Estado, convoca todos (as) trabalhadores (as) para participarem da assembleia do dia 07 de novembro, no Centro Social de Nazaré, às 09 horas para decidir os rumos do movimento.

Avançar sempre, recuar jamais! Nenhum direito a menos!

Fonte: SINTEPP

BaDimarcus disse...

Olá, Perereca. Sobre o "É, caro leitor: até um coador de café...", se o governo fechasse a sua casa com tudo que tem dentro e a desaproprissem, você não acharia justo que tudo tem lá dentro deveria ser listado e documentado. Até o seu coador?

Anônimo disse...

Realmente para a saúde o dinheiro não importa. Mas como dinheiro é público, o ordenado tem que ter mais cuidado de como ele anda gastando o nosso dinheiro.
Agora vamos aos fatos, por que a proprietária vendeu um prédio, que não tinha nem seis meses de inaugurado? Por que vendeu um hospital que era o sonho da vida dela?
Bem ela é tucana roxa.
Para quem não sabe a irmã dela é uma das diretoras da Santa Casa.
Tudo explicado não?
Irmã de uma DAS desse governo.

Anônimo disse...

Como já dizia o Curubinha do Jurunas: "pimenta é refresco no cu dos outros". Com mais essa presepada do jatene o cu do povo além de assado ficou sem pregas.

Anônimo disse...

Uma das sócias da maternidade do bebê ( hoje hospital jean $$ Bitar) é filha de um poderoso supermercadista da cidade.

Anônimo disse...

Irmã da destemperada Neila Dahas?

Anônimo disse...

Destemperada é pouco.Trabalhei com Neila na URES e é uma experiência que não quero repetir.

Anônimo disse...

- Ela é maluca mesmo. Pensa que os servidores da Santa Casa, são seus empregados.
Quero distância dela.

Anônimo disse...

Fica a pergunta se foi compra ou expropriação. Se foi expropriação que rapidez e fraternidade entre expropriador e expropriadas.Se foi compra ,cadê a licitação? E a precificação do prédio, equipamentos ,instrumental,mobiliário,farinheira ,coador de café,lixeiras de plástico,pratos usados e copos usados(itens que estranhamente estão listados).Mais uma vez ressalte-se que não se discute a necessidade de mais leitos hospitalares porém o recurso público tem de ser empregado com lisura e tranparência .AGUARDAMOS ESCLARECIMENTOS DO governador que adora causar sensação na mídia(menos quando seus rebentos e ex tiveram seu patrimônio incompatível exposto no caso do Ed. Wing).Como funcionária pública da SESPA morro de curiosidade de saber quanto custou a farinheira de plástico e coador de café.

Anônimo disse...

Quero refrescar a cabeça dos senhores adimiradores desse blog e conterraneos que existe um hospital em poder DO IASEP que se jamava INCOR localizado na gentil, que poderia ser usado a um custo bem mas barato aos cofres publicos e assimainda proporcionando mas um espaço de atendimento a populaçao sem contar que passaria a ser utilizado em vez de deixa-lo abandonado como esta, a verdade é a onde a fumaça a fogo, e o dinheiro que poderia ser bem melhor utilizado vai ficando com os RATOES AS VELHAS RAPOUSAS que nao estao nem ai pra populaçao, esse SR.secretario de SAUDE é uma marionete e por isso que ainda estar por la, pois nao tem mas condiçoes nenhuma de estar la, e so conferir suas visitas pelo interior do estado, e quase nenhuma como saber das necescidade se nao viaja se nao conhece a realidade, mais o povo estar atento o pvo coloca e tira pode esperar esse governador ja era, enquato faz investimentos a custos elevados deixa de pagar fornecedores pequenos e so ir la na sespa e ver o choro na sala do financeiro do prestadores de serviço que estao atrasados a 60 dias , mais eu to falando de nf de $ 600,00. isso e so hum exemplo, amiga a verdade é corra quem poder pq as coisas estao perdidas, coitado do POVO. so DEUS para salvar.

Felipe Ericeira disse...

Bem que você poderia lançar um concurso para descobrir quem e a pessoa operade de Hemoroidas no hospital Jean Bitar.
Ronaldo B Totó do O quem será ?