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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma mulher de 6,8 milhões de dólares!

Desculpem a ausência, mas é que agora sou uma mulher de 6,8 milhões de dólares.
Não que alguma vez tenha imaginado valer menos.
Modestamente, sempre imaginei 10 milhões de dólares um preço bastante razoável pela minha consciência.
Afinal, tamanha bufunfa me permitiria comprar um belo palacete em Lisboa e sustentar um harém com uns 60 moçoilos casadoiros, todos na faixa dos 30 anos, dois para cada dia do mês.
Não gosto muito nem de vinho nem de “visqui”. Mas, certamente, tomaria muita coisa, em muitos lugares...
E, claro está, estou a me referir a cervejas importadas, por exemplo, em frente ao paradisíaco Tejo.
(O que é que vocês pensavam que era já? Ô “xentalha” maliciosa, essa que freqüenta este blog!...)
Não, caro leitor: não sou hipócrita para andar a dizer por aí que não tenho preço.
Em verdade vos digo: depois de muito meditar, cheguei à conclusão de que tudo o que foi publicado na Perereca não passa de profunda inveja.
Quer dizer: da mesma forma que as mulheres temos, freudianamente falando, inveja do pênis, também invejo o savoir faire daqueles que surrupiam, tão graciosamente, o erário.
Anônimos, aliás, já haviam me alertado para isto: que invejo o nepotismo, as sinecuras, as assessorias fantasmas, os contratos superfaturados, os direcionamentos licitatórios, e, mais recentemente, as montanhas de tíquetes-alimentação da Assembléia Legislativa.
É claro que, no início, relutei em aceitar tal explicação.
Mas depois de muitos “OMs” e “AUMs”, e de muito confabular com o meu analista, cheguei à conclusão de que, rrrealmente, nunca fui movida pelo interesse público: moveu-me, em verdade, uma inveja tinhosa, em relação aqueles que metem a mão na bufunfa.
O que sempre quis, dizem-no todas as simbologias psicanalíticas, é me locupletar com a bufunfa.
E, como jamais consegui atingir tal objetivo, acabei por perseguir, de maneira pérfida, esses inocentes cidadãos que se locupletam com os cofres públicos.
No entanto, hoje estou curada desses “arroubos doentios”; dessa “mania de ver irregularidades em todo canto”, como, aliás, também me alertaram alguns anônimos.
Hoje, e até porque percebi que nunca fui movida a ética, vejo com a maior naturalidade alguém empregar a mãe, a mulher e as filhas em qualquer repartição pública.
Afinal, para que concurso público se os únicos sujeitos honestos e competentes são os parentes da gente?
Também consegui superar esse meu “trauma licitatório”, repisado por vários anônimos.
Afinal, para que fazer licitação quando se tem a empresa fantasma do cunhado ou do compadre para prestar esse relevante serviço de dilapidar os cofres públicos?
Aliás, já até pensava em bater na porta da Assembléia Legislativa, para pedir uns tíquetes-alimentação e umas quentinhas, quando descobri que sou uma mulher de 6,8 milhões de dólares.
Passou-se assim: estava eu posta em sossego, quando recebi um email dando conta de que tenho direito a receber toda essa fortuna.
Dizia o email: “This officially inform you that the ATM card number 4278763100030014 with Fund worth 6.8 million dollars has been accredited in your favour. Please contact Mr.Albert Osazuwa with the following info.
Full Name:/Delivery Address: /Age: /Gender: /Occupation: /Phone Number: /Skype ID: /passport:
Best Regards
Albert Osazuwa”
Égua, vocês acham que isso é golpe? Sério???!!!
Poxa, que durou tão pouco esta minha ilusão de 60 escravos sexuais... Todos parrudos e na flor da idade, diga-se de passagem...
Fazer o que, né?
“Intonces”, a Perereca estará de volta nesta semana, mais “invejosa” do que nunca.
Sabem como é: nesta terra, se a gente não rouba e nem deixa roubar tem é inveja de quem rouba...
“Bom” é quem faz “caridade” com dinheiro público para a sua corriola...
“Mau”, “egoísta”, é quem atrapalha tamanha “beneficência”...
A sério: estou a resolver alguns problemas pessoais, cuja resolução já não podia ser adiada.
Até porque de resolver essas questões depende a possibilidade de este blog continuar – e continuar de forma independente, como sempre foi.
Tenho amadurecido um projeto de sustentabilidade deste blog, até para transformá-lo, quem sabe, num dos primeiros portais de Jornalismo Investigativo deste país.
É isso: quando me foi dada a possibilidade de investir em alguma coisa, resolvi apostar num sonho coletivo – e penso que, até pela minha história de vida, nem poderia ser diferente...
Já adquiri o domínio da Perereca da Vizinha, estou a abrir uma conta bancária, para receber doações, e pretendo, também, incrementar a recepção de anúncios.
Mas para que tudo isso dê certo preciso, principalmente, reduzir as minhas despesas, especialmente quanto ao lugar onde moro – e é esse nó que estou a tentar resolver. Preciso de, tenho de, vencer a minha vulnerabilidade.
Se Deus quiser, isso estará resolvido nesta semana.
E, se tudo sair como estou a pensar, este blog poderá iniciar uma fase de atualizações diárias, como nunca aconteceu até aqui. E daí para um portal será um passo.
A fazer o que mais amo e o que, eu sei, vocês também adoram: Jornalismo.
Apesar de Jornalismo, nesta nossa província, ser, desde sempre, quase que um palavrão...
Espero em Deus que tudo dê certo.
Por isso, “güentem” aí só mais um pouquinho.
Já, já começa o segundo round da Perereca com toda essa “buona gente”...
FUUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!!
..........
Pra vocês!




10 comentários:

Anônimo disse...

Perereca,quantos aos 6,8 milões de dolares,eu acho dificil,más quantoaos moçoilos na casa dos 30,da para se realizar,pois estou nessa faixa,ehehehehe

Anônimo disse...

Estava com saudades e ao mesmo tempo preocupado com a pausa, que poderia significar tantas coisas. A volta nos alegra e a energia demonstrada no texto nos dá a segurança que a teremos no cotidiano com o efetivo trabalho do jornalismo investigativo, prática de poucos profissionais do ramo. Viva a Perereca.

Anônimo disse...

Ana Célia, esse papo de "novos projetos" é desculpa, é falta de coragem de dizer fuuuiiii....! O blog acabou! A grana do cala a boca prevaleceu, sim, esta é a pura verdade.

Vicente Cidade disse...

Cara Ana,

Vou torcer muito para que você consiga concretizar essa idéia, sabemos que não é fácil fazer jornalismo sério e investigativo num país onde a imprensa enriquece chantageando empresários e políticos.

Espero mesmo que consigas, estamos precisando muito desse espaço e você é muito competente. Tem tudo para dar certo.

Desejo sorte e Sucesso.

Anônimo disse...

A sua indução lhe leva a uma falsa conclusão. Há efetivamente aqueles cujo desejo reprimido é o sofrimento. Que reclamam de tudo, da vida, da sinceridade, por que em verdade o seu prazer se encontra no sofimento. Então eles adoram continuar a sofrer e não necessitam de outra forma de satisfação. Nessecitam sim que lhes pisem, sacaneiem, trapaceiem, para então encontrarem um sentido de viver. Esses adoram o "charme" dos poderosos, mesmo os criticando, por isso todos os anos eles têm um candidato em quem votar.

Anônimo disse...

Estou na torcida pelo seu projeto. Vai ser uma contribuição enorme para a sociedade e para mim, particularmente.

Avante ao jornalismo de verdade, que tá fazendo falta por estas bandas.

Anônimo disse...

Perereca,
A vida é um sutian. Mete os peitos !

NIna disse...

Perereca,

Quem, no Pará, tem 6,8 milhões de verdinhas? Se se for o JB, mas este não divide o que roubou de nós, por NADA, nesse mundo. Acho que vais continuar pobre de marré, marré. Ou então, mana, começa a jogar ma Mega.

Anônimo disse...

Está casa vez mais complicado ler seu blog, sua página está demorando a carregar, muita pesada e a navegação é lenta, eu desisto, reveja sua página, está muito carregada!

Anônimo disse...

JORNALISTA!

Conte, desde já, com nossa colaboração, na verdade, sociedade...rsss.
A admiração vc sempre teve.
Qual é a conta para as doações?

Nika.