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domingo, 21 de outubro de 2007

Rebelião1

A Rebelião dos Rifados



É engraçado como algumas pessoas se mostram intolerantes quando assumimos determinadas posições.

Desde a semana passada, quando declarei minha opção por Valéria, não paro de receber bicudas. E o pior é que sei que muitas outras virão.

Infelizmente, a política paraense é tão primária que inexistem adversários – qualidade do que é, sempre, eventual.

O que existe são inimigos, que é preciso “destruir”.

É como se insistíssemos em transportar para a arena política o capitalismo selvagem e a sanha implícita de destruição.

Ao fim e ao cabo, nada assim tão espantoso num estado que ainda abriga legiões de miseráveis e até a escravidão...E em que, os intelectuais, em geral, infelizmente, nunca leram além de um livro didático...

Creio que já dei todas as explicações possíveis acerca do meu posicionamento, da minha opção por Valéria.

Resta-me, apenas, bater numa tecla essencial, do próximo pleito: a recusa de ser, simplesmente, rifada.

Para mim, esse é um mote extraordinário que haverá de explicar muita coisa...

Como os R$ 20 milhões “concedidos” pelo governo petista a esse prefeito Metralha, justamente no período pré-eleitoral...

Vinte milhões para que Duciomar possa “guaribar” mais e mais ruas e praças, para nos enganar, novamente... Nós, o “povinho do nariz furado”, não é mermo?...

Para que Duciomar e o bando dele - a horda dele - possam enfiar mais e mais dinheiro público naquela conta bacana lá da Suíça...E para que não atrapalhem as “jogadas brilhantes” dos nossos políticos, em 2010...

O que alguns desses políticos estão a esquecer – ou fazem de conta que esquecem – é a História desta cidade.

A força, a coragem, a determinação dos cidadãos de Belém...

Esse desejo que existe em cada um de nós de não nos rendermos à bandidagem, por mais assustadora que pareça...

Tais políticos acreditam, que, com dinheiro farto – a bamburrar, digamos, assim, porque eles sempre bamburram, não é mermo? - poderão realizar uma grande lavagem cerebral em nossa cidade.

Como se bastasse distribuir “desmemoriol” – aquela tal pílula do esquecimento que eles tomam todos os dias – para que nós, o “povinho do nariz furado”, nos rendêssemos assim...

Nem estranho que o PMDB – leia-se Jader Barbalho – aja assim. E peço desculpas às novas lideranças do PMDB por falar delas assim. Mas, a verdade é que o velho, que falou tanto em juventude, não consegue dar espaço a mais ninguém, pois não?

A mim o que dói é que o PT e o PSDB tenham descido a tanto, também.

Afinal, o PT e o PSDB já foram a esperança da política brasileira.

Com esse discurso esfarrapado da ética e da moralidade pública e do compromisso com a população mais pobre...

Como é possível, então, que esses partidos imaginem rifar 1,6 milhão de pessoas?

Como é possível que esses partidos acreditem na possibilidade de entregar nossas vidas, nosso cotidiano, mais uma vez, nas mãos da horda de Duciomar?

Os “donos” desses partidos também vivem em Belém.

Os filhos, os netos deles, cruzam com os nossos filhos e netos, todo santo dia, quanto vão à escola, à lanchonete, à boate, ao restaurante da moda...

Será que esses “iluminados” imaginam que, por serem filhos e netas deles, esses meninos e meninas estão imunes ao que acontece em nossa cidade?

Será que imaginam que esses meninos e meninas não poderão contrair dengue ou outra doença qualquer - e até acabarem mortos – sim, MORTOS! – por uma doença, por um assaltante ou até por um acidente de trânsito?

Mas, em que planeta, em que mundo vivem esses “iluminados”?

Imaginam, por acaso, que os condomínios, as cercas elétricas e todo o aparato de segurança que pagam - com o nosso dinheiro, diga-se de passagem! - podem apartá-los, de fato, do restante da população?

A que grau de esquizofrenia chegaram as elites que dominam Belém?

Se não estamos livres nem de um vírus que escapa na China, nos Estados Unidos, na Inglaterra, quanto mais de um vírus que está bem aqui, a destruir Belém...

Mas, essa gente parece que acredita ter uma espécie de “pacto com Deus” – ou com Satanás, talvez...

Parece que se acredita melhor, acima, de todos nós...

Como se o dinheiro que juntaram às nossas custas fizesse deles alguma coisa de “super”, “trans”, ou sei lá mais o que...

Eles esquecem que o cotidiano acontece justamente nas ruas da nossa cidade – e não entre os muros hiper-seguros dos condomínios que pagam com o dinheiro - suado - do nosso bolso...

Esquecem que doenças, acidentes, violência são olham a posição social, a cor, a religião, o sexo, a idade de quem quer seja...

Será que o Poder cega tanto as pessoas? Será que o Poder é capaz de fazer isso às pessoas – ou elas já eram assim e nós é que não percebemos?

Não, não serei rifada – me recuso a ser rifada!...

Que os senhores e senhoras que nos querem rifar, que se mudem para Marabá, Santarém, Altamira, Tucuruí, Ananindeua - ou para qualquer outra cidade ou para qualquer outro “pólo” que considerem mais importantes...

Para mim, é como diria Cícero, o grande orador dos romanos: que peguem as suas gentes, as suas coisas e deixem esta cidade – de vez!

Que se vão, com as suas “jogadas brilhantes” e as suas tralhas, para bem longe daqui...

Eu, de minha parte, já me sentirei bem mais segura se, entre nós e essa gente, houver, ao menos, o muro do eleitorado...

13 comentários:

Jeso Carneiro disse...

Pelo-amor-de-deus, Ana, não aconselhem os que querem rifar vc. e os belenenses a virem para Santarém. Já temos os nossos vendilhões. E não são poucos. E que trabalho eles nos dão. Por favor, Ana!

Anônimo disse...

Não vejo nada demais você apoiar a Valéria para a Prefeitura de Belém. Acho também que ela é um bom nome, embora não a conheça tão profundamente, o que precisarei fazer antes de definir o meu voto. Mas conheço a história política do deputado federal Vic Pires Franco, e nesse eu não posso confiar, não posso votar. Só de olhar pra ele já dá uma idéia de coisa ruim, de coisa falsa, é um demagogo, está escrito na testa. Isso me preocupa, de como a mulher dele pode,se for eleita, administrar uma cidade como Belém com esse sujeito por perto? Fico pensando e confesso que não encontrei até agora resposta, ou melhor só encontrei uma: não pode.

Anônimo disse...

Esse ódio entre Vic e Ana Célia,vai acabar virando amor.Quanta contradiçao meu deus,e isso vindo da cabeça de jornalista.A quem apelar.....

Anônimo disse...

É Perereca, se conseguires a Valéria sem o marido dela Vic Pires Franco fique certa que eu também estou com você e vou pra rua fazer campanha. Mas quero antes garantias de que essa possibildiade pode virar uma realidade. Do contrário, estou fora, muito fora.

Edson Pantoja disse...

Lendo vc, Ana, sinto a triste sensação de que estamos prestes a novamente ter de aturar o "super herói" escolhido por outrem... e tudo isso em troca de semáforos digitais e avenidas que piscam se pistas de aeroporto, dos quais, aliás, sei que não precisavamos.
Quanto ao "assistencialismo utópico" de Valéria, é uma demanda para qual há imensa procura. Mas podemos culpar a ela, Valéria, pelo povo que quer sentir-se ninado nos braços das "mães gentis" que vez por outra afloram - graças a Deus por elas - nos "jardins" do Grão Pará? Como o foi Marilda Nunes? Como o foi Ruth Passarinho e até mesmo Elcione Barbalho?
Em minhas andanças pelo Estado - "Almir faz, Almir fica" - pude constatar porque em pouco tempo os que vem de fora enriquecem enquanto "os nossos" continuam a nada ter. É que falta quem lhes pegue pela mão e leve até a "certidão" ao "óculos" enfim. Não se questiona que isso são direitos que os "eleitos" têm o dever de proporcionar. No entanto, a ter menos do que já tem, que o povo possa contar com Valéria emprestando-lhes a certeza da "presença viva" do governo através dos "óculos" e das "certidões".

Edson Duarte Pantoja

Anônimo disse...

Ana, como você mudou hein?! Pena que foi para pior...Humm! O barata estava certo!

Anônimo disse...

Minha querida Ana Célia, ainda é tempo de refletir sobre essa sua decisão. Você, melhor do que nunguém, sabe muito bem que esse VIC não vale um tostão furado.VALÉRIA ELEITA, É VIC PREFEITO.

Anônimo disse...

É impressionante como a Valéria e o Vic dão o maior ibope.
Né não, Ana Célia ?

Anônimo disse...

Esse VIC, como diz o anônimo das 9:07, pode não valer nada pra ele. Pura inveja.
Agora uma coisa é certa, esse VIC vale 150.000 votos, depositados na urna livremente pelo povo do Pará.
É mole, ou quer mais ?
E esse anônimo, vale um tostão furado ?

Anônimo disse...

O anonimo das 9:07,vale sim e muito,viu Vic? é pagador de impostos e eleitor.Não são 150.000 votos que vc tem não,tenho certeza que o povo do Pará saberá dar o troco em vc,no momento certo.

Anônimo disse...

Com certeza anônimo das 7:39
O povo do Pará vai continuar reconhecendo o trabalho do deputado Vic Pires Franco, como representante do nosso Estado no Congresso Nacional.
Aliás, vem fazendo isso desde 1994.
E só pagar impostos, não transforma ninguém em gente.

Anônimo disse...

Ao de 06:43,mas ELEITOR se transforma em gente próximo das eleições,né Vic?

Anônimo disse...

Essa questao de apoiar alguem para cargos eletivos diz respeito a penas ao eleitor, mas, o eleitor tem que avaliar o passado, o trabalho social, a intensidade de comprometimento com o povão e, isso, sinceramente, eu não enxergo na Valéria, que caiu de paraquedas na vice de jatene e só fez trabalho de marketing em sua imagem pessoal durante os 4 anos. Pode até haver ajudado os mais pobres, mas creio que foi pensando mais no ganho político e não na sua convicção mais íntima de ajuda ao povão.

Não se iludam com o rostinho bonito e com a técnica de falar, pois fruto de experiencia jornalística. Na essencia, é de bambu, só capa, por dentro tudo ôco.

Vic e Valéria são espertos, mas não os vejo sinceros. Ontem, Vic era um simples amigo do "reizinho" Rominho, hoje um milionário, dono de empresa de factoring (agiotagem legalizada), que somente os que tem muito dinheiro, como ele, podem ter essa atividade. Morador no edif. Atalanta, o mais caro apto por metro quadrado de belém. Sua casa em Benfica é suntuosa, idem sua casa de salinas.

A empresa do pai da Valéria, Cosmorama, vendeu todos os vidros para o Mangal das Garças. Não acuso de desonestidade essa venda, mas senti cheiro de ausencia de ética na relação com o poder.

E a íntima relação com o Fernando "Beira Mar" Dourado, da SESPA na gestão tucana? Foi outro capítulo tenebroso, onde foram detectadas comprovadas irregularidades, para dizer o mínimo.

Não, mil vezes não. Prefiro o falso médico à falsa Barbie.