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terça-feira, 22 de maio de 2007

A César

A César o que é de César



Acho engraçado quando as pessoas elogiam as matérias investigativas que fiz.

É bem verdade, que, humanamente, tenho vontade de me apropriar desses louros.

Mas, esse é o tipo de apropriação indébita que não está em mim.

Sempre penso em como teria sido se tivesse trabalhado em outro jornal, que não o DIÀRIO.

Se, em tais investigações, não tivesse tido a ajuda decisiva de três senhores admiráveis, que eu amo de paixão – e os três sabem que é a eles que me refiro...

São três jornalistas extraordinários. Nenhum possui diploma ou registro. Mas têm um amor pela notícia, que é raríssimo hoje em dia, pra mais nas posições que ocupam.

Esses três senhores, aos quais tive a honra de conquistar o respeito, a confiança e a amizade, foram imprescindíveis em cada etapa das investigações que fiz.

Ranzinzas, exigentes, poderosos, mal humorados, por vezes – e eu, com essa minha paciência infinita, oh, Senhor Deus!...(eh, eh, eh).

Nunca vi uma química como a que existe entre esses três senhores. Eles nem percebem, mas, quando jogam juntos, não tem nada pra ninguém. Todo mundo come poeira.

Um adora investigar. O outro enlouquece com a notícia. O terceiro pondera tudo isso e chama todos à razão...

Mas, apesar de toda a inteligência, da sagacidade, eles nem percebem que possuem qualidades complementares – que ajudam, aliás, a dissimular os enormes defeitos que possuem, eh, eh, eh...

Mas, essa química é que fez do Diário do Pará o que é. Os três foram determinantes para isso. Os três.

Quem tenta descartar um deles, ouviu o galo cantar, mas não sabe onde.

Quem tem compromisso, de fato, com o jornal, não atiça eventuais intrigas. Porque cada um deles, ao seu modo, tem papel decisivo nessa trajetória.

Os três são uns meninos bem bacanas. E eu me sinto enternecida com a amizade de cada um deles.

Amizade que só é possível, diga-se de passagem, por eu ser uma alma franca e meiga e profundamente compreensiva – eh, eh, eh...

Mas, o fato é que não me imagino sem algum deles. Não só o meu trabalho, mas, o meu mundo, ficaria mais pobre. E o jornalismo, certamente, não seria mais o mesmo...

6 comentários:

Anônimo disse...

Perguntar não ofende, né?
Além de o Diário do Pará, onde mais a senhora trabalha, mesmo? É possível de saber ou é segredo?

Ana Célia Pinheiro disse...

Caro anônimo:

Infelizmente, você está atrasadíssimo. Trabalho, exclusivamente, no Diário do Pará.
FUI assessora da Sead por uns dois meses, apenas - e você mesmo pode conferir isso, nas páginas do Diário Oficial do Estado.
O problema é que não consegui conciliar as atividades de repórter e de assessora.
Como a única coisa que tenho no mundo é o meu nome e não estava encontrando tempo para fazer um bom trabalho, em ambos os locais, considerei que isso acabaria por colocar em xeque a minha competência profissional.
Disse isso, aliás, à secretária Maria Aparecida, a quem conheço há quase 30 anos, desde o tempo das lutas contra a ditadura militar. E foi por essa história de luta e pelo trabalho que fiz, no passado, para o meu partido, o PSB, que fui convidada para aquela assessoria. Aliás, não apenas o PSB reconheceu a minha competência na área da Assessoria de Comunicação, anônimo: como você deve saber, já trabalhei,nesse segmento, também com o PSDB, o PFL e o PT.
O ex-governador Simão Jatene, aliás, quase implorou para que não partisse, quando decidi pedir o boné...
Mas o principal motivo que me fez deixar a Sead foi a questão ética: achei difícil ser, ao mesmo tempo, repórter e assessora de imprensa de um órgão do governo. Se fosse de uma ONG, talvez até desse. Mas me senti desconfortável ao fazer matéria para o jornal, sobre tema pertinente a Sead.
Sinceramente, anônimo, você me deixou muito feliz com o seu comentário. Afinal, me deu a chance de esclarecer, de uma vez por todas, essa questão.
Muito obrigada pela atenção. Volte sempre.

Ana Célia

Quaradouro disse...

"Tenho vontade de me apropriar desses louros"... Quê isso Don'Ana Célia? Nós, pretos, não temos nenhuma chance?
Parabéns pelo blog. Vou pedir ajuda para indicá-lo como um dos preferidos.
Um abraço

Anônimo disse...

Três poderosos..., com qualidades complementares...

...ahhhhh, conta vai!!!

Ana Célia Pinheiro disse...

Muito obrigada, Ademir! Bacana nos linkarmos. Adoro Marabá! Tenho excelentes lembranças daí.Para falar a verdade, amo de paixão! Bjs, Ana Célia

P.S: louros, queridinho, como você bem sabe, é só maneira de dizer!...

Ana Célia Pinheiro disse...

Três poderosos... Foi só maneira de comentar os meninos! Não fique curioso, anônimo, não fique! Afinal, eles são muito mais do que isso!... Obrigada pela atenção. Bjs, Ana