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quinta-feira, 17 de março de 2016

Já imaginou como seria a sua vida sem a Democracia?







Você já parou pra pensar sobre o significado dos direitos e garantias constitucionais?

Você sabia que esses direitos e garantias não foram feitos “apenas para os poderosos”, mas para proteger a mim e a você?

São eles que permitem, por exemplo, que você esteja me lendo agora, enquanto expresso livremente as minhas opiniões. E que permitem a você rebater livremente tudo o que escrevo, caso não concorde comigo.

É por causa deles que você pode usar a roupa que quiser, o sapato que quiser, o corte de cabelo que quiser. E que ninguém pode lhe agredir, impunemente, por isso.

São eles que impedem que algum policial lhe arraste pra prisão e lhe deixe lá mofando, só porque não foi com a sua cara.

É por causa deles que outros cidadãos, policiais ou não, não podem espancar, torturar e até matar você e seus amigos, só porque vocês decidiram se reunir pra tomar um chopinho, dar uma festinha, debater ideias, organizar uma passeata pra melhorar a sua rua -  ou, simplesmente, rezar.

São eles que lhe permitem processar, na Justiça, alguém que pegue uma foto íntima sua e se utilize dela, pra lhe ofender, humilhar, nos veículos de comunicação e nas redes sociais.

É por causa deles que você pode publicar um poema, um livro, cantar uma música, encenar uma peça de teatro sem que alguém possa lhe dizer: “Não, você não vai fazer isso, porque eu não quero, porque eu não gosto, porque vai contra os meus interesses ou a minha sagrada opinião”.

Isso vale, também, para aquele filminho bacana que você tanto gostou, aquele que você considera o melhor que já viu na vida: sem os direitos e garantias constitucionais, talvez esse filme nem existisse. Ou, se existisse, talvez você não pudesse assisti-lo, porque estaria proibido.

São esses direitos e garantias que permitem um homem amar outro homem, uma mulher amar outra mulher, ou um homem amar uma mulher sem que sejam punidos por causa disso.

É por causa deles que todos nós – brancos, negros, pardos – podemos usar as mesmas calçadas e elevadores, frequentar as mesmas escolas, festas, hospitais, já que todos nós – brancos, negros, pardos – temos de ser tratados da mesma maneira, pelo Governo e pela sociedade.

São tais direitos e garantias que permitem que você se defenda, tenha um advogado, apresente provas e até conteste a decisão de um juiz, caso você seja acusado de alguma infração, irregularidade ou até de um crime (e a gente nunca sabe o dia de amanhã, não é?)

São eles que lhe permitem exigir uma ordem judicial quando a polícia quer entrar na sua casa e bisbilhotar seus emails. Sem tais direitos e garantias, qualquer maluco, policial ou não, poderia fazer tudo isso com você, a qualquer momento, só porque lhe deu na telha.

O problema é que esses direitos e garantias estão tão presentes no dia a dia de uma Democracia que, muitas vezes, nem percebemos a importância e a dimensão que possuem.

Daí o silêncio de tanta gente enquanto o Brasil caminha para um golpe de Estado, e até para uma ditadura.

Quer saber como é viver em uma ditadura?

É fácil: feche os olhos por uns cinco minutos e imagine a sua vida sem os direitos e garantias de que falei.

Imagine não poder reunir com seus amigos, pintar o cabelo de vermelho ou até navegar livremente na internet.

Imagine um governo que possa determinar tudo o que quiser, sobre a vida de todo mundo.

Imagine uma polícia que possa fazer o que bem entender – inclusive, humilhar, bater e prender pessoas, só por causa de uma simples camisa ou de uma saia curta.

Imagine.

E veja se não vale a pena lutar pela Democracia.

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Ato em defesa da Democracia, contra o golpe, em Belém. Amanhã (18/03), às 17 horas, na Praça da República.

3 comentários:

Anônimo disse...

ja tivemos outro impeachment e nao houve ditadura, mas agora que é com o pt todo mundo fala em ditadura...esquece isso! vamo só btar uns vagabundos pra fora e o barco segue

Diogo Ribeiro disse...

Ótimo texto! Didático e fácil de ler! Parabéns!

Anônimo disse...

Nem se perde tempo pra responder por gente preconceituosa que se pensa rico e é pobre de idéias. Coitadinhos deles que servem de massa de manobra. Se estudaram história não conseguiram aprender nada.