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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Incra assina R$ 91 milhões em contratos para levar assistência técnica a famílias agroextrativistas da RMB e Baixo Tocantins. É o maior investimento nesse tipo de serviço, na jurisdição do Incra de Belém.



Mais de 21 mil famílias assentadas em projetos agroextrativistas do Nordeste paraense passarão a contar, a partir deste mês, com assistência técnica, graças aos novos contratos da Superintendência Regional do Incra em Belém com seis prestadoras desse tipo de serviço. 

Assinados no começo deste mês, os contratos atingem R$ 91,7 milhões e permitirão atender famílias residentes em oito municípios do Baixo Tocantins e Região Metropolitana de Belém (RMB). 

É o maior investimento do Governo Federal em assistência técnica, na jurisdição do Incra de Belém.

A seleção e contratação dessas seis empresas ocorreu através de Chamada Pública, iniciada em outubro de 2014.  

Os contratos garantem assistência técnica às famílias extrativistas por 30 meses. 

Com as novas contratações, cerca de 43 mil famílias, de um total de 96 mil assentadas na jurisdição do Incra de Belém, passarão a contar com esse serviço. 

Um grande passo 

Segundo o superintendente regional do Incra, Nazareno de Souza Santos,  a assistência técnica é o primeiro passo para a estruturação produtiva dos assentamentos: ela qualifica os produtores familiares, abre caminho aos  financiamentos governamentais e melhora o acesso ao mercado, para a venda de produtos e obtenção de renda.

Também Carlos Augusto dos Santos, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Pará (Fetagri-PA), classifica os novos convênios como um grande passo. 

A seu ver, o objetivo a ser alcançado é a universalização da assistência técnica, para promover o fortalecimento e desenvolvimento socioeconômico dos assentamentos. 

O grande desafio que as empresas contratadas têm pela frente, destacou Augusto, é prestar um serviço com novas metodologias adaptadas à realidade amazônica das famílias ribeirinhas.

Melhorar em qualidade e quantidade a produção dos assentamentos é o que espera da assistência técnica o representante do Movimento dos Ribeirinhos e Ribeirinhas das Ilhas e Várzeas de Abaetetuba - MORIVA, Romildes Teles. 

Ele destaca o imenso potencial produtivo existente em seu município, particularmente no artesanato, pesca e manejo do açai, entre outras atividades que poderão crescer ainda mais com o acesso aos  financiamentos do Governo Federal, obtidos através da assistência técnica.

Veja os municípios que serão atendidos pelos novos convênios: 

Igarapé-Miri =  4.377 famílias em 10 projetos agroextrativistas
Afuá/Gurupá = 1.276 famílias em 7 projetos agroextrativistas 
Belém/Ananindeua= 1.030 famílias em 11 projetos agroextrativistas
Cametá= 3.646 famílias em 17 projetos agroextrativistas
Limoeiro do Ajuru= 3.661 famílias em 19 projetos agroextrativistas
Abaetetuba= 7.472 famílias em 20 projetos agroextrativistas

Total: 21.462 famílias em 84 projetos agroextrativistas 


(Fonte: Ascom/Incra/Belém, com modificações do blog)

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