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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Funcionários (as) do Banpará sofrem com assaltos constantes


É madrugada. Homens armados invadem a sua casa. Fazem refém você e a sua família. Não importa se a sua esposa está grávida, se você é idoso, se há crianças no ambiente. Todos estão sujeitos a terem uma arma apontada para suas cabeças, e suas vidas ceifadas ao menor descuido. 

Você fica sob ameaça constante a noite toda. Perto do amanhecer, os assaltantes se dividem. Uns sequestram sua família e os outros ficam com você. Te obrigam a ir até a sua unidade de trabalho, pegar todo o dinheiro do cofre e pagar o resgate de seus familiares em algum local que eles determinam. Caso não faça o que eles exigem, a ameaça é a morte de todos os sequestrados. 

Esse é o conhecido assalto no “Sapatinho”, violência a qual os funcionários (as) do Banpará vêm sofrendo constantemente. 

Somente este ano já ocorreram três: um na Agência BR-Ananindeua, em 2 de março; no PAB SEDUC, em 30 de março; e no Banpará de Rio Maria, no último dia 2 de abril. Fora as duas tentativas frustradas de sequestro no Sul e no Sudeste do Pará, no último dia 6 de abril, que os bancários perceberam as situações e conseguiram escapar. 

Em 2014, ocorreram “Sapatinho” nas unidades BR-Ananindeua, PAB SEDUC, PAB TJE, Agência Santa Isabel, PAB Centur, Agência Telégrafo, Agência Pedreira e PAB Hospital Gaspar Vianna, respectivamente. 

A diferença nesta modalidade de assalto é que ele não ocorre nas dependências do Banco, mas na residência do bancário (a), que fica sob ameaça constante e, caso não atenda as exigências dos bandidos, pode ter ceifada a vida de seus familiares. 

Embora esse tipo de assalto seja o que mais ocorre no Banpará nos últimos anos, a direção do Banco nada tem feito para refrear este tipo de violência. Nenhuma resposta efetiva foi dada para proteger a vida do seu trabalhador e familiares, que ficam constantemente sob a mira dos bandidos, mesmo que a Associação dos Funcionários do Banpará (AFBEPA) pressione constantemente por mais segurança. 

“É preciso que o Banpará tome alguma atitude para proteger a vida de seus funcionários (as) e familiares, pois são estas as verdadeiras vítimas da insegurança, do Sapatinho. O Banco sabe disso e nada tem feito para resolver. É preciso garantias de que, ao assumir alguma função de confiança no Banco, esta vida seja resguardada. Queremos cuidado e segurança com a vida, pois a vida do ser humano vale muito mais”, ressalta a presidente da AFBEPA, Kátia Furtado. 

A insegurança bancária não pode continuar. É importante proteger o patrimônio financeiro, mas a vida do ser humano também é valiosa. 


(Fonte: Ascom/AFBEPA)

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