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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Mais dois internautas denunciam negativas de policiais em registrar Boletins de Ocorrência. Até roubo e ameaça de morte a mulher policiais estariam tentando não registrar, contam leitores. Perereca continua sitiada. Faça a sua denúncia ao blog, ou procure o Ministério Público. Não se cale: denuncie!




Mais duas negativas de policiais em registrar Boletins de Ocorrência estão sendo denunciadas por internautas. 

As denúncias foram feitas no Facebook da Perereca, em comentários à postagem “No flagra: delegada se nega a registrar BO - é a impressionante fórmula de Jatene para reduzir as ocorrências policiais”. 

A postagem relata a negativa da Delegacia de Meio Ambiente (DEMA) de registrar um BO sobre os maus tratos infligidos a uma cadelinha de apenas quatro meses. 

A Perereca teve até de recorrer à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, que, na manhã de sexta-feira, 18,  encaminhou requisição à DEMA, para que seja instaurada a investigação criminal. Leia a postagem aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2015/12/no-flagra-delegada-se-nega-registrar-bo.html 

No Face, a leitora Maria Aparecida relata que uma amiga dela também não conseguiu registrar um BO na Delegacia da Mulher. 

Tenho uma amiga que foi ameaçada de morte pelo ex-marido e se dirigiu a Delegacia de Mulheres. Depois de esperar 3 horas para ser atendida, a Delegada disse que não poderia registrar a ocorrência e, apesar da insistência, o BO não foi feito e ela está aí, esperando morrer, a imprensa publicar, pra ver se eles vão registrar. Aí concordo com a Ana Célia Pinheiro: assim as estatísticas caem e no Pará não existe violência. É a real Ilha da Fantasia!”, diz Maria Aparecida. 

Já o leitor Moacir Neto narra um fato semelhante, ocorrido na Delegacia da Pedreira: “Ana Célia, vc não tem noção do quão comum é isso. Meus pais, há um tempo atrás, foram assaltados e foram até a delegacia da pedreira, o policial de plantão tentou se recusar a fazer o BO.. Meu pai sozinho "investigou" e uns colegas dele que viram o assalto falaram onde os 5 moravam. Meu pai foi a delegacia e nada fizeram, mas da ultima vez q meu pai perguntou dos meliantes, dos 5, 3 morreram, 1 ta preso e outro ta desaparecido. E até hj a aliança de casamento da minha mãe nunca foi encontrada e talvez nem exista mais. O problema é a raiva que dá quando isso acontece”. 

Outra leitora, Elze Cordeiro, manifestou seu espanto com a inação da DEMA. “Que história absurda!” – escreveu Elze – “A segurança pública desse Estado definha e, como se não bastasse, o crime de crueldade contra os animais é banalizado e tolerado como algo corriqueiro”. 

A Perereca está aberta para novas denúncias sobre fatos semelhantes. 

Não se cale: denuncie! 

E da próxima vez que um policial tentar se negar a registrar uma ocorrência, formalize uma queixa na Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, que funciona na 16 de Novembro, entre João Diogo e Joaquim Távora, no bairro da Cidade Velha, em Belém, no mesmo prédio do MP Criminal. 

Também não se esqueça de compartilhar essa postagem, principalmente nos grupos das redes sociais que você frequenta, para que mais pessoas tomem conhecimento e denunciem. 

Policial que se recusa a registrar BO pode ser acusado de crime de prevaricação, previsto no artigo 319 do Código Penal: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. 

Vamos fazer fila na porta do MP, para acabar com esse tipo de abuso. 

....... 

Enquanto isso, caro leitor, permaneço sitiada em minha própria casa. 

Ontem, saí para comprar água, em uma vendinha que fica dentro do condomínio. Havia acabado de voltar quando um carro preto, parecido com um que vi, certa vez, na casa de meus vizinhos (os tais “donos” da cadelinha),  parou na frente da minha casa. Entrei o mais rápido que pude e fechei o cadeado, com medo de uma possível invasão. 

Aliás, apesar da segurança do condomínio, tenho passado quase o tempo inteiro com os portões trancados a cadeados. 

Hoje, o arroz acabou, outros mantimentos estão para acabar, e não consigo nem ir ao supermercado, devido à possibilidade de que invadam a minha casa, para tirar a cadelinha do meu quintal, caso ela esteja sozinha. 

Tá vendo no que dá quando a polícia não cumpre o seu papel? 

O cidadão fica exposto a perigos absolutamente desnecessários, sempre que se nega a compactuar com um crime e a polícia resolve prevaricar. 

É o cidadão cumpridor de seus deveres quem acaba algemado; quem acaba cerceado até em seu direito básico, constitucional, de ir e vir. 

E como é que tudo isso vai terminar? 

Não sei, caro leitor. Só sei que se tentarem invadir a minha casa, para retirar essa cadelinha na marra, eu vou me defender. Sou deficiente física, quase não ando, mas vou me defender. 

E quanto à delegada Juliana Thomé Cavalcante do Rosário, da DEMA, que se negou a registrar o meu BO? 

No último demonstrativo do Governo do Estado, consta que ela recebe quase R$ 14 mil por mês de remuneração base. 

Dá ou não dá para cumprir o dever funcional de registrar as ocorrências e investigar?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

No flagra: delegada se nega a registrar BO - é a impressionante fórmula de Jatene para reduzir as ocorrências policiais. Cidadão enfrenta verdadeira peregrinação para registrar possíveis crimes e garantir direitos. É o faroeste do Pará de Jatene vivenciado pela Perereca da Vizinha.


O Pará de Jatene: enquanto o governador pesca, delegado vira promotor, advogado de defesa, juri, juiz e tribunal de recursos



É impressionante a situação a que chegou o estado do Pará.

Ontem, 17, dirigi-me à Delegacia de Meio Ambiente (DEMA), na Augusto Montenegro, para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) pelos maus tratos infligidos a uma cadelinha, de nome Laila, que um vizinho manteve acorrentada por praticamente 48 horas, nos últimos dois dias – sem falar na fome e sede que ela já passou nas mãos dele.

Trata-se de um filhote de apenas quatro meses que vinha sendo TORTURADA.

Sim, porque penso que devemos chamar as coisas pelo nome verdadeiro. E manter um cachorro acorrentado dia e noite é, sim, TORTURA.

Pois muito bem. Fui à DEMA toda serelepe com a cadelinha, imaginando que não teria qualquer dificuldade em registrar a ocorrência e entregar o bichinho à guarda do Estado, se fosse o caso.

Afinal, tenho fotos (cuja qualidade, é verdade, precisa ser melhorada), além de testemunhas sobre o abandono e maus tratos.

No entanto, para minha surpresa, a delegada se negou a registrar o BO.

Segundo a ilustríssima- doutora- delegada, não haveria “materialidade” no caso, já que o veterinário da DEMA, em exame “olhístico”, mais rápido e profundo que de médico do SUS, não constatou sinais de maus tratos.

Ainda tentei argumentar que possuo provas; que a cadelinha estava a sofrer danos psicológicos devido aos longos períodos de acorrentamento e que, certamente, existem outras opiniões técnicas além daquela  do veterinário da DEMA.

Também argumentei que fui eu a garantir até o básico da assistência veterinária a essa cadelinha: aos três meses, quando ela chegou ao condomínio onde moro, não havia sido nem vermifugada.

Fui eu a chamar uma veterinária (que se dispôs a fornecer um documento atestando isso). Paguei o vermífugo, as vacinas, ração para filhotes, vitaminas e até mesmo o shampoo, para curar as feridas provocadas por pulgas e carrapatos.

Tenho sido eu, aliás, a cuidar muitas vezes da Laila, acolhendo-a quando foge. Já tomei conta dela por dias e dias, enquanto seus “donos” simplesmente desapareciam, para ir passear. Na maioria das vezes, eles nem mesmo se preocupavam em saber onde ela estava ou se até corria risco de ser atropelada na BR.

Nenhum dos meus argumentos, porém, sensibilizou a ilustre delegada, que decidiu, sem nem mesmo examinar as provas que possuo, que não há crime nem nada. Daí a recusa de, ao menos, fazer um BO.

Confesso que fiquei profundamente chocada. Afinal, a ilustre delegada fez o papel de ministério público, defesa, júri, juiz - e tribunal de recursos.

Todo o processo legal resumiu-se à opinião dela. E todos os elementos probatórios foram resumidos a um laudo veterinário – e “olhístico”, diga-se de passagem.

Daí ter chegado à conclusão que a gente anda é torrando milhões à toa. Afinal, para que pagarmos juízes, promotores, advogados de defesa quando nos bastam uns doutos e eficientíssimos delegados?

É a solução para o emperramento do Judiciário brasileiro: um rito sumaríssimo “aos costumes”, no qual inexiste o direito ao básico, que é denunciar.

Fiquei a pensar com os meus botões: se fazem isso comigo, que sou jornalista e sei que eles não podem se recusar a registrar um BO, avalie o que não acontece com um cidadão lá do Tucunduba, para quem, às vezes, é Deus no céu e o doutor delegado na Terra...

Mas assim é fácil, né não?, “reduzir” as ocorrências policiais...

Um sujeito que andava pra lá e prá cá, evoluindo que nem passista de escola de samba, ainda me lançou um olhar irônico quando eu disse que queria a identificação da delegada – como se fosse algo de extraordinário um cidadão solicitar a identificação de um servidor público.

Disseram-me que se chama Juliana Cavalcante. Mas como não vi a sua identidade funcional, não posso nem afirmar que seja esse, realmente, o nome dela.

Ainda solicitei à DEMA que me fornecesse, por escrito, a recusa ao BO - mas tudo o que consegui foi  um chá de cadeira.

Também pedi o número da Corregedoria da Polícia Civil. Forneceram-me o 40069062, para o qual liguei sem obter resposta (sou muito ingênua, né não?, em ainda perder meu tempo tentando ligar pra essa tal de Corregedoria...).

Já em desespero, resolvi apelar ao Ministério Público. Liguei para o pessoal da área de Improbidade e fui orientada a procurar a Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial, que funciona na 16 de Novembro, na Cidade Velha, em Belém, no mesmo prédio do MP Criminal.

Mesmo tendo chegado lá antes das 14 horas, dei de cara com um cartaz que dizia: “Nesta Quinta-feira, 17/12/2015, o expediente na PJCEAP encerra-se às 12:00h, em virtude da confraternização de final de ano dos seus membros e servidores. Os documentos endereçados a esta Promotoria deverão ser entregues na recepção”.

Tirei fotos do cartaz e comecei a reclamar: “mas este Pará está realmente entregue às baratas!... Quer dizer que até mesmo o xerife, o fiscal da Lei, resolve ir flanar em confraternizações, em pleno meio de semana?”



Por sorte, parece que alguém, além de Deus, me ouviu. Pouco depois uma funcionária me informou que, na verdade, os promotores apenas haviam saído para almoçar, mas que logo me atenderiam...

Fui recebida pelo promotor Alcenildo Ribeiro Silva (muito atencioso, por sinal) que registrou a ocorrência e ficou de enviar, hoje, uma requisição à DEMA, para que seja instaurada a investigação criminal. O doutor Alcenildo também ficou de encaminhar o caso à Promotoria de Meio Ambiente, que cuida de maus tratos a animais.

Ainda tentei, caro leitor, dar uma “fuçada”, para saber se são frequentes, no MP, os casos em que os nossos doutos delegados se recusam a registrar um simples BO.

Fui informada de que isso seria “raríssimo”.

No entanto, fiquei a pensar, cá com os meus botões: quantos cidadãos é que sabem da existência dessa Promotoria?

Será que o cidadão lá do Guamá sabe que pode recorrer a essa Promotoria quando um policial se recusa a registrar um BO? Cadê os números sobre esse tipo de coisa?

Penso que a hipótese contrária é mais verossímil: o sujeito deve voltar da delegacia com uma enorme sensação de impotência, ao lhe ser negado, sumariamente, o direito de denunciar um crime.

E eu que imaginava, em minha santa ignorância, que quem decidia a culpa ou a inocência de alguém, e mesmo assim depois de examinar todas as provas, eram os nossos meritíssimos.

Mas neste faroeste que é o Pará de Jatene, pode tudo, né não?

E o interessante, caro leitor, é que uma simpatizante de uma ONG de defesa dos animais até se admirou de eu ter conseguido, ao menos, ser atendida na DEMA.

Segundo ela, até conseguir ser atendido é muito difícil.

Um integrante de outra entidade me disse que o problema é a insuficiência de gente e de meios, para uma delegacia como aquela, com atuação em todo o estado.

Ou seja: o prédio está ali, para a propaganda da Griffo fazer o maior alarde com uma ou outra ação. Mas como não tem gente e nem recursos suficientes, acaba se tornando quase que ficcional.

É ou não é a cara do Governo Jatene?

Daí que é possível até que esse “filtro” ilegal das ocorrências seja mais uma invenção dos “iluminados”da patota do governador.

Tudo para continuar negando à polícia aquilo que ela de fato precisa: meios para agir.

....................

Agora, caro leitor, e apesar da ilustre delegada ter decidido, em menos de vinte minutos, a inexistência de crime, eis me aqui sitiada em minha própria casa.

Tudo porque a cadelinha, na manhã de anteontem, fugiu de seu cativeiro, correu pela rua e entrou aqui. E eu, que resolvi acolhê-la, disse aos “donos” dela que só a entregaria à polícia, porque não serei cúmplice de TORTURA.

Aí, o “dono” dela veio pra porta da minha casa, à noite, para tentar me intimidar. E ontem de manhã, quando me dirigia à DEMA, fechou o carro em que eu me encontrava, para tentar retirar a cadelinha à força.

O sujeito só recuou porque o segurança do condomínio, que me acompanhava, alertou a síndica. Mesmo assim, ele continuou me seguindo de moto e só parou porque liguei para o 190, pedindo uma viatura da PM.

Na verdade, nem tenho dormido direito, atenta a qualquer barulho, já que o sujeito teria aventado a possibilidade de invadir a minha casa, para recuperar a cadela.

E veja que ainda nem consegui tentar fazer mais um BO (pausa para gargalhar: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

Já até imaginei a cena:

_Doutor delegado, eu queria registrar um BO porque o meu vizinho pode tentar invadir a minha casa, me bater e até me matar.

E ele, sem nem mesmo me perguntar detalhes do caso:

_ Pare com isso, minha filha! É final de ano!...Faça que nem o MP: vá se confraternizar!...

Para completar, diz que o torturador da cadelinha vai me acusar de roubo.

Mas eu mereço, né não? Como não quis ajudar o Jatene a surrupiar os cofres públicos, vou acabar acusada de surrupiar cachorro. Quer um final mais xexelento?

Não, definitivamente, só entrego essa pobre cadelinha à polícia. E se o doutor delegado quiser se responsabilizar por devolvê-la aos seus TORTURADORES, que o faça.

Jamais devolveria uma criança torturada ao seu torturador. Por que, então, faria algo assim a um bichinho indefeso?

Tem é que acabar com essa coisificação dos animais. Bicho é um ser vivo. Portanto, não tem esse negócio de “dono”.

Bicho, no máximo, tem um tutor ou responsável, ao qual, no entanto, não pode ser devolvida a guarda enquanto pesem suspeitas de abandono e de maus tratos.

Assim, só tenho é a agradecer ao Ministério Público e ao promotor Alcenildo Ribeiro da Silva.

Porque, se dependesse da DEMA, ainda acabaria é condenada como criminosa, em vez de ser apenas a denunciante de um crime e uma pessoa que se recusa a compactuar com TORTURA.

Mas fica a dúvida: quantos cidadãos deste nosso Pará, ainda que depois de uma verdadeira peregrinação, conseguiram garantir o direito de registrar um simples BO?

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Paulo Roberto Ferreira lança “A censura no Pará - A mordaça a partir de 1964”. Dia 29 de outubro, às 18 horas, na livraria da Fox.





Páginas censuradas, textos suprimidos, versos impedidos de ir a público, peças mutiladas, cenários proibidos, vidas apagadas. Gente presa, perseguida e torturada. O período mais sombrio da recente história do Brasil deixou marcas na sociedade e um legado que precisa ser lembrado.

Por aqui, quem nos instiga a memória é o jornalista Paulo Roberto Ferreira no livro “A censura no Pará - A mordaça a partir de 1964”, publicado pela Editora Paka-Tatu. O trabalho será lançado amanhã, 29 de outubro, às 18 horas,  na livraria da Fox Belém, na Doutor Moraes.

“A censura no Pará” se transformou em livro depois que o autor defendeu dissertação de mestrado na Universidade de Évora, em Portugal, com o título “Avaliação da Influência da Mídia, no receptor, sobre as mudanças políticas de 1964”.
Quando terminou a coleta de documentos e entrevistas, percebeu a oportunidade de retratar com mais profundidade o tema em escala regional.

Como professor, Paulo Roberto precisava pautar exemplos locais em sala de aula para abordar a falta de liberdade no Norte do país.

“E também do cidadão que viveu e acompanhou muitas experiências de censura, que ia desde a proibição de reuniões nos intervalos das aulas até o controle dentro das redações dos jornais e emissoras de rádio”, afirma o escritor.

O jornalista pesquisou jornais da época, colheu depoimentos e fez dezenas de entrevistas que mostram como a censura afetou as artes, o sistema de ensino e a comunicação paraense.

O livro traz entrevistas e depoimentos com personagens impactados pelo regime, como o dramaturgo Nazareno Tourinho, os críticos de cinema Luzia Miranda e Pedro Veriano, o publicitário Pedro Galvão, o professor e escritor João de Jesus Paes Loureiro, o compositor Paulo André Barata, o jornalista Nélio Palheta, o ator e diretor teatral Claudio Barradas.

Traz, ainda, depoimentos de Ruy Barata, registros sobre as perseguições a jornalistas e livreiros, como Raimundo Antônio Jinkings, entre outras figuras perseguidas e vigiadas por quem estava no poder.

Em um momento de protestos pelo retorno dos militares, o livro é uma das muitas iniciativas para lembrar a quem parece ter esquecido o que a sociedade brasileira viveu nos anos de chumbo.

Além disso, “A censura no Pará” serve como fonte de informação para as novas gerações compreenderem o que esse período representa para a nação.

“A falta de debate sobre isso contribui para que pessoas autoritárias desejem a volta dos militares, bem como jovens que desconhecem os horrores da Ditadura, manifestem apoio ao retorno de um regime que causou prejuízos incalculáveis ao povo brasileiro. E um dos meus objetivos é poder contribuir com o debate sobre esse tema. Espero que novos estudos possam ir muito além do ângulo que trabalhei”, deseja o autor. 


Sobre o autor

Paulo Roberto Ferreira é jornalista e escritor. Mestre em Ciências da Educação, trabalhou como repórter, redator e editor de jornais e revistas. É um dos fundadores da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos. Começou a carreira no jornal alternativo "Bandeira 3", editado por Lúcio Flávio Pinto. Em 1978, ajudou a criar o jornal “Resistência”. Viveu e acompanhou, dentro de redações de jornais, uma parte do ambiente de controle da informação. 


Agende-se

Lançamento do livro “A censura no Pará - A mordaça a partir de 1965”, de Paulo Roberto Ferreira. Dia 29 de outubro, a partir das 18h, na livraria da Fox (Doutor Moraes 584, entre Conselheiro Furtado e Mundurucus). 


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Fonte: Assessoria de Comunicação do jornalista, com modificações do blog.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

10 anos de Pererecagens!




A Perereca completará 10 anos em fevereiro do ano que vem. Já fiz até um selinho – que você vê aí em cima.

Dez anos... É um tempo de balanços... De pensar o que foi feito e que ainda virá...

Ao longo destes 10 anos, a Perereca publicou reportagens, que você continua a só ler aqui – infelizmente!...

Também (e apesar do Orly, da Griffo e seus asseclas) colecionou alguns marcos: foi o primeiro blog em que uma reportagem manchetou um grande jornal.

Foi, ainda, o único blog do Pará, até agora, a bater uma edição de jornal, com a ajuda das redes sociais.

Foi, ainda, o único blog a ensejar uma Lei – àquela que limitou as assessorias especiais.

É um blog que já manchetou, várias vezes, os jornalões locais e até pautou veículos nacionais de comunicação.

E que entrevistou os políticos mais importantes do Pará, dos últimos vinte anos.

Todo esse acervo permanece, graças, especialmente, à ajuda decisiva do Sindifisco (plim!plim!).

E eu me pergunto: vida longa à Perereca? Creio que sim.

Mas vida longa, sobretudo, a vocês!

Vocês, os leitores deste blog.

Eis que foram vocês, sei lá por que, a conduzir a Perereca a esse patamar.

Foram vocês a credibilizar este blog – e a credibilidade é o bem maior que qualquer veículo de comunicação pode almejar.

Por tudo isso, estes dez anos têm me feito pensar... Têm me feito rever toda a minha vida, desde a infância até este momento, quando estou prestes a completar 55 anos.

55 anos!... É um bom tempo de vida, né não?...

Faz pensar... Para redescobrir essa jornada, na qual, você e eu, buscamos o infinito: buscamos mudar o mundo!

E quer melhor intérprete do que a música?

Pra você, que nem mesmo sei quem é, mas que tanto me ajudou a  romper esse silêncio que desde sempre nos angustiou.

Pra você, que tem sido a minha luz, mesmo quando alguns apostavam que tudo seria sempre s escuridão.

Pra você, um pouco desse nosso caminhar.

(Como sempre, roubado dessa maravilha que é o Youtube.