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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Sindicato dos Jornalistas responde a diretor do Diário do Pará. Jornalistas continuam em greve e aguardam propostas concretas da empresa.





O Sindicato dos Jornalistas do Pará enviou nota à Perereca da Vizinha, na qual responde ao diretor do jornal Diário do Pará que falou ao blog ontem, 24 (leia a postagem aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/09/diretor-do-diario-do-para-rebate.html).

Eis a nota do Sinjor: 


“RESPOSTA DO SINJOR-PA 


O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA), que foi citado na entrevista de um diretor do jornal Diário do Pará, publicada na última terça-feira, 24, no blog Perereca da Vizinha, vem a público questionar por que o entrevistado se recusou a se identificar? Do que ele tem medo? Ou será vergonha? Ou será mesmo a velha intransigência do empresa que é "tida" como a maior potência jornalistica do estado, mas contraditoriamente, é o pior salário que o jornalista recebe neste estado.

O comportamento desse diretor só reproduz a postura do Grupo RBA, que desde o início da tentativa de negociação do acordo coletivo, em abril deste ano, insiste em esconder-se, esquivar-se, omitir-se, evitando o diálogo com a categoria e, precisamente, a solução dos sérios impasses que permeiam aquele ambiente de trabalho.

Uma coisa precisa ficar bem clara: o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Pará (Sertep) é uma coisa, e Diário (leia-se, grupo RBA) é outra. A empresa e esse diretor, seja quem for, sabem muito bem disso.

Uma coisa é o tratamento dispensado às pequenas e microempresas, por meio do Sertep, com o qual o Sinjor-PA assina uma Convenção Coletiva, que aliás este ano ainda não foi assinada. Outra coisa, é o trato com empresas de grande porte, como o Grupo RBA, com o qual o Sindicato tem um acordo próprio - o acordo coletivo, que há muitos anos luta pelo estabelecimento de um piso salarial. E eles também sabem muito bem disso.

Portanto, de uma vez por todas, o Grupo RBA precisa se conter e falar somente o que é do seu interesse. Definitivamente, o Sertep não é do interesse deles.

No cenário atual, que demonstra a resistência sim da patronal em dialogar com os trabalhadores – e não o contrário –, o diretor manda um importante “recado” aos grevistas com os quais não conversa: a promessa de que não serão demitidos, apesar de, contraditoriamente, assumir que a posição da empresa é de não garantir o prazo de estabilidade no emprego. Quem diz que não vai demitir, por coerência, não pode resistir a nenhum prazo de estabilidade para os grevistas.

Em abril, o Sinjor protocolou a proposta de inclusão do piso salarial no acordo coletivo junto ao Diário, no qual recomenda a fixação do salário de R$ 1.900,00 para o repórter em início de carreira, enquadrado na função A, bem como o escalonamento para as demais categorias do jornalismo. No entanto, o jornal, não apresentou contraproposta. Pedimos a mediação do Ministério Público do Trabalho e da Secretaria Regional do Trabalho e Emprego no Pará, mas o Diário enviou representante que alegava desconhecer as propostas do sindicato e, ainda, que não estava autorizado a negociar em nome dos patrões, apesar de representá-los.

Como já foi dito, a inclusão do piso no acordo não é uma luta de hoje. No entanto, constitui-se numa batalha difícil. Só estamos conseguindo avançar junto ao Diário do Pará graças à pressão dos trabalhadores. Somente com pleno conhecimento da greve aprovada em assembleia, com uma semana de antecedência à deflagração, é que a empresa dignou-se a receber o Sindicato, oferecendo o reajuste de R$ 1.000,00 brutos para R$ 1.300,00. Porém, a proposta em nada arrefeceu os trabalhadores, que mantiveram o indicativo de greve, deflagrada na última sexta-feira, 20.

Os jornalistas do Diário do Pará, da TV RBA e do Diário On Line estão em greve por culpa da empresa, que se mantém intransigente, alega que o movimento tem motivações "politiqueiras", não reconhece que problemas trabalhistas existem e insiste em manter salários aviltantes. Sem falar, nas condições desumanas proporcionadas pela empresa no ambiente de trabalho, tais como a falta de água potável, sem falar no assédio moral.

O Sinjor-PA continua aguardando que a empresa deixe de lançar propostas em blogues ou mesmo recados por email aos funcionários, para fazê-las numa mesa de negociação. A predisposição ao diálogo, por parte do Sinjor e dos trabalhadores, é tão óbvia, que, desde a deflagração da greve há cinco dias, estamos de plantão na porta da empresa, todos os dias, os dias inteiros, enquanto os patrões mantém os portões fechados, tomados por seguranças e, também, desde ontem, vigiados por câmeras instaladas na parte externa do prédio com a finalidade de observar aqueles que constituem o movimento paredista.

Se a direção da RBA ainda não entendeu, repetimos: aguardamos uma contraproposta da empresa. O Sindicato acredita que o diálogo é a melhor opção para chegarmos ao consenso.

Jornalista Vale Mais 


SINDICATO DOS JORNALISTAS NO ESTADO DO PARÁ”

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