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terça-feira, 6 de agosto de 2013

A Revolução da Revolução




Desculpe, caro leitor, mas esta postagem é só afanação.

Porque assaltei o Face da combativa jornalista Jecyone Pinheiro e o charmosíssimo blog do deputado Parsifal Pontes. 

É verdade que a Perereca da Vizinha não é dada a essas coisas, mas, não resisti. 

Precisava dividir com você essa entrevista fantástica dos meninos da Mídia Ninja; meninos que estão revolucionando o Jornalismo brasileiro. 

Sabem, quando surgiu o meu primeiro cabelo branco arranquei e guardei. 

Pode parecer loucura, mas achei importante guardar alguma recordação do momento em que percebi que os anos estavam finalmente a me alcançar. 

Muito depois até dei pra pintar o cabelo, mas, finalmente, parei com isso. 

Porque considero a vida uma experiência tão fantástica que sempre achei o envelhecimento um processo perfeitamente natural. 

Nunca escondi a idade (tenho 52 anos; farei 53 em novembro) e nunca me afligi com isso, muito pelo contrário. 

No entanto, quando vejo essa meninada do Mídia Ninja e do Movimento Belém Livre, aí, sim, sinto uma pena danada de não ter mais 20 e poucos anos. 

Essa garotada tem uma lucidez, uma ousadia, uma capacidade incrível de concretizar aquilo que sempre nos pareceu apenas um sonho distante – como é o caso da democratização da informação. 

E isso porque esses meninos têm um olhar respeitoso, até reverente, acerca da importância social da informação. 

E é até engraçado perceber, nessa entrevista, a dificuldade de jornalistas mais velhos em compreender a radicalidade da proposta desses garotos da Mídia Ninja. 

Isso porque  a gente tenta perceber tais propostas a partir de parâmetros históricos (o que, aliás, é normalíssimo), mas sem atentar para o fato de que, na verdade, estamos a viver uma espécie de  Big Bang mundial, em termos de formatos de comunicação de massa. 

Quer dizer: nenhum dos padrões existentes tem condições de conter, abrigar, abranger, essa explosão diante de nós. 

Até porque, ao longo dos séculos, nos habituamos a pensar informação apenas como um negócio ou como ferramenta individual ou grupal de poder. 

Enquanto que esses meninos vão ao xis do problema: não, informação não é negócio. E se é ferramenta de poder, é ferramenta de poder coletivo. 

E por se tratar de um direito social, vale a pena, sim, lutar por ela, mesmo que com muitos sacrifícios pessoais. 

No fundo, o que está por trás desse Big Bang de formatos de comunicação de massa é uma apropriação coletiva. 

Ou, melhor ainda, uma desapropriação. 

Sim, porque a informação é arrancada das mãos de seus “donos” tradicionais e passa às mãos daquela que sempre foi a sua dona por direito, a sua dona legítima - a sociedade. 

E até a sustentabilidade desse processo surge diante de nós como algo revolucionário, porque implica a ruptura de conceitos centrados na propriedade privada e individual. 

Ou seja, são revoluções dentro de revoluções o que nos traz este Terceiro Milênio. 

E é por isso que também assaltei o blog do Parsifal e roubei uma música bem bacana do Gonzaguinha (http://pjpontes.blogspot.com.br/2013/06/eu-acredito-e-na-rapaziada.html). 

Porque só mesmo a juventude é que é capaz de compreender de fato as oportunidades da roda do tempo. 

Nossos olhos já estão cansados demais, domesticados demais. 

E quem sabe até as nossas esperanças tenham envelhecido um bocado conosco, a nos tornar profundamente tímidos em relação ao que já fomos outrora. 

Aqui você confere a entrevista dos meninos da Mídia Ninja: 




E aqui a música do Gonzaguinha:

 

Um comentário:

Anônimo disse...

Brincadeira né? Patrocinados por José Dirceu para ganhar editais públicos, o FORA DO EIXO cria o mídia ninja para fazer política pro PT, é sustentado por nós e aplaudido pela jornalista do Jáder Barbalho: tu, perereca! hahaha