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segunda-feira, 1 de julho de 2013

A paralisação dos funcionários do Líder em Belém: empresa não paga tíquete alimentação há seis anos, dizem trabalhadores, que também não conseguem folga e chegam a trabalhar 9 horas por dias.


No G1:

Funcionários de rede de supermercado paralisam na RMB 

Categoria reivindica pagamento de ticket alimentação e folgas.Segundo a Fetracom, há acúmulo de função e desrespeito à carga horária. 

Funcionários do grupo Líder suspenderam as atividades nesta segunda-feira (1º), em Belém e na Região Metropolitana. De acordo com a categoria, trabalhadores de todos os estabelecimentos da rede aderiram à paralisação, atingindo mais de 20 lojas. Em frente à loja da Doca, funcionários interditaram a avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Umarizal.

Segundo José Hamilton, trabalhador da loja da Cidade Nova, a categoria reivindica pagamento do ticket alimentação, que não seria pago há seis anos; folga aos domingos, e carga horária de seis horas de trabalho. "Paralisamos hoje, em todas as lojas. Não estamos atendendo ninguém. Caso nossas reivindicações não forem aceitas, vamos paralisar amanhã também", afirma.

De acordo com a Fetracom (Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços dos Estados do Pará e Amapá), seis lojas estão com o atendimento suspenso: Doca, Augusto Montenegro, Icoaraci, Humaitá, Alcindo Cacela e Batista Campos.

“Estão descumprindo o acordo estabelecido com o sindicato de oito horas de trabalho. Tem trabalhador que cumpre 9 horas por dia e acumula função. Eles não pagam em espécie as horas extras, mas em folga. Mas o trabalhador nunca consegue tirar essa folga. Temos inúmeras folgas, mas não conseguimos tirar por causa da escala. Ticket alimentação não existe”, afirma o diretor da Fetracom, Virgílio Silvestre.

De acordo com a Associação Paraense de Supermercados (Aspas), nenhuma pauta de reivindicações dos trabalhadores foi apresentada formalmente. "O acordo coletivo de 2013 já foi assinado, e é válido até 2014. Está homologado já que patrões e empregados concordaram", explica Mara Góes.

O G1 entrou em contato com a gerente de marketing do Líder, Larissa Libório, que declarou que a rede não irá se pronunciar sobre o assunto.


http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/07/funcionarios-de-rede-de-supermercado-paralisam-na-rmb.html

Um comentário:

Anônimo disse...

Quem deveria fiscalizar se faz de doido. A delegacia ou o Ministério do trabalho deixam correr solto e fazem que não veem. Cadê os fiscais do trabalho?