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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ligações perigosas: escritório de Ophir Cavalcante é contratado pelo consórcio construtor de Belo Monte 15 dias depois de audiência pública da OAB que questionou a hidrelétrica.


OAB critica Belo Monte e escritório de Ophir Cavalcante defende. Mas Ophirzinho jura que não tem problema. (Foto: blog Conversa Afiada)



Do blog do deputado estadual Parsifal Pontes:
 
O paradoxo da ética

Em matéria lavrada hoje (10) a “Folha de S. Paulo” revela que a banca do presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, foi contratada pelo Consórcio Belo Monte “no mesmo mês em que a obra foi alvo de uma audiência pública na OAB em Brasília.”.


Excesso de pragmatismo

Cavalcante, que na qualidade de presidente da OAB tem tecido críticas a Belo Monte, retruca que não feriu a ética pois quem delibera as posições da OAB é o Conselho Federal.

Todavia, ele é o presidente desse Conselho e a sua atitude denota uma dualidade pra lá de pragmática: quando ele é presidente da OAB investe contra Belo Monte; ao mesmo segundo, quando toma assento na sua banca, advoga a favor do empreendimento, ou seja, contra ele mesmo.


Contratação se deu 15 dias após audiência pública

Reporta a “Folha” um detalhe capcioso, mas que não deve passar despercebido: em 09.04.12, na sede da OAB em Brasília, sob o comando de Cavalcante, ocorreu a audiência pública com a “presença de representantes de ONGs, Senado e Ministério Público”, que questionava, sob vários aspectos, as obras em Belo Monte. Quinze dias depois dessa audiência “o escritório de Ophir em Belém (PA) foi contratado pelo Consórcio Construtor Belo Monte.”.


Movimento Xingu Vivo demonstra surpresa

À “Folha” a coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo, desconsola-se: “é uma surpresa, não sabíamos. Eu fico chocada porque a OAB é uma instância em que a gente, de qualquer maneira, deposita uma confiança, uma esperança, por ter um papel na defesa da democracia, das leis.".


Paradoxo

Um ex-presidente da OAB, que se reportou à “Folha” pedindo reserva da sua identidade, comparou a atitude do atual presidente ao de um “procurador da República que começa a investigar uma acusação e acaba contratado pelo investigado.”.

Tem mais Parsifal Pontes aqui: http://pjpontes.blogspot.com.br/


Em postagem sob o título “Cavaleiro da ética, Ophir tem telhado de vidro”, o blog Análise da Conjuntura também comenta o assunto:

“Autor de discursos moralistas, presidente da OAB, Ophir Cavalcante, comprova contradição de falas e atos ao se envolver em mais um escândalo, agora com a usina de Belo Monte; principal motivador das marchas contra a corrupção, advogado é alvo de ação na justiça por corrupção e improbidade por receber há 13 anos salário de R$ 20 mil sem exercer cargo.

Brasil 247 – Com certa destreza para criar discursos moralistas, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, é o típico exemplo do ditado "faça o que eu digo, não faça o que eu faço". Ao mesmo tempo em que incentiva a realização de marchas contra a corrupção pelo País e critica com veemência qualquer problema que prejudique o Brasil e a sociedade, o presidente da ordem demonstra ter teto de vidro ao se envolver em escândalos dignos de grandes revoltas.

O último deles envolve a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). 

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo deste sábado, 15 depois de a usina ter sido alvo em uma audiência pública na sede da OAB, em Brasília, o Consórcio Construtor Belo Monte, formado por nove empreiteiras, contratou o escritório de advocacia de Ophir Cavalcante para cuidar de uma ação sobre a ilegalidade de uma paralisação dos operários.

O advogado defende a legalidade do contrato com o empreendimento sobre o qual, até então, só havia disparado intensas críticas. Em seus discursos sobre o assunto, Ophir sempre defendeu a inclusão da socidade civil na fiscalização e monitoramento das obras. 

Em 2011, ele chegou a defender que a construção fosse paralisada até que se cumprissem "as condicionantes" para a execução do projeto”.

Tem mais Análise da Conjuntura aqui: http://analisedeconjuntura.blogspot.com.br/

E eis a reportagem da Folha referida pelo Parsifal e pelo Análise da Conjuntura:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1183520-consorcio-de-belo-monte-contrata-presidente-da-oab-que-criticou-usina.shtml

Um comentário:

Anônimo disse...

O mário Couto também é arauto da moralidade! Bando de farsantes e dissimulados! Cadeia prá todos!