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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Reage, Belém! Paredão de luxo ameaça "privatizar" a beleza da Baía do Guajará.


Do blog do antenado Zé Carlos Lima, do PV:
“Em quatrocentos anos de história da cidade de Belém é a primeira vez que a Prefeitura autoriza a construção de um prédio na orla da cidade, as margens da Baia do Guajará. Será que a Cidade concorda com esta construção? Será que depois de construir o primeiro edifício, outros não serão erguidos, fazendo uma parede de luxo para impedir o acesso da população ao rio? Será que construir prédios na orla ajudará Belém a ser uma cidade amazônica e boa para morar?
A legalidade e a oportunidade da licença concedida pela SEURB para construir o prédio está sendo questionada pela sociedade civil, através da Rede Voluntária de Educação Ambiental, perante a Comissão de Meio Ambiente da OAB. Amanhã, sexta-feira, dia 20.05, a Comissão reúne para apreciar o relatório elaborado pelo Dr. Afonso Arinos e tomar uma decisão sobre a questão”.
O blog do Zé está aqui: http://zecarlosdopv.blogspot.com/

4 comentários:

Licinio Ferreira Jr. disse...

Qualquer cidade litorânea no mundo afora, como também algumas no Brasil, tem um gabarito vertical que determina a altura permitida de prédios calculando a distância que devem ter a partir da maré mais alta. Infelizmente a nossa cidade não tem um administrador responsável que se preocupe com a ventilação, o panorama do rio, a paisagem urbana, o direito das pessoas, etc...
Precisamos nos organizar para enfrentar esses desmandos, só uma sociedade organizada tem seus direitos respeitados, com isso precisamos eleger administradores sérios e comprometidos com seus munícipes, como se vê em Paris, onde o prefeito vai fazer a sua feira de bicicleta, no fim de semana, e conversa com as pessoas sôbre como está indo sua administração.
Entendo que lá é um país desenvolvido, onde o povo é mais instruido, mas devemos aprender com quem já sabe sem inventar a roda , é assim que o homem desenvolveu sua sabedoria.
Espero que esse administrador de plantão, pelo menos dessa vez, seja instado a voltar atrás para que nossa bela cidade volte a ser o que era antes com suas janelas para o rio, para o deleite e conforto de seus moradores.

Licinio Ferreira Jr.
Eng. Civil

Anônimo disse...

Olá sou seu leitor e de outros blogs sérios de nossa cidade. Sobre o assunto de prédios na orla de Belém e do condomínio de luxo em outeiro, seria interessante buscar na SPU/PA informações sobre esses mandos e desmandos, visto que são áreas de marinha, propriedade de união e como menciona o Licinio, há regras e leis. Mas por aqui virou moda o descaso com elas.

Walter Costa Junior disse...

Não adianta perdermos nossa energia tentando entender o que acontece na SEURB. A SEURB não é um orgão fiscalizador, é um mero arquivo púiblico. Eles são competentes somente para carimbar projetos, recolher os valores dos serviços prestados e as "taxas de urgência", se é que podemos chamar assim. Liberam qualquer coisa para qualquer um, basta pagar o valor do alvará ou do habite-se, conforme o caso. A SEURB só fiscaliza aquilo que lhe é interessante. Ora, se a SEURB não fiscaliza e não é responsável por nada, deveria mudar o nome do órgão para ARQUIVO PÚBLICO DE URBANISMO. Basta carimbar os projetos com "ARQUIVADO" e pronto! Está tudo ok! Já é assim que funciona hoje! À guisa de exemplo, o meu prédio (Ed. Meridian da Construtora Atlântica), entregue em início de 2010, não existe NENHUM REQUISITO MÍNIMO DE ACESSIBILIDADE, mas teve o alvará de obras e depois o habite-se emitido pela SEURB. Ora, se existe uma lei federal e outra municipal obrigando que as construções atendam a tres requisitos mínimos de acessibilidade, COMO É QUE A SEURB ME CONCEDE UM HABITE-SE SEM ESSES REQUISITOS? Ora ora ora, concede porque faz vista grossa, ou melhor, não fiscaliza absolutamente nada, simplesmente arquiva os projetos, pior de tudo, cobra caro por isso. Além da falta de acessibilidade, pasmem, a fossa fecal do prédio foi construída ao lado (coladinha) à cisterna de água potável! Achou estranho? Pois é, mas a SEURB e a COSANPA e o construtor acham isso muito normal. Ações judiciais já estão em curso contra esses absurdos. Vou voltar aqui de vez em quando para dar mais notícias... Abraços.




Em meu edifício (Ed. Meridian), da Construtora Atlântica, a fossa fecal foi construída ao lado da cisterna de água potável, o projeto executado é diferente daquele aprovado inicialmente na SEURB e sabem o que aconteceu? NADA! O construtor conseguiu o alvará de obras, no final da obra o habite-se, e joga esses fatos na nossa cara. Quando questionado pelos erros construtivos ele simplesmente diz: a seurb aprovou o projeto.

Anônimo disse...

Deixa construirem prédios e mais prédios, melhor do que ficar terrenos baldio para serem invadidos.
A prefeitura não liga pra orla mesmo.
Belém ficará com um skyline digno de uma metrópole.