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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Duas notinhas abestadas I



Nada contra Ney Messias. Sujeito boa praça, de bem com a vida. E o filhinho dele, ó, nota dez sobre dez!...


Mas o Ney, pelo que sei, não tem nem diploma, nem registro de Jornalista.


Mesmo assim, não vi nenhum coleguinha atuado contra a possível nomeação dele para a Secretaria de Comunicação.


Daí que fiquei a pensar: Deus, ó Deus, mas o que foi que aconteceu com os coleguinhas?


Duas notinhas abestadas II


Maldadezinha: não é verdade, “bisolutamente”, que os coleguinhas padeçam de súbita afonia por interesse em DAS...


Longe disso!...


Jornalista, principalmente “diplomático”, é ético pra chuchu!...


Aprendem, zifio, ética que nem becedário...


Daí que nunca, jamais, em tempo algum que deixariam de defender essa nobre “catiguria” por interesse em DAS!...


Peninha é da Simone Romero, professora “DAS Comunicação”, que aviu avuá a sua Secretaria.


E pra um sujeito até "adiplomático", caramba!...


É por isso que assempre adigo: porrada naquele tar de Gilmar Mendes!...

E viva, pra todo o sempre, a honestidade dos coleguinhas

FUUUUIIIII!!!!!

10 comentários:

Anônimo disse...

Geeeeente, já está nesse nível o loteamento de cargos do Jatene? Hum, hum, depois ficam bravos quando dizem que é briga de DAS.

Anônimo disse...

A propósito, Perereca, perguntei à Rita. Qe dizes:
Ei Rita,
Responde uma coisa. Aquele contrato Funtelpa/O Liberal, em tua opinião, será reeditado?
Outra coisa, a Ana Julia jamais resolveu uma coisa importante no rela$ionamento com a grande Imprensa da terrinha. Que achas? O Diário será opo$ição ao Governo? E O liberal, manterá as bene$$es da era tucana?
Qual tua opinião respeito.
Vou perguntar o mesmo ao Barata. Gstaria de saber a opinião do Lúcio Flávio Pinto a respeito.

Olho de Boto disse...

Perereca, o Ney Messias é muuuuito parecido com o Bacana. Gosta de bajular, ter privilégios, ser celebridade. Enfim, se acha a bala que matou Kennedy. Se o governo Jatene pretende ser igual ao que foi anteriormente, então,miga,pode contar que ele tá dentro.

John Charles disse...

Querida, com todo respeito, mas você ainda tá nessa de diploma...?!

E a culpa não é do Gilmar Mendes, não. É a parte esclarecida e militante da sociedade que não aceita essa restrição à liberdade de expressão. O que, vale lembrar, não tem nada a ver com ética ou falta de ética, com competência (habilidade) ou falta de competência.

Se diploma garantisse alguma ética... estaríamos bem, de verdade.

A ética ou nasce conosco ou nos é repassada por nossa família. Assim como a capacidade de escrever um texto bem escrito, ou simplesmente de se comunicar, como é o caso do Ney.

Por sinal, a Secom estará bem servida nas mãos dele, um cara superprofissional, e até onde sei, em dias com a tal da ética, a pesar de ser bastante "robert".

O resto é discurso desencontrado com a prática, por parte de alguns "coleguinhas", como você faz questão de insinuar, hehehe.

Abraços e bons sonhos.

Ana Célia Pinheiro disse...

Oi, John, prazer em te ter aqui.

Não, eu não comungo com essa história de exigência de diploma. Aliás, sempre combati isso aqui na Perereca - é só olhar as postagens do blog sobre esse assunto.

O problema é que, no Sindicato, alguns coleguinhas ficaram tentando criar mil obstáculos à minha sindicalização - apesar de eu ter obtido, com base na decisão do Supremo, o meu registro profissional na DRT.

Foi preciso eu mandar um documento ao Sindicato, ameaçando denunciar o caso ao MPF, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério do Trabalho e, ainda, entrar com um processo por danos morais e materiais, para que o Sindicato admitisse a minha filiação.

E mais: a Fenaj se negou a me dar a carteira de jornalista da entidade e se recusou até mesmo a me dar uma resposta por escrito, talvez por acreditar que isso pode me impedir de recorrer às vias judiciais...

Mas agora que passou a campanha, vou retomar essa batalha e tenho certeza de que serei vitoriosa na Justiça.

Por tudo isso é que escrevi essas duas notinhas.

Exerço o Jornalismo há mais de 30 anos - e, certamente, com uma ética e uma honradez maiores do que muito coleguinha diplomado.

Além disso, se quisesse, poderia ter obtido o registro profissional por vias reprováveis, como tanta gente fez.

Gosto do Ney, acho que é um sujeito muito bacana e o reconheço, sim, como jornalista.

Mas o fato é que os coleguinhas que não estão a dizer um ai sobre a nomeação dele para a Secom, esse pessoalzinho que parece que comeu abiu, são os mesmíssimos que sempre fizeram a maior onda comigo por eu não ter registro.

Os mesmos, aliás, que sempre falaram horrores do Ney, pelo fato de ele, também, não ter registro.

Em suma, um pessoalzinho covarde e hipócrita que tenta, muitas vezes, é usar o sindicato para distribuir "agrados" ou "castigos", conforme a antipatia ou simpatia em relação a essa ou àquela pessoa.

Só para teres uma idéia: logo no começo do governo da Ana Júlia, uma dessas coleguinhas chegou a telefonar à Sead para dizer à secretária que eu não tinha registro profissional - tudo porque eu havia sido nomeada para a Assessoria de Comunicação de lá.

E agora, por que é que está todo mundo caladinho diante da nomeação, não de um simples assessor, mas de um secretário de Comunicação sem registro profissional?

Sabes por que não dizem nada? Porque, além de interessados em DAS, não ousam se opor a quem eles sabem que tem poder para retaliar.

Se queres saber, John, eu estou é morrendo de rir com toda essa história do Ney: já até soltei foguete e tomei um bocado de cerveja, em homenagem à nomeação dele...

Obrigada pela sua presença aqui. Abs.

John Charles disse...

Concordo com tudinho, Ana. Eu também não tenho diploma, apesar de ter registro profissional desde o ano 2.000 e ser formado em Letras (o que acho menos relevante). Se eu puder ajudar de alguma forma na tua luta, eis-me aqui. Agora, penso que é uma luta em vão, pois, a meu ver, nem a filiação ao Sinjor nem à Fenaj te acrescentarão muita coisa. Tenho certeza de que o nome que construíste em todos esses anos de carreira valem muito mais que uma simples carteira de jornalista, a qual nem sempre é garantia de acesso às fontes, o que realmente nos interessa.
Mudando de assunto, olha, se o Ney te convidar, aceita, viu?!?
Não seja orgulhosa, hehe.
Abraços.
PS: Aguardo uma visita tua no meu blogue.

Bruno Calheiros disse...

Ana... É por essas e por outras que eu sou contra a obrigatoriedade de diploma pra se exercer o cargo.. tem tanto blogueiro escrevendo, fazendo jornalismo de fato e de direito e sempre cisar de papel pra comprovar a sua capacidade. vao cobrar então do boris casoy que a decadas faz jornalismo e nem formado eh!!!

Anônimo disse...

Ana,

Gostaria de aproveitar essa questão e te dar uma sugestão (se é que posso fazê-la, já que sou mais novo do que você).

Não alimente essa coisa de diplomados x jornalistas antigos.

É uma discussão tão rasteira (dos dois lados). Sei que você deve viver na pele uma perseguição quase nazista por não ter o diploma (o que é ridículo).

O que quero dizer é que você não deveria ter raiva, mas, ao invés disso, voltar a estudar. Não desista de fazer isso por birra, pois só prejudicaria você.

Sei que é difícil, pois exige tempo e dinheiro, mas o capitalismo de hoje é o da informação. Uma graduação já não é mais nada, não tê-la então...

Não quero dizer que quem não tem não sabe nada, mas a sociedade cobra a formação.

Vejo você se queixando da questão financeira. Aliás, muitos jornalistas fazem isso. Ocorre que nossa profissão é de empregados e não de patrões. Somos muitos e os patrões poucos. Eles fazem o que querem. Pra piorar, a maioria não tem um diferencial.

A a solução para isso: estudar. Só assim um leque de oportunidades se abre. Você deixa de ficar preocupado se A ou B está no poder.

Uma pessoa com sua experiência poderia aproveitar bem o que a academia tem a oferecer.

Pense nisso.

Ana Célia Pinheiro disse...

John: sempre passo pelo teu blog - e gosto muito. Obrigada pela solidariedade, por me oferecer ajuda - muito obrigada, de coração.

Quanto à filiação ao Sindicato e a Fenaj, penso que ela é importante, sim, vez que a carteira de jornalista nos dá acesso a muitos locais, para a obtenção de informações. Exemplo: se tivesse participado da cobertura da apuração eleitoral, provavelmente precisaria da carteira de jornalista. Além disso, o reconhecimento da condição de jornalista é fundamental para quem faz o que faço: reportagem investigativa.

Quer dizer: essa negativa da Fenaj representa, sim, um problemão para mim, até em termos da minha sustentação financeira - e se eu fosse contratada para cobrir um evento e não pudesse entrar pela falta da carteira de jornalista?

Claro que há graves prejuízos, do ponto de vista financeiro, à minha atividade profissional, isso sem falar no dano moral: a angústia gerada pela incerteza daquele que é o meu ganha-pão há mais de 30 anos (o Jornalismo), devido à determinação da Fenaj em descumprir uma decisão da mais alta Corte de Justiça do País.

Infelizmente, com a campanha, não tive tempo para entrar com um mandado de segurança contra a Fenaj.

Agora, pretendo fazê-lo. E não só: se a negativa persistir, entrarei com um processo por danos morais e materiais contra a Fenaj e, se possível, contra seus diretores.

E mais: estou vendo até a possibilidade de pedir a intervenção na entidade, tendo em vista o propósito por ela demonstrado de descumprir uma decisão judicial – o que, me parece, é um crime.

Ou será que já é possível uma entidade profissional, que até faz campanhas nacionais praticamente a afirmar que só é jornalista quem tem a carteira profissional dela, realizar reuniões e tomar decisões com a finalidade de burlar uma decisão do Supremo?

E, sinceramente, não vejo qual o prejuízo que uma intervenção na Fenaj causaria à categoria.

Os jornalistas, principalmente os que trabalham nas redações, ganham mal à beça; trabalham em condições pra lá de precárias; são desrespeitados de todas as formas possíveis e sobrevivem debaixo de uma opressão tamanha que não conseguem nem mesmo imaginar uma trincheira em defesa da informação – que tem de ser o maior interesse do jornalista, porque sempre será o interesse maior da sociedade.

Então, sinceramente, que não vejo qual a função da Fenaj, da maneira como é administrada.

Perseguir? Desagregar? Será que é isso que uma categoria tão fumada e estratégica necessita?

Além disso, até onde sei, nenhuma das previsões apocalípticas acerca do fim da obrigatoriedade do diploma se realizou. Pelo contrário: o mercado de trabalho continua a ver no diploma de Jornalismo um diferencial.

Quer dizer: no fundo, toda essa perseguição não passa de uma cortina de fumaça para esconder a incompetência dessas “lideranças” no enfrentamento das questões que realmente importam à categoria: defesa da informação, melhores salários, melhores condições de trabalho e por aí vai.

Faz tempo que não me intrometo no sindicato – mais de 20 anos, talvez – porque estava irregular, sem registro profissional.

Mas agora, devidamente filiada ao Sinjor – e, no futuro, também à Fenaj, ainda que a fórceps – pretendo, sim, voltar a meter o meu bedelhão em tudo isso.

Sindicato não é só pra promover festinha de final de ano, nem pra ficar distribuindo favores, aos que agradam a esse ou aquele grupinho. Sindicato não pode ser usado com finalidade político-partidária. Sindicato existe é pra defender os interesses da categoria e, sobretudo, os interesses da sociedade como um todo.

Quanto ao Ney, John, gosto muito dele, mas, sinceramente, a única certeza que tenho comigo é que não vou trabalhar nesse governo.

É uma decisão refletida, pensada, e que já estava tomada antes mesmo do final do primeiro turno.
Meu compromisso foi com o Orly – e cumpri até o final e sem qualquer reclamação da parte dele, muito pelo contrário.

Agora, eu quero é jogar um belo xadrez...

Bjs, querido!

Ana Célia Pinheiro disse...

Anônimo das 3:43:

Não sou eu quem alimenta essa disputa. Quem alimenta isso é um grupelho sedento de poder, cuja ambição não tem limites.
Um grupelho que pretende usar essa categoria tão fumada para obter e distribuir favores. Um grupelho que vive a mamar nas tetas de tudo que é “poderoso”, porque não tem outra forma de sobreviver.
E não é uma perseguição “quase” nazista: é nazista, mesmo.
Coisa de gente que passa o perobal na cara e, depois de tentar te expulsar do mercado de trabalho, ainda te diz: mas não é nada pessoal!...
Coisa de imbecil, que fica por aí a repetir “O Poderoso Chefão” sem perceber que é pessoal, sim, tentar te roubar o sustento.
E olhe, anônimo, que não há nem um pedaço de unha que se possa dizer contra mim, do ponto de vista profissional.
Nunca fui assessora fantasma. Nunca assinei matéria feita por um colega. Nunca me apropriei do “furo” de um colega. Nunca usei do fato de ser jornalista para obter benesses. Nunca aceitei dinheiro de quem quer que fosse, para escrever isso ou aquilo. Nunca escrevi reportagens elogiosas a pessoas ou empresas que eu estivesse a assessorar. Nunca publiquei reportagens investigativas sem ler (e obter) centenas, milhares de documentos que me permitissem formar um juízo sobre o fato em questão. Nunca derrubei “coleguinha” só pra subir na vida. Nunca criei fatos. Nunca “esquentei” notícia só pra “manchetar”.
Desafio essa ratalhada toda a apontar uma unha que seja contra mim. Não há, nem do ponto de vista profissional, nem pessoal.
Minha vida, desde a juventude, sempre foi um livro escancarado: bebo, fumo, trepo – e daí?
Não que nunca tenha errado – errei, sim, muitas vezes. Mas tive a humildade de aprender com o erro. E de assumir o erro, sem tentar debitá-lo a quem quer que fosse.
Sou doida, meio que “descompensada”? É verdade. Não levo desaforo pra casa? É verdade. Não aceito desrespeito ao meu trabalho? É verdade. Sou difícil de lidar? É verdade.
Agora, quero é que essa gentalha, que, assim como tantas outras pessoas, já revirou a minha vida umas trezentas vezes, atire uma pedra que seja no meu telhado. Quero é ver!
E não sou honesta, não, mano: tenho é vergonha. Tenho é medo de me olhar no espelho e não me achar bacana.
Em suma: é tudo uma questão de auto-imagem. Capiche?
Quanto a voltar a estudar, não tenho nada contra.
Pra falar a verdade, nunca deixei de estudar.
Ou você realmente acredita que é possível alguém, com apenas o primeiro grau, escrever como eu escrevo, sem estudar anos e anos?
É mano, porque, bem vistas as coisas, só tenho é o primeiro grau: no segundo, foram apenas as provas do “supletivão”.
Por isso, não me importaria nem um pouco de “voltar” a estudar.
Pelo contrário, adoraria ter um(a) professor (a) que me pegasse a mão e me dissesse – aí sim: vem por aqui!...
Seria menos trabalhoso do que ler um monte de livros sobre um monte de disciplinas. E bem menos temerário do que corrigir os próprios erros cognitivos...
Não, não me importaria nem um pouco de fazer uma faculdade de Comunicação. Já disse isso aqui, aliás: o curso de Comunicação, para mim, seria uma reciclagem até mais barata. E seria, sobretudo, a possibilidade de repassar um pouco da minha experiência às novas gerações de jornalistas. Uma experiência que, sinceramente, eu não gostaria de levar para o túmulo.
Gostaria, sinceramente, de poder interagir com esses meninos e meninas, a aprender com eles e a lhes repassar um pouco disso tudo que aprendi nestes mais de 30 anos.
Sentir-me-ia orgulhosa se pudesse, de alguma forma, contribuir para formar jornalistas comprometidos com a informação e, no fundo, com a sociedade.
Falta-me é dinheiro para tanto, anônimo. E mais que isso, saúde para enfrentar o “guamazão”, com esse meu joelho aleijado...
Adoraria isso. Até porque tenho pelo Conhecimento, mais do que interesse, amor.
É a Filosofia, não como coisa de simples “amigo”. Mas, de amante mesmo do Saber.
Abs. E desculpe lá essa “abertura do coração”.