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segunda-feira, 15 de março de 2010

Plano B 1



Os petistas aguardarão pelo PMDB somente até 3 de abril, garante uma fonte.


Se não houver acordo, partirão para o “plano B”.


O prazo leva em conta o deadline para as desincompatibilizações, além do fechamento das alianças em torno de Dilma Rousseff – o que está previsto, também, para o começo de abril.


E, para os vermelhos, isso pesará – e muito – na decisão de legendas como o PR e PTB.




Plano B 2



Qual o plano B, a fonte não revela. Mas considera a aliança PMDB/PR/PTB/PDT como um cenário de menor possibilidade, devido justamente as alianças nacionais.


Também não aposta na candidatura de Jader ao Palácio dos Despachos: crê que Barbalhão quer é o Senado, e que o filho, Helder, dispute o Governo em 2014.


Mas admite: “Jader também não é alguém que deixe passar um cavalo selado”.




Plano B 3



Para a fonte, as movimentações na Assembléia Legislativa em torno do empréstimo de R$ 366 milhões do BNDES, ajudarão a clarear o horizonte, quanto ao futuro da aliança com o PMDB.


Se o PMDB for favorável ao empréstimo é porque ainda há condições de recuperar a coalizão vitoriosa das eleições de 2006.
Se não, é porque a coligação já foi pro beleléu.




Plano B 4



A fonte admite que talvez se tenha perdido o timing da mexida na Casa Civil, para viabilizar um melhor entendimento entre o governo e a base aliada.

“Foi além da conta, podia ter sido antes (a mexida). Mas, foi no tempo possível”, suspira.

E embora acredite que ainda há condições de recuperar a aliança, reconhece: “O tempo não está ao nosso favor. Há o cenário nacional, mas, não é fácil. Eles (os peemedebistas) já não confiam no governo”.


Plano B 5



Há no PT, no entanto, setores que vêem a propalada “desconfiança” do PMDB como mera estratégia.

“O PMDB precisa ser mais explícito em colocar na mesa as condicionantes para a aliança” – diz-me outro dirigente petista – “Até agora há apenas um item: a desconfiança. Mas, eles têm de botar na mesa o que querem que seja cumprido, se não isso passa a ser ‘empurrar com a barriga’. E o PT não tem tempo para isso. Há questões que têm de ser resolvidas da nossa parte, mas também há questões que têm de ser resolvidas pelo PMDB”.

Segundo ele, a prioridade é uma aliança com o PMDB, para, a partir daí, construir uma ampla frente partidária.

Mas, se isso não for possível, avisa: “Vamos para a disputa”.

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