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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Couto vai mergulhar “de corpo e alma” na campanha de Jatene




O almoço da cúpula tucana, hoje, na casa do senador Mário Couto, no Residencial Parque Verde, em Marituba, começou por volta de uma da tarde e se estendeu por duas horas.


Nele, Mário Couto antecipou o anúncio que fará no domingo às bases tucanas: vai apoiar a candidatura do ex-governador Simão Jatene ao Palácio dos Despachos, no ano que vem.


A imprensa esteve presente ao almoço e entrevistou o senador sobre a paz tucana. Daí que já é pública tal decisão. E ele teria dito, mesmo, que vai mergulhar “de cabeça, corpo e alma” na campanha de Jatene.


O blog soube que Couto conversou nesta semana com o ex-governador Almir Gabriel esse acordo.


Na conversa, Almir teria “ficado neutro”, diz-me uma fonte: teria dito, apenas, que iria pensar no assunto.


Em outra versão, Almir não teria se manifestado é quanto à possibilidade de comparecer, no domingo, ao lançamento oficial da pré-candidatura de Jatene.


No almoço de hoje estiveram presentes, além de Mário Couto e Simão Jatene, o presidente regional do PSDB, Flexa Ribeiro, os três deputados federais do partido – Nilson Pinto, Wandenkolk Gonçalves e Zenaldo Coutinho – e metade de sua bancada estadual: os deputados José Megale, Tetê Santos, Manoel Pioneiro, Ana Cunha e Bosco Gabriel.


Mas, os cinco deputados estaduais que não compareceram tinham justificativas plausíveis.


Ítalo Mácola e Alexandre Von estão viajando pelo interior. Suleima Pegado está às voltas com o casamento da filha. Bira Barbosa estava sendo submetido a uma intervenção cirúrgica em São Paulo. E André Dias também está doente.


E, segundo o senador Flexa Ribeiro, todos estão com Jatene.


“Hoje, o partido tem um pré-candidato apoiado por todos os prefeitos, diretórios, comissões provisórias e por suas bancadas. Ele (Jatene) é uma unanimidade no PSDB e no estado do Pará”, disse o senador.


Ele contou que o almoço de hoje “foi mais uma reunião dos parlamentares, mostrando a união de todos nós em torno da pré-candidatura de Jatene, que vamos lançar formalmente no domingo, com as lideranças do partido”.


Flexa sapateou, sapateou e acabou admitindo que ainda não falou com Almir Gabriel, para conhecer a reação dele sobre a escolha de Jatene.


Essa, aliás, é a grande incógnita: ainda nesta semana dizia-se, nos bastidores que Almir deixaria o partido, caso a escolha do PSDB recaísse sobre Jatene.


Amigos ao longo de trinta anos, Almir e Jatene romperam publicamente no primeiro semestre deste ano.


No entender do tucanão, Jatene teria feito “corpo mole” à sua campanha ao Governo do Estado, em 2006, quando foi derrotado pela petista Ana Júlia Carepa.


De lá para cá, Jatene e o senador Mário Couto, apoiado por Almir, se envolveram num cabo-de-guerra pela indicação tucana à disputa ao Governo do Estado, em 2010.


Depois, numa reviravolta do novelão tucano, Couto abriu mão de sua candidatura em favor de Almir.


E, pelo menos até esta semana, era dado como certo que Almir não arredaria pé dessa disputa.


Hoje, durante o almoço da cúpula tucana, os três únicos oradores – Flexa, Couto e Jatene – reafirmaram o respeito que têm por Almir e que querem que ele participe da campanha de Jatene.


Flexa acredita que Almir apoiará Jatene, até porque ele sempre disse que só seria candidato caso não houvesse um entendimento entre Jatene e Mário Couto.


É o mesmo argumento de uma fonte tucana e, também, do deputado federal Wandenkolk Gonçalves. E a colocação que teria sido feita a Almir por Mário Couto: a de que já não existe necessidade da apresentação do nome dele, Almir, para a pacificação tucana.


A expectativa gira, agora, em torno disso. E até da possibilidade de Almir comparecer ao lançamento da pré-candidatura de Jatene, o que caracterizaria a reunificação partidária.


Wandenkolk avalia que o entendimento entre Jatene e Mário Couto se pautou pelo discurso histórico dos tucanos paraenses de que o Pará se sobrepõe a quaisquer interesses pessoais.


“Chegou a hora de transformarmos isso numa prática. O projeto é coletivo, não tem dono”, disse o deputado.


Ele considera que o fato de esse almoço ter sido realizado na casa de Mário Couto foi “emblemático” para mostrar o apaziguamento no ninho tucano.


A partir de agora, salientou, Jatene está credenciado pelo PSDB para sacramentar as alianças necessárias à eleição de 2010, que admite Wandenkolk, “será dificílima”.

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