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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

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Puty abre o jogo no
Articulação Bancária





O chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Cláudio Puty, concedeu entrevista exclusiva à jornalista Vera Paoloni, que edita o blog da Articulação Bancária.
Puty abriu o jogo: falou sobre as relações entre o Governo e a Vale; a aceitação, pelo TJE, do pedido de intervenção no Pará, os kits escolares, as eleições de 2010, os movimentos sociais e o jogo de cintura para administrar duas condições aparentemente incompatíveis – a chefia da Casa Civil e a possível candidatura a deputado federal, no ano que vem.




A entrevista está sendo publicada em capítulos e pode ser lida ou assistida em vídeo – uma idéia bem interessante da Vera Paoloni, por sinal.




Eis um pedacinho:




Arte Bancária: Secretário, o senhor é tido no Partido dos Trabalhadores e em muitos lugares como alguém que integra o núcleo “duro” do Governo Ana Júlia. Existe esse núcleo?
Cláudio Puty: (risos) Não, não existe, isso é uma invenção. O que existe é um grupo de pessoas da confiança da Governadora que tratam da Governadoria: a Secretaria da Fazenda, do Planejamento, da Comunicação, a Casa Civil, a Secretaria de Governo e a Secretaria de Integração. É a Governadoria, a parte que cuida do coração do Governo. Agora, existem pessoas com quem a governadora tem mais confiança. Ela teve confiança em me nomear para a Casa Civil que é um cargo, sem dúvida nenhuma, que tem muita relevância em qualquer Governo e eu sou muito agradecido e espero não decepcioná–la.




Arte Bancária: Mas o Partido dos Trabalhadores, ele é ouvido antes do Governo tomar alguma decisão estratégica, já que a Governadora também é petista?
Cláudio Puty: Na maioria das vezes sim, algumas vezes não. Em algumas das vezes ou, por falta de tempo, ou por que existe uma diferença entre Partido e Governo, que deve ser respeitada e porque o Governo é composto de outros partidos, você,ao ouvir um partido, teria que ouvir outros. Isso às vezes, obviamente, gera desconforto, gera talvez uma incompreensão, mas não é nada, digamos, planejado, é simplesmente problema de tempo. Mas nas grandes questões, no geral, nós temos um fórum que a Governadora senta com a Executiva do PT, senta com a bancada federal, a bancada estadual. Nas grandes questões, nas obras, no planejamento geral, na política de alianças, o PT é constantemente informado, muito mais do que outros partidos, por exemplo.




Arte Bancária: O senhor acredita então, firmemente, que este canal de diálogo entre o Governo e o Partido dos Trabalhadores está bem azeitado?
Cláudio Puty: É um canal que precisa sempre ser azeitado, porque é natural, ainda mais com um partido com a complexidade do PT, que haja, de vez em quando, algum tipo de tensão, por que, enfim, decisões são tomadas, às vezes – como falei – não dá tempo de informar o Partido, mas nas questões estratégicas, sim, é um esforço constante e predisposição por parte do Governo que a relação com o PT melhore cada vez mais. Acho que a nossa interlocução com os outros partidos da base aliada tem que ser fortalecida, interlocução com o PSB, com o PC do B, com PDT, com PL, com PMDB, muito mais do que com o PT. O que eu quero dizer com isso? Se nós tivermos que melhorar a interlocução o centro da melhora da interlocução tem que ser com outros partidos, não estou dizendo que não tenhamos sempre que melhorar a interlocução com o PT, mas o centro da interlocução tem que fazer nesse Governo realmente os outros partidos da base se sentirem representados na direção política do Governo.




Arte Bancária: Esse papel de interlocução do Governo está muito na sua pasta, na Casa Civil. Não há um conflito, entre o senhor ser candidato a deputado e chefe da Casa Civil?
Cláudio Puty: Olha, em relação à candidatura, se fala muito. É uma grande possibilidade para o ano que vem. Tem vários companheiros que têm mencionado isso, têm falado... isso não é uma hipótese em absoluto descartável. Eu não vejo problema nenhum. Se você fizer uma pesquisa na internet sobre Chefes da Casa Civil candidatos, ou secretários candidatos, você vai descobrir que isso é a regra, muito menos do que a exceção. Governadores e Governadoras em outros estados inclusive estimulam candidaturas de Secretários porque eles podem fazer a defesa do Governo. Secretários fazem política, eles articulam uma base social, eles estão à frente de políticas públicas do Governo e, por isso, candidaturas podem, se bem organizadas e bem conduzidas, dentro dos parâmetros legais, obviamente. Tanto é que é absolutamente legal ser candidato e ser secretário, que você tem um prazo de desincompatibilização, existe uma regra para isso. Então, não tem grande drama associado a isso.Tanto não há problema em relação a isso que pese no Governo Federal quantos ministros são candidatos; pese nos Governos estaduais, quantos secretários são candidatos, isso não é a exceção, isso é a regra. Quando se fala mal disso, é porque você está na realidade fazendo oposição ao Governo Ana Júlia, quando você tenta imputar ao Governo mais uma vez características que seriam diferentes de outros Governos, quando na realidade todos os Governos fazem isso.




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