Ban

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

banpará





Ana não descarta incorporação
do Banpará por banco público






Pela primeira vez a governadora Ana Júlia Carepa admitiu publicamente a possibilidade de incorporação do Banpará por outro banco público, informa a Associação dos Funcionários do Banpará (Afbepa).





Foi durante reunião no Sindicato dos Bancários, na noite da última terça-feira.





Segundo o relato da entidade em seu site, Ana afirmou, que enquanto for governadora, o Banpará não será entregue a um banco privado, mas já a um banco público, "é um caso a pensar".





E acrescentou que o fato de o Banpará ser um banco local, torna "muito difícil de competir com o Brasil".





Segundo o blog da Articulação Bancária, que também cobriu o evento, Ana falou sobre a incorporação ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de o Banpará ser privatizado ou encampado pelo Banco do Brasil.





Nesse caso, quis saber um ouvinte, como ficaria o banco diante da portabilidade em 2011 e, também, se será garantida a implantação do PCS (Plano de Cargos e Salários).





A resposta da governadora, segundo o blog da Articulação: “Não haverá privatização do Banpará neste governo. A portabilidade em 2011 é um enorme desafio e possibilidade de encampação pode haver, mas, com banco público, nunca para a iniciativa privada”.




Manifesto





Durante o encontro, a presidente da Afbepa, Kátia Furtado, entregou um manifesto à governadora, no qual consta uma série de queixas, que vão do assédio moral aos salários do Banpará, que seriam, hoje, “os mais rebaixados entre os bancos públicos”.


O blog vai reproduzir o documento na íntegra. Depois, também reproduz a síntese do encontro, feita pelo blog da Articulação Bancária.




Eis o manifesto:





"Exma. Sra. Governadora Ana Júlia Carepa,




Nós, bancários e bancárias do Banco do Estado do Pará, nos manifestamos em defesa da democracia, da dignidade, da liberdade de organização e de mobilização por nossos direitos. Temos sido os maiores colaboradores e defensores do Banpará, porque acreditamos em nosso banco como ferramenta fundamental da inclusão social. Nestes últimos anos fomos às ruas colher assinaturas da população contra a privatização do banco e chegamos a doar 20% dos nossos salários no processo de capitalização em 1998.




No entanto, somamos mais de 15 anos de salários congelados, trabalhamos sob denúncias de assédio moral, pressão por metas, insegurança e outros graves problemas que nos causam adoecimentos.




Fomos obrigados a entrar com uma Ação de Cumprimento na Justiça do Trabalho para fazer cumprir a cláusula 12ª do ACT 2008/2009, assinado entre o Banpará e o Sindicato dos Bancários, porque a direção do Banpará não cumpriu o ACT, não implantou o PCS, quebrou a relação de confiança necessária a um pacto firmado, uma vez que nem se dispunha a apresentar ao funcionalismo uma proposta razoável que considerasse as profundas perdas passadas e presentes. Os salários da maioria dos bancários e bancárias do Banpará, hoje, são os mais rebaixados entre os bancos públicos.




Além do PCS, outras cláusulas importantes do ACT 2008/2009, como plano de saúde e ponto eletrônico, não foram cumpridas, e na campanha salarial 2009/2010, a direção do Banpará se recusou a negociar nossa minuta específica até que, por pressão da maior greve já registrada na história do Banpará, quando todas as agências da capital paralisaram e se tornava crescente a cada dia a paralisação no interior, a direção do banco se viu forçada a negociar.




Não esperávamos tais condutas a partir de um governo democrático e popular, fruto de décadas de organização e luta das classes trabalhadoras. Nos anos 80 e 90, após o fim da tenebrosa ditadura militar, enquanto as elites brasileiras e paraenses fortaleciam seus partidos políticos e organizações de classes, nós, trabalhadores e trabalhadoras gestávamos e construíamos nossas alternativas, nossos partidos e centrais, nossas oposições sindicais e nossos sindicatos de luta. Quantas barreiras tivemos de vencer para termos direitos, para avançarmos na consciência de classe.




Houve um tempo em que éramos tão poucos e tão poucas a carregar bandeiras em passeatas pelas ruas. Houve um tempo em que vários de nossos irmãos de luta morreram sob tortura por se manterem fiéis às mais legítimas aspirações humanas de liberdade. Hoje, sabemos que eleger nossos representantes no legislativo e no executivo é parte desse processo, mas não é o fim em si. O poder ainda é de uma minoria. Para a maioria, a exclusão e a violência ainda são a regra.




V. Excia., trabalhadora bancária, quando sindicalista e parlamentar de esquerda, foi uma projetada liderança de nossa luta. Ao nosso lado, sempre defendeu o Banpará, a mesa local de negociação e os direitos e liberdades de organização e mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras. Vosso governo não poderia reproduzir velhos métodos ancorados no medo, na pressão por metas e no assédio moral. Haveria de se avançar na defesa dos direitos humanos em geral e nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.




Assim nos manifestamos e pedimos vosso compromisso com:


A MANUTENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO BANPARÁ COMO BANCO PÚBLICO ESTADUAL;


A VALORIZAÇÃO DO FUNCIONALISMO DO BANPARÁ, A PARTIR DE POLÍTICAS EFETIVAS DE CAPACITAÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E À PRESSÃO POR METAS;


DEMOCRACIA INTERNA NO BANPARÁ COM ELEIÇÃO PARA OS REPRESENTANTES DOS FUNCIONÁRIOS NO COMITÊ TRABALHISTA, COMITÊ DISCIPLINAR MEMBRO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO; E


O RESPEITO AO FUNCIONALISMO, COM O CUMPRIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA QUE DEFINE PELA IMPLANTAÇÃO DO PCS ELABORADO PELA COMISSÃO PARITÁRIA EM JANEIRO DE 2010, COM EFEITO RETROATIVO A 18 DE MAIO DE 2009;


A DIRETORIA DA AFBEPA.
GESTÃO RESGATE E AÇÃO.


Belém, Pará, 24 de novembro de 2009".


http://afbepacoragem.blogspot.com





E eis aqui o relato do blog da Articulação Bancária:





Ana Júlia fala nos bancários,
ouve as queixas e responde.





A governadora Ana Júlia esteve ontem à noite (terça) na sede do Sindicato dos Bancários, fazendo um balanço do governo, no dia dos 76 anos do Sindicato.




Chegou ao Sindicato acompanhada do secretariado do governo. E a categoria lá, batendo ponto no evento.



Ana Júlia foi pra falar e pra ouvir as perguntas, queixas, deixar rolar o contraditório. E respondeu.



Veja aqui um resumo dos pontos principais questionados e o que foi respondido.




Banpará - se vai ser privatizado, encampado pelo BB, como fica o banco diante da portabilidade em 2011 e também se será garantida a implantação do PCS (Plano de Cargos e Salários).
Resposta da governadora - "Não haverá privatização do Banpará neste governo. A portabilidade em 2011 é um enorme desafio e possibilidade de encampação pode haver, mas com banco público, nunca pra iniciativa privada.


PCS. O governo vai cumprir o acordo, como cumpriu todos os acordos em relação ao Banpará: fortalecimento do banco, investimento e modernização do parque tecnológico, valorização do funcionalismo,reformas e inaugurações de novas agências. São 5 agências inauguradas neste governo".



Segurança - "Colegas e companheiros bancários e bancárias, não é fácil reconstruir um Estado. Encontramos a segurança pública em petição de miséria. Não tinha concurso há 10 anos e nem treinamento.O marketing do governo anterior era muito bom, mas não era verdadeiro, falava de um Pará maravilhoso que só existia na tevê. Por exemplo, na seccional do Comércio, em Belém, aqui, na capital, tinha um colete para 4 policiais. É brincadeira dizer que isso é respeito à segurança do povo! Quem me conhece sabe que eu não sou de reclamar, de ficar chorando quando as coisas não dão certo. Então, vimos a situação caótica e começamos a trabalhar. Fizemos concurso pra Polícia Militar, Polícia Civil e até dezembro de 2010 estarão trabalhando pela segurança do povo 3.700 policiais. Tá longe do ideal, porque eu não posso catar PM na rua, é preciso concurso e treinamento e isso demora um ano. mas nós fizemos em menos de 3 anos o que os tucanos não fizeram em 12. E isso a categoria bancária e o povo do Pará precisam saber".




Educação - "Outro ponto de honra para o nosso governo é investir em educação. Porque do jeito que noticiam, parece que as mais de 1.200 escolas estavam todas bonitas e funcionando bem até 31 de dezembro de 2006. Aí, quando assumimos em 1o de janeiro de 2007, as escolas caíram. Peraí, gente, isso é desrepeito à nossa capacidade de raciocínio! Igual à segurança, a educação também estava um caos. Hoje, nós já reformamos mais de 600 escolas e uma reforma que inclui internet, quadra coberta, auditório e salas climatizadas, qualidade para servidores da educação e alunos. Não podemos fazer tudo de uma vez, mas estamos avançando na educação."



O blog ficou de publicar mais tarde o restante do resumo.


http://artebancaria.blogspot.com/


Um comentário:

Anônimo disse...

Ela vai privatizar sim.Sem delongas.
Ana Julia vai precisar de Grana para a campanha de reeleição.Caixa 2 vem dos Bancos privados. Ana Julia vai perder as Eleições. Faça essa cagada Governadora o Pará já não pertence aos paraenses tá alugado. Nós sabemos.