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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

2010

O PMDB em xeque


Há duas hipóteses muito improváveis na próxima corrida ao Palácio dos Despachos.

A primeira que é Jader Barbalho arrisque o pescoço nesse páreo.

A segunda é que o bloco PTB/PR entre pra valer em tal disputa.

Quer se goste ou não, Ana Júlia Carepa estará no segundo turno. E a questão, na verdade, é quem a enfrentará nesse embate.

Jader até que possui condições objetivas para encarar a parada.

Comanda o maior partido do estado e um poderoso grupo de comunicação.

Tem carisma, fontes de financiamento e trânsito fácil em Brasília, onde é considerado uma das principais peças, no apoio do PMDB à Dilma Rousseff.

O xis do problema são os inúmeros rolos judiciais que possui, a desautorizar aventuras.

Porque a falta da proteção de um mandato o deixaria exposto às traquinagens de seus inúmeros inimigos.

Tudo isso é tão verdadeiro, que Jader hesita em concorrer até ao Senado, onde as suas chances de se eleger são bem maiores.

Só o faria se fosse o único candidato de um dos lados em disputa – porque, mesmo aqui, a bola dividida reduziria as chances de vitória.

Daí a impossibilidade de disputar o Senado ao lado de Paulo Rocha. Ou, ainda, ao lado de Simão Jatene ou Almir Gabriel.

Mesmo para o Senado, o terreno tem de estar limpo para que arrisque o salto.

O que dizer, então, do Governo do Estado?

Aí, o risco seria de uma frente anti-Jader, como bem notou o ex-governador Hélio Gueiros.

Tudo isso se tornou ainda mais complicado com a entrada em cena do bloco PTB/PR.

Porque o “blocão” ombreia com o PMDB, em termos de força política.

Não creio que tenha chances reais de chegar ao Palácio dos Despachos.

Para começo de conversa, nem se sabe se resistirá à semeadura da cizânia.

Além do mais, como não é um partido, ou um partido sob uma liderança forte, não há como garantir a coesão de seus prefeitos na hora do pega pra capar.

Ou, ainda, que PR e PTB estejam dispostos a ir ao limite, “manter-se a reboque”, na defesa do interesse alheio.

Daí que as negociações com o “blocão” não passarão, apenas, pelo topo. Mas, por debaixo dos panos, acontecerão, também, caso a caso.

No entanto, o maior problema do “blocão” é a falta de uma liderança capaz de representar, a seus correligionários e à sociedade em geral, uma expectativa real de poder.

Tanto assim, que o candidato que lançou para a disputa ao Governo é o ex-deputado federal Anivaldo Valle.

Que é, sim, um brilhante articulador político.

Mas, simplesmente, não possui o carisma de qualquer das lideranças que ambicionam o cargo.

A opção por Anivaldo, aliás, é sintomática: o que se busca, possivelmente, é a Vice para o PR e, o Senado, para o prefeito de Belém, Duciomar Costa.

Porque a Vice é, sim, estratégica. Um vice, se bem usado, é uma faca apontada ao pescoço do titular, para que se comporte direito. Isso sem falar na possibilidade de ascensão.

A simples existência do “blocão” representa uma pedra no caminho do PMDB, no sentido de vir a ser, mais uma vez, o fiel da balança das eleições paraoaras.

Com a força que possui, esse “blocão” tem condições de exigir o mesmo quinhão que caberia ao PMDB – e é isso, que, muito provavelmente, querem, de fato, o PR e o PTB.

Afinal, se o PMDB torce o nariz para 30% do Governo, mais a Presidência da Assembléia Legislativa, mais o controle de 85% das verbas do PAC e mais uma das vagas ao Senado, isso, para qualquer partido emergente, significaria o Paraíso na Terra.


Com tamanha fatia do bolo – ou, ainda, com apenas uma parte dela, na forma de secretarias estratégicas e interiorizadas – PR e PTB teriam condições, em 2012, de crescer ainda mais do que já cresceram, nas eleições do ano passado. E, quem sabe, até poderiam conquistar o lugar hoje ocupado pelo PMDB, na política paraense.


Tudo isso acontece num quadro complicado para o PMDB, em que, apesar de Belém, PR e PTB parecem possuir maior facilidade de entendimento com o PT local.


E em que o seu plano B, que seria o PSDB, é sacudido por uma disputa interna sem precedentes, até a ressuscitar um velho inimigo dos peemedebistas: Almir Gabriel.

E mais: sem que haja garantias de que tal disputa não resultará em danos irreparáveis, para a imediata reconquista tucana do poder.

Junte-se a isso o fato de o PT ter a máquina na mão, a certeza da ajuda federal e, ainda por cima, estar mais coeso do que nunca (os 93% dos votos válidos do presidente regional, João Batista, não saíram de uma cartola mágica...).

Pronto: tem-se aí a medida da complicação.

O fato de o PMDB e o bloco PR/PTB ambicionarem a mesma mordida no bolo, também autoriza a imaginar que, dificilmente, estarão do mesmo lado, nas próximas eleições.

É certo que o líder do Governo, Aírton Faleiro, tem batido na tecla de um frentão, para resolver a parada ainda no primeiro turno – o que seria possível, sim, com uma coalizão desse tamanho.

Custa a crer, no entanto, que o PT consiga realizar tal costura, não apenas por esse conflito de interesses, que tem a ver com o próprio crescimento das legendas em disputa, mas, pela impossibilidade que se prevê de os petistas abrirem mão de um espaço tão amplo do governo, no qual já têm de acomodar as próprias tendências.

E o segundo turno, com o PMDB de um lado e o blocão do outro; o PT de um lado e tucanos ou pefelistas do outro; Diário de um lado e O Liberal do outro, tem tudo para repetir a dramaticidade do pleito de 2006.

Bem, por hoje chega.

Depois eu volto.


FUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!!

4 comentários:

Anônimo disse...

Avisem o Duciomar que se ele sair candidato a alguma Coisa mais uma vez. Vai se lascar.Ninguém aguenta mais esse LADRÂO. Vou preparar Baterias de ovos Podres para saudá-lo.
Se passar por aqui ou onde estiver o Ovo podre vai comer.Nem que eu vá preso.
Irei lançar uma campanha anti-Duciomar ferrenha. Ele vai pagar tudo que deve ao Povo no Ostracismo político.
Revoltado sem Saúde.

alex disse...

Bela analise do quadro politico, porem deixou de analisar uma possibilidade muito importante e que seria uma grande mudança no cenário, a união do PR, PMDB e PTB e alguns aliados em comum (DEM, PDT, PV, por exemplo) e nesse grupo o nome de Anivaldo Vale soa bem, por ser um homem conhecido por honrar seus compromissos, coisa rara na politica local, agora avalie essa possibilidade e me diga o que acha?

Anônimo disse...

Perereca,
Acho que n é bem assim como mostra a sua análise. O Anivaldo pode ter chances de vencer, sim. Já falam o seguinte: se Almir Gabriel n for candidato ao governo, ele retira a sua tropa do PSDb e vem apoiar o Anivaldo. Seria uma forma de ele se redimir de um compromisso assumido nas ultimas eleições e não cumprido. Esse é o cenário q estariam apostando.

Anônimo disse...

Todos estão esquecidos que quando a Ana entrou, o Jatene tinha feito uma adiantamento de receita no valor de quase 330 milhões de reais e nunca disse pra que ele usou o dinheiro, da mesma maneira em 12 anos eles só sabiam fazer propaganda, nunca fizeram um concurso publico pra PM e deixaram o Estado com um deficit enorme de policias nas ruas. Sem falar que no tempo dos tucanalhas todos os amigos do Rei gozavam de um privilegio absurdo de ter segurança privada com uso de policiais militares, só o amiguinho daquele deputado pilantra DEMoniaco, o Rominho, andava por aí, caindo de bebado com um séquito de seis PMs cuidando dele, a custa do dinheiro do contribuinte, todos os donos de cartórios tinham ao menos um ao seu lado, e a segurança indo pras cucuias