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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para sempre Almir




Não gosto de Mário Couto e já deixei isso bem claro aqui.



Não gosto de seu passado, de seu estilo, de sua visão de mundo.



E sequer imagino alguém com o seu histórico a governar o meu estado.



Mais ainda porque, além de tal histórico, o senador não dá sinais mínimos de haver se corrigido.



Pelo contrário: tem uma postura que o precede, pela truculência.



No entanto, sou obrigada a reconhecer que Mário Couto tem todo o direito, sim, de disputar a indicação tucana ao Governo do Estado.



Penso que jamais deveria era ter sido aceito nos quadros do PSDB.



Mas, se integra as fileiras do partido, e o faz, até onde eu sei, com lealdade, tem, sim, todo o direito de disputar.



É democrático que seja assim.



Obviamente que, se sair vitorioso, estarei na oposição, a participar da campanha com uma garra que poucas vezes tive. Até porque não sou filiada ao PSDB, mas, apenas, eleitora do PSDB.



Mesmo assim, sequer concebo a hipótese de que Mário Couto possa ser impedido de concorrer.



Ou até que possa ser reprovado por aproveitar oportunidades que lhe são jogadas no colo, como aconteceu na última terça-feira, em decorrência da estratégia desastrada, infantil, de sete deputados tucanos.



O mesmo raciocínio vale para a participação do ex-governador Almir Gabriel na disputa interna do PSDB.



Pelo que ele me disse – e até onde eu sei o “velho” é muito claro nas suas posições – está, apenas, apoiando Mário Couto.



E é claro que isso implica andar com o senador para todo canto e defendê-lo com unhas e dentes.



É justo, é legítimo, é democrático que o faça: se acredita que Couto é, de fato, o melhor, Almir tem todo o direito de defender tal ponto de vista, por mais que não concordemos com ele.



E tem todo o direito, também, de usar todo o seu peso político, todo o prestígio, todo o enorme respeito, o carinho, a gratidão que todos os tucanos sentimos por ele.



Um prestígio, um respeito, um carinho, uma gratidão que ele fez, sim, por merecer.



Mais não fosse, por nos fazer acreditar na possibilidade de transformar este estado.



Mais não fosse, por nos devolver a esperança.



Torço, apenas, para que Almir não resolva ser candidato.



Certamente que por tudo o que ele representa para todos nós, apesar de todos os seus erros, apesar de sua personalidade birrenta, autoritária, tenho certeza de que muitos de nós nos sentiríamos tentados a apoiá-lo.



Mas, penso – e ele mesmo diz isso – em política as decisões têm de ser tomadas em função de interesses coletivos.



E a verdade é que Almir inaugurou uma era, deixou sua marca na história. Mas, também, ficou para trás.



Nestes novos tempos, que ele mesmo ajudou a conceber, o que precisamos mais do que nunca é de Democracia.



É de um debate profundo, verdadeiro, entre os partidos.



É de tolerância – uma tolerância que, enfim, Almir não possui.



Precisamos de agentes políticos capazes de respeito mútuo. Capazes de ouvir, compreender e agregar.



Para que possamos avançar na construção de um Pará verdadeiramente Cidadão. Para que possamos construir um fazer político mais ético. Para que possamos reduzir as distâncias entre mais e menos favorecidos. Para que possamos encontrar aquilo que nos une.



Para mim, Jatene, mais do que qualquer outro, tem o perfil da liderança que o Pará precisa e espera, neste momento.



Com todos os defeitos, com todos os senões.



Com todas as características pessoais que o fazem titubear em momentos em que não se pode, simplesmente, titubear.



Penso, porém, que o triunfo interno da candidatura de Jatene não pode ser obtido a partir do simples “estrangulamento”, ou da simples “satanização” daqueles que a ela se opõem.



Jatene precisa assumir a liderança do partido. Precisa mostrar que vale cada gota de suor, cada fio de esperança que já depositamos e que ainda depositaremos nele.



Depende dele – e só dele – o êxito de sua candidatura, tanto internamente, quanto entre o eleitorado em geral.



A eleição que vem por aí será dificílima – ninguém se iluda imaginando o contrário.



Para os dois lados em disputa – e queira Deus que ambos de esquerda! – será até um momento de avaliarem o próprio ideário, as próprias certezas. E até mesmo os limites do jogo democrático.



Por isso, Jatene precisa mostrar, agora, já, aquilo que vale.



Não pode esperar ser apenas o “ungido”, o fruto de um “consenso natural”, que esse só “existe” sob as mordaças ditatoriais.



Tem, em suma, de ir à luta com garra: sem viola, sem pescaria, sem fundo de rede.



Sem se deixar dominar por angústias.



Porque angústias sentimos todos, todo santo dia.



Mas, nem por isso, deixamos de enfrentá-las. E de vencer.




FUUUUUIIIIIIIII!!!!!!!!!


4 comentários:

Anônimo disse...

Ana Célia sou leitor assiduo de seu blog,as vezes acho que você radicaliza em alguns ponto de vistas e opiniões.Com relação ao Senador Mário Couto em sua postagen anterior você foi dura e injusta com ele,hoje percebo que você foi um pouco mais maleável com ele,embora respeite seu ponto de vista.Eu gostaria de lêr uma entrevista do senador em seu blog,dessa forma você nos dará a oportunidade de ouvir suas propostas no blog com a melhor qualidade jornalistica do estado e você ficaria conhecendo um pouco melhor nosso senador que concerteza não é tão feio quanto pintam.Aguardo sua manifestação.
Um abraço,
Leitor da madrugada.

Anônimo disse...

Mas Almir não quer ser candidato. Ele quer apenas bagunçar. SACANEAR... Ele quer atrapalhar o Jatene, dane-se o projeto para o Pará, como vc mesmo, Ana Célia, captou em post logo após a entrevista do Almir ao Diário. Mas agora vc confunde as coisas, ou esquece... Aliás, em outro post seu Mario Couto era nefasto, bandido mesmo, e Almir simplesmente por birra, e ódio ao Jaatene, o adotara como candidato. Essa era a visão correta - do seu post prévio, e não mudou,minha carqa metamorfose ambulante...

Anônimo disse...

Ana, tu podes até não ser a GB, mas tu és muito boa quando escreves. Aliás, ainda melhor aqui no teu blog. Já li por aqui da necessidade tua -e que é igual de muita gente- de trabalhar para terceiros. Tá fazendo o que ainda por aqui menina? Quero te dizer que se eu ganhar na loteria te procuro para bancar o teu blog e me deliciar lendo-o. Não te preocupa que não deixarei recadinho dizendo que vou almoçar.

Anônimo disse...

Ana, te parabenizo pelo blog do qual sou leitora assídua, e principalmente pela forma jornalística séria de tuas abordagens.
Lembro-me que em abril de 2008, em um município do sul do Pará, me apresentaste a "A Perereca da Vizinha", e realmente nos presenteaste com este espaço que eleva o jornalismo paraense.
Continue sempre sendo Vc!
Um grande abraço!