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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Linha de Passe!




Recebi uns tantos comentários atrevidos por ter, simplesmente, publicado aqui uns releases de recebi de assessorias petistas.



Não vou mentir pra vocês, não gosto disso: publiquei os releases petistas como publico os releases do Mário Couto, do MPF, do TCU, de um bocado de ONGs, e de quem mais mandar.



Fiz isso no blog do Vic, com os releases do Flexa Ribeiro, do Mário, do Zé Geraldo.
Publico, sim, por que não? Afinal, nem sempre os jornais dão espaços para esses realeases. E essas pessoas, esses grupos, têm o direito de divulgar o que fazem, pois não?



Olhem, caríssimos leitores: todos esses releases vêm de fontes preciosas a este blog.



O meu toma-lá-dá-cá com elas não é de dinheiro: é de informação.



E informação que não é para mim, que eu nem preciso disso para viver: é para vocês.



Então, se alguma fonte do blog me manda releases, vou, sim, publicar.
Até para que possa dizer:ei, pera lá! Publiquei o teu filé! Me dá, pois, um bocado de farinha, né mermo?



Então, vou publicar releases de todo mundo – e vocês que façam o balanço disso.
Este blog nunca foi um dos mais visitados da internet. Aqui só vem a nata da nata.
São os políticos, os donos de blogs, os empresários mais bem informados.



Aqui, na Perereca, só entram os mais bem informados da sociedade, pois não?
É um nicho que a Perereca conseguiu alcançar, né mermo?



Não me sinto elogiada por isso – eu quero mais é popularizar este blog!



Mas, a verdade, é que ele, até aqui, tem sido estratosférico.

A gente discute aqui coisas aparentemente pequenas e enfadonhas, mas que têm enorme importância à sociedade.




A gente traz denúncias que ninguém mais traz.





Quem vem aqui é pessoal que pensa!



O pessoal que perambula pela internet em busca de informação jornalística.



Mas, eu quero ampliar isso.





Quero vocês, é claro: e quem não quereria o topo, a nata, dos formadores de opinião, né mermo?



Quem não iria querer isso? Só se o sujeito fosse doido, né mermo?




Mas, mudando de conversa: o problema é que não sei como me situar nas próximas eleições.



O problema é esse, pronto, tá dito.



Não sei, é preciso esperar, tá muito nebuloso.




Não vou ficar aqui devassando o governo, se, amanhã, não sei se terei de votar na Ana Júlia, na minha xará, novamente.



É esse o problema!



No Mário eu não voto – e nem numa eventual coligação entre PMDB e DEM.

Estou a esperar, vou esperar que as alternativas se tornem mais visíveis, né mermo?



Essa é uma estação petista? É, sim. E eu agradeço aos companheiros petistas por me permitirem tal estação.



Não me pediram nada. Eu é que pedi para poder esperar.




E os companheiros petistas foram extremamente decentes em relação a mim.



Não me pediram para investigar os tucanos; me concederam a possibilidade de, simplesmente, esperar.



E eu estou esperando que se defina o quadro!



Não tenho merreca no bolso; até o Vic, que me mandou investigar, sabe disso: tenho dívidas em profusão e nada mais – nenhum bem.



Faço reportagens investigativas porque acho que é necessário, porque acho que é importante, porque é o meu dever de cidadã e de profissional.



Não ganho nada com isso –pelo contrário: se parar com essa história, como tenho pensado – e admito que tenho pensado – vou ganhar um dinheirão e viver muito bem.



Talvez que até compre a casa que tanto sonho, em Algodoal, né mermo?



Talvez que até deixe alguma coisa para a minha filha não morrer de fome, quando eu morrer, né mermo?




Mas, nada disso me move!




Em contrapartida à minha filha, tenho milhares, milhões de paraenses em que é preciso pensar.



E a minha filha sabe disso, sim!



A minha vida não significa e nem significará nada se não for vista por esse ângulo: a dona Maria, o seu José, que eu nem conheço, mas que, desde sempre, são a razão de tudo o que vivi e de tudo o que busquei aprender, ao longo de toda uma vida!...




Eles é que estão no meu horizonte, e não a Morgana – caramba, que ela é uma cidadã trezentas vezes melhor que eu!... Falem em cortar uma árvore pelo dela, falem!



Ela não virá pelos argumentos tacanhos do PSOL e do PSTU. Vai é negociar 300 mil árvores, pela árvore que caiu!



Tenho muito orgulho da minha maior obra: a minha filha.



É a minha melhor construção.



Mas, a Morgana sabe bem que amanhã pode ter de ir morar num quartinho na Terra Firme, né mermo?



Não tenho nada, nunca quis nada.



Pra começo de conversa, nem sequer acredito em “propriedade”.



E sempre esperei morrer assim.



Hoje, é verdade, quero deixar mais que um quarto na Terra Firme para a minha filha.




Mas, continuo disposta a apostar tudo numa outra sociedade.




E, sabem, eu até conversava com ela, outro dia: posso ganhar em um dia, num texto, só para reescrever, uns R$ 450,00.




Quer dizer:o mesmo que muita gente ganha a trabalhar o mês inteiro.




Sei que isso me exige um trabalhão, um investimento danado em mim mesma, né mermo?



Mas, ainda assim, será justo?





Afinal, quem limpa as ruas e quem escreve não têm, ao fim e ao cabo, a mesmíssima importância social?



O lixeiro não é tão importante à sociedade quanto o intelectual?



Vou mais é dormir, que já me cansei dessa gastação de cuspe.



E agradeço aos irmãos petistas por me permitirem esperar.
Muito obrigada.




Sei que vocês não concedem isso a qualquer um.



Por isso mesmo, obrigada.





FUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!





4 comentários:

Carlos Henrique disse...

Bebida e teclado não combinam...

Anônimo disse...

Minha linda Perereca:
Não se culpe de nada.
Você é uma das mais sérias e brilhantes jornalistas que eu já conheci.
E sou um voracíssimo ledor.
Este elogio é de graça, verdadeiro.
Como sempre, nesta terra preferem importar apedeutas em detrimento das inteligências parauaras.
É triste, mas é verdadeiro.
Continue sempre brilhante.
Saúde, felicidades e sucesso.
Um abraço
Marcos Klautau

Anônimo disse...

Belo o texto, mas carregado de sofismas. O fato de não ganhar dinheiro em troca dos releases, ou mesmo ser detentora do genuíno princípio de não acreditar em propriedade, não torna mais aceitável a publicação dos mesmos sem qualquer contextualização ou comentário em seguida, num blog por assim dizer jornalístico, e em particular "jornalístico investigativo". Não cai bem. Ou, para usar uma linguagem etílica, não desce redondo. E pronto. O que não quer dizer por isso que você não preste, que é vendida, etc, etc. Trata-se de uma crítica de quem gosta do teu blog. Quanto à tua relação com oos petistas e o petismo, teu conceito de progressista e retrógrado na política, outro dia eu gasto meu cuspe com isso...

Ghys disse...

Caramba, sou cada dia mais tua fã...
Ghys.