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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Walter


Walter Bandeira
(31/08/1941 – 02/06/2009)



Que posso dizer de uma estrela?


Que palavra traduz, de fato, a grandiosidade de uma estrela?


A luz que nos incendeia.


A magia que nos faz flutuar...


Que posso dizer de uma voz que desperta todas as vivências...


E todos os desejos que escondemos nas profundezas de nós...


Que dizer do delírio a que conduz essa voz?


Como o pastor que conduz o rebanho.


Como a força que impele a viajar e viajar e viajar...


Que dizer de um ser de luz?


Que nos faz rir, que nos faz chorar...


Que nos faz SER!... Simplesmente, ser...


Essa coisa da qual nos esquecemos todos os dias.


Como se à vida fosse preciso esquecer a capacidade de se dar.


A possibilidade de abrir as nossas imensas asas de luz, para incendiar todo o universo ao redor...


Walter Bandeira, assim como todos os artistas, era um espelho a refletir a Humanidade em nós...


A luz dele como que resgatava a nossa própria luz.


Bem pouco o conheci como indivíduo, embora nos tenhamos cruzado, muitas vezes, nas esquinas da boemia.


Mas ficou-me o vozeirão inconfundível, o bom humor; a vida contagiante, a luz de seu olhar.


Por isso, hoje de manhã, pensei em escrever que quando morre uma estrela, morre, também, uma parte do Universo.


Mas aí pensei que isso não seria exato.


Porque as estrelas nunca morrem!...


As estrelas jamais se apagam...


As estrelas, como Walter, brilham para todo o sempre dentro de nós...











2 comentários:

Anônimo disse...

Perereca,

Não chores !

O Walter não morreu.
O Walter virou um cristal svarovisck purrudo
que está brilhando
lá no céu !

Beijos

Anônimo disse...

Pois é Aninha, Com certeza sua voz maravilhosa vai agora encantar platéias mais refinadas muito além do horizonte. Que o Walter brilhe então em outra constelação e em nossos corações.
Deury Farias