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domingo, 2 de novembro de 2008

O retorno II

Até a madrugada de segunda!



“Não sou eu quem me navega/Quem me navega é o mar!” (Paulinho da Viola/Hermínio Bello de Carvalho)






A Perereca volta a ser atualizada na madrugada desta segunda-feira, como era antes.



Com matérias sobre política, como era antes (e não perca, porque estão interessantes e deram um trabalhão...).



Um recomeço? Sei lá!...



Nem sei se diga: “espero que sim!”.



Continuo a matutar acerca da minha vida; o que farei dela.



Se, afinal, encerro a fase de reportagens e me dedico, apenas, ao marketing e assessoramento político.



Quer dizer, a outro patamar da comunicação.



Quem sabe, até para emplacar um futuro governador do Pará – ou até mais...



Ou, talvez, porque marketing e assessoria política dão bem mais dinheiro e muito mais tranqüilidade.



Com bem menos esforço físico.



E enorme facilidade para mim - porque, graças a Deus, idéias e capacidade de ver além nunca me faltaram...



Ou porque isso acaba sendo até mais honesto, em relação ao astuto e curiosíssimo leitor...



Afinal, quando me afastei deste blog, durante o último período eleitoral, foi justamente porque estava atuando em campanhas.



E considerei que não seria justo trazer a você informações, notícias, nas quais eu teria, inevitavelmente, algum interesse pecuniário.



O problema é que esse meu brevíssimo período de independência financeira logo se acabará.



E, como já disse a você, é preciso garantir o leite das crianças...




E tal garantia, certamente, não virá dessa atividade muitíssimo mal paga que é a reportagem. Muito menos num blog.



Também tenho pensado nessa questão financeira porque, nos próximos dias, emplacarei 48 anos – muito bem vividos, aliás!...



Tão bem vividos que até poderia morrer amanhã, sem pena de ter deixado alguma coisa por viver...



Talvez que isso, afinal, seja “paz de espírito”.



Mas, o fato (e lá vem ele!...) é que já não tenho nem a capacidade física, nem as ilusões de há vinte anos.




Daí a necessidade de fazer um pezinho de meia para a velhice.



E, mais que isso, a necessidade de garantir um porto, um abrigo, para a minha descendência.



Afinal, quando estiver mais bilé do que agora e mais fragilizada fisicamente, quem garantirá o básico, que é o teto, a roupa, a comida no prato?



Mas, ainda espero lançar dois livros com o conteúdo da Perereca, no final deste ano, e continuar a atualizar este blog com reportagens, sabe Deus até quando.



De qualquer forma, é bacana estar com você!



E se, afinal, deixar de vez a reportagem, espero que a gente possa continuar a “se ver”, ao menos, entre poesias e bebedeiras bloguísticas.




FUUUIIIII!!!!!






Para vocês, queridinhos, quatro pérolas desse belíssimo CD “Bêbada Chama”, do mestre Paulinho da Viola:







50 Anos



Eu vim aqui prestar contas
De poucos acertos
De erros sem fim
Eu tropecei tanto às tontas
Que acabei chegando
No fundo de mim
O filme da vida não quer despedida
E me indica:
Acha a saída
E pede socorro onde a lua
Encanta o alto do morro
E gane que nem cachorro
Correndo atrás do momento
Que foi vivido
Venha de onde vier
Ninguém lembra por que quer
Eu beijo na boca de hoje
As lágrimas de outra mulher
Cinquenta anos são bodas de sangue
Casei com a inconstância e o prazer
Perdôo a todos
Não peço desculpas
Foi isso que eu quis viver
Acolho o futuro
De braços abertos
Citando Cartola:
- Eu fiz o que pude
Aos 50 anos
Insisto na juventude


(Cristovão Bastos/Aldir Blanc)





Novos Rumos



Vou imprimir novos rumos
Ao barco agitado que foi minha vida
Fiz minhas velas ao mar
Disse adeus sem chorar
E estou de partida
Todos os anos vividos
São portos perdidos
Que eu deixo pra trás
Quero viver diferente
Que a sorte da gente
É a gente que faz


Quando a vida nos cansa
E se perde a esperança
O melhor é partir
Ir procurar outros mares
Onde outros olhares
Nos façam sorrir
Levo no meu coração
Esta triste lição
Que contigo aprendi
Tu me ensinaste em verdade
Que a felicidade
Está longe de ti


(Rochinha/Orlando Porto)





Onde a Dor Não Tem Razão




Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam
As ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo
De amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor
Em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda




Quem esperou como eu
Por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito
Tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer



(Paulinho da Viola/Elton Medeiros)





Timoneiro




Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar




E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Esta viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar




Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar




Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar




Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar




A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz




Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar




(Paulinho da Viola/Hermínio Bello de Carvalho)

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