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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

até outubro


O último sumiço: até outubro!






Queridinhos:





Infelizmente, vou ter de desaparecer, até o início de outubro.




Terei de viajar e de me concentrar numa campanha. Daí que não terei tempo de bater ponto neste blog. Provavelmente, nem de vez em quando.




Até cheguei a telefonar a um procurador, para marcar uma entrevista. Pensei em fazer, ao menos, um ping-pong sobre essa questão da fiscalização da campanha.




Ia perguntar especificamente sobre as campanhas dos prefeitos que concorrem à reeleição. Afinal, só eles parecem não estar nessa pindaíba dos demais candidatos.




Taí uma boa pauta, pra quem puder fazer: o MP vai devassar as contas desses prefeitos, principalmente as deste exercício? Eles correm o risco de ganhar, mas, não levar? Quer dizer: de acabarem impossibilitados de assumir o cargo, por abuso de poder econômico? O que os cidadãos e os partidos podem fazer em relação a isso, como devem agir? E essa cruzada do MP, da PF e da Justiça Eleitoral, pela moralização do financiamento de campanha, não acabou resultando numa situação complicada, do ponto de vista democrático, já que somente os candidatos com fortuna pessoal e os prefeitos que concorrem à reeleição têm, hoje, algum dinheiro para financiar as ações de campanha? Ou seja, não se corre o risco de perpetuar prefeitos ruins, devido à incapacidade financeira das oposições?




Além disso, é preciso ver quantas denúncias já foram recebidas pelo MP, em relação ao abuso de poder econômico, o aumento percentual disso em relação aos anos anteriores e em quantas denúncias o MP acredita que se fechará esta campanha (é a campanha com mais denúncias dos últimos anos? Por quê?); os meios disponíveis de fiscalização, do MP e da Justiça Eleitoral; o enquadramento legal dessa prática (é improbidade, também).




Paralelamente, seria bacana levantar, junto aos partidos e aos marqueteiros, em quanto caiu, percentualmente, o custo e a arrecadação das campanhas. Mas, atenção: é claro que, nominalmente, os valores devem ter crescido. Mas, em quanto estão e em quanto deveriam estar as campanhas e a arrecadação, não fossem as mexidas na legislação, os escândalos e o “corpo a corpo” da Justiça com os financiadores (é melhor, portanto, trabalhar com percentagem e proporcionalidade). Seria bacana até falar, com doadores tradicionais de campanha (é possível encontrá-los no site do TSE): quanto doavam e quanto estão doando, agora? Por quê? Quanto custa, hoje, um voto, quanto custou em 2004 e quanto deveria estar custando?




Dá uma matéria muito bacana, principalmente, se os “offs” (e eles serão muitos!) forem bem aproveitados. Fica a sugestão.




Ia fazer essa pauta, apesar de ter dito a vocês que não ia me meter nisso, em reportagens, devido a estar engajada em campanhas.





Acho que não é lá muito ético misturar reportagens com a participação direta em campanhas, né mermo?




Mas, sabe como é que é...: o uso do cachimbo deixa a boca torta... Daí que ia entrevistar o procurador, assim mermo. Fazer o quê? Essa coisa da reportagem tá na massa do sangue, maninhos...




No entanto, acabei atropelada por uma mudança de rota: vou ter de sair de Belém. Assim, tenham paciência...




Volto em outubro. E aí vou poder, talvez, realizar um sonho antigo: reformular este cafofo, tornando-o, novamente, uma boa fonte de informação.




Ah, sim: e se der tudo certo, é possível, também, que volte a fazer jornal.






FUUUUIIIIIII!!!!!!!






(Tem cabimento/Depois de tanto tormento/Me casar com algum sargento/
E todo sonho desmanchar?/Não tem carranca/Nem trator, nem alavanca/
Eu quero é ver quem é que arranca/Nós aqui desse lugar... (
Chico Buarque e Tom Jobim)






Guerreira



Se vocês querem saber quem eu sou
Eu sou a tal mineira
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira


Bole com o samba que eu caio
E balanço o balaio no som dos tantãs
Rebolo, que deito e que rolo,
Me embalo e me embolo nos balagandãs
Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio
Que eu sou bam-bam-bam
Que o samba não tem cambalacho,
Vai de cima embaixo pra quem é seu fã
Eu sambo pela noite inteira,
Até amanhã de manhã
Sou a mineira guerreira,
Filha de Ogum com Iansã!

Salve o Nosso Senhor Jesus Cristo, epa babá, Oxalá!
Salve São Jorge Guerreiro, Ogum, ogunhê, meu Pai!
Salve Santa Bárbara, eparrei, minha mãe Iansã!
Salve São Pedro, kaô cabecilê, Xangô!
Salve São Sebastião, okê arô, Oxóssi!
Salve Nossa Senhora da Conceição,otopiabá, Yemanjá!
Salve Nossa Senhora da Glória, oraieiê, Oxum!
Salve Nossa Senhora de Santana, Nanã Burukê, saluba, vovó!
Salve São Lázaro, atotô, Obaluaiê!
Salve São Bartolomeu, arrobobó, Oxumaré!
Salve o povo da rua, salve as crianças, salve os preto véio;
Pai Antônio, Pai Joaquim de Angola,vovó Maria Conga, saravá!
E salve o rei Nagô!

Bole com o samba que eu caio
E balanço o balaio no som dos tantãs
Rebolo, que deito e que rolo,
Me embalo e me embolo nos balagandãs
Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio
Que eu sou bam-bam-bam
Que o samba não tem cambalacho,
Vai de cima embaixo pra quem é seu fã
Eu sambo pela noite inteira,
Até amanhã de manhã
Sou a mineira guerreira,
Filha de Ogum com Iansã

(João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro)

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