Ban

sábado, 7 de junho de 2008

tchau

Tchau!



Novamente vou ter de me despedir de vocês.



Daí a sofreguidão de tantos posts.



Vou passar um tempo longe – um tempo brabo, longo...



Espero que a gente se reveja; bacana se isso acontecer...



Se não, vou deixar uma musiquinha legal, que eu gosto muito, pra vocês se lembrarem de mim, como se lembram de uma criança – que é isso que sou e serei até morrer.



Jamais deixarei de brincar. E de encarar tudo isso, a vida, como uma grande brincadeira.



A gente risca o giz no chão. Pula uma casa, duas, três...



E volta ao mesmo, que, sem voltar ao mesmo, o jogo não tem graça alguma...



A gente olha o céu, sente o vento, pressente a chuva. E se arrisca entre os carros a passar, para apanhar a bola, que vale tanto quanto o coração...



Por que deixamos morrer a criança, ao invés de acalentá-la?



Por que nos deixamos matar e envelhecer, por dentro, quando bastaria, apenas, continuar a brincar?



Por que temos tanto medo de brincar, mais do que qualquer coisa no mundo?



É como se, ao endurecer o coração, para enfrentar a vida adulta, precisássemos banir uma parte daquilo que somos...



Associamos essa permanência da criança à loucura e ao ridículo.



Mas, na verdade, doido e ridículo é quem não sabe ser criança e brincar...



Doido e ridículo é quem se consome, e à parca vida que pensa possuir, numa “seriedade” que só os vermes acharão bacana... Porque, com certeza, os “sérios” terão mais entranhas a devorar...



Imagino Deus como uma criança, um grande brincalhão.



Alguém que resolveu dar 70 anos de vida a um Ser que tem consciência de si e dos bilhões de anos do Universo...



Deus é um menino jogando peteca.



E eu espero, apenas, o momento de jogar peteca com Ele.



Porque, tenho certeza, vou rapelá-lo!...



Vai aí uma petequinha básica?...





A Casa




Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali




Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali




Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero



(Vinícius de Moraes)

2 comentários:

Anônimo disse...

De novo isso? é de novo, novamente ou outra vez, Perereca? sei lá... já que "ti tamo" "cantando pá subí" (achei ótimo essa coisa de jogar peteca com Deus), no ensejo vamo aproveitar prá dar mais uma força nessa coisa do Mestre Verequete que tá prá lá de necessitado inclusive do batraquial apoio vosso e não apenas de um show filantrópico - noves fora o inegável quilate dos artístas envolvidos; não só ele, mas tantos outros sustentáculos da cultura dessa nossa terra que, sem sua proverbial aporrrrrrrinhação blogar, ainda hão de internacionalizar, enquanto vc estiver lá, no bem bom, jogando petecas. Será então possível descobrir que o carimbó foi inventado por ninguém menos que Carlinhos Brown, ainda semana passada, entre uma timbalada e outra.
Assim, faça o favor de dar mais esse toque no curimbó e mostrar que o buraco é mais em baixo uns três dedinhos!!!

Edson Pantoja

Anônimo disse...

De novo isso? é de novo, novamente ou outra vez, Perereca? sei lá... já que "ti tamo" "cantando pá subí" (achei ótimo essa coisa de jogar peteca com Deus), no ensejo vamo aproveitar prá dar mais uma força nessa coisa do Mestre Verequete que tá prá lá de necessitado inclusive do batraquial apoio vosso e não apenas de um show filantrópico - noves fora o inegável quilate dos artístas envolvidos; não só ele, mas tantos outros sustentáculos da cultura dessa nossa terra que, sem sua proverbial aporrrrrrrinhação blogar, ainda hão de internacionalizar, enquanto vc estiver lá, no bem bom, jogando petecas. Será então possível descobrir que o carimbó foi inventado por ninguém menos que Carlinhos Brown, ainda semana passada, entre uma timbalada e outra.
Assim, faça o favor de dar mais esse toque no curimbó e mostrar que o buraco é mais em baixo uns três dedinhos!!!

Edson Pantoja