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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Municipais 13

A maior corrida municipal




Para o cientista político Cláudio Lago os números do TSE demonstram que estas devem ser, de fato, as maiores eleições municipais dos últimos tempos.


“Uma das explicações para o baixo comparecimento que você tinha, anteriormente, além da baixa escolaridade,eram as dificuldades de acesso, especialmente na região do Marajó, Baixo Amazonas e Sudoeste do Pará”, observa.

Mas, além da melhoria da infra-estrutura e de novos locais de votação, o próprio crescimento populacional deve levar a que esta seja, de fato, a maior eleição que o Pará já viu até aqui.

Cláudio acredita, também, que o crescimento do número de candidatos, em relação a 1996, deva ser creditado ao aumento da quantidade de partidos existentes, ao incremento da militância política, nos partidos de esquerda, e até à destinação de cotas para as candidaturas femininas.

Diz que a tendência é de temperaturas muito elevadas, nas campanhas dos 20 municípios que concentram a maioria do eleitorado.

“Esses municípios são cabeças de região e têm uma larga área de influência. E, para o jogo de 2010, é fundamental que os partidos estejam estruturados neles”, comenta.

E completa: “Mesmo na época do PSDB houve briga, confusão e o processo eleitoral deste ano não será diferente. É inevitável uma disputa eleitoral intensa em Santarém, Marabá e Ananindeua, por exemplo. Mas, se isso vai afastar o PMDB do bloco de sustentação do Governo do Estado, só o tempo dirá”.

E prossegue: “Quem vai dizer ao Lira Maia, que sempre foi historicamente ligado ao Jader e que só rompeu com ele por uma questão de sobrevivência política, que ele não vai ser candidato em Santarém, para disputar com a Maria, que é do PT? E quem segura a Bel, que é do PMDB e teve 26 mil votos para deputada federal, em Parauapebas, onde o prefeito é do PT? E Capanema, onde o prefeito, Buchacra, é do PT, o PMDB foi tirado do Eslon e dado para o Marcelo Pierre, mas o Eslon, deve ser candidato a prefeito pelo PR, que também integra a base de sustentação dos governos federal e estadual?”

Cláudio diz que as disputas municipais produzirão, sim, arranhões nas alianças políticas existentes, até porque os caciques partidários estão jogando para 2010. Mas pondera, também, que falar em ruptura da coligação que sustenta o governo estadual já é mais complicado.

Prevê que ou PT ou PMDB será o grande vitorioso destas eleições.
Chama a atenção para o desempenho que deverá ter o PR, considera o DEM uma incógnita e acredita que o PSDB, fracionado e sem máquina, tende a encolher: “È possível que os tucanos não consigam manter nem 80% do que tinham”, observa.



Editorial


Novamente, a Perereca produziu uma edição com muito carinho, especialmente para os seus fiéis leitores.

E espera que, esta sim, esteja à altura das edições passadas.

Pretende retornar, ao longo da semana, já que ainda possui muito material sobre as eleições municipais, que não usou nesta domingueira, que já está pra lá de longa.

O blog agradece a paciência dos leitores e dos entrevistados.

2 comentários:

Anônimo disse...

Perereca, esse é o melhor caminho para o seu blog: reportagem. Isso você, quando quer, sabe fazer como ninguém.
Uma boa análise, a partir dos depoimentos dos envolvidos diretamente no processo, além de informações de analistas e profissionais, mostra só o começo do que será o processo eleitoral nos 143 municípios do Estado do pará neste ano de 2008.
Como é´só o começo, mais três meses e o quadro já pode estar bem diferente.

Borboleta Pequetita disse...

Gostei muito do seu trabalho.
Espero ansioso por mais informações sobre a política em nosso Estado.
Parabéns.
Flávio Miranda.