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domingo, 2 de dezembro de 2007

secho!

Sexo (oba!)


O grande mistério do sexo talvez seja o fato de o sexo ser cercado de tanto mistério.

Por que, afinal, uma coisa básica, uma necessidade tão natural, acabou cercada de tamanha ritualização?

É certo que há toda uma explicação histórica para isso.

O nascimento da propriedade privada e blá-blá-blá. A religião e blá-blá-blá. E até a biologia, com a união interpares, tem o seu blá-blá-blá a oferecer.

Mas, ainda assim, permanece a incógnita inicial: o que leva um animal pensante, senhor de si, como o ser humano, a vincular o prazer a qualquer espécie de convenção, interesse ou ritualização?

Há anos, tenho cá comigo que isso talvez tenha a ver com uma necessidade de superação da própria animalidade.

De repente, o ser humano, ciente de si e do mundo, viu-se e viu os demais parceiros deste mundo: mais proximamente, os demais primatas.

Havia descido das árvores, mas, estranhamente, ainda assim pensou: ora bolas, o que é que me faz diferente deles?

Havia descido das árvores, mas, ainda assim, transformou toda espécie de prazer em tabu, para desvincular-se do que lhe parecia, simplesmente, animal.

Para o Humano, a fuga da animalidade transformou-se em necessidade existencial.

Por isso, quanto mais transcendente se torna a espécie, mais desprazerosa tem de se tornar a vida.

Não, que não se confunda prazer com exibicionismo, vaidade, poder ou qualquer coisa assim.

Prazer é muito mais que isso.

É uma sensação que preenche e que fica, que marca a memória em forma de lembrança recorrente, a nos acompanhar por toda a vida.

É a lembrança de uma comida ou de uma trepada que se provou e que não encontramos similar.

Alguma coisa específica, com um “perfume” específico.

Como quando caminhamos descalços na terra e captamos essa sensação.

Como um banho de chuva, com o cheiro, o gosto e o frescor da chuva a escorrer pelo corpo.

Prazer é aquele momento em que nos desprendemos do entorno e nos damos a nós mesmos e, eventualmente, ao outro que está conosco.

É uma viagem particular, subjetiva. Na maioria das vezes vivida a dois, num gesto, num olhar.

Mas, é alguma coisa pra lá de íntima, que nada tem a ver com o que os outros vão pensar de nós.

Até porque, em tal momento, inexiste essa preocupação com o mundo, que deixa, simplesmente, de existir.

Mas, sinceramente, já não sinto qualquer prazer em continuar me debatendo com vocês.

Prefiro tomar as minhas em paz. FUUUIIIIIII!

Um comentário:

Anônimo disse...

Minha cara Perereca,
Você e suas recaídas.
Impecheament é por demais.
Petista faziaaaaa protestos quando era oposição. Agora, vê e ouve tudo caladinho da silva. E só se preocupa em olhar pra trás para encontrar culpados.
Como você gosta de pesquisar, vá aos setores competentes e confirmará que houve, sim, concurso público para Polícia. Só no último ano do governo do PSDB foram contratados mais mil policiais. É a verdade.
No resto, você tem o direito - não sei se obrigação, de defender a governadora e atacar o passado da maneira que lhe convém.