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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Eleições: Divagando

Divagando, divagando...




I

Não há nada no mundo que me faça apoiar a reeleição de Duciomar Costa.

Não, não se trata de uma questão pessoal, ou até gramatical, em relação aquele “subi” irritante.

É uma questão humanitária, mermo.

Em relação à dona Maria e ao seu José que estão, literalmente, a morrer, devido à ação da quadrilha desse indivíduo.

Já ando nisso há anos. Mas, tenho cá pra mim, com os meus botões, que há um limite para a negociação política.

E esse senhor, Duciomar Costa, ultrapassou todos os limites.

Tornou-se, para nós, uma espécie de Odorico Paraguaçu, sempre em busca de cadáveres.

Um Herodes no tucupi, a assassinar bebezinhos.

Um monstro, nada além de um monstro.

E monstro, bicho, a gente simplesmente ignora, pois não?

Belém não merece isso. Produzimos o maior movimento social da História.

Como, então, podemos imaginar que a nossa cidade possa se tornar refém de meia dúzia de bandidos?

Para mim, Dudu não passa do agenciador dos Irmãos Metralha.

É o doente, o psicopata, a comandar toda sorte de patifaria com o dinheiro público.

Lembro do Papudinho e do Edmilson.

Nenhum foi honesto, bacana, como Belém mereceria. Mas, deixaram alguma coisa.

O Papudinho, a Doca, o 192 e as lixeiras da Ebal.

O Ed, o Jurunas todo saneado e parcialmente asfaltado, assim como a Cremação.

Mas, o que o Dudu nos deixará, além de roubar?

Ele fica se apegando ao Portal. Mas, será que milhares de janelas para o rio valem uma única vida?

Além disso, ainda não há nada dele que possamos lembrar, além do sofrimento e da morte da nossa gente.

Para mim, há duas fotografias pungentes na vida.

A primeira é a daquelas crianças correndo, desesperadas, do Napalm estadounidense no Vietnan.

A segunda, porque está bem próxima, é a daquela mãe com o filho morto nos braços, a sair de um posto de saúde de Belém.

E que importa se era a tia, a avó ou a prima, como disse, depois, o Diário.

Era uma criança que morreu num posto de saúde. E ponto.

Pode-se até argumentar que as câmeras estavam à espera de.

Mas, eu proponho o raciocínio inverso: a morte é tanta, a fedentina da latrina é tamanha, que não há mais como esconder.

Para mim, portanto, não há acordo.

Para mim, ainda é menos pior o Fernandinho Douradinho e o Viquinho.

Até porque acho que Valéria tem um pouco mais de inteligência e sensibilidade.

Já trabalhei com ela. E sei do que estou falando.


II


Sei que, estrategicamente, é bem mais fácil ao PSDB justificar o apoio ao Dudu.

O Jatene raciocinou assim (e eu sei como ele raciocina): Dudu se reelege, na capital, que detém 30% do eleitorado.

Ele, Dudu, não tem ambição, além de estar com a amante em Brasília. Não será, portanto, candidato ao Governo. Até porque é um enfermo neurológico, facilmente manobrável.

Logo, me apoiará, a mim (Jatene), ao Governo do Estado, em 2010.

Até porque já abriga a minha gente e sabe que pode confiar, porque ela não dá um pio.

E eu, se pudesse, diria ao Jatene que esse é um dos raciocínios mais simplórios que já vi na vida.

Nem parece teu, viste? Nem parece teu...

Em primeiro lugar, não contas com a corte e com os incensos, que alimentam todas as ambições.

Em segundo lugar, isso é rame-rame matemático, demasiado para a política.

E, se lá pelas tantas, mesmo sem incenso e corte, essa criatura se convencer, per si, de que é um bom administrador?

E se essa criatura – que é humana – quiser provar alguma coisa a si mesma e a outrem?

E se essa criatura considerar, simplesmente, natural, ascender mais um patamar?

Infelizmente, Barão, as pessoas, as mentes, não são tão lógicas.

Pesa nelas - em nós - muito além do número frio; uma infinidade de circunstâncias e de sentimentos.

As pessoas são assim, né mermo, Jatene? Que se há de fazer?

As gentes se compõem e recompõem de experiências, muito além do que o outro poderá entender.

Por isso, nada, em se tratando de pessoas, é certo. Nada é justo, nada é o que deveria ser.

Pessoas são como tempestades reprimidas nos céus.

Por isso, para entendê-las, é preciso sondar, conhecer, os sinais que os céus se esmeram em esconder.

Pessoas não são números, não são exatas: são sentimentos, desejos de.

Assim, não contes que conheces a quem manobras: quem sabe, não é ele a te manobrar, afinal?


III


Não quero mais pensar nisso.

Não quero mais saber de política.

Estou contando os dias para ir-me embora para Algodoal. Vou viver o mar. Ser o mar.

Até porque não preciso de nada disso.

Dinheiro, status, poder não me dizem merda alguma.

Que as pessoas morram por isso: quero mais é viver.

E viver em frente ao mar.

Encharcar os olhos e a alma de mar. E ver a vida, ser a vida, como os bichinhos que brotam aos meus pés...

Mas, gostaria de dizer a Valéria que ela, se for mermo catita, como penso que é, terá jogo de cintura para conseguir os apoios necessários a essa eleição.

A senha veio do julgamento do STF.

A hora é de negociar. De fazer-se acreditar. De olhar no olho – e conquistar.

É o toma-lá-dá-cá, mas, com uma coisinha a mais: creia, você pode confiar em mim!...

E agora quero mais é beber em paz, enquanto faço a contagem regressiva para Algodoal.

Vocês já pararam para pensar?

Vou realizar o sonho de cada um de vocês!

E há alguém mais habilitado a isso que eu, a Perereca da Vizinha?

Não, de certeza, que não!

Beijinhos!

FUUUIIIII!

2 comentários:

Anônimo disse...

Concordo com tudo que dissestes a respeito do farsante do Dudú,discordo quando chamas Edmilson de desonesto,me refiro a pessoa do Edmilson,não aos assessores,pois,que eu saiba Edmilson manda as favas bens materiais,como você também manda e por último lamento sua escolha pela Valéria ou seria o Vic?

Anônimo disse...

Ana Célia,
Aceito críticas de todas as formas na minha carreira política.
Só não aceito que mexam com a minha honra, que já não é mais minha, é dos meus filhos. Portanto, é sagrada.
Nem você, nem ninguém.
Ela, ninguém vai roubar.
Você tem a sua, e eu respeito. É sagrada também.
Eu tenho a minha, e também peço respeito.
Sempre tive por você respeito e admiração, e já mostrei isso, até mais do que deveria, mas não me arrependo.
Já até briguei por você pelo direito de não se misturar política com o seu lado profissional.
A Valéria, então, nem se fala. Mas isso, é um problema dela e talvez um dia chegue aos seus ouvidos o que ela passou para ter você trabalhando ao seu lado.
Quando você me desqualifica no seu blog, não posso ficar calado.
Só lhe digo uma coisa: não sou ladrão, não sou bandido e não mereço esse tipo de comentário.
De você, não espero elogios. Só justiça.
Só isso.
Um feliz Círio,
Vic Pires Franco