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sábado, 25 de agosto de 2007

Infantil

Uma Sessão Infantil!


A Casa

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela não
Porque na casa não tinha chão.
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede.
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali.

Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero!

(Toquinho e Vinícius de Moraes)



O Carimbador Maluco


Cinco, quatro, três, dois...
Parem, esperem aí...
Onde é que vocês pensam que vão??...

Plunct, Plact, Zummm
Não vai a lugar nenhum
Plunct, Plact, Zummm
Não vai a lugar nenhum

Tem que ser selado, registrado, carimbado
Avaliado, rotulado se quiser voar!!
Pra lua, a taxa é alta
Pro sol, identidade,
Mas já pro seu foguete viajar pelo universo
É preciso o meu carimbo dando, sim sim sim

O seu Plunct, Plact, Zummm
Não vai a lugar nenhum
Plunct, Plact, Zummm
Não vai a lugar nenhum

Mas ora, vejam só, já estou gostando de vocês
Aventura como esta eu nunca experimentei
O que eu queria mesmo era ir com vocês
Mas já que eu não posso, boa viagem!
E até outra vez!!

Agora, o Plunct, Plact, Zummm
Pode partir sem problema algum
O Plunct, Plact, Zummm
Pode partir sem problema algum

Boa viagem!

(Raul Seixas)



Lindo Balão Azul

Eu vivo sempre no mundo da lua.

Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático

Eu vivo sempre no mundo da lua

Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântica

Eu vivo sempre no mundo da lua

Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito

Eu vivo sempre no mundo da lua

Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona nessa cauda de cometa
Ver a Via-Láctea, estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde numa nebulosa
Voltar para casa nosso lindo Balão azul

(Guilherme Arantes)


O Caderno


Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá.
Em todos os desenhos coloridos vou estar.
A casa, a montanha, duas nuvens no céu.
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega,
Seus problemas ajudar a resolver.
Sofrer também nas provas bimestrais junto a você.
Serei sempre seu confidente fiel,
Se seu pranto molhar meu papel.
Sou eu que vou ser seu amigo,
Vou lhe dar abrigo, se você quiser,
Quando surgirem em seus primeiros raios de mulher.
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel.
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer?
Só peço a você um favor, se puder:
Não me esqueça num canto qualquer!

(Chico Buarque)


O Pato

Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há

O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela

(Vinicius de Moraes)


Aula de Piano


Depois do almoço na sala vazia
A mãe subia pra se recostar
E no passado que a sala escondia
A menininha ficava a esperar
O professor de piano chegava
E começava uma nova lição
E a menininha, tão bonitinha
Enchia a casa feito um clarim
Abria o peito, mandava brasa
E solfejava assim:
Ai, ai, ai
Lá, sol, fá, mi, ré
Tira a mão daí
Dó, dó, ré, dó, si
Aqui não dá pé
Mi, mi, fá, mi, ré
E a agora o sol, fá
Pra lição acabar
Diz o refrão quem não chora não mama
Veio o sucesso e a consagração
E finalmente deitaram na fama
Tendo atingido a total perfeição
Nunca se viu tanta variedade
A quatro mãos em concertos de amor
Mas na verdade, tinham saudades
De quando ele era seu professor
E quando ela menina e bela
Abria o berrador
Ai, ai, ai
Lá, sol, fá, mi, ré
Tira a mão daí
Dó, dó, ré, dó, si
Aqui não dá pé
Mi, mi, fá, mi, ré
E a agora o sol, fá
Pra lição acabar

(As Frenéticas)

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