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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Fábio

Sobre Fábio Castro e a CCS




Poucas vezes vi um assessor de imprensa tão ruim quanto o atual coordenador de Comunicação Social do Governo do Estado, Fábio Castro.

(E eu sei do poder que ele, o grupo dele, tem nas mãos: as milionárias verbas de publicidade. Mas, chega uma hora que alguém tem de ter coragem de colocar o guizo no pescoço do gato, não é ‘mermo’?)

Fábio Castro pode até ser bom como professor, “dotô”, ou sei mais o que, no círculo de iluminados da “univelcidade”.

Pode até ser bacana pra tomar uma cerveja e contar umas piadas. Ou, até, pra fumar um baseado, apreciando o rio Guamá (só!...).

Mas é ruim, ruim, ruim... de matar – impossivelmente ruim! - como executivo de Comunicação.

Pra começo de conversa, é mais fácil falar com alguns dos mais importantes secretários de Estado e até, quem sabe, com a própria governadora, do que com Fábio Castro.

Em primeiro lugar, ou porque ele nunca atende o celular, ou porque está em alguma das intermináveis reuniões do PT.

Em segundo lugar, porque, nas raras ocasiões em que retorna a ligação, o faz através de irritantes mensagens de texto, que levam a pensar que a CCS deve estar vivendo num miserê desgraçado...

Terceiro porque já me deu até informação incorreta: me mandou esperar o Putty, uma tarde, na AL, quando o secretário se encontrava, na realidade, no CIG (e quem me safou foi o deputado Bordalo, que me deu uma carona até lá).

E eu fico pensando se foi desinformação ou má fé de Fábio Castro. E me vejo embasbacada, diante da segunda hipótese. Afinal, se o Putty não queria falar, era só dizer, ao invés de ficar parecendo o Harrison Ford, naquele filme “O Fugitivo”... Mas, o pior é que, apesar do drible do coordenador, Putty falou, sim. E olha que a informação que eu queria não era minimamente embaraçosa para o governo – aliás, creio que era até do interesse da atual administração...

E eu fico pensando, cá com meus botões, pra que, diabos, serve um coordenador de Comunicação Social que não faz a ponte entre a imprensa e os secretários, justamente porque não se comunica com ninguém...

O problema do PT e dos “dotores” do PT é que têm de aprender que uma coisa é a teoria e, outra, a prática.

Sujeito pode ser muito bom a construir altíssimas abstrações. As tais das teorias ululantes, que nos deixam boquiabertos depois da segunda grade...

Pode até ter o dom de ensinar – o que é algo belíssimo, encantador, invejável, mas, entre as paredes da sala de aula, ou até numa palestra, ou até nas páginas de um livro...

Mas que é muito, muito diferente, eqüidistante do ato de executar.

Aliás, as pessoas deveriam ter a capacidade de reconhecer as próprias competências e incompetências. Isso, certamente, livraria muito boa gente de muito vexame...

Podem ter certeza de que não falo isso por “invejar o Fábio”. Se há uma coisa que possuo, graças a Deus, é a sabedoria acerca dos meus limites; das minhas competências e incompetências. E, num lugar como a CCS, sei que acabaria que nem Fábio Castro: punhetantemente dispersa e irritante...

O que estou escrevendo, apesar das ironias, é até em benefício dele e do próprio Governo e de todos os colegas que já cansaram de quebrar pedra, junto a CCS, em busca de informação.

Nessa crise da PM, por exemplo, eu me vi, por vezes, que nem cego em tiroteio – e, o que é pior, cheguei até a sentir saudades do Nélio Palheta - vejam só!...

É que a coisa na CCS anda tão ruim que a gente se vê até desesperada, em busca do menos pior...

No meio de uma guerra de informações, não é o repórter que tem de ficar arrancando os cabelos, em busca da informação decisiva – e que, aliás, beneficia o governo.

O coordenador da CCS tem de ter o timing, a capacidade, digamos assim, até inspiradora...

A sensibilidade de saber a hora de dizer: “apodem pararem”. “Apodem” ir pra casa que o show acabou...

Fábio Castro, apesar de tudo o que deve ter lido e de todas as teses que deve ter construído, infelizmente, não tem esse timing, essa sensibilidade.

No meio do tiroteio, parece o profeta que acha lindo caminhar, placidamente, sobre as águas...

Legal à beça em Jerusalém, ou no Tibete. Lamentável, na miserável e “carnalíssima” Belém do Pará.

Não conheço bem Fábio Castro, mas, nas poucas vezes em que nos vimos, até me pareceu um sujeito bacaninha, sem um mínimo de arrogância – e eu, um dia desses, vou até convidá-lo pra comer uma maniçoba ou um peixe frito. E até “apago” a “celveja”, pois, pois...

Mas, Fábio Castro, no comando da CCS, é um daqueles desastres verdadeiramente desastrosos...

Coisa pra deixar descrente até Nostradamus...

Nessa crise da PM, a CCS não foi capaz de emitir uma mísera nota oficial na segunda-feira – que era o momento certo de desfechar a paulada e acabar com o circo do PFL/DEM.

Ao invés de meditar sobre “Assim Falava Zaratustra”, Fábio Castro, se não quisesse ou não pudesse escrever uma nota (ou mandar escrevê-la) deveria, ao menos, ter “criado” ocasião para falar à imprensa. Ou seja, para desmentir, enfaticamente, o decreto e a iminência da revogação do adicional. E, assim, retirar o mote da oposição (vou cobrar dez “conto” por essa dica...).

Mas, ao não fazer isso, perdeu excelente ocasião até para mostrar a que veio – aliás, ainda não entendi o que passou na cabeça da minha xará, quando resolveu nomear Fábio Castro para a CCS. Afinal, “bacaninha” tem muito mais gente...

E, se ele não passou nem no teste da “crisezinha”, pior ainda será (uma tsunami!..), numa crise de fato.

Como diria aquele personagem dos desenhos animados: “Uma pena, foi mesmo uma pena!...”

Eu e o jornalismo



O jornalismo morreu. Pelo menos no Brasil, após a criação do curso de Comunicação Social.

Raros são os jornalistas diplomados em Comunicação que podem, na verdade, ser chamados de jornalistas. Ou, ao menos, os “profissionais” que BUSCAM que os chamemos assim...

Na maioria, os diplomados em Comunicação não passam de “fechadores de página”. O sujeito que, quando comecei no Jornalismo, há quase três décadas (tô velhinha, né?), todos desprezávamos, por jogar qualquer calhau na página, apenas para poder ir pra casa.

Não têm tesão pela notícia. Encaram isso como um trabalho qualquer. Como o sujeito que colocasse, mecanicamente, 300 esparadrapos em 300 doentes que acorressem ao PSM.

Não têm sequer idéia da importância do jornalismo, para a transformação da sociedade. Por isso, em geral, são até “apolíticos” – e eu gostaria é que me apresentassem um único animal humano que o fosse, de fato...

Ou, permitem que o tesão se perca entre os baixíssimos salários e as péssimas condições de trabalho das redações. Até porque são “apolíticos”, nem lhes passa pela cabeça se organizarem. Ou seja, sequer têm idéia da força que possuem, coletivamente.

Os “comunicólogos”, em geral, se perdem no jornalismo declarativo, o must de nove entre dez jornalistas – apesar do “logos” da definição...

Sujeito, banhudo, careca, ignorante, semi-analfabeto garante que foi à Lua, como astronauta contratado pela Nasa.

E os nossos “comunicólogos” escrevem isso mesmo: que tal criatura foi à Lua. Não se dão ao trabalho de telefonar à Nasa, para saber se ele foi mesmo, ou se foi, mas, no lugar da Chita.... O sujeito declarou. E tá declarado.

Em outras ocasiões, vejo que meus colegas – sim, porque são meus colegas, apesar do diploma que nos separa – sentem uma revolta genuína em relação a alguma coisa.

Mas, simplesmente, possuem vocabulário tão pobre e pensamento tão inextricável que não conseguem comunicar às massas essa revolta.

Não lhes foi dito, simplesmente, que o principal é ler e ler e ler. E aprender e aprender e aprender.

Neste ano, estarei fazendo vestibular, novamente, ao curso de Comunicação Social, após 27 de profissão.

Não apenas para pegar o canudo – que o direito ao exercício da profissão eu conseguiria na Justiça, creio.

Mas, porque cheguei à conclusão que esse é o caminho mais barato, para a reciclagem de que eu sinto necessitar.

Mas, sobretudo, porque não quero levar para o túmulo tudo o que aprendi, ao longo destes 27 anos de profissão.

Espero encontrar, em tal curso, gerações de jornalistas, nas quais eu possa semear tudo o que aprendi.

Sim, porque esse não é um ganho meu, mas da sociedade. E que a ela eu preciso devolver, antes que os cigarros e a bebida e a depressão me levem embora...

Pena que não tenha conseguido ser “fessora”... Mas, quem sabe, como aluna, possa transferir, até mais facilmente, uma parte daquilo que sei...

(Porra, que não acho amigo que me livre dessa obrigatoriedade... Por que será? Pensando bem, acho que tem é muito professor que vai pedir transferência pra Sibéria...)

5 comentários:

Anônimo disse...

O que envergonha a classe são aqueles sem diploma que mentem que nem pão quente.
Escribas de aluguel para roubar a honra das pessoas de bem.
Esses ladrões sim, não valem nada.
Deveriam viver na mesma vala suja, onde vivem os seus patrões. Ou atrás das grades, ambos.

Anônimo disse...

Ana, quanto à nota "dedicada" Fábio, acho que só acertaste numa coisa: na indignação por não terem sido respeitados princípios básicos do relacionamento com a mídia, especialmente em momentos de crise.
bj

Anônimo disse...

Lá está "aquelezinho", falando de si próprio.
O grande playboy que PENSA que engana.
Já, já, ele vai ter a gravação que merece. Na hora certa.

Anônimo disse...

É Ana Célia, vai estudar. O melhor benefício que podes oferecer a sociedade e parar de falar asneiras e estudar.

Paulo Francis disse...

Respeito a opinião dos renomados jornalistas diplomados. Milito na imprensa jornal impresso deste os meus 14 anos de idade. Comecei como na maioria dos profissionais na escola pública estadual aqui em Tucumã no Pará.Hoje tenho 33 anos ainda não conseguir o meu diploma devido as correrias e a responsabilidade de pai de familia. Mas vou conseguir o meu diploma de jornalismo se DEUS permitir. Querida amiga de "DIARIO DO PARÁ" sempre envio materias para o DP por atuar como correspondente nesta região. Não tenho intenção de mim comparar a ninguém apenas de cita um pouco da minha trajetoria no jornalismo com dois importantes furos que foi a reportagem que fez junto com o cenegrafista amigo meu Douglas Oliveira eu era o reporte (trabalhavamos para NBTV/filiada a TV Liberal) e conseguimos filmar com o resgate de 3 corpos de sem-terra mortos em 1997 na fazenda Santa Clara aqui pertinho em Ourilandia do Norte, o caso teve repercusão nacional e internacional a fazenda foi recentemente comprada pelo Incra sendo destinada a trabalhadores sem terra que a mais de dois anos a tinham invadido. Outro furo do qual mim lembro de grande importancia foi a filmagem do avião do então governador Almir Gabriel e seu candidato Jatene em Ourilandia do Norte usando claro o avião e a estrutura do governo do estado na campanha eleitoral para governo. Bem finalizo citando que tenho um jornal impresso semanal aqui na região da PA-279,chama-se Perfil Sulparaense. E concluiu que mas do que nunca eu NÃO CURSEI UMA FACULDADE DE JORNALISMO MAS SINTO A NECESSIDADE PROFUNDA DISSO, DE FAZE-LA. E SEI QUE APESAR DA EXPERIENCIA PRECISAMOS DA TEORIA PARA NOS BALIZARMOS AINDA MAS.Meu irmão mas novo do que eu já está terminando a faculdade dele de jornalismo e sei que em breve poderá ser eu a faze-la. Outra coisa é dificil fazer uma imprensa justa e verdadeira no interior. MAs não desânimo pois confiamos no nosso DEUS ALTISSIMO E SEU FILHO JESUS CRISTO. SUCESSO GAROTA VOCÊ MERECE O MELHOR FICA COM DEUS.