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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Celpa

A merda da Celpa


Nós, os paraenses, feito pato em véspera de Círio, pagamos nada menos que R$ 450 milhões pela privatização da Celpa.

Sim, porque foi esse o dinheiro que desapareceu naquela “inusitada” operação. Aonde a bufunfa foi parar? Não sei. Quem dera saber. Só os trocados já me bastariam para resolver a vida. Assim como à maioria dos paraenses...

Mas, o fato é que pagamos tudo isso por um serviço que é uma belíssima de uma porcaria, uma imundície, uma merda.

Porque essa Celpa não passa de uma cloaca. Que só se estabelece num Estado atrasadíssimo como o Pará.

A Celpa é uma empresa de merda, do fundo do fundo de um quintal de favela. Uma coisiquinha que dá até nojo de chamar de empresa, porque isso ofende ao empresariado e ao próprio capitalismo.

Fosse num país sério, nem existiria. Porque não se sustenta, simplesmente.

Tem de apelar ao terrorismo, à extorsão, para continuar a existir, como faz, todo santo dia, entre os cidadãos mais pobres. E serviço que é bom, necas de pitibiriba.

Porque não é uma empresa. Como já disse antes – e sustento – não passa de uma cloaca.

Desde a sexta-feira, nós, moradores do Residencial Norte-Brasileiro, umas 800 a 1000 pessoas, somos obrigados a conviver com cortes abruptos de energia.

Só hoje, domingo, foram três vezes que a energia sumiu.

Enquanto nossos computadores, televisores, microondas ameaçam queimar – e todos aqueles equipamentos que a porcaria, a merda, a cloaca da Celpa não vai querer pagar, porque já paga caríssimos advogados, justamente para poder se livrar de nós, consumidores.

Justamente nós, cidadãos, que pagamos até o prato de comida que os diretores dessa excrescência consomem, porque é uma coisa parasitária que sobrevive de dinheiro público.

Tentei falar com essa merda, hoje. Não consegui. E desafio quem consiga. A gente liga e vem aquela vozinha enjoada dizendo que todos os atendentes estão ocupados. Depois, quando a gente insiste e insiste, acaba pendurado 25 minutos – contados de relógio – e a ligação é cortada.

Porque essa merda que se diz empresa escarra, impunemente, nas caras dos cidadãos, dos consumidores.

O dono, que deve ser um bon vivant, anda por aí, talvez em Aruba, só exibindo o barrigaço superalimentado, os cabelos brancos e as rugas, com umas piranhas siliconadas que "acompra" com o nosso dinheiro...

E nós aqui, sem energia e com os equipamentos bugando e queimando. E ele, o brocha-mor, se achando o máximo, enquanto que nós, os patetas, se tivéssemos vergonha na cara, se tivéssemos respeito pelo nosso passado Cabano, incendiaríamos aquela porcaria...

Passei duas horas, na noite de hoje, tentando falar com essa cloaca e não consegui nada.

Cadê a merda da Arcon e das demais agências reguladoras? Cadê o Ministério Público? Cadê todas as porcarias dos Poderes que deveriam fazer aquela cloaca andar na linha? Cadê o Governo? Cadê?

Essas porcarias só se lembram da gente, dos palhaços da classe média, na hora de cobrar impostos. Na hora de garantir direitos, não estão nem aí.

Pelo que já vi, aqui na Cremação, esse vai ser um verão filho da puta, a todos os paraenses.

Porque a merda, a cloaca da Celpa vai dizer que não tem condições de atender à demanda.

Por que se meteu, então? Quanto pagou para oferecer esse serviço de merda ao povinho do nariz furado? À caboclada que se contenta com qualquer espelhinho?

Cadê os deputados? Cadê os vereadores? Cadê os cidadãos? Cadê?

Até quando vamos ter de agüentar esse serviço de merda? Até quando vamos ter de sustentar os brochas dessa empresinha?

Eu, cidadã, estou de saco cheio de agüentar essa porcaria. Nem imposto pago mais. E quero que a merda, a porcaria da Receita Federal venha me cobrar, porque vou querer saber quanto ela cobrou do ACM e do Maluf. E do Fernando Dourado. E do Eduardo Salles. E da Valéria, do Jatene e do Vic.

Vou querer saber o resultado da covardia, da pusilanimidade e da porcentagem...

Sim, porque só cobram de nós, classe média, enquanto que “os outros” flanam por aí, bacanas à beça...

Meu dinheiro, dou de bom grado a imposto, desde que seja revertido em escola, em hospital, em estrada.

Pago, beleza – nem precisa pedir! – desde que a minha empregada não tenha de perambular de posto em posto de saúde em busca de remédio para a mãe dela, como faz, hoje.

Dou até mais do que o pedido. Mas quero o recibo em forma de serviço ao público!

Não estou mais aqui para sustentar quem se apropria de dinheiro público. Eu, classe média, me recuso a isso. Que vão tirar do demônio, mas não de mim, que suo para pagar as minhas contas.

E que a cloaca da Celpa vá à merda. E que vão à merda todos os brochas que terceirizam serviço público neste grande puteiro chamado Brasil...

6 comentários:

Aldrin Leal disse...

Desculpe, mas, quando a CELPA não dá conta, você deveria apelar pra ARCON.

Não sei afirmar da ARCON, mas em escopo Federal, a ANATEL (antes de 2003) era exemplar em tratar casos e aplicar multas. O que houve em 2003? Aparelhamento.

Aldrin Leal disse...

E só pra constar: Aparentemente, a ANEEL também pode receber a queixa.

Anônimo disse...

Concordo em gênero, número, grau e eletricidade. Você foi simplesmente elétrica!

Anônimo disse...

quanto tu quer pra ser assessora da Celpa . me liga

Anônimo disse...

Cara Ana Célia,

Concordo plenamente com o que você disse.

Onde moro, acontece a mesma mesma coisa. Na 5ª feira última, o abastecimento de energia elétrica foi interrompido às 17 horas, e restabelecido apenas às 4h30m do dia seguinte. Foram meis de 11 horas sem energia elétrica.

Consegui ser atendido pelo telefone, e ouvi os seguintes "esclarecimentos":

1 - "A empresa está recebendo muitas chamadas. Seu pedido foi anotado e será atendido na ordem de chamada."

2 - "A interrupção do abastecimento de energia elétrica não causa prejuízo ao consumidor, porque este só paga pela energia que consome."

3 - "O consumidor não paga pelos serviços de manutenção da rede de distribuição. Estes serviços são prestados ´gatuitamnente´ pela concessionária."

O atendente que falou essas sandices me disse que se chama Elídio, ou coisa parecida.

O fato da empresa estar recebendo mais chamadas do que pode atender, dá a medida da péssima qualidade dos serviços que presta. Se esses serviços não fossem tão ruins, não haveria tantas chamadas.

O fato da empresa demorar até 11 horas e meia para atender uma chamada demonstra que sua estrutura de serviços é ainda pior que sua infra-estrutura de distribuição de energia.

O pior é que, ao contrário do que disse o Sr. Elídio, nós pagamos caro por isso. Porque o custo da manutenção está embutido no preço da tarifa. E nenhum serviço é mais caro do que aquele pelo qual se paga e nada se recebe.

Bem, o mandato do superintendente tucano da ARCON termina agora em junho. Espero que seu substituto não tarde a sacudir a poeira da omissão que se acumula nessa agência, desde o primeiro dia de sua existência improfícua, medíocre e danosa ao Pará.

Nós, consumidores, agradeceríamos penhorados.

Elias Granhen Tavares

Marcelo disse...

Caros amigos (as),
A situação desesperadora em que se encontra o nosso país e em especial o nosso estado é culpa do próprio povo, não digo isto somente no tocante à péssima escolha que temos quando votamos em um candidato errado para nos representar nas casas legislativas ou na chefia do poder executivo, o povo brasileiro apresenta uma dicotomia ímpar em vários aspectos. Não é raro observamos um cidadão que professa a fé cristã acreditar em cultos afro-brasileiros ou um indivíduo cristão acreditar em espiritismo, ou seja, no Brasil há um sincretismo religioso exarcebado, o brasileiro de uma forma geral acredita em palavras bonitas e difíceis, talvez isso se deva ao fato da pouca instrução que o brasileiro possui, recordo-me de quando comecei a absorver conhecimentos, quando ainda era um estudante do primário, tudo o que eu lia passava a acreditar, demonismo, espiritismo, bruxaria, etc..., com o tempo fui deixando de acreditar em tudo o que lia e passei a ter um senso crítico de todas as idéias expostas a mim, agora sou cético em relação a tudo.
A prestação de serviços públicos de uma forma genérica está um caos, não é só a Celpa, Oi (Telemar), Cosanpa, etc...
Lembro-me da época em que a CELPA era uma estatal, existiam interrupções de energia, o que é normal até porque a fiação fica exposta, passível de que um galho de árvore caia em cima ou que um garoto empinando um papagaio faça a linha esbarrar nos fios elétricos ou ainda um raio que o parta, porém havia mais respeito com o cidadão do que hodiernamente, porque como afirmou um colega acima os atendentes dão mil e uma desculpas e acredito que eles são instruídos neste sentido.
Moro em Ananindeua, a rua em que resido tem constantes interrupções (É revoltante você chegar cansado do serviço, ligar o computador para ver um filme, escutar música ou acessar a internet e puff, tudo no escuro e observar que nos outros quarteirões a energia está a pleno vapor) e sempre que ligamos para reclamar ouvimos as mesmas palavras, e o que é pior já ficamos aqui em casa umas três ou quatro vezes sem energia no período de 19:00 as 08:00, foram queimados em casa um computador, um televisor de 29 polegadas, ventiladores, ferros de passar e outros aparelhos. A rede celpa assume sua culpabilidade?. É óbvia a resposta.
Quando o usuário atrasa por pouco tempo o pagamento eles cortam o fornecimento de forma célere e intempestiva. Uma das contas da rede celpa não chegou aqui em casa porque o nosso “bom” amigo dos correios chamado carteiro deve ter errado o endereço e entre tantas contas não tomei conhecimento deste fato em tempo hábil, resultado, ganhei um “corte de luz”, hoje nem espero mais (Até porque acho que o carteiro esqueceu que minha casa existe), entro no site e imprimo o boleto.
A Oi/Telemar é outra irresponsável que temos que aturar até pelo maldito monopólio, apelar para agências reguladoras (ANEEL, ANATEL, BORDEL ou seja lá o que for) não funciona, elas são coniventes com a “safadeza”. Tenho uma linha que fica muda simplesmente do nada, ao entrar em contato com a retrocitada empresa afirmaram que podia ser o aparelho (Apesar de o mesmo ser novinho em folha), o técnico veio em minha residência e localizou o defeito, era em uma bendita caixinha, pois bem, substituiu a tal e o telefone voltou a dar sinal de vida, porém enquanto estou digitando estas palavras já “emudeceu novamente”.
Outro monopólio desta famigerada empresa é o tal de velox, a resposta de sempre é:
-“A sua central não suporta o velox”
Até quando os nossos direitos constitucionais vão ser teóricos? E a estória (E não história, porque só pode ser piada) da igualdade? Sim porque a Oi fornecendo um serviço de internet com acesso ilimitado somente a alguns está gerando uma desigualdade. Tivemos de solicitar outra linha de telefone (Tirada de outra localidade) para termos o referido serviço, é um abuso.
Eu sou empregado público, sempre primei pelo bom atendimento ao cliente e digo uma coisa a situação da prestação de serviços públicos está assim em parte pela maldita privatização, qual o interesse de um governador ou presidente privatizar um serviço público? Eu vos dou a resposta: Interesses lucrativos (Embolsar parte do dinheiro da venda ou por uma comissão).
Não sou contra a privatização somente pelo fato de ser empregado público, até porque já trabalhei na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, COHAB, CTBel, COSANPA, TJE, Corpo de Bombeiros, etc... e não gosto de me prender a lugar algum, sou contra a privatização porque poucos lucram com a venda de um patrimônio que é nosso, do povo, os governantes são transitórios, já as “burradas” que eles fazem são quase irreversíveis, lembram-se da Vale do rio doce, pois é, está aí dando lucro para empresas estrangeiras, quando o poder público quer vender um patrimônio do povo simplesmente abandonam, sucateiam e assim a empresa pública não prospera, vem a inevitável falência( Algo semelhante está acontecendo com a COSANPA, onde muitos usuários de baixa renda pagam somente uma taxa fixa pelo consumo).
Lembre-mo-nos de que só damos valor à alguma coisa depois que perdemos, do contrário teremos por aí uma porção de celpas, ois e vales.

Marcelo Amaral.