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sábado, 12 de agosto de 2006

12 de agosto de 2006

A defenestração do Barão



_Comadre, the game is over!

(Ó, céus! Que mal eu fiz a Deus? Por que é que eu tenho de aturar a doida dessa correspondente sempre às 3 da manhã? Deve me achar com cara de plantonista do PSM. Só pode...)

_Diz lá, animal!...
_Você tava dormindo é, comadre?
_ Não...Tava me arrumando pra me atirar do Manoel Pinto da Silva...
_Tá querendo se ‘matá’, comadre?!!!
_Não... Tô querendo testar a Lei da Gravidade...
_Hum, hum...
_Fala logo, mulher!
_Agora, me arreliei!...
_(Eu mereço, eu mereço...) Vamos lá...O que é que você quer, digníssima, excelsa e incomparável correspondente?
_Como diria o lorde Tirésias, eu ‘subi’ duma quentíssima. Diz que El Rey defenestrou o Barão. Pediu de volta a administração do Brejo, baniu o pobre e ainda vai tomar as terras do Duzinho.
_Égua! Mas o que foi que o Barão fez?
_Nadica. Só queria rezar, ué!
_Rezar? Como assim?
_ O ‘ômi’ rezava pra acabar o expediente, rezava pra ir pescar, rezava pra ir tocar violão. Aí, El Rey se aborreceu e passou-lhe a maior descompostura.
_Tadinho do Barão!...
_Huuuummmm! Tá ‘cum’ peninha do ‘ômi’, é?
_Hã, hã...cof, cof, cof...Mas sim, desembuche logo essa história!

A pérfida, serpentária e maligna correspondente tricota, enlouquecida, que tudo começou semanas antes da queda do Barão, no Condado de Paraperebas.


El Rey andava furioso com a crescente disputa entre Duzinho e o Príncipe Clean. Até porque Duzinho, liso que nem quiabo, vinha limpando, literalmente, os domínios de Clean.

_E o que é que eles estavam disputando?
_Pois não eram aqueles troços de limpeza? Os dois andavam pra se estapear, comadre! Até a rainha-mãe teve de entrar no circuito! O Duzinho e o Príncipe adoooooram uma limpeza, né, comadre? Não podem ver papel que vão logo metendo a mão!... “Arretiram” daqui, “arretiram” de acolá...Deve ser pra ver quem lava mais branco!...
_Mas não havia, também, um negócio de merenda?
_Pois não é? Nem lhe conto, comadre!...Os dois deixam vigilante do peso de cabelo em pé! Tão parrudos de tanto merendar, comadre! É pão, é mingau, é fruta: comem de tudo que é lado! Deve ser solitária; só pode...

_Mas não haviam repartido os condados?
_E o Duzinho liga lá pra isso?!!!
_Mas o Príncipe, convenhamos, também é espaçoso à beça...
_Mas o Príncipe tem pedigree, comadre!
_Ah, então, virou questão de pedigree?...
_Pois não é, comadre? Ponha o Tico e o Teco pra conjuminar: a ladroagem tem de ficar só em cima! Se não, vira socialismo, ué!...
_Ah, conjuminei! É tudo questão de “ordenamento peculatário”...
_Finalmente lhe caiu a ficha, né, comadre? Agora deixe eu lhe contar o resto!


E a fuxiqueira correspondente desata, novamente, a tricotar. O problema, diz ela, é que entre uma e outra pescaria o Barão nada de eliminar “as pragas do jardim”.

_ Mas que diabo de pragas são essas, já? O Barão é lá jardineiro, agora?
_Ó comadre, tô fazendo uma analogia, ué!
_(Ai, meu Jesus eterno!... Por que eu?)
_Pra você ver se entende: eu e a lady Atenágoras desenvolvemos uma teoria. Conjuminamos pra lá, conjuminamos pra cá...E chegamos à conclusão que o problema da Corte são as “pragas do jardim”. Ou seja, a fauna acompanhante de Sua Majestade Reverendíssima!...
_Sei...O jardim já até sumiu debaixo de erva daninha; a fauna faz o Marcola parecer menino pinguço, mas El Rey nem imagina, né?...
_É claro que não, comadre! O Homem é até um espírito de luz! Não persegue ninguém, adora uma crítica, vê sempre o lado bom das pessoas e nunca se irrita – parece até propaganda ambulante do Lexotan! É o próprio São Francisco de Assis: tudo que é pombo quer assentar no ombro dele!
_Quer dizer, então, que ele não sabe nada do Clean?
_Nadica!
_Nem do Duzinho?
_Menos ainda!
_É... deve ter andado em tour, com o INRI, pelo espaço sideral...
_Pois não é, comadre? E eu lhe digo mais: a culpa é do lorde Balloon.
_ Ué, por que já?
_Pois o lorde não fica toda hora com aquelas superproduções? É tudo grande, lindo, novo, bom. Aí, Sua Majestade Reverendíssima acredita, né?
_Sei...O Balloon é outro, então, que está com o pé no patíbulo...
_Pois não é, comadre? Diz que já tá no freezer de Sua Majestade!...
_É, “cumadizinha”, você me deu uma grande idéia, agora...
_Hem?
_Vou empresariar você e a lady Atenágoras. Vou pegar essa teoria de vocês e vender lá em Brasília. Com esse negócio dos sanguessugas, vai faltar copywriter...

Um comentário:

Juvencio de Arruda disse...

Ahahahahahaha....rsrsrssr.
Bjs