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segunda-feira, 22 de maio de 2006

Especial 22 de Maio IV

Pererecando


Pantoja

A Comissão de Direitos Humanos vai convocar o coronel Pantoja, para depor na Assembléia Legislativa. O depoimento, que deverá acontecer no final deste mês ou no começo de junho, poderá ensejar um pedido de reabertura do caso de Eldorado de Carajás, junto à Procuradoria Geral da República – caso ele confirme, como disse no Fantástico, que apenas cumpriu ordens de Almir. A convocação, que está sendo articulada pelas deputadas Araceli Lemos (PSol) e Sandra Batista (PC do B), não depende dos votos da maioria. Por isso, deve escapar ao rolo compressor governista.


Parauapebas

Fonte do blog telefona para reclamar da situação da Parauapebas, administrada pelo professor Darcy Lerne, do PT. Segundo a fonte, o município teve, no ano passado, um orçamento superior a R$ 237 milhões, mas a única iniciativa de impacto que se viu foi a entrega de um conjunto habitacional com 500 casas, cada uma, talvez, com um custo de R$ 20 mil. De resto, só limpeza e manutenção.


Tietagem

Jatene estava visivelmente emocionado, na reunião da última quinta-feira, que sagrou a pré-candidatura de Almir ao Governo do Estado. Mas a galera presente não se fez de rogada: deixou claro, o tempo inteiro, a inapelável tietagem almirista. Até pelo entusiasmo com que aplaudiu a decisão de Jatene de pegar a viola e ir tocar em outra freguesia...


Histórico

No encontro, aliás, Almir e Jatene deixaram transparecer uma relação pra lá de cordial. O tucano-mor contou que a sua candidatura foi decidida em 7 de abril, quando sentaram para conversar sobre as eleições. Disse Almir: “Simão, você está com 80% de aprovação, está com todo o gás, tem uma constituição a teu favor”. No entanto, respondeu Jatene: “Negativo. Quem tem de assumir é você, que assumiu antes”. Para o cacique do PSDB, a decisão de Jatene é histórica.


Insatisfação

É mais provável, porém, que a recusa de Jatene a se recanditar ao Governo tenha menos a ver com desprendimento e mais com o que Maquiavel chamou de a verdade efetiva das coisas. Deputados e prefeitos da base aliada deixavam cada vez mais patente a insatisfação com o perfil do atual mandatário. Talvez até por duvidarem de que tivesse condições reais de derrotar um certo candidato oposicionista... De quem já foi no passado, aliás, o fiel escudeiro.


Sem escada

A outra opção de Jatene seria a traição pura e simples. Mas quem garante que seria páreo para o velho, na convenção, mesmo tendo a máquina seu favor? Além do mais, isso não faria nada bem a alguém tão cioso da própria imagem. Segundo as más línguas, a hipótese naufragou nas eleições para a Prefeitura de Belém, quando Almir, sabiamente, evitou subir na escada que seria sustentada por Jatene. E que poderia escorregar não por culpa dele, mas dos outros.


Mala

O problema, agora, é o que fazer com Jatene. Sim, porque a hipótese de tornar-se ministro depende de miraculosa eleição do picolé de chuchu. A Perereca arrisca, porém, uma previsão, à mãe Fatinha: se Almir se eleger governador, o desprendido Jatene voltará a ocupar uma secretaria especial. De onde nunca deveria ter saído, aliás.


Pepeca

Volta a circular nos bastidores hipótese discutida por este blog, no post inicial, em fevereiro, de chapa com Almir, Pepeca (vice) e Jader (Senado). Sei não. Amigo me garante que, para o Senado, já estaria fechado o Mário Couto – para desconsolo de Anivaldo. E diz que a insistência do grupo Liberal, na badalação de Valéria, seria para anular o fator Pepeca. À Perereca parece mais lógico Almir, Valéria e Mário. Até pelos argumentos elencados no post inicial, quanto aos riscos que essa chapa, com Almir e Pepeca, traria para a sobrevivência de Jader.


Cardoso

Deputado Mário Cardoso desafiou a bancada governista na Assembléia Legislativa a aprovar a criação de CPI, para apurar as denúncias veiculadas neste blog sobre o “rápido enriquecimento” do empresário Eduardo Salles, sobrinho do governador Simão Jatene. Foi na terça-feira, 16. Ele leu na tribuna as reportagens publicadas pela Perereca. E também citou as matérias publicadas pelo Diário do Pará sobre o superfaturamento no Centro de Convenções – o metro quadrado mais caro do País. Cardoso fez, ainda, um desafio público aos tucanos: que abram as contas dos R$ 6 bilhões de perdas do Pará, com a Lei Kandir, para ver quando foram maiores – se nos quatro anos de Lula ou nos oito de FHC. “Vamos comparar. Pago quanto vocês quiserem” – disse ele. Daqui, o obrigada da Perereca ao deputado. Grande figura, por sinal.


As frases da semana:

“Agradeço à militância, que fez de um poste, de uma mala sem alça, governador do Pará”.

Simão Jatene, na reunião do PSDB, dia 18.


“Você não merecia, príncipe fraco e tímido, soldados tão bravos”.

De Ulisses, para Agamenon

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