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segunda-feira, 27 de março de 2006

Ademir para o Governo?

Circula nos bastidores, com cada vez mais força, a hipótese de coligação PSB/PT, com Ademir para o Governo do Estado. O acordo, aliás, garantem alguns, já estaria fechadíssimo, apesar da verticalização. A ser verdadeiro, o PSB e o PT selaram, sem querer, o destino das oposições no próximo pleito: a derrota para o PSDB, quer com Almir, quer com Jatene.

O grande nó das oposições paraenses continua a ser o pudor petista. Apesar do Valerioduto e da República de Ribeirão. Ao que parece, o PT não consegue ter senso prático. Nem ultrapassar o maniqueísmo básico em antropologia: humano/não-humano. Ou, mais prosaicamente, o “mim Tarzan, you Chita”.

Não se questiona a força política de Ademir. Aliás, se não fosse tão cabeça dura, tentaria o Senado, para cuja disputa não há nomes significativos – nem o do atual ocupante da vaga em disputa.

Ademir, que foi um dos melhores senadores que o Pará já teve, nos últimos 20 anos, possui carisma extraordinário. Mas, também, personalidade complexa. Além de não saber ouvir, fala o que lhe vem à cabeça – coisa que já lhe rendeu poderosas e desnecessárias inimizades. E tem, ainda, inelutável queda pelo sexo oposto. O que é agravado pela farta reciprocidade.

O problema é que tudo isso deixa rastros – e mágoas. Na campanha, além dos dossiês que já circularam, há quatro anos, entre os jornalistas, aparecerão, também, “viúvas” chorosas. Em profusão. De diferentes idades. E, dependendo da gravidade e da maneira como for explorado, o “causo” terá efeito devastador.

Infelizmente, PT e PSB parecem ter perdido de vista o vale-tudo do marketing eleitoral. E a capacidade demolidora das imagens televisivas. Principalmente, quando temperadas por um mar de lágrimas.

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